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Economia
Outubro de retomada: varejo supermercadista volta a subir
O setor supermercadista recuperou fôlego em outubro, demonstrando força de recuperação. Dados da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC/IBGE), mostram que, no 10º de 2025, a receita dos supermercados do nosso estado voltou a subir após duas quedas, com alta de 0,7% em termos reais, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Com a elevação, no acumulado de janeiro a outubro, os supermercados apresentam crescimento de 1,1%, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo intervalo de 2024. "Os dados divulgados pelo IBGE reforçam aquilo que temos acompanhado de perto, mesmo em um cenário desafiador, o varejo supermercadista do Rio de Janeiro segue resiliente e robusto, com capacidade de reação e mantendo seu compromisso com o consumidor. Ou seja, seguimos em um movimento consistente de fortalecimento, inovando e garantindo abastecimento e preços competitivos para milhões de famílias”, destaca Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da Associação das Américas de Supermercados (ALAS). “Vamos continuar trabalhando ao lado dos associados, do Poder Público e de toda a cadeia produtiva para que esse índice suba ainda mais. O Rio de Janeiro precisa de um varejo forte, e os supermercados têm cumprido seu papel nesse processo", finaliza Fábio Queiróz.
17/12/2025
Comportamento & tendência
Fátima Merlin: por que o básico bem feito é a verdadeira inovação no supermercado
Em um cenário em que o varejo se vê cada vez mais seduzido por telas, inteligência artificial e experiências imersivas, uma constatação ganha força entre especialistas e consumidores: o futuro da loja passa menos pela tecnologia ostensiva e mais pela eficiência do essencial. Para Fátima Merlin, especialista em varejo e comportamento do shopper, a equação é direta. “A loja do futuro não é a mais tecnológica. É a que faz o básico, muito bem feito”, afirma. Estudos anuais conduzidos pela especialista reforçam essa percepção. Segundo ela, quando questionado sobre o que espera da loja do futuro, o shopper não descreve ambientes futuristas ou soluções mirabolantes, mas sim uma operação funcional e sem atritos. “O shopper diz que a loja do futuro é uma loja prática, fácil, resolutiva, em que ele encontre o que foi buscar, entre e saia rapidamente, que facilite seu processo de escolha, decisão e compra, com segurança”, explica. Essa expectativa se traduz em uma jornada sem fricções, sem confusão e sem perda de tempo, atributos que, embora pouco glamourosos, definem a verdadeira excelência operacional. “Isso não é nada sofisticado. Isso é o básico bem feito”, resume Fátima. Na prática, o básico envolve sortimento coerente, categorias bem organizadas, preços claros, produtos disponíveis, comunicação simples e equipes alinhadas. Pode parecer trivial, mas não é. “Por incrível que pareça, ainda é raro encontrar esse nível de consistência no varejo. E justamente por isso ele é extremamente valioso”, destaca. Quando esse fundamento falha, o custo não fica com a operação, ele é transferido para o cliente. O shopper passa a procurar mais, interpretar informações, comparar opções, perguntar à equipe e, muitas vezes, desistir. O efeito é direto sobre os indicadores do negócio. “Esforço gera frustração, frustração gera desistência e desistência impacta vendas, margem e fidelidade”, pontua a especialista. Para Fátima Merlin, a verdadeira loja do futuro não exige que o consumidor “decifre” o ponto de venda. Ela nasce a partir dele. “A loja precisa ser pensada a partir dos objetivos do shopper, dos seus momentos de consumo, da sua pressa e da sua lógica”, afirma. É essa inversão de perspectiva que diferencia operações modernas de iniciativas apenas esteticamente inovadoras. Nesse contexto, tecnologia, dados e IA seguem sendo ferramentas estratégicas, mas com um papel bem definido. “Elas são fundamentais como meios, não como fim. Servem para viabilizar o básico bem executado em escala: decisões melhores de mix, menos rupturas, planogramas que fazem sentido e jornadas mais fluidas”, explica. Ao final, a inovação que realmente importa é quase silenciosa. Não chama atenção pelo excesso, mas pelo respeito ao tempo do cliente. “Talvez o maior sinal de modernidade seja quando o shopper sai da loja pensando: ‘foi fácil’”, conclui Fátima Merlin. No balanço final, a mensagem é clara para o varejo: loja bonita não sustenta resultados sozinha. Já a consistência operacional, com todos os “Ps” conectados e funcionando — continua sendo o ativo mais seguro para vender mais, melhor e com fidelidade.
