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Escola ASSERJ capacita 2,8 mil profissionais e soma 7,2 mil horas-aula em 2025
A Escola ASSERJ encerra 2025 com resultados expressivos que reforçam seu papel como um dos principais pilares de desenvolvimento humano e profissional do setor supermercadista fluminense. Ao longo do ano, a Associação manteve um panorama consistente de ações voltadas para Treinamento e Desenvolvimento, alinhadas às demandas operacionais, estratégicas e de relacionamento com o consumidor. No total, a ASSERJ ofertou 936 horas de cursos internos, realizados em diferentes instituições, refletindo um investimento contínuo no aprimoramento técnico e comportamental das equipes. O volume resultou em uma média de 34,7 horas de capacitação por colaborador, índice considerado robusto para o fortalecimento das competências necessárias à atuação no setor. “A Escola ASSERJ é uma ferramenta essencial para preparar profissionais mais qualificados, engajados e alinhados com as transformações do setor supermercadista. Nosso foco vai além do treinamento técnico: buscamos desenvolver pessoas que impactem positivamente os resultados das redes associadas e a experiência do consumidor”, afirma Michelle Rodrigues, gerente de Gestão de Pessoas da ASSERJ. Engajamento elevado e alto aproveitamento De forma geral, o índice de aproveitamento dos treinamentos da Escola ASSERJ superou 90%, indicador que evidencia a aderência dos temas, a qualidade dos fornecedores e o comprometimento dos participantes. “Esse resultado mostra que estamos no caminho certo, oferecendo conteúdos que dialogam diretamente com a realidade do varejo supermercadista e com as necessidades do dia a dia das operações”, complementa Michelle. Escola ASSERJ: números que traduzem impacto Em 2025, a Escola ASSERJ ampliou significativamente seu alcance junto aos profissionais do setor. Ao todo, foram realizados: 9 cursos 38 turmas 2.800 alunos inscritos 2.200 concluintes 7.200 horas-aulas 3 cursos em parceria com a indústria (Buaiz Alimentos e Sadia) NPS de 92%, refletindo alto nível de satisfação dos participantes A diversidade dos temas reforçou o compromisso da Escola ASSERJ com a formação prática e estratégica, abordando desde áreas operacionais até experiência do cliente e vendas especializadas. Entre os destaques de 2025 estão cursos como Atendente de Adega, O Poder do Açougue, Como valorizar o FLV, Postura vocal para locutores de supermercado, Panificação, Confeitaria, além de capacitações em Boas Práticas de Manipulação de Alimentos e formações em parceria com a indústria. Olhar para o futuro Para 2026, a ASSERJ já projeta a oferta de mais de 1.000 horas de cursos, mantendo o foco na continuidade do desenvolvimento das equipes, no fortalecimento das competências estratégicas e na sustentação dos resultados institucionais. “Capacitar é investir no futuro do setor. A Escola ASSERJ seguirá evoluindo, ampliando parcerias e oferecendo conteúdos cada vez mais conectados com inovação, eficiência operacional e experiência do cliente”, conclui Michelle Rodrigues.
23/12/2025
Economia
2026 deve consolidar queda da inflação e dos juros e redesenhar estratégias de crédito no varejo supermercadista
As projeções econômicas para 2026 indicam um cenário de maior previsibilidade macroeconômica, com expectativa de desaceleração da inflação e trajetória mais consistente de queda dos juros. Para o varejo supermercadista, esse ambiente tende a ir além de um simples alívio financeiro: ele redefine decisões de crédito, investimento, expansão e gestão de caixa. A leitura predominante do mercado é que o Banco Central vem conseguindo ancorar expectativas, fator considerado essencial para setores intensivos em capital, como o varejo supermercadista, que depende de crédito estruturado, renegociação de prazos, investimentos em tecnologia, logística e expansão física. “No mercado de crédito, previsibilidade é tão importante quanto taxa. As projeções para 2026 reforçam a confiança no Banco Central justamente por indicarem consistência na condução da política monetária”, avalia Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital. Segundo ele, esse ambiente favorece operações de crédito estruturado, renda fixa e capital privado — instrumentos cada vez mais utilizados por empresas fora do sistema bancário tradicional. Planejamento de médio prazo ganha força Para redes supermercadistas, a previsibilidade apontada pelo Boletim Focus permite retomar o planejamento de médio prazo, algo que ficou comprometido nos últimos anos diante da volatilidade de juros, inflação e consumo. “As projeções para 2026 ajudam a consolidar a confiança do mercado no Banco Central porque reduzem incertezas e permitem planejamento de médio prazo”, destaca João Kepler, CEO da Equity Group. Ele ressalta que esse cenário influencia diretamente decisões de investimento, valuation e apetite ao risco, pontos críticos para empresas em expansão ou em processo de