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Por dentro da asserj
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Pressão global, consumidor exigente e IA: o tripé que redefine o varejo supermercadista
A terceira palestra do palco Varejo & Negócios da Super Rio Expofood (SRE) reuniu especialistas para discutir os desafios do varejo supermercadista diante das mudanças no comportamento do consumidor e das pressões do cenário global. O painel foi mediado por Ronald Nossig e contou com as participações de Fábio Acayaba e Carolina Augusto. Durante sua apresentação, Acayaba destacou que o varejo vive um momento de alta complexidade, impulsionado por múltiplos fatores simultâneos. Entre eles, a escassez global de mão de obra, as mudanças demográficas — como a redução do tamanho das famílias — e um consumidor cada vez mais exigente. Outro ponto central é a intensificação da concorrência em um ambiente multicanal. Segundo o executivo, o avanço das plataformas digitais ampliou as possibilidades de compra e elevou o nível de competitividade entre diferentes formatos de varejo. “Hoje, o consumidor resolve sua jornada de compra em diversos canais, muitas vezes sem sair de casa”, afirmou. Acayaba também chamou atenção para novas influências no consumo, como o impacto de medicamentos voltados ao emagrecimento e as mudanças no comportamento da Geração Z, que traz novas expectativas tanto para o consumo quanto para o mercado de trabalho. Para ele, empresas que insistem em modelos tradicionais tendem a enfrentar dificuldades para atrair talentos e se manter relevantes. O executivo abordou ainda o conceito de FOMO (fear of missing out), destacando que o excesso de informações e a velocidade das transformações têm gerado insegurança nas lideranças. “Há uma sensação constante de estar perdendo algo importante, o que aumenta a pressão sobre a tomada de decisão”, disse. Segundo ele, esse cenário representa um “novo normal”, no qual esperar estabilidade deixou de ser uma estratégia viável. Para ilustrar caminhos de adaptação, Acayaba apresentou exemplos internacionais, como a The Home Depot, que reorganizou suas lojas com foco na jornada do cliente e integrou operações físicas e digitais; e a Trader Joe's, que apostou em curadoria de produtos exclusivos e experiência diferenciada como estratégia de posicionamento. Na sequência, Carolina Augusto trouxe uma abordagem voltada à tecnologia e à gestão. Segundo ela, a inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar infraestrutura básica nos negócios. “Empresas que não incorporarem IA aos seus processos perderão competitividade”, afirmou, citando discussões recentes da NRF Retail's Big Show. A executiva destacou dois principais gargalos para a adoção da tecnologia: a falta de dados estruturados e a deficiência na formação de lideranças. “Sem dados, não há decisão. E sem liderança preparada, não há execução”, resumiu. Carolina também defendeu que a implementação de IA deve partir da estratégia do negócio e da identificação de gargalos operacionais, antes da escolha de ferramentas tecnológicas. Além disso, reforçou a importância do fator humano nesse processo. “A tecnologia potencializa, mas são as pessoas que geram resultado”, afirmou. Ao encerrar, a executiva ressaltou que, em meio a variáveis externas como inflação, juros elevados e instabilidade global, duas dimensões seguem sob controle das empresas: a qualidade da tomada de decisão e o desenvolvimento das equipes. O painel evidenciou que o varejo supermercadista enfrenta um ambiente desafiador, em que adaptação contínua, agilidade estratégica e integração entre tecnologia e pessoas são fatores determinantes para a sustentabilidade dos negócios.
