
Dia Nacional do Vinho transforma gôndolas em oportunidades de lucro

Celebrado no primeiro domingo de junho, o Dia Nacional do Vinho valoriza a produção brasileira e ganha ainda mais relevância com a chegada do inverno, período em que o consumo cresce. Em crescimento constante, o mercado nacional já movimenta mais de R$ 21 bilhões e avança cerca de 10% ao ano, impulsionado pelo aumento do ticket médio e pela busca por produtos de maior qualidade, segundo a Ideal.BI.
A data entrou oficialmente no calendário nacional após aprovação do Projeto de Lei 147/2008, em 2017 e, além de movimentar vinícolas com eventos, abre uma janela importante para o varejo abastecedor. Para o supermercadista, é uma oportunidade clara de ativar a categoria, aumentar o giro e trabalhar melhor a experiência de compra.
Atualmente, o vinho já é a segunda bebida alcoólica mais consumida no Brasil (33%), atrás apenas da cerveja (54%). O supermercado lidera como principal canal de compra (89%), reforçando seu papel na democratização do acesso, mesmo diante de desafios como preço e carga tributária, segundo pesquisa do Instituto MDA, encomendada pelo Sebrae em parceria com a Consevitis. Além disso, 70% dos entrevistados afirmaram ter consumido vinho nacional no último semestre, enquanto 68,5% comprou a bebida no período.
“O cliente que compra vinho tende a voltar e explorar mais ao supermercado quando tem bom atendimento e um mix interessante. Esses fatores estão linkados à experiência de compra e transforma a loja em um ambiente mais completo. Quando o cliente fideliza, ele sempre volta. Com isso, a oportunidade de ativação, com degustação, cross merchandising nas sazonalidades para aumentar giro”, explica a consultora em vinhos da ASSERJ, Flávia Medeiros.
Neste ano, a safra do Sul do Brasil vem com qualidade acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul. Condições climáticas favoráveis, com chuvas no início do ciclo, inverno mais frio e maturação lenta, contribuíram para uvas com maior concentração de açúcares, o que eleva o padrão dos vinhos e abre espaço para trabalhar melhor os rótulos nacionais no ponto de venda.
Ilhas de ocasião com combos
O vinho deixou de ser exclusivo de ocasiões especiais e passou a fazer parte do dia a dia. Com isso, o varejo pode ampliar o ticket médio com combos estratégicos. Massas, molhos e vinhos funcionam bem para jantares; já queijos, embutidos e snacks impulsionam o happy hour. Outra aposta é integrar vinho ao churrasco, com carnes, carvão e temperos, aumentando o valor do carrinho e a possibilidade de vendas cruzadas.
Ações de degustação
O consumidor está mais interessado em aprender sobre vinho, e a degustação no ponto de venda é uma ferramenta eficiente para conversão. Selecionar rótulos com maior potencial de giro e contar com apoio de promotores ou especialistas ajuda a explicar origem, uvas e harmonizações, agregando valor e estimulando a compra.
Promoção de uvas específicas
Nesta época, uvas como Isabel, Niágara e Concord ganham maior oferta, reduzindo custos e permitindo preços mais competitivos. Como os vinhos de mesa representam cerca de 58% do consumo no Brasil, vale destacar esses rótulos com campanhas como “Semana do Vinho Brasileiro”, ampliando o giro e a percepção de custo-benefício.
Comunicação segmentada por perfil de consumo
O público de vinho está mais diverso, com crescimento entre jovens e mulheres. Ajustar a exposição e a comunicação faz diferença: rosés, vinhos leves e com apelo visual moderno atraem novos consumidores, enquanto tintos estruturados seguem relevantes para o público tradicional. Essa segmentação melhora a conversão na gôndola.
Extensão da data para uma semana temática
Expandir o Dia Nacional do Vinho para uma semana de ativações aumenta o impacto das ações. A estratégia permite reforçar campanhas, ampliar a visibilidade e conectar o produto a diferentes ocasiões de consumo, potencializando resultados em um período já favorável para a categoria.
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