profissionalização. No varejo supermercadista, esse movimento tende a se traduzir em decisões mais criteriosas sobre abertura de lojas, retrofit de unidades, automação de processos, investimentos em prevenção de perdas e fortalecimento da cadeia logística. Crédito mais técnico e seletivo Outro efeito direto do cenário projetado para 2026 é a mudança na lógica do crédito. Com juros ainda elevados, mas em trajetória de queda e com maior previsibilidade, o mercado passa a operar com mais racionalidade e análise de risco. “O Boletim Focus reforça a credibilidade do Banco Central ao reduzir ruídos que poderiam gerar volatilidade excessiva. Para o universo de FIDCs, essas projeções são fundamentais, pois impactam diretamente a formação de taxas e a avaliação de risco de crédito”, explica Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos. Para o varejo supermercadista, isso significa mais acesso a alternativas como FIDCs, securitização de recebíveis e estruturas híbridas de funding, especialmente para redes de médio porte que buscam reduzir dependência do crédito bancário tradicional. Decisões de investimento mais disciplinadas O ambiente de maior previsibilidade também influencia o comportamento de investidores e gestores, que passam a olhar menos para movimentos de curto prazo e mais para fundamentos estruturais. “As expectativas para 2026 ajudam a sustentar a credibilidade do Banco Central ao sinalizar continuidade no combate à inflação e compromisso com estabilidade macroeconômica”, afirma Leandro Turaça, sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos. Segundo ele, essas projeções impactam diretamente decisões de alocação, revisão de carteiras e estratégias para o próximo ciclo econômico. No contexto do varejo supermercadista, essa mudança tende a favorecer empresas com governança mais sólida, dados financeiros organizados, controle de margens e visão clara de crescimento sustentável. O que esperar para 2026 no varejo supermercadista Na prática, o cenário projetado aponta para um setor que entra em 2026 mais cauteloso, porém mais estratégico. Entre as principais tendências estão: Revisão das estruturas de capital, com busca por crédito mais eficiente e alinhado ao fluxo de caixa; Maior seletividade em investimentos, priorizando eficiência operacional e retorno claro; Planejamento financeiro mais robusto, com foco em previsibilidade e disciplina; “Quando há previsibilidade macro, o mercado consegue estruturar operações mais eficientes e sustentáveis”, resume Pedro Ros, CEO da Referência Capital. Para ele, o encerramento do ano é o momento em que empresas revisam rotas, ajustam estratégias e se preparam para atravessar o próximo ciclo com mais clareza e menos improviso. Para o varejo supermercadista, 2026 não deve ser marcado por euforia, mas por decisões mais técnicas, estratégicas e sustentáveis, um movimento que tende a separar redes bem estruturadas daquelas que ainda operam sem planejamento financeiro consistente.
23/12/2025
Comportamento & tendência
Arroz e feijão: como a mudança de consumo impacta o varejo supermercadista
Mesmo com quedas relevantes de preço, arroz e feijão seguem enfrentando retração de consumo no varejo supermercadista ao longo de 2025. Dados da Scanntech indicam que, em novembro, o preço médio do arroz recuou expressivos 34,5% na comparação anual, enquanto o feijão ficou 13,1% mais barato. Ainda assim, o volume vendido em unidades caiu 1,7% no arroz e 3,9% no feijão, mantendo uma dinâmica observada durante praticamente todo o ano. No acumulado, o movimento de deflação não foi suficiente para reverter o desempenho de consumo. Apesar da retração de 28,6% no preço médio do arroz entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, as vendas em unidades caíram 2,7%, contribuindo diretamente para o segundo pior resultado de faturamento da cesta de mercearia básica em 2025. A leitura mensal reforça essa tendência. Na comparação entre novembro e outubro, o arroz registrou nova queda de preço (-2,2%), acompanhada por recuo ainda maior nas vendas em unidades (-2,7%). Já o feijão apresentou leve alta de preço (+0,9%), mas com retração mais intensa no volume vendido (-4%). "Para o varejo supermercadista, os números indicam que a questão vai além de preço. Trata-se de uma mudança estrutural no padrão de consumo. Fatores como a redução do tamanho das famílias, maior urbanização, rotinas mais aceleradas, busca por praticidade e novas percepções de saudabilidade vêm alterando a relevância desses itens no carrinho de compras", destaca Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech Brasil. O cenário reforça a necessidade de revisão de estratégias de sortimento, exposição e comunicação no ponto de venda. Mesmo com preços mais acessíveis, arroz e feijão já não respondem automaticamente com aumento de volume, exigindo do varejo supermercadista uma leitura mais profunda do comportamento do shopper e do papel desses produtos dentro da cesta básica atual.