18/03/2026
Por dentro da asserj
Checkout RH destaca saída para falta de mão de obra no varejo
A segunda palestra do palco Varejo & Negócios da Super Rio Expofood (SRE) trouxe à tona um dos maiores desafios atuais do setor: a formação e retenção de mão de obra. Com o tema “Formação e Desenvolvimento de Pessoal em Supermercados”, a apresentação foi conduzida por Rose Pavan, da Checkout RH, com participação de Pedro Santos, executivo da empresa. Logo no início, Rose destacou que a dificuldade de contratação deixou de ser pontual e se tornou uma realidade generalizada no setor supermercadista. Segundo ela, o problema já não está apenas na qualificação, mas na própria disponibilidade de profissionais. “O RH abre vaga, poucas pessoas aparecem. Quando aparecem, muitas não têm experiência. A loja contrata, treina, investe tempo, e em poucas semanas essas pessoas já foram embora. Esse é o cenário que todo supermercadista está vivendo hoje”, afirmou. De acordo com a especialista, o desafio evoluiu ao longo dos anos. Se antes a escassez era concentrada em funções específicas, como padeiros, açougueiros e confeiteiros, hoje atinge praticamente todas as áreas. “Antigamente, a dificuldade era de mão de obra qualificada. Hoje, é de mão de obra. Está cada vez mais difícil encontrar pessoas que queiram trabalhar e enxerguem uma carreira no varejo”, explicou. Nesse contexto, Rose reforçou o papel social dos supermercados como porta de entrada para o primeiro emprego, especialmente entre os jovens. No entanto, ela alertou que o modelo tradicional de contratação precisa ser repensado. “Talvez estejamos fazendo a pergunta errada. Em vez de buscar o candidato perfeito, será que não é melhor formar esse profissional dentro da loja?”, provocou. A alta rotatividade também foi apontada como um dos principais entraves do setor. Segundo ela, o supermercado acaba funcionando como um “trampolim”, o que gera custos constantes com recrutamento, treinamento e desligamento, além da perda do conhecimento adquirido. Como alternativa, a especialista apresentou o programa de estágio como estratégia para desenvolver talentos desde o início e aumentar a retenção. Diferente de outras modalidades, o modelo permite preparar jovens ainda em formação para atuar diretamente nas operações da loja. Na sequência, Pedro Santos, executivo da Checkout RH, destaca saída para falta de mão de obra no varejo detalhou como funciona a aplicação prática do programa dentro dos supermercados. Ele explicou que os estagiários podem atuar de forma polivalente, transitando entre diferentes setores. “O estagiário pode atuar no atendimento, reposição, operação de caixa, empacotamento, conferência de validade, entre outras atividades. Isso traz uma flexibilidade muito grande para a operação”, destacou. Segundo ele, essa característica é especialmente vantajosa em áreas como o caixa, onde há variação de fluxo ao longo do dia. “Se a loja está tranquila, ele pode apoiar em outras funções. Se o movimento aumenta, ele retorna para o caixa. Isso otimiza a operação”, afirmou. Pedro também ressaltou que o programa inclui acompanhamento contínuo, avaliações de desempenho e integração entre teoria e prática, garantindo que o jovem desenvolva habilidades alinhadas às necessidades do negócio. “O objetivo é que, quando o supermercado decidir efetivar esse profissional, ele já esteja preparado e adaptado à cultura da empresa”, explicou. A palestra evidenciou que, diante de um cenário de escassez de mão de obra e alta rotatividade, investir na formação interna deixou de ser uma opção e passou a ser uma estratégia essencial para a sustentabilidade do setor.
18/03/2026
Por dentro da asserj
O segredo por trás do retail media que está impulsionando o varejo
A programação do segundo dia do palco Varejo & Negócios da Super Rio Expofood (SRE) começou com uma discussão estratégica sobre o avanço do retail media e seus impactos no comportamento de consumo. Com o tema “Retail Media: O Varejo Virou o Novo Dono da Audiência?”, a palestra reuniu André Dias, do Supermarket, e Domênico Filho, da Nielsen, que trouxeram análises sobre o novo papel do varejo na disputa pela atenção do consumidor. Logo na abertura, Domênico Filho destacou que o cenário atual é marcado por um consumidor mais complexo, menos fiel e cada vez mais difícil de engajar. Segundo ele, fatores econômicos ajudam a explicar esse comportamento. “Hoje, o consumidor brasileiro está mais multicanal, menos fiel às marcas e aos formatos de loja. Ele busca alternativas para continuar consumindo em um cenário de maior pressão econômica”, afirmou. De acordo com o especialista, apesar de indicadores positivos como a queda do desemprego e aumento da renda, o consumo segue desacelerado. O alto nível de endividamento da população — que atinge cerca de 