17/12/2025
Indústria em cena
Guaraná Zero com Fibras: inovação da Ambev abre oportunidades para supermercados
A consolidação das bebidas com atributos funcionais abre novas oportunidades para o varejo supermercadista, especialmente em categorias tradicionais que passam por reposicionamento. Atenta a esse movimento, a Ambev lançou o Guaraná Antarctica Zero com Fibras, produto que combina funcionalidade nutricional com a preservação do sabor clássico da marca centenária. Segundo a companhia, o principal desafio técnico no desenvolvimento da nova versão foi manter a experiência sensorial do Guaraná Zero, mesmo com a adição de fibras à formulação. “Tínhamos claramente um objetivo: assegurar que o Guaraná Antarctica Zero manteria o seu sabor original do Brasil”, afirma Camila Schneider, diretora de Beyond Beer do Centro de Inovação e Tecnologia da Ambev. De acordo com a executiva, o consumidor atual busca cada vez mais alimentos e bebidas com benefícios funcionais, mas sem abrir mão da indulgência. “O desafio foi entregar funcionalidade sem comprometer a excelência no sabor, algo essencial para uma marca com forte vínculo emocional com o público”, destaca. Tendência global e impacto no ponto de venda Para o varejo supermercadista, a chegada do Guaraná Antarctica Zero com Fibras acompanha uma tendência considerada estratégica pela indústria. “Bebidas e alimentos com atributos funcionais estão em larga expansão, tanto no Brasil quanto no mundo”, afirma Camila. Entre as funcionalidades mais buscadas pelos consumidores, as fibras aparecem como um dos principais déficits nutricionais identificados em estudos de comportamento de consumo. Nesse contexto, o lançamento amplia as possibilidades de ativação no ponto de venda, permitindo novas estratégias de exposição, comunicação e cross merchandising, especialmente em corredores de bebidas, áreas de saudabilidade e espaços dedicados a produtos zero açúcar e funcionais. “A proposta é unir inovação de ponta e tradição centenária para atender novas ocasiões de consumo. O consumidor está incorporando produtos mais equilibrados ao dia a dia, e os refrigerantes funcionais fazem parte desse movimento”, explica a diretora. Desenvolvimento e expansão gradual A fibra utilizada na formulação é a polidextrose, ingrediente selecionado após um extenso processo de pesquisa teórica, homologação interna e testes técnicos. Os testes com consumidores começaram dentro da própria Ambev, avançaram para feiras do setor de funcionalidades e, posteriormente, chegaram ao público final de refrigerantes e da linha Guaraná Antarctica Zero. Atualmente, o Guaraná Antarctica Zero com Fibras está disponível no Zé Delivery em cidades como São Paulo, Sorocaba e São José dos Campos. A expectativa da companhia é ampliar gradualmente a distribuição para outras regiões, como Campinas, ainda sem data definida. Segundo a executiva, a aceitação inicial tem sido positiva. “A resposta do consumidor tem sido muito boa, o que nos permite começar a pensar em expansão”, conclui. Para o varejo supermercadista, o lançamento sinaliza não apenas a evolução do portfólio de bebidas, mas também a necessidade de acompanhar o novo perfil de consumo, cada vez mais orientado por saúde, equilíbrio e conveniência — sem abrir mão do sabor.
