Painel no Conecta Varejo aborda uso da IA nos negócios

Da eficiência à inovação: painel no Rio Innovation Week traz IA para o centro das discussões

No palco Conecta Varejo, especialistas debatem como inteligência artificial se tornou ferramenta para geração de valor

06/08/2026

Conecta
Painel no Conecta Varejo aborda uso da IA nos negócios

Painel no Conecta Varejo aborda uso da IA nos negócios

Depois de apresentar uma palestra sobre neurociência e neurolinguística para liderança em tempos de IA, Estevão Daudt voltou ao palco do Conecta Varejo para abordar um outro tema voltado a tecnologia e negócios: “Da eficiência à inovação: como a IA está redefinindo o sucesso empresarial”. 

Dessa vez, ele contou com um time de especialistas para trazer os principais insights: Genival Beserra (Fundador da Academia Brasileira de Supermercados e Presidente do conselho da ASSERJ), Daniel Mauro (CEO da Wipi Telecom), André Pivetti (CEO e Fundador da First Class Home) e Roberto Luiz Ferreira Lopes (Empresário do Grupo Educacional Conhecimento Integrado). 

Para abordar a forma como a IA se tornou uma ferramenta estratégica de inovação e geração de valor, os participantes trouxeram suas experiências, desafios e casos práticos ao Conecta Varejo. Confira tudo que rolou a seguir! 

Adequação na era da tecnologia 

Muito se fala sobre inteligência artificial, mas entender como ela tem ajudado as empresas no dia a dia é o grande debate no varejo. “A questão não é se vamos usar a IA. É quando vamos começar a aprender a usá-la, porque ela já é uma realidade nos negócios. [...] A empresa que hoje não usa IA a seu favor, vai ficar para trás”, disse Roberto, que explicou que já usa a tecnologia no seu trabalho para melhorar a captação de alunos.

André Pivetti também trouxe seu ponto de vista. Ele contou que até demorou a aceitar, mas que agora a tecnologia já virou um hábito no dia a dia da empresa. “Não tem volta. A gente precisa primeiro se adaptar e, segundo, evoluir através disso”, explicou. 

Daniel Mauro concordou com os colegas, destacando que não tem como se manter vivo no mercado sem usar as ferramentas a seu favor. “Daqui a um ano, acho que essa conversa já vai estar obsoleta porque vivemos uma curva de evolução nunca vista na história. A velocidade que vamos conseguir de resultados dentro das empresas é algo que nunca vimos”, pontuou. 

O papel das pessoas no mundo da IA

Com o aumento do uso de IA em empresas, é comum surgir a dúvida: Qual será o papel das pessoas nesse mundo tecnológico? Elas serão substituídas? Para Genival Beserra, isso não pode acontecer porque o ser humano ainda é o ativo mais valioso de um negócio. 

“Uma coisa que não podemos esquecer é o que vai acontecer com o ser humano e as pessoas que trabalham hoje no varejo com essa tecnologia. [...] O ser humano vai continuar sendo muito importante em qualquer negócio que vamos fazer ao longo do tempo. As pessoas são mais importantes que a IA”, disse o presidente do conselho da ASSERJ. 

Genival apontou que a IA não funciona se não houver um humano por trás. “Se você achar que a IA vai fazer sozinho, está enganado. Para a IA funcionar, tem que ter pessoas fazendo as perguntas e desenvolvendo sistemas”, disse.  

IA como forma de melhorar resultados 

André Pivetti explicou ao público que perder o medo da IA é o primeiro passo para começar a usá-la a seu favor. “É entender que ela veio para colaborar no dia a dia [...] A outra coisa é entender que muita tecnologia ajuda demais, mas a partir da sensibilidade humana. Vamos ter muito mais tempo para trocar experiências, se relacionar e evoluir mais e mais”, avaliou. 

Para complementar André, Daniel trouxe dados que mostram a força da IA entre os brasileiros. “Existem tantas aplicações. Quando paramos para pensar é até difícil falar porque hoje é muito normal. O Brasil é o terceiro maior país em utilização de ferramentas por IA”, revelou. 

O grande segredo é: apostar em IA para melhorar os resultados não é a mesma coisa que substituir humanos, mas trabalhar os dois lado a lado. Genival trouxe o exemplo de supermercados que possuem checkouts e self checkouts, destacando que muitas pessoas ainda preferem ficar na fila para serem atendidos por funcionários.

“Dependendo da maneira como essa pessoa se relaciona, o cliente volta sempre ou nunca mais. A IA é extremamente importante e não dá para deixar de usar, mas o treinamento das pessoas fará toda a diferença para competir com essa concorrência”, disse. 

Complementando a discussão, Roberto disse que o medo pode fazer alguém paralisar, retroceder ou avançar. Ele optou pelo avanço, e hoje incentiva o público a perder o medo de usar novas ferramentas. “Temos que ter coragem. Se permitam a pegar esse medo que cada um tem dentro de si e seguir para frente”, afirmou. 

IA como potencializador de habilidades

Estevão trouxe ao palco a discussão sobre a IA como forma de melhorar a performance do colaborador, aprimorando o que os funcionários já realizam. Ele questionou como os líderes podem convencer sua empresa a se engajar em mudanças, e Daniel reconheceu que é um desafio. 

“Existe uma barreira muito grande no mercado. As pessoas têm esse medo de que podem perder o emprego. Mas, quando começamos a ver a ferramenta funcionando e potencializando o seu próprio potencial, nós, como líderes, precisamos estimular seu uso para estimular ainda mais”, disse. 

Roberto comentou sobre a mudança de cultura, que deve começar na liderança como exemplo. “O processo de aprendizado é levado de uma maneira que, se a gente colocar dentro da empresa e explicar aos profissionais que isso vai elevar o nível dele, fica mais leve. Se colocar de uma maneira clara para as pessoas, as coisas fluem”, comentou. 

André reforçou o papel do líder nesse momento. “Se nós, como fundadores e líderes, não fizermos, estaremos fora do jogo. Querendo ou não, não temos saída”, destacou.