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Economia
Varejo supermercadista dispara e geração de empregos no setor acelera em novembro
Os supermercados fluminenses continuam aquecendo o mercado de trabalho em 2025 com números recordes. Segundo dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última terça-feira, 30 de dezembro, o setor recuperou o ritmo de alta no 11º mês do ano e apresentou saldo positivo de 1.208 vagas formais no estado do Rio de Janeiro em novembro, no balanço entre contratações e demissões. No cenário nacional, o setor supermercadista registrou saldo de 17.886 vagas formais no mês. Foi o décimo mês seguido de crescimento. Todas as regiões brasileiras tiveram desempenho positivo, com 26 dos 27 entes federativos apresentando resultado de contratações no azul em novembro. No comparativo com os demais estados, o Rio ficou na quinta posição, atrás de São Paulo (4.898), Santa Catarina (2.200), Minas Gerais (2.165) e Rio Grande do Sul (1.458). Já no acumulado do ano, os supermercados do Rio de Janeiro contabilizam um saldo de 4.464 vagas abertas. Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, destaca: “Os números reforçam a força e a resiliência do varejo supermercadista fluminense, que segue cumprindo um papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento econômico do estado. Esse resultado é fruto do trabalho consistente dos nossos associados, que continuam investindo, expandindo operações e acreditando no Rio de Janeiro.” A ASSERJ parabeniza o trabalho e o esforço dos associados para alcançar mais um resultado histórico, chancelando 2025 como um ano de crescimento e expansão do nosso setor, contribuindo diariamente com a melhor qualidade de vida para a população fluminense. Seguimos apoiando todos na geração de oportunidades e no fortalecimento do nosso estado.
02/01/2026
Comportamento & tendência
Como a sinalização da loja impulsiona vendas e melhora a experiência no varejo supermercadista
Em um cenário de margens pressionadas e consumidor cada vez mais exigente, aumentar as vendas no varejo supermercadista passa por muito mais do que preço e sortimento. A forma como a loja se comunica com o cliente no ponto de venda — especialmente por meio da sinalização — tem impacto direto na jornada de compra, no giro dos produtos e no resultado do negócio. Cartazes, etiquetas, placas e elementos visuais orientam o consumidor, destacam ofertas e organizam o fluxo dentro da loja. Quando bem planejada, a sinalização deixa de ser apenas operacional e passa a atuar como uma ferramenta estratégica de vendas. “A sinalização é uma extensão do vendedor dentro da loja. Ela orienta, influencia decisões e reduz atritos na jornada de compra”, afirma Marcelo Ermini, professor da ESPM e especialista em varejo supermercadista. Tipos de sinalização e seus impactos no PDV Para gerar resultados, a sinalização precisa cumprir funções claras dentro do supermercado. De acordo com especialistas, ela pode ser dividida em três grandes frentes: Sinalização de promoções Cartazes de ofertas, etiquetas de preço e materiais promocionais têm como objetivo chamar a atenção do consumidor e estimular a compra por impulso ou a substituição de marcas. “Promoção mal sinalizada é promoção que não vende. Clareza, destaque visual e informação correta são determinantes para conversão no PDV”, destaca Ermini. Sinalização de espaço e organização A identificação de corredores, categorias, seções e serviços — como caixas e filas prioritárias — contribui para uma jornada de compra mais fluida. Esse tipo de sinalização reduz o tempo de busca, melhora a experiência do cliente e aumenta a probabilidade de compras adicionais. “No varejo supermercadista, tempo é valor. Quanto mais fácil é circular pela loja, maior tende a ser o ticket médio”, explica o especialista. Sinalização de segurança Placas de saída de emergência, piso molhado, áreas em manutenção e extintores de incêndio são indispensáveis para garantir a segurança do consumidor e evitar riscos operacionais e jurídicos para a operação. Comunicação visual como ferramenta de venda A comunicação visual no ponto de venda exerce papel central na relação entre loja e consumidor. Mais do que informar, ela influencia escolhas, reforça posicionamento e contribui para a percepção de organização e profissionalismo. “Uma sinalização eficiente reduz ruídos, transmite confiança e cria um ambiente mais agradável. Isso impacta diretamente a decisão de compra”, afirma Ermini. Para o varejo supermercadista, investir em sinalização estratégica significa potencializar promoções, organizar a loja e aumentar a satisfação do cliente — fatores diretamente ligados ao crescimento das vendas. Boas práticas para melhorar a sinalização no supermercado Especialistas recomendam algumas ações práticas para tornar a comunicação visual mais eficiente e orientada a resultados: Cartazeamento padronizado e atualizado - Cartazes bem diagramados, com informações claras e sem erros, são fundamentais. Além disso, a atualização rápida de preços e ofertas é essencial para evitar divergências no caixa e perda de credibilidade. “No supermercado, escala é tudo. Um erro simples replicado em centenas de etiquetas vira um grande problema”, alerta Ermini. Uso estratégico das cores - A psicologia das cores deve ser considerada na sinalização. Tons quentes chamam mais atenção e funcionam bem para promoções e alertas, enquanto cores frias ajudam na identificação de categorias como bebidas, laticínios e produtos refrigerados. Iluminação como reforço da mensagem - A iluminação potencializa a visibilidade da sinalização e pode ser utilizada como recurso de marketing sensorial. Luzes direcionadas destacam ofertas e ajudam a criar ambientações que valorizam categorias específicas. Precisão na etiquetagem de preços - As etiquetas de gôndola são decisivas no momento da compra. Qualquer divergência entre o preço exibido e o valor cobrado no caixa compromete a experiência do cliente e pode gerar perda de confiança. “Preço errado não é apenas falha operacional, é risco de perda de cliente”, reforça Ermini. Sinalização estratégica gera resultado Para o especialista da ESPM, a sinalização no varejo supermercadista deve ser tratada como investimento, não como custo. Quando bem executada, ela contribui para aumento de vendas, melhor experiência de compra e maior eficiência operacional. “O PDV precisa falar com o cliente o tempo todo. E a sinalização é uma das formas mais eficientes e acessíveis de fazer isso”, conclui Marcelo Ermini.