17/12/2025
Associados em foco
Princesa Supermercados reposiciona loja histórica de Copacabana com foco em experiência premium
O dia 16 de dezembro marcou um novo capítulo na história do Princesa Supermercados em Copacabana. A rede reinaugurou sua primeira loja localizada na Avenida Princesa Isabel, 134, agora totalmente reformulada, ampliada e com um novo posicionamento de marca. O rebranding da unidade veio acompanhado de um ambiente mais moderno, tecnológico e pensado para proporcionar uma experiência de compra premium aos clientes da região. A reforma integral incorporou o antigo espaço da agência do Banco Itaú, permitindo que a loja praticamente dobrasse de tamanho e atingisse cerca de 500 metros quadrados. O novo layout, os móveis modernos e a reorganização dos setores garantem melhor circulação, maior conforto e uma exposição de produtos mais eficiente e atrativa. Para Laerte Monteiro, presidente do Supermercado Princesa, a reinauguração tem um significado especial. “Surgiu essa oportunidade de deixarmos a loja mais funcional para atender melhor o pessoal do bairro. Esse bairro é onde tudo começou, chega a ser emocionante”, destacou. Segundo André Monteiro, CEO do Redeconomia Princesa, a ampliação representa um salto estratégico importante para a operação na Zona Sul. “Duplicamos a loja. Hoje ela tem aproximadamente 500 metros quadrados. Antes era metade. O objetivo é dar mais conforto para o nosso cliente, com mais produtos, mais comodidade, uma loja moderna, com bastante tecnologia e maior exposição de mercadorias”, explicou. A nova unidade conta agora com nove checkouts, sendo três self-checkouts, cerca de 6.500 SKUs e uma área de refrigerados que dobrou de tamanho — investimento pensado especialmente para atender às demandas do público local. “Acreditamos muito que o setor de refrigerados é carente na região, então esse novo projeto vem para suprir essa necessidade. É uma satisfação enorme reformar justamente a primeira loja, onde tudo começou”, acrescentou Monteiro. A expectativa da rede é de um crescimento expressivo nos resultados. “Com o dobro da loja, a gente pretende aumentar as vendas entre 40% e 50%. Isso vem do conforto, do sortimento maior e da experiência de compra”, afirmou o CEO. Atualmente, a unidade gera cerca de 80 empregos diretos. Copacabana, segundo o executivo, segue sendo um ponto estratégico para o varejo supermercadista. “De dezembro até o final do carnaval, a região está sempre em ebulição, com muito turista e circulação intensa. Além disso, há grandes eventos na praia, o que movimenta o bairro e reflete diretamente no nosso negócio.” Indústria prestigia reinauguração A reinauguração contou com a presença de importantes parceiros da indústria, reforçando o relacionamento estratégico da rede com seus fornecedores. Carla Lopes, gerente comercial da PecPão no Rio de Janeiro, destacou a parceria de longa data com a rede. “Para nós, é uma grande honra participar da nova loja do Princesa. É um parceiro pelo qual temos um carinho enorme, muita gratidão, e desejamos todo sucesso para essa nova fase.” Já Renata Leite, supervisora de Trade Marketing da BRF, ressaltou o alinhamento entre indústria e varejo. “A parceria do Princesa com a gente se reflete na exposição dos nossos produtos e no entendimento da nossa importância no mercado. Crescemos juntos: o Princesa e a BRF.” Representando a Soares, distribuidora oficial da Panasonic, Lucas Maia também celebrou o novo momento da rede. “Estamos presentes em mais uma inauguração do Princesa. Uma loja excelente, com muita qualidade para clientes e fornecedores. Parabéns a todo o grupo e à Redeconomia.” Com o novo conceito, a unidade da Avenida Princesa Isabel simboliza não apenas uma modernização estrutural, mas também a consolidação de uma marca que valoriza sua história, investe em inovação e aposta na emoção de recomeçar ainda mais forte em um dos bairros mais emblemáticos do Rio de Janeiro. A ASSERJ parabeniza a rede e deseja sucesso nesta nova fase.
