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Álcool 70%: varejistas seguem na corrida para se desfazer do estoque
O prazo final para zerar os frascos restantes nas prateleiras é 29 de abril Com a volta da proibição da venda de álcool 70% na forma líquida, determinada em 31 de dezembro do ano passado, o varejo tem até o dia 29 para se desfazer do estoque do produto. Adotada sob a justificativa de que a versão líquida é altamente inflamável, representando um risco em especial para crianças, a medida é polêmica e pesa no bolso do consumidor. O custo do produto em gel é bem maior do que o líquido e demanda mais tempo na fabricação. O coordenador de Planejamento e Controle de Produção da Álcool Montenegro, Matheus Rangel, afirma que “o impacto da proibição é gigantesco e até difícil para mensurarmos”. Ele explica que o custo do produto em gel é bem maior: “O gel precisa de outros insumos como espessantes, desnaturantes e neutralizantes. Essas matérias-primas são importadas e zelamos pela qualidade do nosso produto. Não abrimos mão dessa prestação de serviço de alto nível”. O custo de fabricação também é mais elevado. Devido à viscosidade do gel, são necessários mais processos de manipulação e equipamentos mais caros porque as bombas para fluidos viscosos são mais complexas do que as da forma líquida, cuja densidade teoricamente é similar à da água. Rangel acrescenta que: “Além desses custos operacionais, a máquina de envase funciona de modo mais lento. Não há dúvida de que a produtividade é dobrada para o álcool líquido. Para você ter uma ideia: a cada hora, em média, eu produzo 400 caixas. Na linha de gel, são apenas 180/200 por hora e isso se reflete lá no final. Temos esses impactos que acabam onerando o produto”. A empresa já produzia o álcool 70% em gel antes da crise sanitária da Covid-19, porém com uso específico, somente para atender segmentos de assistência à saúde. A venda era pequena, lembra Rangel. “Assim que a Anvisa liberou o álcool 70% líquido, ele rapidamente voltou a ser o nosso carro-chefe. Em poucos meses, o faturamento da empresa era de, basicamente, 80% com a venda de álcool na forma líquida. Isso foi até o fim do ano de 2020. Nos anos seguintes, a venda começou a declinar. Vivemos um momento de estabilidade e a venda de álcool 70 na forma líquida passou a representar 60% do faturamento”, comentou. Após a proibição, em dezembro de 2023, as vendas da fábrica despencaram e são poucos os segmentos que ainda compram o produto. A Montenegro, então, lançou o álcool bactericida. Trata-se de álcool 46% com outros componentes químicos para ter a função desinfetante. “Nós discordamos da proibição mesmo sabendo que o produto em gel tenha um teor de ação mais elevado. Nós não ouvimos relatos de acidentes nem de casos de pessoas com problemas de alcoolismo. O produto foi essencial para a contenção do vírus da COVID-19 e poderia ser em outros casos de doença porque é versátil, polivalente e o consumidor gosta e já se acostumou. Tivemos quatro anos de uso com resultado positivo”, concluiu. Liberação na pandemia Proibido desde 2002 no Brasil, o comércio de álcool 70% na forma líquida foi liberado temporariamente durante a crise sanitária da Covid-19. Na ocasião, a articulação da ASSERJ junto aos órgãos reguladores conseguiu autorização para a venda do produto, trazendo tranquilidade à população num momento de grande incerteza e escassez. Neste sentido, agradecemos o apoio da Anvisa e do deputado federal Luiz Antonio Teixeira Junior (PP-RJ), conhecido como Dr. Luizinho, que, na época, coordenou a Comissão do Coronavírus da Câmara dos Deputados e teve papel fundamental para viabilizar a liberação. Foi graças à atuação da Comissão que a Anvisa voltou a permitir a venda de álcool 70% líquido nos mercados, num momento em que o preço do álcool em gel chegou a aumentar em mais de 600%.