78% dos brasileiros —, somado a taxas de juros elevadas, limita o poder de compra e muda as prioridades de consumo. Outro ponto levantado foi a presença de “concorrentes invisíveis” do varejo, que também disputam o orçamento das famílias. Entre eles, Domênico citou o crescimento das apostas online. “Hoje, 27% dos lares brasileiros têm pelo menos uma pessoa que realiza apostas. E entre 10% e 15% dessas pessoas já deixaram de comprar itens, inclusive alimentos, por conta disso”, explicou. Além disso, ele alertou para novas tendências que devem impactar o setor, como o uso crescente de medicamentos emagrecedores. “Já temos cerca de 5% dos lares brasileiros utilizando esse tipo de produto, o que deve alterar o padrão de consumo e a demanda por determinadas categorias”, disse. Diante desse cenário, o comportamento de compra também mudou. O consumidor, que antes visitava em média três canais, hoje transita por até nove antes de concluir uma compra. E a decisão no ponto de venda é cada vez mais rápida: cerca de 38 segundos diante da gôndola. “Se ele não compra na sua loja, ele vai procurar em outras. Isso exige uma execução impecável, com produto disponível, preço adequado e exposição eficiente”, reforçou. Nesse contexto, o retail media surge como uma das principais apostas do varejo para ampliar receitas e fortalecer a relação com o consumidor. Domênico explicou que a estratégia vai além da comunicação tradicional no ponto de venda. “Retail media é quando você utiliza os dados da sua audiência para direcionar mensagens personalizadas. Não é apenas colocar uma comunicação na loja, mas falar com o consumidor certo, no momento certo”, destacou. Segundo ele, o movimento já ganha força globalmente. Nos Estados Unidos, o investimento em mídia dentro do varejo já supera o da televisão e deve crescer ainda mais nos próximos anos. No Brasil, o mercado também avança rapidamente, tendo triplicado em três anos e ultrapassado a marca de 1 bilhão de dólares em investimentos. Na sequência, André Dias trouxe uma visão prática sobre como transformar esse potencial em receita. Ele destacou que um dos principais desafios do setor ainda é precificar corretamente os ativos de mídia disponíveis nas lojas. “Muitos varejistas ainda não sabem quanto vale uma fachada, uma tela ou uma ação dentro da loja. E, além disso, têm dificuldade em comprovar o retorno para a indústria”, afirmou. Para ele, o varejo precisa assumir seu papel como veículo de mídia e explorar de forma integrada todos os pontos de contato com o consumidor, da fachada ao ambiente interno e ao digital. “Se o cliente é impactado na fachada, dentro da loja e também no digital, a chance de conversão aumenta muito. O varejo tem um ativo poderoso nas mãos, mas precisa usar dados para transformar isso em valor”, explicou. André também chamou atenção para a importância de mensuração e transparência nos resultados, como forma de atrair mais investimentos da indústria. “Alguém sempre precisa prestar conta. Quando você entrega dados claros de desempenho, a confiança aumenta e o investimento também”, disse. Ao apresentar cases práticos, ele mostrou como ações integradas de retail media podem gerar resultados expressivos, com aumento significativo de vendas e milhões de impactos junto ao consumidor. A palestra reforçou que, diante de um consumidor mais exigente e disperso, o varejo precisa evoluir de um espaço de vendas para um verdadeiro canal de mídia capaz de gerar receita, dados e conexão direta com o público.
18/03/2026
Por dentro da asserj
Comitiva da ALAS visita o Cristo Redentor no segundo dia da SRE
A programação do segundo dia da SRE Super Rio Expofood começou em clima de integração e encantamento, com uma visita especial ao Cristo Redentor. Uma comitiva com cerca de 60 representantes da Associação das Américas de Supermercados (ALAS) participou do passeio, reforçando o caráter de troca cultural e relacionamento que marca o evento. Entre os participantes, Claudio Galán destacou a experiência como um momento único. “Tivemos o privilégio de visitar o Cristo Redentor e receber uma bênção. Foi um momento muito especial, em um lugar que é uma das maravilhas do mundo. Eu já havia vindo há 15 anos, mas desta vez, com o grupo, foi ainda mais significativo. Estamos muito agradecidos à organização por esse cuidado em nos proporcionar essa experiência”, afirmou. Para Fábio Queiróz, a visita vai além do turismo e reforça a proposta do encontro. “Levar a comitiva da ALAS ao Cristo Redentor, o ponto turístico mais emblemático do Rio de Janeiro, é também proporcionar uma experiência que simboliza acolhimento, conexão e a força das relações que construímos no setor. Esse tipo de iniciativa fortalece ainda mais os laços entre os países e valoriza o ambiente de integração que a SRE promove”, destacou.
