Maior uso de canetas emagrecedoras impacta diretamente as vendas nos supermercados Imagem de header interno

Efeito das canetas emagrecedoras no supermercado: o que muda no carrinho do consumidor?

O avanço dos medicamentos à base de GLP-1 altera as prioridades de compra: enquanto algumas categorias perdem espaço, outras crescem

10/09/2026

Revista Super Negócios
Maior uso de canetas emagrecedoras impacta diretamente as vendas nos supermercados

Maior uso de canetas emagrecedoras impacta diretamente as vendas nos supermercados

O comportamento do consumidor está em constante transformação, sendo influenciado por diversos fatores externos. O avanço dos medicamentos à base de GLP-1 - como Ozempic, Wegovy e Mounjaro - surgiu como uma nova variável que impacta diretamente no apetite e nas decisões de compra dos brasileiros.

Ao promover maior saciedade e reduzir a vontade de comer, esses medicamentos provocam mudanças nos hábitos alimentares, o que reflete no ponto de venda. Segundo dados da Scanntech, o uso dessas medicações cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026. Além disso, levantamentos apontam que cerca de 6% dos adultos no Brasil já fazem uso da substância.

Com a recente expiração da patente da semaglutida no país, a chegada de novas versões e genéricos aprovados pela Anvisa tende a ampliar a concorrência e baratear o acesso. O resultado é um impacto cada vez mais visível nas gôndolas dos supermercados.

Pensando nessa tendência, a Revista Super Negócios de setembro trouxe para o Caderno Especial a reportagem: "Canetas emagrecedoras: uma constante mudança do que entra e sai do carrinho". Confira!

Mudança na gôndola: o que sobe e o que desce?

A pesquisa da Scanntech revela que o fenômeno altera a composição das cestas de compras. Categorias ligadas à indulgência e ao consumo por impulso registram as maiores retratações, com destaques para Cerveja (-1,03%) e Petiscos e Snacks (-0,82%).

Por outro lado, o movimento acelera uma busca por saudabilidade e bem-estar que já vinha ganhando força no varejo. Cestas como Alimentos Frescos (+11,5%) e Vitaminas e Suplementos (+7,4%) apresentam expressivo crescimento.

É exatamente nesse ponto que o supermercadista encontra a oportunidade de compensar a queda de volume de certos itens, investindo em produtos de maior valor agregado e alinhados às novas exigências do público. O ranking completo de categorias em retração e em crescimento está na reportagem da Revista Super Negócios!

Como o varejo supermercadista pode se adaptar?

As transformações no comportamento de compra mostram que se adaptar a esse novo perfil vai muito além de atender apenas os usuários de canetas emagrecedoras. Trata-se de alinhar a loja a uma tendência global de busca por saúde e nutrição.

Para manter a rentabilidade e a relevância, existem alguns caminhos que os supermercadistas podem seguir, como revisão do mix, maior visibilidade a setores de saudabilidade, ampliação da oferta de nutrição funcional e facilitação da jornada de compra.

Adaptações como essas geram dúvidas no setor: afinal, este cenário é um desafio ou uma oportunidade? A resposta depende da agilidade do varejista em entender para onde o consumidor está migrando e ajustar a operação com antecedência.

Quer ter acesso aos dados completos da Scanntech, aos gráficos de impacto por categoria e às dicas de como aplicar as estratégias na prática em seu supermercado?

Então, confira o Caderno Especial da Revista Super Negócios! A matéria conta com análises profundas do perfil do consumidor e insights exclusivos de grandes nomes do setor, como Ingrid Mendes (nutricionista da Redeconomia Superpax), Caroline Barros (head de marketing do Supermercados Unidos PQA) e Viviane Areal (CEO do Superprix).