20/02/2024
Economia
Sobe para 4,5% expectativa dos supermercados nas vendas da Páscoa
Aproximação da Páscoa faz com que supermercados aumentem as expectativas para a Semana Santa Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o cenário para as vendas da Páscoa nesse ano é de grande expectativa positiva, principalmente pela soma de muitos fatores. O estudo do IBGE apresenta que as políticas públicas de recuperação de crédito da população, como o Desenrola Brasil, poderão dar uma nova perspectiva para o varejo alimentar. O crescimento deverá figurar na casa dos 4,5% em comparação ao mesmo período de 2023. Entretanto, se a expectativa pelas vendas está alta, o preço médio do chocolate, que vem se diversificando entre os tradicionais ovos de Páscoa e as barras, aumentou cerca de 3,8% em relação as datas desse feriado em 2023. O IBGE ainda aponta um fechamento positivo na questão dos empregos. Segundo o levantamento, 2023 foi o ano com a menor taxa de desemprego desde 2014. Para 2024, o varejo espera contratar cerca de 41 mil empregos temporários voltados para a Páscoa, e a expectativa é que 25% dessas vagas se tornem efetivas. "A injeção de crédito e a melhoria no poder de compra da população são os principais combustíveis para as vendas da Páscoa. Os supermercados estão ansiosos para conseguirem fechar os números positivos dessas datas", explicou Fábio Queiroz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro. Segundo um levantamento feito pela consultoria de economia, Future Tank, a pedido da Asserj, a receita real do setor supermercadista fechou com um acréscimo de 5,4% em 2023, o que se somou a um acumulado de 5,5%. Para o estudo, a queda da taxa Selic, a quarta consecutiva, e somada a expectativa de novos cortes para os próximos meses visam estimular o consumo, o que é tratado como vital para os supermercados do Rio de Janeiro nas vendas da Semana Santa e da Páscoa.
20/02/2024
Morre fundador da Daiso, principal varejista japonesa no Brasil
Ele deixa uma fortuna avaliada em R$ 9,4 bilhões Morreu aos 80 anos, Hirotake Yano, fundador da rede varejista japonesa de '1,99' Daiso, informou um comunicado divulgado por sua empresa na tarde desta segunda-feira, 19. Segundo a nota, a causa da morte foi insuficiência cardíaca. Hirotake faleceu em 12 de fevereiro, em Hiroshima, e sua família fez um enterro particular. A confirmação da morte, porém, só foi realizada hoje. O empresário é apontado como pioneiro mundial no conceito de "dollar-shop", em que os itens custam US$ 1. No Brasil, o termo se tornou popular como 'lojinhas de 1,99', onde são vendidas produtos do cotidiano a um preço muito abaixo do praticado no mercado. Segundo a Bloomberg Billionaires Index, Hirotake Yano deixa um patrimônio de US$ 1,9 bilhões, cerca de R$ 9,4 bilhões. Empresário de sucesso na Ásia, Yano, passou por um longo caminho de fracassos até conseguir criar e fortalecer a rede varejista Daiso. Até 1977, o empresário acumulou insucessos empresariais, entre eles, a falência da empresa de pesca de seu sogro. Atualmente, a Daiso é uma empresa de capital fechado e com receita de 589,1 bilhões de ienes (US$ 3,9 bilhões) no ano encerrado em fevereiro de 2023. São cerca de 4.360 lojas no Japão e 990 lojas no exterior, segundo o seu site oficial.
