A reunião abordou os novos procedimentos e as sanções do novo decreto

Na manhã de hoje, a ASSERJ recebeu médicos veterinários e fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para discutir com seus associados e importadoras a proibição da presença de tripolifosfato em pescados. Em outubro do ano passado, a publicação pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do Ofício Circular 12 criou novas orientações, determinações e novos procedimentos para o recebimento da matéria prima, com foco nas importadoras, principalmente da China e Vietnã.

– Detectamos que produtos oriundos destes países estão vindo fraudados com o tripolifosfato que faz com que o peixe retenha água para ganhar peso. A entrada da China e do Vietnã no mercado brasileiro de pescados barateou o preço do produto para a população, mas em contrapartida temos que lidar com problemas como este – alega Samyle Viana, fiscal do MAPA.

Samyle explica que o objetivo do órgão é a moralização do mercado e que a legislação brasileira seja cumprida.

– Não queremos que o consumidor compre água achando que comprou peixe – compara a profissional.

Tanto o pescado congelado como o fresco passarão por uma avaliação sensorial que vai buscar perfurações feitas por injetores, avaliar a textura da musculatura, a coloração, indícios de branqueamento e a presença de espuma ao ser colocado em uma superfície aquecida. Caso seja constata a presença do tripolifosfato, o produto será apreendido para passar pela análise laboratorial e depois poderá ser destruído ou rechaçado.

– Todos devem ficar atentos pois o importador e estabelecimento que não cumprirem a medida poderão ser autuados. O fabricante também entrará no sistema de alerta nacional – explica Samyle.

Thiago Zilli, coordenador do Conselho do Alimento Seguro da ASSERJ, pondera que reuniões como esta são importantes para garantir a proteção do consumidor.

– Em ocasiões como esta temos a chance de alinhar o entendimento dos técnicos e das empresas com as entidades fiscalizadoras. São temas de interesse de toda a sociedade que ajudam a proteger a relação com o consumidor – avalia Zilli.

Maurício Almeida, gerente comercial do Prezunic, era um dos presentes a favor da medida.

– A moralização do pescado só vai trazer benefícios para o consumidor, pois ele terá o produto pelo o qual está pagando. Em situações assim ainda podemos fazer com a que a concorrência seja justa – afirma Almeida.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *