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Por dentro da asserj
Reunião do Conselho de RH da ASSERJ discute pautas importantes do setor
Horas extras e registro de ponto para lideranças foram alguns dos temas discutidos na reunião, que também tratou de outras questões da rotina dos supermercados Conduzida por Felipe Abdo, referência no direito empresarial e especialista em gestão de negócios e direito tributário, a reunião do Conselho de RH da ASSERJ tratou de temas sensíveis do varejo supermercadista que impactam no resultado das empresas. Na palestra “A polêmica rotina jurídica dos Recursos Humanos”, o especialista falou sobre assuntos relevantes para o nosso setor como sucessão empresarial; uso de câmeras de segurança; acidentes de trabalho; atestados médicos; sanções patronais; e processos judiciais. Os temas mais sensíveis foram relacionados a pessoas. Abdo ressaltou o dilema de tomar determinadas decisões: “É muito difícil tomar decisões sobre pessoas na rotina pesada dos supermercados. Precisamos lembrar que empregados felizes entregam resultados surpreendentes”. Para isso, ele defende a fórmula de um RH estratégico, um DP tático e um Jurídico gestor, ao reforçar a integração dessas áreas. “Antes o jurídico era muito distante, consultivo, e não acompanhava o dia a dia do supermercado. Hoje, esse departamento deve trabalhar ativamente com o RH para proteger os interesses da rede e compartilhar riscos, quando for o caso”, afirmou. As questões que suscitaram mais dúvidas das conselheiras foram relativas a registro de ponto, horas extras e banco de horas. Felipe Abdo fez algumas recomendações: “o banco de horas seria uma solução para evitar horas extras, que, em excesso, podem aumentar os riscos de acidentes de trabalho e de insatisfação do funcionário. Porém, em caso de extrema necessidade, o banco de horas é a alternativa mais viável”. Outro ponto importante diz respeito à dispensa do registro de ponto para lideranças como gerentes, subgerentes e coordenadores, por exemplo. Abdo orienta revisitar a descrição do cargo e das atividades laborais para ter certeza de que a função é estratégica e não operacional. “Se, por acaso, o colaborador cuja função é subgerente, se envolver mais na operação do que na estratégia, o cargo é meramente um nome e ele deve fazer o registro do ponto”, explicou. A reunião do Conselho de RH contou com representantes da Casa do Sabão, SuperPrix, Super Pax, Cereais Irene, Terê Frutas, Super Feira Nova, Mercado Carregal, Mix Certo, entre outros. O próximo encontro será no mês de setembro, devido à realização do Rio Innovation Week, em agosto. A ASSERJ agradece a presença de todos e reforça a importância da troca de conhecimento!
11/07/2024
Por dentro da asserj
Mais de 200 participantes capacitados no curso de ‘Higiene e Manipulação de Alimentos’ da Escola ASSERJ
Se você perdeu o curso, acompanhe aqui no site e nas redes sociais da ASSERJ o agendamento da próxima turma Pela relevância do tema, o curso de “Higiene e Manipulação de Alimentos” atraiu muitos participantes na turma da última quarta-feira (10). Alguns associados chegaram a acomodar os estudantes em auditórios de modo que todos pudessem acompanhar a aula, realizada pela plataforma Zoom. O curso apresenta técnicas essenciais para prevenir a contaminação cruzada, como separação de alimentos crus e cozidos, armazenamento adequado, manipulação segura de utensílios e equipamentos, além de boas práticas de higiene pessoal. Mais do que cumprir a legislação, manter altos padrões de segurança alimentar é crucial para a reputação do supermercado e a saúde dos consumidores. Por isso é tão importante a capacitação. Outro fator a ser considerado é que a formação continuada também promove a cultura de melhoria contínua dentro do supermercado. Não perca a chance de se capacitar!
11/07/2024
Padarias: sistemas de exaustão são fundamentais para segurança
Padarias e rotisserias precisam ter um bom sistema de exaustão para garantir o bom funcionamento e a segurança do ambiente Implementar um sistema de exaustão em uma padaria é essencial para garantir a qualidade do ar, a segurança dos funcionários e clientes, além de manter a higiene e a eficiência operacional. Essas preocupações devem ser levadas ainda mais a sério quando o ambiente está dentro de um supermercado, onde há um tráfego considerável de pessoas e a necessidade de produção imediata para saída de itens próprios. Os exaustores, muitas vezes subdimensionados ou até mesmo esquecidos, são vitais para manter um ambiente saudável, melhorar a qualidade do produto e garantir a conformidade sanitária. "O processo de panificação produz uma variedade de subprodutos, incluindo calor, vapor, gordura e partículas transportadas pelo ar, como pó de farinha. Sem ventilação adequada, estes elementos podem acumular-se, levando a uma má qualidade do ar", explicou o consultor técnico de segurança alimentar da ASSERJ, Flávio Graça A inalação de pó de farinha por longos períodos pode causar problemas respiratórios e agravar doenças como asma. Além disso, o calor e a humidade excessivos podem criar um ambiente de trabalho desconfortável, podendo causar estresse térmico ou desidratação entre os trabalhadores. Para isso, os sistemas de exaustão eficazes são essenciais para minimizar esses riscos, removendo continuamente os contaminantes e regulando os níveis de temperatura e umidade. Além disso, manter os níveis corretos de temperatura e umidade é crucial para a fermentação da massa, o que afeta diretamente a textura e o sabor dos produtos assados. A adequação dos sistemas de exaustão faz parte das normas sanitárias e trabalhistas para qualquer instalação de produção de alimentos. Segundo as normas sanitárias todo e qualquer equipamento emissor de calor, fumaça ou vapor instalado na área de preparo de alimentos, deve ser submetido à ação direta de adequada exaustão mecânica, suficientemente dimensionada à emissão dos gases. "O não cumprimento destas normas e a constatação de temperaturas muito elevadas nas áreas de manipulação pode resultar em sanções e interdições", alerta o consultor técnico. O subdimensionamento de sistemas de exaustão pode promover uma economia imediata de recursos, mas acarretará prejuízos severos a médio e longo prazo. "Investir num sistema de exaustão de alta qualidade não é apenas uma questão de conformidade sanitária, mas um compromisso com o bem-estar dos funcionários, a satisfação dos clientes e a qualidade dos produtos", completa Flávio Graça. Matéria feita em parceria com Flávio Graça, consultor técnico de segurança alimentar da ASSERJ.
11/07/2024
Classe B foi a que mais fez compras para a Festa junina, diz pesquisa
Levantamento conduzido pela Totvs apurou que mais da metade das compras juninas foram feitas por consumidores entre 31 e 50 anos Uma pesquisa feita pela plataforma de inteligência de dados da Tail, pela Totvs, apontou que a classe B foi a que mais realizou compras para cestas de festas junina em 2024, com um aumento de 8% em comparação às compras de cestas padrão, sendo os maiores índices de crescimento na região Nordeste (12,7%) e Sudeste (11,1%). O levantamento ainda aponta que as classes A e D foram as que menos compraram cestas juninas esse ano, em comparação à compra de cestas padrão, já a classe C manteve o mesmo nível. Para ser considerada uma compra de festa junina, as cestas devem conter pelo menos dois itens dessa lista (abaixo): cachaça, canjica, milho de pipoca, amendoim, pé de moleque, cocada, milho enlatado, milho fresco, coco ralado, pipoca de micro-ondas, farofa, farinha de mandioca, bolo de milho, mistura para bolo, farinha de trigo, farinha de milho, amido de milho, leite integral, leite de coco e maçã. “As Festas Juninas são um marco muito relevante da cultura nacional e o varejo é fortemente impactado no período em todo o território nacional. É muito interessante observar e entender, com o levantamento, o perfil do comprador dos itens tradicionais e como é o comportamento de compra nos supermercados de todo o país durante os festejos. Para as marcas, essa é uma grande oportunidade de conexão com seu público, com foco em estratégias de vendas que atraiam os clientes”, comenta Elói Assis, Diretor-executivo de Varejo da Totvs. A pesquisa também analisou os itens mais procurados este ano com relação ao ano anterior. A paçoca sem açúcar teve o maior crescimento, com 23% de aumento nas vendas em relação a 2023, enquanto a paçoca normal teve alta de apenas 1,73%. Itens típicos do período, como pé de moleque e a pamonha registraram um aumento de venda de 8% e 6%, respectivamente. "Isso representa a procura por alimentos mais saudáveis, mesmo que no universo das guloseimas. É uma ótima oportunidade para os supermercados apostarem em produtos e gôndolas voltados para pessoas que praticam atividades físicas e estão mais preocupadas com a sua saúde, mas não abrem mão dos doces juninos. Inclusive, os cariocas são os que mais buscam por saudabilidade", afirmou Fábio Queiróz, presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro. Com relação à faixa etária dos compradores, a população de 31 a 50 foi a mais representativa, sendo responsável por mais de 50% das compras de cestas festas junina. Outro destaque fica para a população acima dos 50 anos, que comprou 20% mais na festa junina do que em outros períodos do ano.
11/07/2024
Indústria de alimentos e bebidas traça estratégia para venda on-line
Varejo físico é principal canal de venda, mas grupos como Mondelez, Pepsico e AmBev querem ampliar a experiência do consumidor no digital As categorias de alimentos e bebidas, embora ainda tenham o varejo físico como principal canal de venda, têm registrado nos últimos anos crescimento acelerado da participação do e-commerce. As compras on-line de alimentação no último ano somaram R$ 7,29 bilhões, o que representa alta de 16,6% no comparativo a 2022, de acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), correspondendo a 3,93% das vendas digitais do Brasil. Esse índice vem crescendo ano a ano após a pandemia. Em 2019, as vendas de alimentos industrializados e bebidas para o consumidor final representavam 2,99%. Para sustentar o crescimento da categoria no pós-pandemia, gigantes da indústria estão investindo para ampliar ainda mais a receita por esse canal. Além da reposição das despensas, especialistas avaliam que as companhias também podem replicar parte das compras por impulso típicas do varejo físico. O ambiente virtual representa ainda uma oportunidade para apresentar novos produtos do portfólio e entender a jornada de compra dos consumidores. Na Mondelez International, dona de marcas como Lacta e Tang, as vendas digitais em 2023 corresponderam a 10% do negócio da companhia no Brasil. A expectativa é de que a participação alcance 30% até 2030. Um dos desafios para o canal, segundo a diretora de e-commerce Lívia Seabra, é replicar o comportamento de quem está esperando na fila do caixa e é atraído pela gôndola de chocolates e salgadinhos. “É muito difícil criar impulso dentro do digital e é uma ocasião importante para snacks. Mas podemos trazer uma diferenciação, vender produtos que você não encontra na loja física”, afirma. A Mondelez criou uma jornada para impulsionar balas e gomas e registrou alta de 16% nos volumes vendidos entre janeiro e junho ante igual período de 2023. Segundo Seabra, a construção da categoria deve ocorrer pela inovação e pelo aumento de frequência de compra. A gigante do mercado de chocolates passou a olhar para o on-line em 2021, quando entendeu que o canal era parte importante da jornada