19/02/2024
Empresário inovador do setor de varejo construiu fortuna a partir da doceria da família, transformando-a na primeira rede de supermercados brasileira
Saiba o valor da fortuna de Abilio Diniz; Ibovespa sofre queda Abilio Diniz, 87, morreu na noite de domingo em São Paulo de insuficiência respiratória causada por uma pneumonite, após um mês internado no Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo levantamento da revista Forbes, o empresário ocupava o 21º lugar entre as personalidades mais ricas do Brasil. Segundo o 'UOL', Abilio Diniz tinha uma fortuna de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões), grande parte dessa totalidade criada a partir do inovador Grupo Pão de Açúçar (GPA), império varejista brasileiro do qual vendeu suas ações para o Casino, da França. O patrimônio de Diniz começou após o empresário assumir a doceria da família 'Pão de açúcar', em São Paulo, e realizar o desejo do pai de transformá-lo em um supermercado. Com intuito inovador, o pensamento 'self-service' nas gôndolas de mercado conquistou rapidamente os brasileiros. Na década de 1960, com as aquisições da Sirva-se, e lojas como Superbom, Peg-pag e Mercantil no inicio dos anos 1970, o Pão de Açúcar assumiria a forma do grupo que leva o nome de um dos monumentos naturais brasileiros mais conhecidos no mundo. Abílio só se tornaria, de fato, dono, em 1980 quando assumiu majoritariamente as ações da empresa. Com a aquisição da Jumbo, e a criação do conceito 'hipermercado' com as filiais do Extra, o empresário se tornou quase um 'semi-deus' do varejo supermercadista. Longa batalha com o Casino [caption id="attachment_29736" align="alignleft" width="300"] Casino Guichard[/caption] Seu voo solo no Grupo Pão de Açúcar duraria até 1999, quando a rede varejista francesa Casino se interessou pelos papeis da empresa. De uma só vez, os europeus adquiriram 25% do GPA e se tornaram membros do conselho da empresa. Em 2005, aconteceu um novo e duro golpe para Diniz: a Casino adquiriu metade da empresa, se tornando sócia-proprietária do GPA. Os franceses já tinham participação em gigantes do varejo brasileiro como as Casas Bahia e o Ponto Frio, do qual se tornaria proprietário anos depois. Após uma longa batalha, Diniz chegou a propor uma fusão entre o GPA e o Carrefour, em 2011, mas foi prontamente recusado. Em 2013, Abilio vendeu sua parte ao Casino, e saiu pela porta da frente da empresa de sua família. Mas não demoraria muito para retornar ao cenário varejista. Em 2014, Abilio adquiriu uma boa fatia acionária do Carrefour Brasil e se tornou acionista conselheiro da principal rival da empresa de sua família. Abilio Diniz era vice-presidente do conselho de administração do Carrefour, cargo que ficará temporariamente vago após sua morte. O empresário tinha ainda investimentos na rede de padarias Benjamin, Wine (varejo de vinhos) e na Oncoclínicas (grupo de clínicas especializado no tratamento de câncer). Ibovespa em queda A morte de Abilio Diniz repercutiu rapidamente na Ibovespa, principal bolsa de valores do Brasil, enquanto os especialistas aguardavam os primeiros movimentos do Carrefour e também o Grupo Pão de Açúcar. [caption id="attachment_29738" align="alignright" width="300"] Sede da IBOVESPA em São Paulo[/caption] Segundo a 'Valor Investe', as ações do Carrefour operam em queda desde a abertura do 'pregão' na manhã desta segunda-feira. Às 12h, os papéis estavam em queda de 1,71% valendo R$ 10,94. O Carrefour afirmou que o cargo que Diniz ocupava desde 2022 seguirá vago até novo posicionamento do conselho. A empresa também confirmou que seus ativos passarão por uma revisão da JP Morgan. “Ao longo de quase uma década, o Sr. Abílio Diniz empenhou sua visão e habilidade únicas no desenvolvimento e amadurecimento do grupo Carrefour Brasil, deixando um legado inestimável para a companhia e para o País”, afirma a empresa, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Ibovespa operou com queda influenciada pelo feriado nos Estados Unidos e a baixa do minério na China. A reação do Carrefour após a morte de Abilio Diniz foi o principal fator na perda de pontos do índice da bolsa de valores de São Paulo e na venda dos papéis acionários. No final da tarde da segunda-feira, a Ibovespa conseguiu recuperar a turbulência e fechou o dia com leve estabilidade.
19/02/2024
Associados em foco
Casa do Arroz promove campanha de endomarketing para estimular hábitos saudáveis
‘Construindo hábitos positivos’ é o tema do projeto-piloto, que começa hoje e vai até 18 de março O início do ano é sempre uma época de reflexão e estabelecimento de novas metas. Pensando nisso, a equipe de Marketing da Casa do Arroz Supermercados criou um grupo para desenvolver e estimular novos hábitos entre os colaboradores, seja na leitura, saúde, alimentação e/ou atividade física. A campanha tem como objetivo incentivar hábitos positivos e saudáveis na rotina. De modo a contribuir para reduzir a obesidade entre as mulheres, o projeto-piloto tem como foco o estímulo à alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Nesta primeira etapa, são mais de 40 colaboradores da área administrativa que terão a pesagem registrada pelas nutricionistas da Casa do Arroz, Nathane e Sarah. No fim da campanha, as três colaboradoras que mais perderem peso serão premiadas como forma de incentivo. O piloto começou hoje (19) e vai até 18 de março, mas a ideia é que elas levem esses hábitos para a vida toda. De acordo com a gerente de marketing, Manu Figueiredo, “nossa intenção é expandir a iniciativa para toda a empresa. Neste primeiro grupo, convidamos apenas as mulheres da parte administrativa da loja. Vale ressaltar que a participação não é obrigatória”. Para dar suporte às participantes, foi criado um grupo de WhatsApp exclusivo para o projeto, com postagens de dicas das nutricionistas, exercícios de alongamento, incentivo à autoestima, além de sorteios.