18/03/2026
Por dentro da asserj
Confira o resumo do primeiro dia da SRE 2026 e os destaques da Convenção das Américas
O primeiro dia da 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood, realizada nesta terça-feira (17), no Riocentro, no Rio de Janeiro, foi marcado por uma programação intensa que reuniu autoridades, lideranças do setor e especialistas em um panorama completo dos principais desafios e caminhos para o varejo supermercadista. Entre cerimônia de abertura, encontros institucionais e palestras, o evento destacou temas como liderança, estratégia, precificação e gestão de pessoas. A abertura oficial deu início à Convenção das Américas, reforçando a importância do evento como um espaço de integração e desenvolvimento para o setor , com a presença de autoridades e a posse de Fábio Queiróz como presidente da ALAS para o biênio 2026-2027. Na sequência, um dos momentos mais simbólicos do dia trouxe ao palco uma abordagem diferente, conectando o universo do futebol à realidade empresarial. No painel “A tática do campeão: liderança, disciplina e gestão de egos”, o ex-jogador Bebeto, campeão da Copa do Mundo de 1994, compartilhou experiências que evidenciam como disciplina, foco e resiliência são determinantes tanto no esporte quanto na gestão de empresas. Com mediação de Getúlio Vargas e participações de Andrade e Leandro Ávila, o debate destacou a importância do trabalho em equipe, do comprometimento e da preparação para alcançar resultados consistentes. A conversa ganhou ainda mais conexão com o varejo com a participação do presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, que ressaltou o peso da responsabilidade na liderança e a necessidade de manter o foco diante da pressão diária por resultados. Para ele, assim como no futebol, o desempenho no varejo está diretamente ligado à capacidade de concentração e execução. Dando continuidade à programação, a Convenção das Américas sediou a reunião da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), que marcou a posse de Fábio Queiróz na presidência da entidade para o biênio 2026-2027. O encontro reforçou a integração entre países e a troca de experiências sobre desafios comuns ao setor, como competitividade e eficiência operacional. No palco Varejo & Negócios, as discussões ganharam um viés técnico e estratégico, com uma agenda diversificada. Entre os destaques, a palestra da ABRAPPE trouxe reflexões sobre prevenção de perdas, reforçando o impacto direto desse tema na rentabilidade das empresas e a necessidade de tratá-lo de forma cada vez mais estratégica dentro do varejo supermercadista. A transformação do comportamento do consumidor também esteve em pauta, com debates sobre o avanço do delivery e a importância de integrar canais físicos e digitais. As discussões apontaram que conveniência, agilidade e experiência do cliente são fatores determinantes para a fidelização, exigindo do varejo adaptação constante e uso inteligente de tecnologia. Outro tema de grande relevância foi a reforma tributária, que segue no radar do setor. Especialistas destacaram os possíveis impactos das mudanças no sistema de impostos sobre a operação das empresas, desde a precificação até a gestão financeira, reforçando a necessidade de planejamento e acompanhamento próximo das regulamentações. A programação contou ainda com a palestra sobre gestão de pricing conduzida por Dimas Dantas, que chamou atenção para a importância de rever a lógica de precificação no varejo. Segundo ele, é fundamental equilibrar preço, volume e margem, com foco em lucro bruto e geração de caixa, evitando a dependência excessiva de promoções. As discussões também avançaram sobre gestão de pessoas e ambiente de trabalho, incluindo riscos psicossociais e exigências regulatórias. O aumento de demandas relacionadas à saúde mental foi apontado como um alerta para o setor, reforçando a importância de investir em organização interna, clareza de funções e treinamento contínuo. Com uma programação que integrou conteúdo inspiracional, técnico e estratégico, o primeiro dia da SRE 2026 apresentou um retrato abrangente dos desafios do varejo supermercadista. Ao mesmo tempo, evidenciou que o sucesso no setor passa por liderança preparada, eficiência operacional, adaptação às mudanças do consumidor e capacidade de tomar decisões cada vez mais orientadas por dados. Confira a programação dos próximos dias AQUI!
