Entenda o que fez Anvisa proibir venda de sal

Anvisa proíbe venda de sal sem registro

Produtos com origem e fabricação desconhecida eram comercializados na internet como suplementos esportivos

10/08/2026

Alimento seguro
Entenda o que fez Anvisa proibir venda de sal

Entenda o que fez Anvisa proibir venda de sal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão dos produtos das marcas Quanqton Ocean Salts, Sal integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral, que são fabricados por empresas desconhecidas. Com a decisão, ficam proibidas também a produção, importação, comercialização, divulgação e consumo dos itens.

Apesar de não ser encontrado de forma direta nos supermercados, os produtos vendidos em embalagens de 250g, 1kg e 2kg vinham sendo amplamente anunciados no comércio eletrônico. Segundo a Anvisa, as marcas realizam a prática sem terem regularização sanitária, indicando uma origem suspeita.

O órgão também aponta que as marcas divulgavam os produtos por meio de propagandas irregulares. O conteúdo prometia melhor recuperação e desempenho para atletas e pessoas que fazem exercícios físicos mesmo sem comprovação científica.

Foram identificadas entre as irregularidades apontadas pela Anvisa, alegações que definiam os produtos como
"sal marinho integral com concentração elevada de magnésio — desenvolvido para atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso”, “evita câimbra e fadiga muscular”. 

Outras propagandas irregulares e apontadas pela Anvisa garantem que os produtos oferecem "reposição mineral durante treinos longos e provas”, “hidratação celular real — não só água, mas eletrólitos que o corpo absorve” e “recuperação mais rápida após esforço intenso”. 

De acordo com o técnico em alimento seguro da ASSERJ, Flávio Graça, a regularização é fundamental para atestar a origem dos produtos, bem como sua fabricação sob práticas corretas de higiene.  

"A regularização sanitária fornece informações sobre a origem dos produtos e que os mesmos foram produzidos de acordo com as boas práticas de higiene. Os produtos ainda eram divulgados de forma inadequada em redes sociais", destaca o especialista. 

O consultor orienta os supermercadistas a sempre buscarem o registro de produtos junto à Anvisa, a fim de garantir a segurança dos consumidores e qualidade do serviço oferecido.