
Pérgola segue no topo em meio à expansão do mercado de vinhos

O crescimento do consumo de vinho no Brasil tem chamado a atenção do varejo supermercadista não apenas pelo aumento no volume de vendas, mas pela necessidade de compreender quais rótulos, de fato, sustentam esse avanço nas gôndolas. Em um mercado em expansão, acompanhar as marcas mais vendidas deixou de ser uma escolha e passou a ser uma estratégia essencial.
Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho indicam que o consumo da bebida no país cresceu 11,6% entre 2022 e 2023, enquanto projeções apontam que o setor deve movimentar mais de R$ 22 bilhões em 2026. Ao mesmo tempo, o volume comercializado segue em alta: somente no primeiro trimestre do último ano, mais de 110 milhões de garrafas foram vendidas, segundo levantamento da consultoria Ideal.
É nesse cenário que o desempenho de determinados rótulos ajuda a explicar o comportamento do consumidor. Entre eles, a marca Pérgola, produzida pela Vinícola Campestre, mantém uma liderança consistente: há 12 anos consecutivos ocupa o topo do ranking de vinhos mais vendidos do país, de acordo com a pesquisa Líderes de Vendas da Nielsen.
Mais do que um dado de mercado, a recorrência dessa liderança revela um padrão importante: a preferência por vinhos acessíveis, de fácil entendimento e com presença consolidada no ponto de venda. Em um ambiente ainda marcado por dúvidas, seja sobre tipos de uva, harmonização ou origem, marcas que simplificam a decisão de compra tendem a ganhar escala.
Para o varejo supermercadista, o recado é direto. Em uma categoria que ainda está em processo de amadurecimento no Brasil, apostar apenas na ampliação do sortimento não garante resultado. A curadoria passa, necessariamente, pela identificação dos produtos que já possuem alta rotatividade e conexão com o consumidor.
“O sucesso do Pérgola mostra que existe um público amplo que valoriza um vinho acessível, presente no cotidiano e que faz parte da cultura alimentar do país. O brasileiro ainda consome pouco vinho em comparação com outros países, mas o mercado tem grande potencial de crescimento”, afirma João Zanotto, proprietário da vinícola.
A fala reforça um ponto central: o crescimento do mercado não está concentrado apenas em nichos premium, mas fortemente ancorado em rótulos de entrada e intermediários. Ignorar esse movimento pode significar perder competitividade em uma categoria que ganha cada vez mais relevância.
Ao mesmo tempo, o avanço do vinho nas cestas de compra impõe um novo desafio às redes: equilibrar variedade com assertividade. Monitorar rankings de vendas, entender preferências regionais e garantir a disponibilidade dos rótulos mais procurados são ações que impactam diretamente o desempenho da categoria.
Por conta desse movimento, atualmente o Guanabara oferece mais de 500 rótulos nacionais e importados, sendo cerca de 300 de importação exclusiva. Com a curadoria do sommelier Dionísio Chaves, a rede busca se consolidar como um dos principais destinos para a compra de vinhos no Rio de Janeiro. Outro destaque no varejo supermercadista é o Princesa, que realiza anualmente o tradicional Festival de Vinhos Princesa.
“O aumento nas vendas de vinhos vem acontecendo de forma gradual ao longo dos anos. Já trabalhamos com importação há mais de uma década e cada edição traz um crescimento considerável, porque oferecemos ao cliente uma nova experiência. Hoje, essa categoria chega a representar até 3% das nossas vendas, dependendo da época do ano, e queremos ampliar ainda mais, porque o vinho é uma bebida que carrega história e sociabilidade”, afirma João Márcio, diretor comercial da Redeconomia Princesa.
Em um setor que cresce de forma consistente, o exemplo do Pérgola evidencia que o sucesso não depende apenas de tendência, mas de constância. Para o varejo supermercadista, estar atento a essas lideranças pode ser o diferencial entre apenas participar do crescimento ou, de fato, capturar valor dentro dele.