17/03/2026
Por dentro da asserj
Futebol e gestão se encontram na SRE em painel sobre liderança e alta performance
A programação da primeira Convenção das Américas, realizada na 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood, na tarde desta terça-feira (17), no Riocentro, foi marcada por um painel que aproximou o universo do futebol dos desafios de gestão enfrentados pelo varejo supermercadista. Logo após a cerimônia de abertura e a posse de Fábio Queiróz na presidência da ALAS para o biênio 2026-2027, o público acompanhou o debate “A tática do campeão: liderança, disciplina e gestão de egos”, apresentado pelo comunicador Getúlio Vargas e conduzido pelo campeão da Copa do Mundo de 1994, Bebeto, com participações de Andrade e Leandro Ávila. Com linguagem leve e bem-humorada, o painel trouxe reflexões sobre disciplina, foco, responsabilidade e trabalho em equipe, princípios comuns tanto ao futebol quanto à gestão de empresas que operam sob pressão diária por resultados, como é o caso do setor supermercadista. Ao abrir a conversa, Bebeto destacou que sua trajetória no esporte foi construída com base em valores que também são essenciais no mundo dos negócios. “Se não tiver disciplina, não vai para lugar nenhum, não anda. Para isso, são necessários três pilares: ordem, resiliência e foco. A disciplina para mim sempre foi fundamental”, afirmou, ao relembrar o início da carreira e sua chegada ao Rio de Janeiro, citando momentos marcantes vividos no Flamengo e a convivência com companheiros que acompanhavam o debate da plateia. A discussão ganhou ainda mais conexão com o ambiente empresarial quando o presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, subiu ao palco para participar do debate, relacionando o desempenho de equipes esportivas com a realidade da gestão no varejo. Na sua visão, assumir posições de liderança exige responsabilidade permanente e capacidade de manter o foco mesmo diante da pressão. “Vem da responsabilidade. Se você está dormindo bem, está esquecendo alguma coisa. Isso te move a entregas. Não dá para ter grandes cargos se não interiorizar a responsabilidade. Não dava para o Bebeto jogar uma Copa achando que estava jogando uma Taça Guanabara. Quanto maior a responsabilidade, maior a concentração”, destacou. Queiróz acrescentou que o foco é determinante para qualquer conquista, seja no esporte ou nos negócios: “Tudo o que você coloca foco, ganha importância. Se eu não souber cozinhar, mas colocar na minha cabeça que terei foco em aprender, vou alcançar”. Ao relembrar a campanha do tetracampeonato mundial, Bebeto ressaltou que a vitória da Seleção Brasileira em 1994 foi resultado de preparação, união e alinhamento de objetivos, fatores que também determinam o sucesso de uma empresa. “Só conquistamos o tetra porque todos estavam focados no objetivo e a gente se preparou fisicamente, mentalmente e se blindou. Ali dentro, era só a gente, se incentivando. Por isso ganhamos. Era um time focado e preparado para ganhar. Todos treinaram muito”, afirmou. Para ele, momentos de crise exigem união e confiança no trabalho, realidade que também faz parte do dia a dia das empresas. Durante o painel, temas atuais do futebol foram usados como metáfora para liderança e gestão de talentos, incluindo a importância de motivar equipes e lidar com diferentes perfis dentro de um mesmo grupo. Questionado por Getúlio Vargas sobre decisões técnicas e o papel de grandes jogadores, Bebeto comentou a situação de Neymar e Ancelotti na Seleção. “É um grande treinador. Mas acho que o Neymar, estando bem, tem que jogar. Para mim, ele é o diferente da Seleção. Mas o técnico terá que ver os meninos que estão entrando agora”, disse, destacando a necessidade de equilíbrio entre experiência e renovação, desafio semelhante ao vivido por empresas que precisam formar novas lideranças sem perder a competitividade. Na sequência, Andrade e Leandro Ávila participaram da conversa e reforçaram que disciplina, comprometimento e espírito de equipe são determinantes para alcançar resultados consistentes. “O comprometimento é tudo, no futebol, na empresa ou na vida. Sem isso não se consegue resultado. A união e a ajuda fazem a diferença”, afirmou Ávila, ao falar sobre a importância de grupos fortes para superar dificuldades e manter o desempenho em alto nível. O final do painel foi marcado por descontração, quando Bebeto relembrou a comemoração histórica do título de 1994 e repetiu o gesto do “embala bebê”, símbolo do tetracampeonato. “Foi espontâneo e com muito amor”, disse o ex-jogador, sob aplausos do público. O debate consolidou um dos momentos mais simbólicos da primeira Convenção das Américas realizada dentro da SRE – Super Rio Expofood, ao mostrar que os mesmos fundamentos que levam um time à vitória, como disciplina, estratégia, liderança, preparo e união, são também essenciais para o fortalecimento do varejo supermercadista, setor que exige cada vez mais gestores preparados para liderar equipes, tomar decisões rápidas e manter o foco em resultados mesmo em cenários desafiadores.
