
Moda funcional ganha espaço e nova geração de tecidos redefine consumo e bem-estar

O futuro da moda, da tecnologia têxtil e do comportamento do consumidor esteve no centro dos debates do palco Retail Talks, um dos principais espaços do São Paulo Innovation Week. No painel “O essencial é invisível aos olhos: como a nova geração de tecidos vai redefinir a forma como vivemos, trabalhamos e consumimos”, Karen Prado, R&D Lead da Insider Store, apresentou uma reflexão sobre como inovação, bem-estar e funcionalidade vêm transformando a relação das pessoas com as roupas.
Especialista em inovação têxtil, Karen lidera a área de pesquisa e desenvolvimento da Insider Store. Durante a apresentação, a especialista explicou que o vestuário deixou de cumprir apenas uma função estética e passou a assumir um papel estratégico no cotidiano das pessoas. Em um cenário marcado por mudanças climáticas, excesso de estímulos, busca por praticidade e maior preocupação com qualidade de vida, a roupa passa a ser vista como uma ferramenta capaz de reduzir atritos físicos, mentais e operacionais da rotina.
"Hoje, falamos sobre o essencial que é invisível aos olhos. Quando falo sobre esse "essencial", estou me referindo à roupa, aos vestuários que usamos todos os dias. Quando me refiro ao invisível, quero dizer sobre a tecnologia que está por trás de toda a concepção e produção desse item essencial e a forma como a tecnologia vem transformando esse segmento", destacou Karen Prado.
A executiva apresentou uma comparação entre a moda tradicional e o novo paradigma do setor. Segundo ela, enquanto o modelo antigo priorizava estética visível e peças que esquentam, amassam e exigem alta manutenção, a nova geração de tecidos aposta em engenharia de experiência e bem-estar contínuo. Nesse contexto, entram funcionalidades como termorregulação, tecnologia antiodor, tecidos antibacterianos, easy care e alta durabilidade, características que tornam as peças mais práticas e adaptadas às necessidades do consumidor moderno.
A questão climática também apareceu como um dos fatores centrais dessa transformação. Karen destacou que, diante do aumento das temperaturas e da busca crescente por marcas alinhadas à sustentabilidade, o consumidor passou a exigir produtos que unam conforto, funcionalidade e menor impacto ambiental. Com a nanotecnologia aplicada pela Insider, as peças conseguem distribuir e dissipar o calor, reduzindo o abafamento e proporcionando sensação de frescor e conforto térmico contínuo.
"É importante trazermos a questão da mudança do papel do vestuário para o consumidor atual, suas motivações, como vem sendo puxado pelo cenário de policrise que a gente se encontra, que envolve crise climática e econômica, além da ambiental, que também se relacionam a diferentes tipos de funcionalidades ou tecnologias. Aqui, estamos falando sobre onde o varejo da moda deve apostar nos próximos anos", disse a especialista.
Outro ponto abordado foi a ascensão do mercado global de bem-estar, que já movimenta US$ 6,8 trilhões e tem projeção de atingir US$ 9,8 trilhões até 2029, segundo dados do Global Wellness Institute. Para Karen, o autocuidado deixou de ser um diferencial e passou a ocupar papel central nas decisões de compra.
Nesse movimento, cresce a procura por roupas que ofereçam mais praticidade e economizem tempo, com tecnologias antimancha, antibacterianas, antiodor e tecidos que dispensam o uso de ferro de passar. A demanda, segundo a executiva, é transversal e atende desde profissionais que buscam funcionalidade no trabalho até consumidores que querem mais conforto e menos preocupações no dia a dia.
"A moda está em constante evolução e estamos em um ponto de virada", destacou a gestora Karen Prado.
Ao longo do painel, a Insider reforçou sua visão de futuro: a roupa deixa de ser apenas um item de vestuário e passa a funcionar como uma extensão do bem-estar. Mais do que acompanhar tendências, a proposta da marca é oferecer soluções que devolvam tempo, conforto e liberdade mental ao consumidor. Em um cenário em que praticidade e experiência ganham protagonismo, a revolução da moda, segundo a empresa, não será necessariamente vista, mas sentida no cotidiano das pessoas.
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