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O que vai redefir a prevenção de perdas no varejo supermercadista

30/04/2026

Atualidades
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A prevenção de perdas deixou de ser apenas uma ação operacional para se tornar uma estratégia indispensável no varejo supermercadista. Em um cenário de margens cada vez mais apertadas, avanço da tecnologia, crescimento do autosserviço e consumidores mais exigentes, proteger resultados passou a ser uma prioridade diretamente ligada à sustentabilidade do negócio.

Segundo Carlos Eduardo Santos, presidente e fundador da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), o setor vive uma transformação importante na forma de enxergar o tema. “Durante muitos anos, a prevenção de perdas foi tratada quase exclusivamente como controle de furtos e inventários. Hoje, ela ocupa um papel muito mais amplo e estratégico, porque está diretamente conectada à rentabilidade, à eficiência operacional e à experiência do cliente”, afirma.

No varejo supermercadista, onde o volume de operações é intenso e a competitividade é alta, a prevenção de perdas ganha ainda mais relevância. O aumento do self-checkout, a expansão do e-commerce, a integração entre canais físicos e digitais e a sofisticação das fraudes exigem uma atuação mais inteligente e preventiva.

“Prevenir perdas não significa apenas reduzir quebras, mas proteger margens, melhorar processos e garantir que a operação funcione de forma saudável e sustentável. O varejo que entende isso passa a tratar a prevenção como investimento, e não como custo”, destaca Carlos Eduardo Santos.

A utilização de ferramentas como análise preditiva, inteligência artificial e integração de sistemas também tem fortalecido esse novo posicionamento. O uso de dados permite antecipar riscos, identificar vulnerabilidades e agir antes que o prejuízo aconteça, tornando a gestão mais eficiente e estratégica.

Outro ponto essencial é a integração entre setores. A prevenção de perdas deixou de ser uma responsabilidade isolada e passou a dialogar diretamente com áreas como logística, abastecimento, precificação, recursos humanos e experiência do consumidor. Esse conceito, chamado de ‘perda ampliada’, é uma das principais bandeiras defendidas pela Abrappe.

“Não existe mais espaço para tratar perdas de forma isolada. Elas impactam toda a cadeia do varejo supermercadista, desde o planejamento da loja até a jornada de compra do cliente. Quando a prevenção participa das decisões estratégicas, o resultado aparece de forma consistente”, explica o presidente da entidade.

Além da tecnologia, o futuro da prevenção de perdas exige profissionais mais preparados, com capacidade analítica e visão de negócio. A função passa a demandar interpretação de indicadores financeiros, entendimento de processos e habilidade para propor soluções que contribuam diretamente para os resultados da empresa.

Nesse cenário, entidades como a Abrappe também assumem papel fundamental ao promover conhecimento, estudos e boas práticas para o setor. A troca de experiências e a disseminação de informações fortalecem a maturidade do mercado e ajudam empresas a se adaptarem às novas exigências.

“O futuro da prevenção de perdas está na inteligência, na integração e na capacidade de antecipar movimentos. O varejo supermercadista que incorpora essa visão ganha competitividade, reduz desperdícios e constrói um crescimento mais sólido e sustentável”, conclui Carlos Eduardo Santos.