de compra. “Mais de 80% dos consumidores estão buscando informações on-line, e fazem essa compra no on-line ou no offline”, afirma a executiva. Essa também é a avaliação da PepsiCo. A empresa não revela os dados de faturamento no Brasil, mas afirma que no primeiro semestre do ano registrou crescimento de 11% nas vendas globais do e-commerce em relação ao mesmo período de 2023. “A venda no on-line contribui, cada vez mais, para a venda do offline. De forma estratégica, os canais tornam-se complementares”, afirma Bruno de Oliveira, gerente de e-commerce da PepsiCo Brasil. De acordo com a dona das marcas Elma Chips e Toddy, o Brasil é a segunda maior operação em vendas de e-commerce na América Latina, com perspectiva de manter a trajetória de crescimento. “Acreditamos que o comércio eletrônico deve expandir mais de 5 vezes em importância, chegando de 5% a 6% de nossos negócios até 2025”, afirma Oliveira. O executivo ressalta que, além dos aplicativos de entrega e dos marketplaces, as plataformas de supermercados também compõem a estratégia para as vendas on-line. Uma exceção é a fabricante de bebidas Ambev, que lançou o aplicativo próprio Zé Delivery ainda em 2016, antes da pandemia forçar a digitalização do varejo. O aplicativo é descrito como “essencial para a companhia” por Fernando Mazzarolo, vice-presidente do Zé. De acordo com o executivo, uma das tendências notadas pela Ambev é a compra planejada de bebidas. Além do portfólio próprio da Ambev, com marcas como Corona e Guaraná Antártica, o aplicativo atua em parceria com outras indústrias para a venda de salgadinhos, carvão e gelo. “O Zé é hoje o maior vendedor de cervejas B2C do país, mas há também mais de 100 marcas em categorias como bebidas não alcoólicas, destilados e petiscos. Isso permite que o Zé lance novidades e campanhas de marketing personalizadas para os diferentes perfis de consumidores”, diz Mazzarolo. Fonte: Valor Econômico
10/07/2024
Carrefour prepara gigantesca venda de ativos na América Latina
Varejista francesa autorizou a comercialização de 221 imóveis que, em sua grande maioria, não estão sendo utilizados O Carrefour anunciou que chegou em um consenso para o formato de operação de cisão (venda parcial) dos seus ativos imobiliários presentes na América Latina. Essa pretende ser a maior transação de capitalização de empreendimentos desse porte na história da empresa, na região. Serão ofertados cerca de 221 imóveis, entre eles edifícios do Carrefour e Atacadão. Também serão envolvidos espaços que abrigam galerias de lojas anexas e vagas de estacionamento com uso efetivo. Segundo Liliane Dutra, presidente do Carrefour Property, braço imobiliário do grupo, os ativos serão colocados dentro de um fundo de investimentos ou de uma empresa especializada. A gigante varejista ainda será o sócio majoritário, permanecendo com o controle do espaço, enquanto uma fatia minoritária deverá ser capitalizada. O objetivo descrito pelo Carrefour é receber uma injeção de recursos na casa dos bilhões de reais com a venda desses ativos. Por se tratar de uma negociação muito grande, ela ocorrerá em fatias, possivelmente três, conforme noticiou o Estado de São Paulo. "São vários namoros, mas ainda não teve um pedido de noivado", brincou Liliane, ao estimar que o primeiro acordo acontecerá ainda em 2024. Desde o anúncio da venda desses ativos, o mercado se movimentou para descobrir o valor pedido pelo Carrefour. Muitos dos interessados são gestoras de recursos e investidores institucionais, que estavam receosos com a exigência da empresa de um 'cheque no valor de bilhões de reais' e a condição de ser sócio minoritário, ambas contornadas nas últimas semanas. Segundo a Goldman Sachs, o valor integral do portfólio do Carrefour gira na faixa de R$ 11 a 17 bilhões, cálculo feito em 2022, quando iniciaram os projetos para venda desses ativos da empresa (450 imóveis à época).