16/12/2025
Comportamento & tendência
Estudo da MBRF revela perfis de consumo e oportunidades para o Natal no supermercado
Manter as tradições da ceia de Natal segue como um comportamento dominante entre os consumidores brasileiros e representa uma oportunidade estratégica para o varejo supermercadista. De acordo com estudo proprietário e inédito do Consumer Hub da MBRF, 42% dos brasileiros apresentam um perfil de consumo considerado “tradicional”, priorizando a celebração em casa, com reunião familiar e presença de pratos típicos da data. "O levantamento mostra que esse perfil é majoritariamente jovem — com predominância entre consumidores de 18 a 24 anos — e vem crescendo de forma consistente desde a pandemia, com avanço superior a 8 pontos percentuais entre 2019 e 2024. Em 2024, nove em cada dez consumidores desse grupo celebraram o Natal dentro de casa, reforçando a relevância do lar como principal ambiente de consumo no período e ampliando a importância do planejamento de sortimento, abastecimento e comunicação no ponto de venda", revela o estudo da MBRF. Além dos tradicionais, o estudo mapeia outros dois perfis relevantes para o varejo. Os chamados “inovadores” representam 30% dos consumidores e concentram-se na faixa etária entre 25 e 40 anos. Esse público mescla pratos clássicos, como Peru e Chester Perdigão, com opções como churrasco e lasanha, valorizando a praticidade e a divisão de tarefas na preparação da ceia. Já os “simplificadores”, que somam 28% e têm maior presença a partir dos 41 anos, mantêm o simbolismo do Natal, porém optam por reuniões menores e cardápios mais enxutos, priorizando conveniência. No recorte de marcas, Sadia e Perdigão figuram entre as cinco mais citadas como indispensáveis para a ceia de Natal, com 45% e 39% das menções, respectivamente. No segmento de aves natalinas, as marcas lideram a preferência do consumidor, com Sadia (37%), Perdigão (32%) e Chester® Perdigão (28%), evidenciando a força do portfólio nas categorias sazonais de maior giro. Consumo, sortimento e liderança de mercado Os hábitos apontados pelo estudo se refletem diretamente no desempenho da MBRF no mercado. A companhia concentra 59,5% do faturamento do segmento total de Comemorativos, com liderança absoluta em Chester® Perdigão, que detém 50,4% de participação, além de 75,8% de share na categoria de peru — sendo 42,5% com Sadia e 33,3% com Perdigão¹. Em média, os consumidores servem três proteínas diferentes na ceia de Natal, o que amplia as oportunidades de venda cruzada no varejo supermercadista. Entre 2023 e 2024, houve crescimento de 7% no consumo de aves natalinas, que seguem como a principal escolha de proteína para 50% dos entrevistados. Na sequência aparecem carne bovina (35%), pernil (30%), peru (26%), frango (26%), linguiça (20%), lombo (18%), tender (17%), cortes suínos (14%) e frutos do mar (12%). O estudo também indica que 39% dos consumidores complementam a ceia com churrasco. Na decisão de compra, o sabor lidera como principal fator de escolha de marcas (53%), seguido por qualidade e custo-benefício (ambos com 46%), além de suculência (24%) e facilidade de preparo (20%). Esses atributos reforçam a importância de uma comunicação clara nas gôndolas e de estratégias promocionais alinhadas à percepção de valor.
