
Prevenção de perdas exige mais do que tecnologia, afirma especialista no SPIW

A tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço nas estratégias de prevenção de perdas no varejo supermercadista, mas seu sucesso depende diretamente da cultura organizacional e do engajamento das equipes. Esse foi o principal tema da quinta palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week.
Com o tema “Tecnologia sem cultura não resolve: o fator humano na prevenção de perdas”, Carlos Eduardo Santos destacou que processos, pessoas e tecnologia precisam atuar de forma integrada para que os resultados sejam sustentáveis dentro das empresas.
Segundo o especialista, muitas organizações investem em soluções tecnológicas avançadas, mas deixam de lado um dos pontos mais importantes da prevenção de perdas: o comportamento humano. “Não tem como não falar de processos e pessoas. Existe uma tríade fundamental para um programa sustentável de prevenção de perdas, que envolve processos, pessoas e tecnologia. Quando um desses pilares não funciona bem, o resultado fica comprometido”, afirmou.
Durante a apresentação, Carlos Eduardo explicou que o chamado “básico bem feito” continua sendo essencial para reduzir perdas no varejo supermercadista. Para ele, antes mesmo da adoção de ferramentas sofisticadas, é necessário garantir processos claros, indicadores consistentes e equipes capacitadas.
“Vou falar justamente sobre o que seria esse básico bem feito para que a empresa tenha um programa sustentável do ponto de vista de processos, além da importância das pessoas para manter um programa equilibrado dentro das operações”, destacou.
O palestrante também apresentou indicadores relacionados às perdas operacionais e reforçou que a liderança exerce papel decisivo no fortalecimento da cultura preventiva dentro das empresas.
Inteligência artificial ganha espaço na prevenção de perdas
Apesar do foco no fator humano, a tecnologia também teve destaque na palestra. Carlos Eduardo apontou que ferramentas de inteligência artificial e análise de dados estão entre as principais tendências utilizadas atualmente na prevenção de perdas.
“Como estamos em um evento de tecnologia, não tem como deixar de apresentar as principais soluções que vêm sendo utilizadas hoje, principalmente inteligência artificial e ciência de dados”, explicou.
Segundo ele, essas ferramentas ajudam empresas a identificar padrões, antecipar riscos, monitorar operações e tomar decisões mais rápidas e assertivas. No entanto, o especialista alertou que nenhuma tecnologia consegue gerar resultados sozinha.
“A tecnologia potencializa os resultados, mas ela depende de pessoas preparadas e de uma cultura organizacional forte para funcionar de verdade”, afirmou.
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