10/07/2024
Campanha da Abimapi usa estrela olímpica brasileira e cria oportunidade de trade para supermercados
Dia nacional do biscoito está vindo aí, o seu supermercado fará alguma ação voltada para o tema? A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) celebra o Dia Nacional do Biscoito, em 20 de julho, com a campanha "Jogos do Biscoito". Este ano, a celebração coincide com o início dos Jogos Olímpicos (26), criando uma conexão entre a tradição esportiva e a variedade dos biscoitos. A ação faz parte das comemorações dos 40 anos da entidade. Para estampar a campanha, a Abimapi convocou Oscar Schmidt, ex-atleta olímpico e recordista do basquete, que participará com vídeos nostálgicos e divertidos no Instagram, mostrando a relação entre os biscoitos e o desempenho da delegação brasileira nas últimas quatro décadas, uma alusão aos 40 anos da Abimapi. "Olhando bem, tem biscoito que tem porte de atleta né. Aqueles longos lembram jogadores de basquete, os redondos remetem a agilidade dos jogadores de futebol e os quadrados lembram quadras. Para comemorar o Dia do Biscoito e preparar a nossa torcida, vamos juntos pensar nas relações entre esses alimentos versatéis e os esportes. Vamos comemorar juntos?" comentou Oscar Schmidt para a Abimapi. As lembranças do ídolo do basquete brasileiro se entrelaçam com as 5 Olímpiadas em que participou, somando 1093 pontos, em mais de 300 jogos pela Seleção Brasileira, "para sustentar toda essa rotina foi necessário: biscoito", comentou o campeão pan-americano de 1987. A campanha busca aumentar o reconhecimento da Abimapi nas redes sociais como a maior representante da indústria de biscoitos, com conteúdos leves e divertidos. Uma série de posts resgatará momentos marcantes da trajetória brasileira nas Olimpíadas, associando esses feitos à variedade de biscoitos. Para envolver o público, será lançado um ranking interativo que associa tipos de biscoitos a diferentes modalidades esportivas. Os seguidores poderão interagir por meio de enquetes e votações nos stories da plataforma, ajudando a eleger os biscoitos que merecem estar no pódio das preferências. Essa interação visa não só engajar os seguidores, mas também reforçar a presença dos biscoitos como elementos constantes e queridos nas mesas dos brasileiros em diversos momentos do dia. Criado pela Abimapi em 2016, o Dia Nacional do Biscoito já se consolidou no calendário da indústria alimentícia brasileira. A campanha deste ano vai unir o prazer de saborear biscoitos com a emoção dos esportes, fortalecendo os laços entre a entidade e os consumidores. Supermercadistas, o que vocês têm planejado para o Dia Nacional do Biscoito?
10/07/2024
Associados em foco
Tudo acaba em pizza: o RJ é o segundo maior consumidor de pizza do Brasil
Atentos a esta oportunidade, nossos associados aproveitam para faturar com produtos próprios e pizzarias dentro das lojas A preferência do brasileiro pela pizza está confirmada pelos dados da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), que revelam que o Brasil ocupa a segunda posição do ranking de maior consumidor de pizzas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo a Apubra, mais de 2.630 pizzas são preparadas por minuto em todo o país. Adivinha qual é o sabor preferido dos brasileiros? Calabresa lidera com 38,2% da preferência dos entrevistados. Segundo dados do iFood, no primeiro semestre de 2022 mais de 41 milhões de pizzas foram solicitadas pelo aplicativo. É uma média de cinco pedidos por segundo. Ainda de acordo com o aplicativo, os estados com mais pedidos são: São Paulo e Rio de Janeiro. Os supermercados fluminenses perceberam a oportunidade e investiram na nova forma de monetização, apostando na fabricação do alimento e na criação de pizzarias dentro das lojas. Para isso, ampliaram as áreas de manipulação, adquiriram fornos a lenha, contrataram profissionais, desenvolveram receitas com insumos importados, enfim se atualizaram para atender à demanda. No Rio de Janeiro, o pioneiro na implantação de pizzarias foi a rede de supermercados Zona Sul, que completa 65 anos inovando sempre. A