02/01/2026
Atualidades
O indicador que está mudando a segurança no varejo supermercadista
No varejo supermercadista, falar em segurança sem considerar o impacto direto das perdas no resultado do negócio é um erro estratégico. A avaliação é de Jonathan Schmidt, conselheiro de perdas na indústria da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (ABRAPPE), que defende uma mudança de mentalidade: segurança não pode ser tratada apenas como custo operacional, mas como ferramenta de geração de valor. “Quando olhamos para segurança apenas pelo viés técnico — câmeras, rondas, barreiras perimetrais — deixamos de conectar essa estratégia ao ativo que realmente importa: o resultado financeiro do negócio”, afirma Schmidt. Segundo o especialista, ainda é comum que decisões de investimento em segurança no varejo supermercadista sejam baseadas exclusivamente em conceitos clássicos, como CPTED, círculos concêntricos e controle perimetral. Embora importantes, essas abordagens representam apenas parte da equação. Entender o negócio antes de proteger Para Schmidt, o ponto de partida da prevenção a perdas deve ser o entendimento profundo do negócio e de como ele está exposto a perdas ao longo de toda a operação — da indústria ao centro de distribuição, passando pelas lojas. “O primeiro passo é identificar onde, como e por que a loja pode perder. Só depois disso a estratégia de segurança faz sentido. Caso contrário, ela fica desconectada do negócio que deveria proteger”, explica. Esse conceito está alinhado à abordagem de Perda Ampliada, amplamente discutida na literatura de Prevenção a Perdas e Gestão de Riscos, que propõe uma visão integrada dos riscos estratégicos e dos processos operacionais. Segurança precisa gerar resultado No varejo supermercadista, onde margens são pressionadas e o controle de custos é decisivo, Schmidt provoca os gestores com uma pergunta direta: qual é o retorno financeiro da área de segurança? “O quanto de resultado financeiro sua estrutura de segurança gera para a empresa? Se ela ainda é vista apenas como despesa, existe um problema sério de posicionamento”, diz. Segundo ele, a sobrevivência das áreas de segurança e prevenção de perdas passa, necessariamente, pela capacidade de demonstrar impacto direto na redução de perdas e na eficiência operacional. O “Triângulo da Perda” como estratégia Para tornar a segurança financeiramente relevante, Schmidt defende a aplicação prática do chamado Triângulo da Perda, que integra três pilares fundamentais: Fraude: análise de como processos podem ser fraudados, adulterados ou substituídos; Perdas: identificação, dentro da DRE, de onde surgem perdas de estoque, avarias, quebras e perdas não identificadas; Segurança: direcionamento das ações de proteção para mitigar os riscos identificados nos dois pilares anteriores. “Quando conectamos fraude, perdas e segurança, os investimentos deixam de ser genéricos e passam a ser cirúrgicos. É aí que a segurança começa a entregar resultado”, destaca. Segurança como investimento estratégico Para o conselheiro da ABRAPPE, a principal lição para o varejo supermercadista é clara: segurança sem conexão com perdas é despesa; segurança integrada ao negócio é investimento. “Só quando entendemos o que podemos perder é que conseguimos direcionar a estratégia de segurança de forma assertiva. A perspectiva de perdas é o que transforma custo em investimento e garante a sustentabilidade da operação”, conclui Jonathan Schmidt.
02/01/2026
Economia
Volume de transações durante o Natal avança 18,88% no varejo supermercadista em 2025
As compras de Natal mantiveram o varejo aquecido em 2025 e garantiram um encerramento de ano positivo para o varejo supermercadista. Levantamento exclusivo da Getnet, fintech global de pagamentos do Grupo Santander, aponta que o volume de transações realizadas entre 18 e 25 de dezembro no setor registrou crescimento de 18,88% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça a relevância do varejo supermercadista nas datas sazonais, impulsionado pelo aumento do fluxo de consumidores, pela reposição de itens para as celebrações de fim de ano e pela busca por conveniência nas compras de última hora. Na sequência, outros segmentos também apresentaram crescimento, embora em ritmo mais moderado. As lojas de departamento avançaram 8,47%, enquanto o segmento de perfumes e cosméticos registrou alta de 7,34% no volume de transações durante o período analisado. Para a Getnet, os números confirmam a força do Natal como uma das principais datas do calendário do varejo brasileiro. “O Natal reforça seu papel como uma das datas mais importantes do calendário do varejo nacional. Esse resultado representa um encerramento de ano bastante favorável para o setor”, afirma Rodrigo Carvalho, superintendente de Analytics da Getnet. Segundo a fintech, o desempenho do varejo supermercadista reflete não apenas o aumento do consumo, mas também a eficiência operacional e a capacidade do setor em atender à demanda em um período de alta pressão logística, contribuindo para um cenário mais otimista na virada para 2026.
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