16/12/2025
Associados em foco
Experiência que fideliza: Supermarket Blue transforma o Natal em estratégia de engajamento no PDV
Com foco em engajamento, tráfego qualificado e valorização da experiência no ponto de venda, o Supermarket Blue promove o evento gratuito “O Conto Encantado de Natal”, no próximo sábado, 20 de dezembro, das 15h às 22h. A iniciativa reforça a estratégia da rede de transformar suas lojas em plataformas de relacionamento, ampliando a conexão emocional com o consumidor em um dos períodos mais relevantes do calendário do varejo supermercadista. A programação inclui música ao vivo, food trucks, personagens temáticos, recreação infantil e um grande espetáculo natalino, marcado para as 18h. A ação será realizada no espaço temático da loja conceito Supermarket Blue, localizada na Avenida das Américas, 12.700, em frente ao condomínio Blue, na Barra da Tijuca (RJ). “Será um sábado inspirado no encantamento natalino e nas boas energias de fim de ano. Essa é mais uma ação estratégica da Rede Supermarket para fortalecer a relação com o cliente e potencializar a experiência de compra, por meio de entretenimento, convivência e ativações de marca”, destaca Fabíola Palo, gerente de marketing do Grupo Torre. A iniciativa conta com o apoio de grandes indústrias parceiras, como 3 Corações, Panco, Lacta, Coca-Cola, Push Pop, Hellmann’s, Sorriso/Kolynos, Corona, Concha y Toro, Hershey’s, Bauducco, Nestlé Tortas, Azeite Andorinha, Lindt e Marilan, reforçando o papel do ponto de venda como espaço estratégico para ações de visibilidade, experimentação e construção de marca.
16/12/2025
Associados em foco
Associados da ASSERJ queridinhos dos cariocas! Você sabe quem são?
O varejo supermercadista faz parte da rotina de todos. Seja na compra do mês, na reposição do dia a dia ou naquela parada rápida para atender a uma necessidade imediata, nosso setor está presente em diferentes momentos da vida da população do Rio de Janeiro. Esse vínculo com os consumidores foi reconhecido na pesquisa "Marcas dos Cariocas", divulgada pelo jornal O Globo na edição do último domingo, 14 de dezembro. O levantamento destacou as marcas mais queridas do público em diversos segmentos e, claro, os supermercados se fizeram presentes. E entre as seis redes mais citadas na pesquisa, quatro associados da ASSERJ mostraram sua força. O ranking colocou o Guanabara em primeiro lugar. Na sequência aparecem Carrefour, na terceira posição, Pão de Açúcar, em quarto, e Prezunic, em sexto. O resultado evidencia a conexão das marcas com os consumidores, construída a partir de fatores como proximidade, confiança, qualidade de atendimento e presença constante no cotidiano da população. Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da ALAS, destaca: "Esse reconhecimento é motivo de muito orgulho para todo o setor supermercadista. A presença de associados da ASSERJ entre as marcas mais queridas dos cariocas mostra a força do nosso varejo, mas, acima de tudo, reflete o trabalho diário de milhares de profissionais que atuam nos supermercados". "Quero parabenizar não apenas as redes que se destacaram na pesquisa, mas todos os nossos associados. Cada empresa, independentemente do porte, contribui para a evolução do setor, investindo em melhorias, inovação, geração de empregos e no atendimento à população. O crescimento que vimos ao longo de 2025 é resultado desse esforço coletivo", complementa Fábio Queiróz. Como uma associação focada não apenas na representação institucional, mas em desenvolver, capacitar e inovar o setor supermercadista, a ASSERJ se orgulha do resultado apresentado por todos os seus associados ao longo deste ano. E as projeções para 2026 são muito otimistas, como pontua Fábio Queiróz: "A ASSERJ segue trabalhando para fortalecer ainda mais o varejo supermercadista, apoiando seus associados e estimulando o desenvolvimento do setor. Seguiremos avançando, com diálogo, união e planejamento, para que possamos entregar cada vez mais valor à população do Rio de Janeiro". CLIQUE AQUI e confira a matéria.
15/12/2025
Conecta
Incrementalidade vira “nova moeda” do Retail Media; entenda!