23/12/2025
Indústria em cena
Mondelēz Brasil anuncia novas lideranças
Dona de marcas icônicas como BIS, Oreo, Lacta, Trident, Tang e Club Social, a Mondelēz Brasil anuncia mudanças em posições-chave de sua liderança, envolvendo as áreas de E-commerce e Bebidas em Pó. As nomeações estão alinhadas à ambição estratégica da companhia de dobrar de tamanho até 2030, ampliando sua relevância no universo de snacks e fortalecendo sua atuação nos principais canais de consumo. Leonardo Pires assume a diretoria de E-commerce. Há três anos na Mondelēz Brasil, o executivo acumula passagens por empresas como Procter & Gamble, Ambev e Kimberly-Clark, com sólida experiência em estratégia digital, projetos omnichannel e transformação da jornada do consumidor. Sua chegada reforça a aposta da companhia na expansão do ambiente digital, que deve responder por 15% do faturamento até o fim de 2025, com a meta de alcançar 25% até 2030. “Assumo essa nova fase com a responsabilidade de liderar a agenda de digital e e-commerce dessa companhia, com a missão de colocar o digital no centro da estratégia, impulsionar resultados e criar experiências cada vez mais inteligentes para clientes, distribuidores, varejistas e consumidores”, afirma Pires. Já Livia Seabra passa a liderar a categoria de Bebidas em Pó e Meals. Após três anos à frente da área de E-commerce e Emerging Channels e com mais de 16 anos de experiência em Vendas e Trade Marketing, a executiva construiu uma trajetória marcada pela aceleração de negócios, desenvolvimento de canais e transformação digital em grandes multinacionais do setor de alimentos. Agora, assume o desafio de impulsionar o crescimento de um segmento estratégico e ampliar sua relevância dentro da companhia.
23/12/2025
Associados em foco
Supermarket Alvorada acelera expansão e inaugura nova unidade em São Gonçalo
O Supermarket Grupo Alvorada deu mais um passo importante em sua trajetória de crescimento com a inauguração da 35ª loja, localizada na Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 3240, no bairro Rocha, em São Gonçalo. A nova unidade chega ao mercado após uma obra realizada em tempo recorde e reforça a presença da rede em uma das regiões mais estratégicas do município. Com 1.100 m² de área de venda, a loja conta com 14 checkouts, um mix de quase 9 mil SKUs e gerou 120 empregos diretos, contribuindo para o desenvolvimento econômico local e para a geração de oportunidades na região. Segundo Gustavo Bonifácio, diretor do Supermarket Grupo Alvorada, o projeto foi conduzido com agilidade para aproveitar um dos períodos mais relevantes do varejo supermercadista. “É um prazo enorme estar inaugurando essa loja que pegamos há apenas 35 dias. Fizemos uma obra recorde para conseguir aproveitar o momento de final de ano, que é o mais importante para o nosso setor. A expectativa está lá em cima”, afirma. Foco em sortimento, bazar e marca própria Entre os diferenciais da nova unidade está a aposta em uma loja de bazar robusta e no fortalecimento da marca própria, que vem sendo desenvolvida a partir da área de importação do grupo. A estratégia reflete uma visão clara de diversificação de mix e ampliação de margem, alinhada às tendências do varejo supermercadista. “Estamos desenvolvendo a JVG, nossa marca própria, com base na nossa importação, e acreditamos que essa área vai crescer bastante no próximo ano. Temos uma expectativa muito grande para 2026, com muitos projetos que queremos colocar em prática”, destaca Gustavo Bonifácio. A inauguração também carrega um significado especial para o executivo, que já conhecia a unidade antes de integrá-la ao grupo. “É uma honra estar lançando essa loja. Sempre visitei esse ponto como concorrente, porque trabalhava aqui ao lado, no Grupo Torre, do Seu Paulo Bonifácio. Foi ali a minha escola, onde aprendi tudo sobre chão de loja”, relembra. Expansão com planejamento A 35ª loja consolida o posicionamento do grupo como um dos protagonistas do varejo supermercadista fluminense e sinaliza um 2026 marcado por novos investimentos, especialmente nas áreas de importação, marca própria e eficiência operacional. A ASSERJ deseja muitas vendas, clientes e, com certeza, sucesso à mais nova loja do Grupo Alvorada.
