Roberto Schmidt, diretor de Planejamento de Marketing da Globo, revelou o comportamento do consumidor atual e a importância da Comunicação nesse contexto

Há mais de 20 anos na emissora, Roberto Schimdt, foi o responsável pela implantação de novas teorias e ferramentas de marketing, foi capaz de mensurar os resultados depois de aplicados e também acompanhar suas conexões. Grande nome do marketing no país, Roberto é um nome que merece respeito.

No último dia 12 de maio esse ícone do mercado de Comunicação esteve na Associação para falar sobre os novos rumos do consumo e a importância da Comunicação. Segundo Roberto o consumidor mudou muito seus hábitos de consumo e o supermercadista precisa estar atento para não perder oportunidades de venda:
— O momento econômico pelo qual estamos passando coloca o lar em posição privilegiada. Com inflação, desemprego e renda muito menor o consumidor tende a reduzir as vendas no PDV, a compra, passa a olhar o tamanho das embalagens e qual o melhor custo-benefício. A área mais impactada é o lazer: cerca de 1,6 milhões de pessoas deixaram de comer em restaurantes e mais de meio milhão deixou de jantar fora, por outro lado nunca as cápsulas de café estiveram tão em alta como agora, comentou Schmidt.

O diretor da Rede Globo levou um estudo da Kantar Worldpanel para mostrar como as mudanças que impactaram na economia transformaram a maneira de consumir dos brasileiros.
Para equilibrar os gastos, as famílias tomaram uma série de medidas: migraram para os planos pós-pagos de telefonia celular, com mensalidades mais baratas, e para os planos controle; deixaram de jantar fora, gastando 8% menos nesse quesito; e passaram a alimentar os cães com comidas caseiras, diminuindo a importância das rações industrializadas.
No entanto, outras despesas foram incorporadas. As principais relacionadas à comunicação (gasto mensal com celular de R$ 55), lazer dentro de casa (internet e TV por assinatura) e outros gastos domiciliares, como festa.

Nesse contexto, a alimentação dentro do lar aparece no topo dos maiores gastos da população, com 19%. Em seguida estão transporte (13%), habitação (13%), serviços públicos (7%), vestuário (7%), saúde (7%), alimentação e bebidas fora do lar (5%), lazer (5%), higiene pessoal (4%), outras despesas (4%), educação (3%), serviços financeiros (2%) e comunicação (2%).

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