À medida que as empresas de bens de consumo embalados (CPGs) definem suas estratégias para 2026, a mídia no varejo se consolida como um dos pilares mais relevantes da relação B2B entre fabricantes e o varejo supermercadista. Em um cenário de investimentos crescentes e margens cada vez mais pressionadas, medir o impacto real de cada campanha tornou-se prioridade absoluta para ambos os lados da cadeia. O 7º Relatório Anual de Marketing da Nielsen, divulgado em maio de 2025, já antecipava esse movimento: 65% dos líderes de marketing afirmaram que a Retail Media terá um papel ainda mais estratégico — um indicativo direto da necessidade de modelos robustos de mensuração entre indústria e varejistas. No entanto, mesmo com o grande volume de verbas migrando para Retail Media, permanece uma dúvida central entre fornecedores: o que realmente gera venda incremental dentro do varejo supermercadista? Segundo Jason Wescott, Global Head of Commerce Solutions na WPP Media, essa é hoje a pergunta mais urgente do mercado. “A indústria está madura o suficiente para admitir que cliques e impressões contam apenas parte da história. O varejo supermercadista precisa comprovar, com rigor, o que realmente move o ponteiro de vendas”, afirma. Por que a incrementalidade virou prioridade para fabricantes e redes supermercadistas Com a disputa por espaço nas gôndolas — físicas e digitais — mais intensa do que nunca, as CPGs enfrentam forte pressão por eficiência. Métricas tradicionais mostram comportamento, mas não necessariamente resultado comercial concreto. A grande virada está justamente na capacidade de diferenciar correlação de causalidade: a venda aconteceu porque o shopper foi impactado pela campanha no varejo supermercadista, ou ela aconteceria de qualquer forma? Jason Wescott resume o desafio: “O mercado não quer mais relatórios bonitos, quer respostas claras sobre impacto. Incrementalidade é a forma mais objetiva de provar que o investimento em Retail Media gerou valor tangível.” Essa mudança gera uma nova dinâmica B2B para as redes supermercadistas, que passam a atuar não apenas como veículos que vendem inventário publicitário, mas como hubs de inteligência e parceiros estratégicos da indústria. Ferramentas que estão redefinindo a mensuração no varejo supermercadista A evolução das metodologias tornou a incrementalidade mais acessível e aplicável a campanhas de diferentes categorias e volumes de investimento. Entre as abordagens mais utilizadas entre varejistas e fornecedores estão: Geo-holdouts Campanhas são exibidas em algumas regiões e interrompidas em áreas semelhantes, permitindo medir o lift real de vendas. Modelos de controle sintético Criam um “gêmeo estatístico” do mercado para prever o que aconteceria sem publicidade, comparando projeções e resultados reais. Ensaios controlados randomizados (ECR) Dividem o público em grupos de teste e controle, identificando diferença de comportamento entre quem foi e quem não foi impactado. Para Wescott, a combinação dessas metodologias eleva o padrão de maturidade. “Um varejista robusto em mensuração não depende de um único método. Ele oferece múltiplas lentes e traduz os dados em decisões práticas para a indústria.” Os quatro pilares da incrementalidade moderna no varejo supermercadista O avanço da mensuração criou uma nova expectativa das CPGs sobre seus parceiros varejistas. Segundo Wescott, quatro atributos são indispensáveis: Flexibilidade multimétodo “Cada categoria pede um tipo de teste. Redes maduras conseguem adaptar a mensuração ao objetivo do fabricante”, afirma. Abrangência da jornada Do clique ao caixa, passando por CRM, e-commerce e loja física: medir apenas digital não basta. Rigor científico Validade estatística, controle de variáveis e análises aprofundadas reduzem vieses e elevam a credibilidade dos resultados. Transparência total “Nenhuma marca aceita mais um relatório sem metodologia, sem score de confiança ou sem comparação clara entre grupos de teste e controle”, completa Wescott. Do pós-campanha ao tempo real: a nova fronteira do B2B supermercadista A maior transformação, porém, está na velocidade. O que antes era analisado apenas no fim da campanha agora começa a ser mensurado semanalmente, permitindo ajustes em tempo real. Para o varejo supermercadista, isso representa um novo patamar de competitividade e relacionamento B2B: captação mais eficiente de verbas de trade e marketing, campanhas com impacto direto no sell-out, maior colaboração estratégica com as CPGs, dados proprietários fortalecendo a diferenciação competitiva. Jason Wescott reforça a virada: “A incrementalidade deixou de ser um relatório pós-campanha. Ela se tornou o motor de otimização contínua que vai separar os líderes do restante do mercado.”
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