22/12/2025
Atualidades
Preço do café em 2026: o que esperar dos preços no varejo supermercadista
O ano de 2025 começou com o café entre os itens de maior pressão inflacionária da cesta de consumo. Em fevereiro, o produto registrou a maior alta acumulada em 12 meses desde a criação do real, movimento que já impacta diretamente margens, negociação com fornecedores e o comportamento de compra do shopper no varejo supermercadista. O nível de preços chegou a estimular, inclusive, a circulação de produtos irregulares no mercado, como o chamado “café fake”. Para 2026, a expectativa é de algum alívio, mas distante de uma normalização. A tendência apontada por analistas é de queda moderada, insuficiente para devolver o café a um patamar considerado barato. Para o varejo supermercadista, isso significa um cenário ainda desafiador, com necessidade de gestão fina de sortimento, preços e comunicação no ponto de venda. Segundo Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Cepea, apesar de condições climáticas mais favoráveis para a safra atual, os efeitos acumulados de anos de calor excessivo e seca ainda limitam a recuperação dos cafezais. "A oferta segue abaixo do necessário para atender plenamente a demanda, o que reduz o espaço para recuos mais expressivos nos preços ao consumidor." Esse movimento já aparece nos números: em agosto, o café apresentou uma leve deflação de 0,23%, a primeira desde dezembro de 2023. Um sinal positivo, mas ainda tímido para aliviar a pressão sobre o varejo supermercadista. Clima ajuda, mas não resolve no curto prazo As projeções climáticas para o fim de 2025 e início de 2026 indicam condições favoráveis, especialmente durante a fase de florada das lavouras, com previsão de chuvas regulares. Caso o primeiro trimestre confirme esse cenário, a produção brasileira de café arábica pode crescer, contribuindo para recompor estoques globais. Até lá, no entanto, a oferta seguirá restrita. Além disso, o café é uma cultura bienal: após uma safra mais intensa, a produção seguinte tende a ser menor, pois a planta precisa se recuperar. Para 2026, muitos talhões ainda estarão em fase de desenvolvimento, o que limita ganhos rápidos de produtividade. Estoques apertados e impacto direto no varejo Do ponto de vista do abastecimento, o cenário segue pressionado. A demanda global cresce, enquanto os estoques permanecem baixos no Brasil. O Itaú BBA projeta que apenas na safra 2026/2027 a produção mundial deve superar o consumo, em cerca de 7 milhões de sacas. Até lá, a disponibilidade de arábica continua restrita, com exportações possivelmente limitadas. Outro fator relevante para o varejo supermercadista é o calendário da colheita: embora a colheita comece em abril, o café só chega efetivamente ao mercado a partir de setembro. Isso mantém os estoques sob tensão ao longo do ano, especialmente diante do aumento das compras dos Estados Unidos após o fim da tarifa de 50% sobre o café brasileiro. A safra de 2025, segundo o Cepea, já está praticamente toda negociada, sem margem para novos clientes, o que reduz a flexibilidade comercial e aumenta a pressão sobre preços e contratos.
22/12/2025
Economia
Alta da confiança melhora perspectivas do varejo supermercadista em 2026
O avanço da confiança do consumidor em dezembro reforça um cenário de expectativas mais positivas para o início de 2026, mas ainda exige leitura estratégica por parte do varejo supermercadista. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 0,4 ponto em relação a novembro, com ajuste sazonal, atingindo 90,2 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024 e o quarto aumento consecutivo. Na média móvel trimestral, o índice avançou 0,9 ponto, indicando uma tendência de melhora gradual no sentimento das famílias, ainda que com diferenças relevantes entre renda, percepção do presente e expectativas futuras. “A confiança do consumidor subiu pelo quarto mês seguido, impulsionada pela melhora das expectativas para os próximos meses, enquanto os indicadores que refletem a percepção sobre o momento atual recuaram. Entre as faixas de renda, o avanço da confiança foi mais expressivo entre os consumidores de menor renda”, avalia Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV. Expectativas puxam o índice, mas presente segue desafiador A decomposição do indicador revela um ponto de atenção importante para o varejo supermercadista. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto, para 83,4 pontos, interrompendo duas altas consecutivas. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 1,4 ponto, alcançando 95,2 pontos. Na prática, o consumidor demonstra maior confiança no futuro, mas ainda sente restrições no dia a dia — combinação que tende a impactar diretamente decisões de compra, tíquete médio e migração de marcas. “Os indicadores de situação atual sugerem um quadro ainda desafiador para as famílias, pressionadas por endividamento e inadimplência, apesar de um mercado de trabalho aquecido e maior poder de compra”, completa Gouveia. Para as redes supermercadistas, esse cenário reforça a importância de estratégias voltadas a preço, marca própria, embalagens econômicas, promoções táticas e gestão eficiente de sortimento, especialmente nas categorias de maior recorrência. Baixa renda lidera avanço da confiança O recorte por faixa de renda traz sinais relevantes para o planejamento comercial. O maior avanço da confiança ocorreu entre os consumidores com renda familiar de até R$ 2.100, cujo índice subiu 4,2 pontos, para 90,4 pontos. Esse movimento tende a favorecer formatos mais populares, atacarejos, lojas de bairro e estratégias de alto giro. Já entre consumidores com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, houve queda expressiva de 5,2 pontos, para 87,6 pontos, indicando maior sensibilidade a preços e maior cautela nas decisões de consumo. Nas faixas intermediárias, de R$ 4.800,01 a R$ 9.600, o índice subiu 1,5 ponto, enquanto entre os consumidores de maior renda houve leve recuo de 0,6 ponto. Implicações práticas para o varejo supermercadista Do ponto de vista B2B, os dados da FGV sugerem que o início de 2026 deve ser marcado por um consumidor menos pessimista, porém ainda seletivo e racional. A confiança maior entre as famílias de menor renda reforça a relevância de: Política comercial agressiva em itens básicos Expansão e fortalecimento de marcas próprias Gestão fina de preços e mix por perfil regional Atenção ao poder de compra real, e não apenas às expectativas Ao mesmo tempo, a queda na percepção sobre a situação financeira atual exige cautela na projeção de volumes, evitando excesso de estoque e investimentos descolados da realidade do consumo. A coleta dos dados da pesquisa foi realizada entre 1º e 18 de dezembro, período que antecede o pico do consumo de fim de ano, o que reforça a importância de acompanhar os próximos indicadores para confirmar se a melhora das expectativas se converte, de fato, em maior tração no varejo supermercadista ao longo de 2026.
22/12/2025
Indústria em cena
Unilever tem novo CMO global
A Unilever anunciou uma mudança relevante em sua estrutura global de marketing com a saída de Esi Eggleston Bracey, atual chief growth & marketing officer, prevista para o fim de janeiro de 2026. A executiva encerra um ciclo de oito anos na companhia, marcado pela consolidação de uma agenda de crescimento ancorada em marcas fortes, criatividade e diversidade. Como parte desse movimento, a multinacional decidiu não manter o cargo de Chief Growth & Marketing Officer. Em seu lugar, promove Leandro Barreto, até então CMO global de Beauty & Wellbeing, para um mandato ampliado como chief marketing officer da Unilever. A partir de 1º de janeiro de 2026, ele passa a responder pela agenda global de marketing do grupo, acumulando a função com a liderança da vertical de beleza e bem-estar. “À medida que o ano chega ao fim, me vejo fazendo uma pausa não apenas para refletir sobre métricas de desempenho, mas para valorizar as pessoas, a paixão e o propósito que definiram estes últimos doze meses”, compartilhou Leandro Barreto em uma publicação no LinkedIn. “2025 foi um ano de apostas ousadas e avanços significativos. Foi um privilégio trabalhar ao lado de equipes que aparecem todos os dias com coragem, curiosidade e cuidado.” De acordo com a companhia, "a mudança reflete uma evolução na forma como o marketing se conecta às operações e às unidades de negócio, com maior foco em execução, agilidade e impacto direto no crescimento das marcas. O objetivo é aproximar ainda mais as capacidades globais de marketing das demandas específicas de cada categoria e mercado." Durante sua gestão, Esi Eggleston Bracey teve papel central na defesa da criatividade como motor de crescimento, no fortalecimento da cultura de marca e na ampliação da representatividade dentro e fora das campanhas da empresa. Sua saída ocorre em um momento em que grandes anunciantes revisitam estruturas e papéis do marketing diante de um cenário mais fragmentado, orientado por dados e pressionado por resultados de curto prazo. A escolha de Barreto sinaliza continuidade, mas também pragmatismo. Reconhecido internamente por seu trabalho à frente de marcas globais e por uma abordagem que combina criatividade, cultura e disciplina comercial, o executivo assume em um contexto no qual o marketing é cada vez mais cobrado por entregar diferenciação criativa sem perder eficiência operacional. Para o mercado, a decisão reforça uma tendência entre grandes anunciantes: menos camadas corporativas e maior integração entre estratégia de marca, vendas e execução nos pontos de contato com o consumidor — uma equação complexa, mas essencial para sustentar relevância e crescimento em escala.
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