19/02/2024
Adeus a Abilio Diniz: Carrefour toma decisão sobre vaga de empresário
Rede supermercadista francesa tinha o empresário como acionista e conselheiro, se manifestou após sua morte Morreu em São Paulo, na noite de domingo, 18, o empresário Abilio Diniz, fundador do Grupo Pão de Açúcar e reconhecido como um dos grandes nomes do varejo brasileiro. A morte foi informada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e confirmada pela família em nota à imprensa. Horas depois, segundo o 'Infomoney', o Carrefour Brasil decidiu que a vaga que Abilio Diniz ocupava, de vice-presidente do conselho administrativo da empresa, ficará vago até que a própria turma de acionistas decidir sobre a cadeira vazia. Ainda não está claro se a gigante do varejo francês que, recentemente, vem aprovando vendas de terrenos sem utilização para o setor imobiliário, escolherá outro membro do próprio conselho ou se dará preferência para algum nome de fora. A Península, holding criada por Abilio Diniz, e que prestava serviços de consultoria para o grupo francês, confirmou que seguirá sua parceria ressaltando o compromisso de longo prazo com a empresa europeia. Na manhã desta segunda-feira, 19, personalidades políticas e empresariais compareceram ao velório do empresário no Estádio Morumbis. O apresentador Luciano Huck; o presidente do São Paulo Futebol Clube (SPFC), Júlio Casares; o ex-piloto Felipe Massa e o CEO do Grupo Carrefour, Stephane Maquaide, foram alguns dos nomes que compareceram. Morte de Abilio Diniz Abilio Diniz estava internado na UTI do hospital paulistano há cerca de um mês com pneumonite, uma condição agravada de pneumonia. Ele havia interrompido sua viagem aos Estados Unidos depois de se sentir mal durante um passeio. Seu retorno foi em um avião adaptado com UTI móvel. O empresário morreu aos 87 anos vítima de insuficiência respiratória, e sua condição era considerada gravíssima pela equipe médica. Além de fundador do Grupo Pão de Açúcar, o Abilio era vice-presidente do conselho administrativo e acionista do Carrefour Brasil e da holding Península, do qual era sócio-proprietário.
19/02/2024
Abilio Diniz: a trajetória do empresário que fez do Grupo Pão de Açúcar, a maior varejista do Brasil
Líder empreendedor ousado, Abilio foi um dos homens mais ricos do país, enfrentando crises econômicas, disputas com concorrentes estrangeiros, um sequestro e a morte do filho há dois anos Ex-sócio do Grupo Pão de Açúcar (GPA), empresa que fundou, Abilio tem um patrimônio estimado em R$ 12 bilhões. Era vice-presidente do conselho administrativo do Carrefour no Brasil, sócio majoritário das Casas Bahia e um dos empresários do setor varejista mais respeitados do país. Graças a ele, a doceria da família, fundada em 1949 por seu pai, Valentim Diniz, tornou-se um dos maiores negócios do Brasil: o Grupo Pão de Açúcar. O empresário também era apaixonado pelos esportes e se tornou um exemplo na prática de atividades físicas. Há dois anos, viveu um drama pessoal: perdeu o filho, João Paulo Diniz, aos 58 anos, em decorrência de um infarto fulminante. Contada em detalhes pela Folha de S. Paulo, a trajetória do grande empresário é motivo de orgulho e inspiração para todo o setor varejista. Leia abaixo na íntegra: Primeiro dos seis filhos do imigrante português Valentim dos Santos Diniz (1913-2008), Abilio nasceu em São Paulo em 28 de dezembro de 1936. Um pouco antes, em 1932, surgira a ideia do autosserviço, do supermercado —nos Estados Unidos da grande depressão, um comerciante resolveu acabar com o balcão para cortar custos e baratear as mercadorias. Abilio se formou na segunda turma de administração da FGV (Fundação Getulio Vargas), em 1959, no mesmo ano em que seu pai abriu a primeira loja do Pão de Açúcar. Foi quando o primogênito entrou no mundo dos negócios: "Eu me entusiasmei e resolvi ser especialista em comércio varejista", contou Diniz. Fez