Corredor de supermercado enfeitado com bandeirinhas de diversos países em clima de Copa do Mundo, com três clientes fazendo compras

Copa do Mundo continua nos supermercados: como incentivar as vendas após a eliminação do Brasil

A seleção brasileira deixou o Mundial, mas ainda é possível garantir um bom faturamento em julho com mudança de posicionamento e ações especiais para a Final

06/07/2026

Comportamento & tendência
Corredor de supermercado enfeitado com bandeirinhas de diversos países em clima de Copa do Mundo, com três clientes fazendo compras

Corredor de supermercado enfeitado com bandeirinhas de diversos países em clima de Copa do Mundo, com três clientes fazendo compras

A eliminação do Brasil da Copa do Mundo no último domingo (5), em jogo contra a Noruega, adiou o sonho do Hexa mais uma vez. O clima de desânimo após as oitavas de final é inevitável. Mas, se o campeonato chegou ao fim para alguns, para o varejo supermercadista, ele está longe de terminar.

Embora o tradicional churrasco dos dias de jogo do Brasil sofra um baque, o Mundial continua sendo uma das maiores alavancas de consumo e sazonalidade do ano. Agora, o desafio do setor é outro: o foco deixa de ser a seleção brasileira e passa a ser o trabalho estratégico para evitar estoques encalhados e manter o giro de alimentos e bebidas em alta.

Afinal, o brasileiro ainda é apaixonado por futebol e as grandes finais prometem prender a atenção do público, sendo excelentes oportunidades de vendas. Veja a seguir estratégias práticas para o supermercado continuar faturando alto durante a competição!

Próximos jogos prometem altas emoções

A Copa do Mundo é uma das datas que mais movimentam o varejo supermercadista e, apesar dos jogos do Brasil registrarem o grande pico de vendas, o consumidor tem o hábito de se reunir para assistir a diversos outros confrontos. O Mundial está no meio das oitavas de final, o que significa que ainda há muita bola para rolar, com direito a clássicos históricos e seleções gigantes em campo. 

O segredo para o varejo é acompanhar de perto o calendário de jogos para prever o fluxo de loja e focar nas categorias de alto giro na estação. Por isso, já marca na agenda! As semifinais acontecem nos dias 14 e 15 de julho. Já o dia da final da Copa do Mundo é 19 de julho, um domingo, às 16h. O fato de ser no final de semana e no meio da tarde é favorável para reunir famílias e amigos diante da televisão, o que representa um cenário perfeito para alavancar o ticket médio das compras de última hora.

Itens de maior saída até agora na Copa do Mundo 

O relatório mensal de junho da Scanntech revelou que houve um aumento no volume de vendas em categorias ligadas à socialização durante os jogos do Brasil na Fase de Grupos da Copa do Mundo 2026. 

No setor de petiscos, os maiores destaques foram Amendoim (167,1%), Milho para Pipoca (50,9%) e Petisco Snack (25,6%). Já dentre os itens de churrasco, os líderes em volume foram Pão de Alho (106,6%), Linguiça (7,7%) e Bovino in Natura (2,4%). Itens com foco em praticidade também ganharam força, com aumento relevante para Salgado Congelado (50,0%), Batata Congelada (40,0%) e Massa Refrigerada (10,2%). 

Outra forte categoria durante a primeira fase da Copa foram as bebidas. Dentre as alcoólicas, curiosamente o maior aumento de vendas ficou com o Licor (59,3%), seguido da Mistura Alcoólica (44,2%) e da clássica Cerveja (19,5%). Já comparando os itens não alcoólicos, os destaques foram Gelo (52,8%), Energético (10,2%) e Refrigerante (8,8%). 

Com esses dados em mãos, posicionar os produtos de maior saída em locais de destaque é a melhor estratégia para manter o ritmo de vendas aquecido. Essa exposição inteligente atrai o público que ainda está no clima da Copa do Mundo e, de forma natural, consegue manter o faturamento em alta.

Mudança de tom e adaptação do espaço

Com o Brasil fora da Copa do Mundo, os supermercados precisam atualizar o seu tom de voz e a comunicação visual do ponto de venda. As campanhas com foco exclusivo nos jogos da Seleção Brasileira e elementos verdes e amarelos devem ser pausadas ou adaptadas, já que perderam o forte apelo emocional.

Neste momento, o ideal é focar na experiência do esporte e na grandiosidade do evento como um todo. A identidade visual nas lojas deve ser redirecionada para as finais do Mundial, com cartazes chamativos para os próximos confrontos e destacando a qualidade dos produtos para acompanhar os grandes clássicos que estão por vir.

Atenção para o estoque encalhado

Certas categorias do supermercado tendem a registrar queda na procura com a eliminação do Brasil. É o caso do setor de Bazar, que vinha registrando alta com adereços, vuvuzelas e a venda de figurinhas da Copa. Supermercados com seção de vestuário também podem notar a diminuição na saída de camisas da Seleção Brasileira ou peças com forte apelo verde e amarelo.

A estratégia recomendada para evitar que essas mercadorias fiquem paradas é apostar em promoções especiais e campanhas relâmpago, como as tradicionais "Leve 2 e Pague 1" ou descontos no aplicativo de fidelidade. Trabalhar com o cross-selling (oferecendo um copo temático por um valor simbólico ao comprar um pack de cerveja, por exemplo) também é uma forma de liberar espaço nas gôndolas para o estoque regular, além de evitar possíveis prejuízos.

Ações especiais da Copa do Mundo seguem em alta

Uma excelente estratégia para movimentar as vendas do supermercado na Copa do Mundo é apostar em ações com alimentos típicos dos países que entram em campo. Por exemplo: promover uma degustação de doce de leite ou vinhos Malbec em dias de jogos da Argentina; ativar promoções para saquinhos de chá e biscoitos amanteigados quando a Inglaterra jogar; ou criar uma fornada especial de croissants e baguetes na padaria em dias de partida da França.

Outra opção certeira é apostar na rivalidade histórica entre as seleções para engajar o consumidor. Se gigantes como Argentina e França se enfrentarem na reta final, promova uma "disputa saborosa" na loja, contrapondo o alfajor argentino e os vinhos franceses. Vale incluir descontos progressivos para quem levar os dois ou uma competição entre os clientes em que o item com mais votos ganha uma oferta especial.

A criação de combos temáticos focados nas seleções que continuam vivas também gera ótimos resultados. Kits combinando "frios fatiados e vinhos espanhóis" para os jogos da Espanha ou uma "seleção de queijos e chocolates importados" para as partidas da Suíça estimulam cross-selling, ajudam na saída de produtos e aumentam o faturamento.

A principal estratégia para o varejo é não tratar a Copa como um evento que termina com a participação do Brasil. As fases finais continuam mobilizando consumidores e gerando ocasiões de compra. Ao adaptar a comunicação, promover novas ativações e reposicionar produtos como opções para confraternizações e momentos de lazer, os supermercados mantêm o giro das categorias, reduzem o risco de encalhe e aproveitam todo o potencial comercial que o torneio ainda oferece até a grande final.