17/03/2026
Por dentro da asserj
SRE Super Rio Expofood 2026 é aberta no Rio com foco em negócios, inovação e integração do setor
A cerimônia de abertura da 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood foi realizada no início da tarde desta terça-feira (17), no Riocentro, na Barra da Tijuca, reunindo autoridades municipais e estaduais, além de lideranças do varejo supermercadista e do food service. O evento, considerado um dos mais relevantes do setor nas Américas, reforça o papel estratégico do Rio de Janeiro como polo de negócios e inovação e a ponte entre o Brasil e as Américas. Estiveram presentes o deputado federal Altineu Côrtes; o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca; o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Felipe Brasil; o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima; o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior; e a presidente do Rio Solidário, Paola Figueiredo. Um dos momentos de destaque da solenidade foi a posse de Fábio Queiróz na presidência da ALAS para o biênio 2026-2027. Em seu discurso, o executivo ressaltou a responsabilidade do novo cargo e a importância da integração entre os países das Américas para o fortalecimento do setor. “Estamos preparados para esse desafio e confiantes na capacidade das associações de trabalharem juntas, somando esforços em prol do desenvolvimento”, afirmou. Queiróz também destacou o papel da inovação na evolução dos negócios, citando o uso de tecnologias como inteligência artificial e reconhecimento facial durante o evento. Segundo ele, ferramentas tecnológicas devem caminhar lado a lado com a humanização das relações. “A tecnologia transforma, mas é a emoção e a conexão entre as pessoas que fazem a diferença”, pontuou. Representando o município do Rio, Osmar Lima deu as boas-vindas aos participantes e reforçou o compromisso da cidade com o ambiente de negócios. “Aproveitem o Rio de Janeiro, retornem e contem conosco. Estamos trabalhando para apoiar quem empreende e gerar oportunidades”, declarou. Já o secretário de Agricultura, Felipe Brasil, destacou a importância da conexão entre o campo e a cidade, ressaltando o potencial produtivo do estado. Ele convidou os visitantes a conhecerem os produtos locais e reforçou o papel do setor agropecuário na economia fluminense. Na área do turismo, Gustavo Tutuca apresentou números positivos e enfatizou o crescimento do fluxo internacional. Segundo ele, o estado registrou recorde recente na chegada de turistas estrangeiros, impulsionado por investimentos em promoção e calendário de eventos. “Eventos como a SRE são fundamentais para gerar negócios e fortalecer o Rio como destino global”, afirmou. O deputado Altineu Côrtes, por sua vez, fez um discurso voltado ao cenário econômico nacional, destacando os desafios enfrentados pelos empreendedores brasileiros, como a alta carga de juros. Ele elogiou a resiliência do setor e reforçou a importância de políticas que incentivem o crescimento. A SRE Super Rio Expofood segue ao longo da semana, até quinta-feira, com programação intensa, reunindo palestrantes nacionais e internacionais, além de promover networking, geração de negócios e troca de experiências entre os principais players do varejo supermercadista e do food service.
17/03/2026
Por dentro da asserj
ALAS promove a 1ª Assembleia Ordinária sob nova composição presidencial
A Associação das Américas de Supermercados (ALAS) realizou, na manhã desta terça-feira (17), sua Assembleia Ordinária, no Rio de Janeiro, reunindo representantes de diversos países para discutir temas estratégicos voltados ao fortalecimento do setor supermercadista no continente. Entre os principais pontos da pauta estiveram o aprimoramento da governança, a apresentação do balanço financeiro e o lançamento do novo Plano Estratégico da entidade, que será conduzido pelo presidente, Fábio Queiróz. Foi a primeira Assembleia conduzida pelo novo quadro presidencial. O encontro já faz parte da agenda de programação da Comitiva Alas na SRE Super Rio Expofood. Governança e estrutura como pilares Entre os avanços apontados, Queiróz enfatizou a necessidade de consolidar uma estrutura própria e dedicada exclusivamente à ALAS. “Não é possível construir uma associação forte com estrutura limitada. Precisamos de uma equipe dedicada integralmente às atividades da entidade”, disse. Ele também defendeu o fortalecimento da governança corporativa, com regras claros e permanentes. “Queremos uma ALAS com processos sólidos, que garantam continuidade e legado, independentemente de quem esteja na presidência”, afirmou. Menos intervenção e mais integração