Cuidar da saúde mental dos colaboradores vai além de ações pontuais nos supermercados Imagem de header interno

Saúde mental no varejo supermercadista: como o cuidado com a equipe evita prejuízos na operação

No mês do Setembro Amarelo, o cuidado com o emocional dos colaboradores é tema da Revista Super Negócios

14/09/2026

Revista Super Negócios
Cuidar da saúde mental dos colaboradores vai além de ações pontuais nos supermercados

Cuidar da saúde mental dos colaboradores vai além de ações pontuais nos supermercados

Debater a saúde mental no ambiente de trabalho tornou-se premissa fundamental para o sucesso de qualquer negócio - e no setor supermercadista não é diferente. A pressão por metas e a velocidade da operação fazem parte do dia a dia do varejo. O problema surge quando as exigências ultrapassam o limite saudável e se tornam causadoras de desgaste e adoecimento na equipe, cobrando um preço alto dos colaboradores e dos resultados da empresa.

Atenta a essa realidade, a edição de setembro da Revista Super Negócios trouxe um debate aprofundado na editoria Gestão Eficiente, Lucro Certo com o tema: "Saúde mental também é gestão: quando o cuidado vira lucro".

A matéria conta com análises jurídicas e estratégicas da advogada e consultora trabalhista Dra. Bárbara Ferrari, além da visão prática do setor trazida por Cristina Felix, diretora executiva de RH do Supermarket Grupo Barra Oeste.

Pressão, metas e o aumento nos afastamentos

Na reportagem completa da Revista Super Negócios, Bárbara Ferrari traduz esse impacto em números: segundo dados da Previdência Social, as concessões de benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025 tiveram um aumento de 15,66% em relação ao ano anterior.

A especialista destaca que o grande gargalo não está em ter metas, mas na forma como elas são construídas e cobradas. "O varejo naturalmente trabalha com velocidade, competitividade, atendimento ao consumidor, sazonalidade e momentos de demanda mais alta. Não precisamos retirar essas características do negócio; precisamos administrar os riscos decorrentes delas", aponta a advogada.

O custo invisível do esgotamento nas lojas

Aumento do absenteísmo, rotatividade alta, custos com novas contratações e ações trabalhistas são apenas a ponta do iceberg. O esgotamento mental gera o chamado presenteísmo: quando o funcionário está presente fisicamente, mas sem capacidade de concentração. Isso afeta diretamente a produtividade, o atendimento e a rentabilidade do supermercado.

Para conter esses danos, o treinamento do líder na loja é o primeiro passo. "Mais do que diagnosticar, o papel da liderança é, ao perceber o primeiro sinal de que algo mudou, abrir espaço para o diálogo e saber encaminhar a situação de forma responsável sem expor o indivíduo", destaca Cristina Felix.

Embora campanhas como o Setembro Amarelo sejam portas de entrada importantes para o tema, o cuidado com o ambiente de trabalho precisa ser contínuo e incorporado à cultura organizacional durante todo o ano.

Quer aprofundar o tema no seu supermercado? Para conferir as medidas práticas para implementar na gestão, descobrir os sinais de alerta para identificar equipes fadigadas e conhecer os cases reais aplicados no Supermarket Grupo Barra Oeste, leia a matéria completa na Revista Super Negócios!