fuba-alemao

Anvisa proíbe fubá da marca Alemão por suspeita de origem irregular

06/05/2026

Indústria em cena
fuba-alemao

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão do fubá da marca Alemão em todo o país. A decisão inclui a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo do produto.

A medida foi adotada após a identificação de inconsistências na origem do alimento. Segundo a Agência, o fabricante indicado no rótulo, a empresa Craft Alimentos Ltda, negou ter produzido o item, o que caracteriza origem desconhecida. Sem a confirmação do responsável pela fabricação, não é possível rastrear a cadeia produtiva nem garantir as condições sanitárias adequadas.

De acordo com a Anvisa, também não há comprovação de que o produto tenha sido fabricado em estabelecimento regularizado, o que compromete a segurança do consumo.

O consultor técnico de Segurança Alimentar da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), Flávio Graça, alerta para a gravidade da situação. “O referido produto não cumpriu as questões referentes à rastreabilidade. A rastreabilidade da cadeia produtiva de alimentos é o sistema que permite acompanhar todas as etapas do alimento, desde a produção da matéria-prima até o consumidor final. Sua importância está na garantia da segurança alimentar, permitindo identificar rapidamente a origem de contaminações, fraudes ou falhas sanitárias”, explica.

O especialista ressalta ainda que consumir apenas produtos com certificação sanitária é essencial para reduzir riscos à saúde. “Esses alimentos passaram por inspeções técnicas que verificam higiene, armazenamento, transporte e condições adequadas de produção, garantindo produtos seguros e confiáveis”, acrescenta.

Procurada pela ASSERJ, a Craft Alimentos Ltda informou que não pode comentar o caso no momento e que já está adotando as medidas necessárias para resolver a situação.

Vale destacar que a ASSERJ orienta os supermercadistas a verificarem imediatamente seus estoques, retirarem o produto da área de venda e registrarem formalmente o processo de recolhimento, conforme exigido pelos órgãos reguladores, garantindo a segurança dos consumidores. A entidade reforça que o cumprimento rigoroso dessas medidas é fundamental para preservar a saúde pública e a confiança no varejo supermercadista.