regional Outro ponto central do discurso foi a defesa da autorregulamentação do setor supermercadista. Para Queiróz, a interferência governamental excessiva pode prejudicar a operação do setor. “Quem entende de abastecimento somos nós. Sempre que houve tentativas de regulação externa sem conhecimento da operação, os resultados foram negativos. Precisamos defender cada vez menos interferência e mais protagonismo do setor”, declarou. Ao mesmo tempo, ele reforçou a importância da integração entre os países membros. “Precisamos intensificar a troca de experiências. Paraguai, Brasil, Uruguai, Colômbia — todos têm boas práticas que podem ser compartilhadas e replicadas”, afirmou. Comunicação e participação: desafios prioritários A comunicação institucional foi apontada como um dos principais desafios da ALAS. Segundo o presidente, é fundamental ampliar o alcance das ações da entidade junto às bases associativas. “Precisamos nos comunicar melhor. O que fazemos precisa chegar até os associados, não apenas aos presidentes das entidades”, ressaltou. A diretora executiva da ALAS, Carolina Peña, reforçou esse ponto ao destacar que a falta de comunicação e engajamento compromete resultados. “Perdemos tração e oportunidades porque muitas vezes os associados sequer sabem o que está sendo feito. A comunicação precisa ser bidirecional e acompanhada de participação ativa”, afirmou. Plano estratégico: pilares e ações O novo Plano Estratégico da ALAS está estruturado em diferentes eixos, com destaque para: Fortalecimento da operação interna, com auditorias, compliance e criação de um código de ética; Estruturação de governança corporativa, com regras claras e permanentes; Criação de comitês técnicos, voltados a temas como legislação, perdas, recursos humanos e operações; Investimento em tecnologia e capacitação, com foco em gestão, inovação e eficiência; Ampliação da comunicação, com estratégia 360° em múltiplos canais; Promoção do intercâmbio de boas práticas entre os países membros. Além disso, a entidade pretende ampliar o número de associados e fortalecer a prestação de serviços, aumentando o valor percebido pelas associações filiadas. Eventos e sustentabilidade financeira Queiróz também destacou a importância de eventos como fonte de receita e fortalecimento institucional. “Uma associação forte não depende apenas de caixa, mas de eventos consolidados e rentáveis, que gerem valor para os associados”, explicou. Entre as iniciativas anunciadas, está a realização de encontros internacionais e a ampliação de workshops e congressos, com o objetivo de atrair patrocinadores e aumentar a relevância da ALAS no cenário global. Agenda internacional e impacto social Um dos anúncios de maior destaque foi a proposta de um encontro internacional em Roma, com foco em segurança alimentar e combate à fome, em parceria com o Vaticano. “Queremos discutir soluções concretas e apresentar um manifesto global com boas práticas. A ideia é contribuir de forma efetiva para um problema que atinge o mundo inteiro”, afirmou Queiróz, que também anunciou uma ida à Las Vegas. O papel do setor na economia Durante a assembleia, o ex-presidente da ALAS, Christian Cieplik, destacou a relevância do setor supermercadista para a economia dos países. “O setor é um dos principais motores do PIB, pois formaliza cadeias produtivas, gera empregos e impulsiona o desenvolvimento econômico. Precisamos comunicar melhor esse papel para a sociedade”, disse. Novo patrocinador Na ocasião, a ALAS também anunciou a American Loyalty como nova patrocinadora, reforçando a proposta da entidade de ampliar o acesso dos associados a soluções estratégicas voltadas ao aumento de resultados no varejo supermercadista. Representada por seu diretor de vendas, Marco Koch, a empresa apresentou seu modelo de campanhas de fidelização já consolidado na América Latina, destacando o potencial de engajamento do consumidor e incremento nas vendas. "Com atuação baseada em projetos personalizados, foco em produtos de alta qualidade e condições financeiras diferenciadas, a companhia se posiciona como uma parceira para redes que buscam fortalecer o relacionamento com seus clientes e impulsionar a frequência de compra." O encontro abre o 1º dia da SRE Super Rio Expofood e reforça a atuação internacional do evento.
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Minuto ASSERJ
No ritmo da Páscoa, Supermarket Blue vira Fábrica de Chocolate neste sábado (28)
3/27/26, 5:00 PM
Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
2/11/26, 4:00 PM
Está sabendo? GPA anuncia novo CFO
2/5/26, 4:00 PM
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