GPA reporta avanço operacional no 1T26, com expansão de margens e otimização da estrutura de capital

GPA avança na recuperação financeira e reforça estratégia de crescimento sustentável

Resultados do trimestre mostram melhorias nas margens, crescimento no digital e redução da pressão sobre o caixa

15/05/2026

Associados em foco
GPA reporta avanço operacional no 1T26, com expansão de margens e otimização da estrutura de capital

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com avanços importantes em eficiência operacional, reorganização financeira e melhoria da rentabilidade. Em meio ao processo de recuperação extrajudicial, a companhia informou que projeta uma redução de 74% da dívida líquida, movimento que deve aliviar a pressão no caixa e abrir espaço para uma atuação mais focada em operação, crescimento e experiência do consumidor.

Os resultados do período refletem a estratégia da empresa de priorizar operações mais rentáveis, reduzir despesas e otimizar o portfólio de lojas. A margem EBITDA ajustada chegou a 10,5%, avanço de 1,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado. Já a margem bruta atingiu 30,4%, crescimento de 2,9 pontos percentuais na comparação anual.

Segundo a companhia, parte desse avanço vem das ações implementadas dentro do Plano de Eficiência 2026, que busca simplificar a operação, melhorar a produtividade e concentrar esforços em formatos considerados mais estratégicos. Entre as iniciativas adotadas estão a descontinuidade do formato Aliados e o reequilíbrio das vendas no e-commerce, priorizando canais com maior retorno financeiro.

As vendas nas mesmas lojas cresceram 0,6% no trimestre, impulsionadas principalmente pela categoria de perecíveis. O Extra Mercado registrou crescimento de 1,2% no período. No digital, as vendas do e-commerce próprio avançaram 8,5%, reforçando a estratégia da companhia de fortalecer canais mais rentáveis e ampliar a eficiência da operação online.

"No primeiro trimestre concluímos as negociações com credores no âmbito da recuperação extrajudicial. Desde o início desse novo ciclo, tratamos o fortalecimento da estrutura financeira do GPA como uma prioridade, ao lado da agenda de eficiência operacional e geração de caixa. E, o mais importante, conduzimos esse processo preservando o dia a dia. Estamos avançando na construção de uma companhia mais equilibrada e sustentável, com uma base financeira mais sólida e com confiança em uma evolução consistente dos resultados”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.

O plano de recuperação extrajudicial firmado com credores que representam mais de 57% da dívida sujeita ao processo também foi apontado pela companhia como um passo importante para reorganizar a estrutura financeira. Segundo o GPA, a proposta reduz o custo da dívida, amplia os prazos de pagamento e diminui significativamente os desembolsos previstos para os próximos anos.

“Quando chegamos no GPA tínhamos previsão de desembolsos de aproximadamente R$ 5,2 bilhões nos próximos dois anos. A conclusão da Recuperação Extrajudicial reduzirá este montante para cerca de R$ 700 milhões. Além disso, o prazo médio da dívida deverá passar de 2,1 para 6,4 anos e estimamos uma redução no custo médio da dívida, de CDI + 1,8% para CDI + 0,5% ao ano”, analisa Pedro Albuquerque, CFO do GPA.

No trimestre, a companhia também avançou na meta de redução de despesas e capturou R$ 99 milhões em economias, valor equivalente a quase 24% da meta anual. O GPA encerrou o período com prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão, resultado impactado principalmente por efeitos contábeis não recorrentes ligados à revisão de ativos dentro do processo de transformação financeira da companhia. Desconsiderando esses impactos extraordinários, o prejuízo líquido ajustado foi de R$ 333 milhões.

“Temos desafios relevantes pela frente, mas acreditamos que a companhia reúne os atributos necessários para evoluir de forma consistente ao longo do tempo. Estamos construindo bases mais sólidas para o futuro do GPA, com mais disciplina financeira, mais simplicidade operacional, mais foco no cliente e uma cultura cada vez mais orientada à execução”, finaliza Santoro.