estágios em supermercados nos EUA e na França. Em 1963, foi inaugurada a segunda loja em São Paulo e, dois anos depois, a empresa comprou mais três unidades da rede SirvaSe, a pioneira em autosserviço no país. Em 1967, o grupo já tinha 20 pontos de comércio; em 1969, 50. Em 1971, a empresa se tornava a maior organização de vendas a varejo na América do Sul. A ascensão vertiginosa da companhia levou Abilio ao convívio com o poder. Em 1979, ele opinava positivamente sobre o ministério do general João Baptista Figueiredo, o último governante da ditadura militar. Classificava Delfim Netto como um "vaidoso" e palpitava sobre a hipótese de o Brasil ter Luiz Inácio Lula da Silva no Ministério do Trabalho. Amigo de Mário Henrique Simonsen (1935-1997), Abilio foi levado ao CMN (Conselho Monetário Nacional). Conforme a recessão se ampliava e o regime cambaleava, o empresário foi se afastando do governo. Em 1981, avaliou que parte dos empresários tinha se beneficiado do período do "milagre econômico" no Brasil, mas enxergava uma "ruptura entre o empresariado e a tecnoburocracia". Para ele, o "milagre econômico" tinha sido um período de acumulação que não voltaria e que tinha beneficiado apenas alguns. "Quem é contra a abertura é contra o capitalismo; regime fechado e capitalismo não combinam", afirmou. O sequestro Havia três anos que Abilio aprendera a atirar. Dois sequestros já tinham chocado o meio empresarial: o de Antonio Beltrán Martinez, vice-presidente do Bradesco, em novembro de 1986, e o do publicitário Luiz Salles, da Salles Interamericana, em julho daquele ano. No dia 11 de dezembro de 1989, sua vida deu uma guinada. Dirigia seu Mercedes-Benz branco de casa para o trabalho quando teve o caminho bloqueado. Uma falsa ambulância o fechou pela frente; um opala branco bateu na traseira de seu carro. Previdente, fazia trajetos diferentes para se deslocar. Quando percebeu que era vítima de um sequestro, sacou a arma e ficou em posição de tiro. Mas foi dominado pelo grupo e levado a um sobrado na praça Hachiro Miyazaki, no Jabaquara, na zona Sul de São Paulo. Passou 153 horas no cativeiro. Abilio foi libertado pela polícia no dia da eleição presidencial. Não pôde votar em Fernando Collor, como pretendia. "Eu não me superestimei. Eu subestimei o adversário", disse. "Foram os piores momentos da minha vida, mas passou", avaliou então. Desafios à frente Outros momentos dramáticos estavam à espreita. Acostumado com o crescimento impulsionado pela fórmula inflação alta e ganhos na ciranda financeira, o Pão de Açúcar entrou em parafuso com o confisco de Collor e a recessão que se seguiu. O grupo beirou a concordata e encolheu quase pela metade: demitiu 22 mil funcionários, fechou 270 lojas e vendeu imóveis. Chegou a ser oferecido no mercado internacional por US$ 400 milhões. Não conseguiu nem um lance de US$ 200 milhões. Os resultados financeiros do grupo despencaram. Foi a deixa para que a efervescente disputa familiar entre os seis filhos do patriarca Valentim viesse a público. Sônia e Arnaldo entraram na Justiça contra ações do irmão Abilio no comando da empresa. A matriarca Floripes também foi a tribunais. Em 1994, um acordo de mudança acionária acabou enterrando a disputa. Os irmãos Arnaldo, Sônia e Vera venderam suas participações no grupo para Abilio. Lucilia ficou com uma parte da companhia; Alcides (morto em 2006, aos 63 anos) já havia deixado o grupo. Abilio passou a ter o completo poder na empresa. Abriu o seu capital e saiu em busca de um sócio estrangeiro. Em 1999, o Casino adquiriu participação relevante de 25% do total do capital do Pão de Açúcar. Os negócios se recuperaram. Uma década depois, em 2004, o empresário lançou seu livro, com um balanço de sua trajetória. Na sua análise, o sequestro, a disputa familiar e a profunda crise de sua companhia provocaram mudanças na sua perspectiva de vida: "já não era mais o homem