No Rio de Janeiro, a Alimentação no Domicílio registrou queda de 0,81%, com destaque para redução no preço de itens como batata inglesa, tomate e carne de porco

Alimentos ajudam a segurar o IPCA em julho, mas clima mantém varejo em alerta

No Rio de Janeiro, a Alimentação no Domicílio registrou queda de 0,81%, com destaque para redução no preço de itens como batata inglesa, tomate e carne de porco

11/08/2026

Economia
No Rio de Janeiro, a Alimentação no Domicílio registrou queda de 0,81%, com destaque para redução no preço de itens como batata inglesa, tomate e carne de porco

No Rio de Janeiro, a Alimentação no Domicílio registrou queda de 0,81%, com destaque para redução no preço de itens como batata inglesa, tomate e carne de porco

Os preços de alimentos e bebidas voltaram a registrar queda em julho, contribuindo para conter a inflação, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta de 0,07% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no sétimo mês do ano, o resultado ficou abaixo dos 0,16% registrados em junho, uma desaceleração de 0,09 ponto percentual.

No acumulado de 2026, a inflação está em 3,44%. Já nos 12 meses até julho, a alta é de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho. O maior impacto no IPCA veio do grupo Habitação, que avançou 0,99%, puxado principalmente pelo aumento de 3,09% na conta de energia elétrica. Em contrapartida, Alimentação e Bebidas recuou 0,67%, ajudando a conter uma alta maior da inflação.

No varejo supermercadista do Rio de Janeiro, a Alimentação no Domicílio registrou queda de 0,81%, resultado inferior à média nacional, de -1,14%. O movimento indica uma redução nos preços dos alimentos, em contraste com as altas observadas ao longo do primeiro semestre.

Habitação puxa alta do IPCA

De acordo com o IBGE, três dos nove grupos pesquisados apresentaram variação negativa em julho. O principal impacto veio de Habitação, que avançou 0,99%, seguido por Saúde e cuidados pessoais (0,40%), Despesas pessoais (0,22%), Artigos de residência (0,07%), Transportes (0,05%) e Comunicação (0,04%). Entre as quedas, Educação apresentou leve recuo de 0,03%, seguida por Vestuário (-0,66%) e Alimentação e Bebidas (-0,67%).

No segmento de Alimentação no Domicílio, responsável pelos produtos vendidos nos supermercados, o Rio de Janeiro apresentou a sétima menor inflação entre as unidades da federação pesquisadas em julho, com queda de 0,81%, à frente de Fortaleza (-0,74%) e Recife (-0,58%).

Hortifrúti concentra principais variações

Entre os produtos comercializados nos supermercados fluminenses, as principais altas foram registradas na cebola (16,47%), limão (16,15%), alface (4,93%), feijão preto (2,82%), patinho (2,44%), azeite de oliva (1,78%), leite longa vida (1,59%) e sal (1,15%).

Na outra ponta, os maiores recuos foram observados na batata inglesa (-20,56%), tomate (-31,12%), cenoura (-16,77%), carne de porco (-3,69%), açúcar refinado (-1,78%), ovo de galinha (-1,78%), frango inteiro (-1,39%) e café moído (-0,46%).

A variação dos preços, principalmente no hortifrúti, está relacionada à sazonalidade das safras regionais e às condições climáticas que afetam o ciclo produtivo de cada cultura ao longo do ano.

Atenção ao clima e ao abastecimento

A queda dos preços dos alimentos mantém a tendência observada nos últimos meses e contribui para uma desaceleração gradual da inflação. Para o supermercadista, no entanto, o cenário exige atenção, especialmente diante da possibilidade de novas oscilações nos preços de FLV (frutas, legumes e verduras).

“Para o próximo mês, o supermercadista deve focar na flexibilização do mix de produtos e na renegociação antecipada de contratos de fornecimento para reduzir os impactos da volatilidade dos preços de hortifrúti. Como o mercado de FLV muda rapidamente, é importante estar preparado para agir tanto na logística quanto na parte comercial”, destaca o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz.

A desaceleração da Alimentação no Domicílio observada nos últimos meses aponta para um cenário de maior equilíbrio no atual momento econômico. Ainda assim, a previsão de intensificação das mudanças climáticas no segundo semestre, provocada pelo avanço do El Niño, mantém produtores e supermercadistas em alerta. Assim, a diversificação de fornecedores e o planejamento logístico seguem como estratégias importantes para reduzir riscos e evitar impactos no abastecimento das lojas.