agressivo, arrogante e prepotente que fora no passado", escreveu. No ano seguinte, precisando de injeção de capital para enfrentar dívidas, Abilio vendeu o controle acionário do grupo para o Casino. O Pão de Açúcar, com aquisições e enfrentando a concorrência de Carrefour e Walmart, era então a maior rede de varejo do país. Era o início do fim do controle familiar e brasileiro da companhia, que resistira à primeira onda de globalização —que derrubara ícones empresariais como Metal Leve e Cofap e atingira o sonho de uma geração de pobres imigrantes empreendedores que construíram impérios, como o seu pai, Valentim. Ainda à frente do Pão de Açúcar, Abilio adquiriu, em 2009, a Casas Bahia e o Ponto Frio. Em dez anos, o grupo efetuara 11 aquisições e quintuplicara o número de lojas de sua rede. A fortuna pessoal do empresário chegara a US$ 1,5 bilhão naquela época. A empresa estava no auge. Ele havia mudado de estilo: abandonara os modernos ternos pretos e azuis e trocara por roupas mais descontraídas. Tinha se casado pela segunda vez, em 2004, com a economista Geyse, 35 anos mais jovem, ex-diretora de planejamento do Pão de Açúcar. Com ela teve dois filhos: Rafaela e Miguel. Do seu primeiro casamento, com Auriluci, sua namorada da adolescência, tivera quatro: Ana Maria, Pedro Paulo, João Paulo (que faleceu em 2022) e Adriana. Adultos, eles já não mantinham ligações com a empresa, e Abilio se debatia com os profissionais que contratara para tocar a empresa. Delegar o poder não era o seu forte; avaliava que tinha errado em profissionalizar a gestão. Pela frente, havia a sombra do acerto com o sócio francês, quando o comando da empresa foi transferido totalmente para o Casino, em 2012. Num lance arrojado, para tentar brecar o avanço desse processo, Abilio buscou negociar a compra da operação brasileira do Carrefour, com a ajuda do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - ,que acabou desistindo da operação. Abilio perdeu. Em 2012, conforme o acerto feito em 2005, teve que sair do Pão de Açúcar, cuja história, até então, estava totalmente ligada à sua trajetória. Avaliando depois seu embate com o Casino, disse que tinha sido negligente e ingênuo. Sem querer sair da cena empresarial (e com dinheiro no bolso), foi para a presidência do conselho de administração da BRF, de 2013 a 2018. Como Pelé, falava de si mesmo na terceira pessoa. Torcedor roxo do São Paulo, seu humor azedava sempre que o time perdia, comentavam seus auxiliares. Gostava de assistir a partidas com até sete TVs ligadas, para não perder nenhum lance. Sua devoção aos esportes continuava. Mantinha uma rígida rotina de exercícios. Chegou a ter um índice de gordura corporal entre 7,5% e 8,5%. Mesmo quando viajava para passar o réveillon numa ilha em Angra dos Reis, enviava para lá um caminhão com todos os seus equipamentos de ginástica. "Se não faço esporte, não me sinto bem", disse uma vez. Adepto da terapia junguiana, Abilio dizia que as pessoas não deviam pensar na morte. "Tem que acreditar que é eterno, pronto para o que aparecer na vida", declarou em 2009. Depois da traumática saída do Pão de Açúcar e da ida para a BRF, fez este balanço de si mesmo: "As pessoas falam que ninguém é insubstituível. Mas quem substituiu Beethoven? Ninguém. Existiram outros tão bons ou melhores do que ele. Mas o Abilio é o Abilio. Tenho que me concentrar em que agrego valor".
19/02/2024
Nota de falecimento
É com grande pesar que a Associação de Supermercados do Rio de Janeiro recebeu a notícia do falecimento do empresário, associado e amigo Abílio Diniz Cientes de todo o legado que ele deixa para o nosso setor, lamentamos a partida, mas mais do que isso, seremos eternamente gratos por toda a sua colaboração à história do varejo supermercadista. Ficam aqui nossos sinceros sentimentos a toda sua família, amigos e admiradores.
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