criação de praças de alimentação dentro da área de vendas, com espaços de manipulação equipados com fornos a lenha à vista dos clientes; o desenvolvimento de receitas próprias de pizzas de massas finas; e a possibilidade de harmonizar com vinhos de rótulos premiados, caíram no gosto dos cariocas e visitantes da cidade. O programa seguro, saboroso e confortável para casais, famílias e jovens na volta da praia ou à noite, despertou a atenção da concorrência. E, para quem prefere levar para casa, eles oferecem a versão pré-pronta. Logo, outras redes seguiram a tendência por todo estado e atualmente nossos associados faturam cada vez mais com as pizzarias e pizzas de fabricação própria. No Vianense Recreio, a pizza de massa grossa faz sucesso no restaurante. O pizzaiolo Sergio Fiuza explicou que a intenção de fabricar a própria pizza é reforçar a identidade da marca. “Para garantir que a receita seja sempre a mesma, mantendo o sabor e as propriedades, os colaboradores seguem à risca a receita aprendida no treinamento. Hoje, temos quatro profissionais capacitados para a função por turno”, afirma. Ele acrescenta que são vendidas quase 500 pizzas por semana, dependendo da época do ano, acompanhadas por refrigerantes e vinhos. Os sabores mais procurados são os tradicionais calabresa, marguerita, quatro queijos e portuguesa. O Adonai reorganizou a área de manipulação e adquiriu uma mesa para montagem das pizzas e ralador de queijo. Otimizou os utensílios do setor de padaria e a equipe: os padeiros preparam a massa e os manipuladores fazem a montagem. Uma vez por mês, o time passa por treinamentos de reciclagem de modo a manter as mesmas propriedades e sabores das receitas. Diariamente, são produzidos 23 kg de massa e, no fim de semana, são vendidas entre 200 e 300 pizzas. “Toda sexta-feira, temos o festival da pizza e a bebida que mais acompanha é a Coca-Cola. Os sabores preferidos são muçarela e calabresa. Optamos pela fabricação própria porque buscamos servir com melhor qualidade fidelizando clientes e atraindo novos”, afirma o gerente regional de padaria Aldemario Sobrinho. No Prezunic, as pizzas representam 40% das vendas da seção de rotisserie. No Espaço Unic, a área de alimentação das lojas premium, há opções dos sabores tradicionais muçarela, calabresa e marguerita, e especiais como quatro queijos, peito de peru com alho poró, e a icônica pera com gorgonzola. Não faltam opções deliciosas para todos os gostos e bolsos. O associado Farinha Pura, no Humaitá, que tem perfil de público A e B, chegou à sofisticação de enviar o chefe de padaria para a Itália desenvolver a receita da Pizza In Pala. Com fermentação natural, a pizza é preparada com muçarela de búfala, e faz sucesso no espaço Farinha Pura Experiência. A gerente de administração e coordenadora de marketing, Patrícia Sturm, explica que a ideia do espaço é proporcionar uma experiência diferente e memorável: “Quando criamos, dedicamos um local específico para o que chamamos de Espaço Itália, um pedacinho do país dentro da nossa empresa. Desde o início, planejamos e providenciamos todos os equipamentos necessários, como fornos de alta qualidade e áreas de manipulação adequadas, para garantir que nossa pizza fosse preparada nas melhores condições possíveis”, afirma. Patrícia Sturm acrescenta que “ao desenvolver nossa pizza, queríamos oferecer algo exclusivo e diferenciado, uma pizza que fosse única na região. Acreditamos que uma experiência gastronômica autêntica e de alta qualidade é algo que sabemos fazer bem. Nossa pizza é vendida por quilo. Em um fim de semana típico, vendemos em média 45 kg de pizza”. No Empório Farinha Pura, os dias de maior saída de pizzas são sábado e domingo quando muitas famílias e amigos se reúnem para saborear a especialíssima mediterrânea feita com muçarela de búfala gratinada, molho de tomate da casa, olivada negra, pétalas de tomate confitadas em alho, tomilho, alecrim e rúcula fresca; e a clássica de calabresa, as preferidas dos clientes. Viu como a pizza pode ser um produto altamente rentável para os supermercados? O que você vai oferecer hoje no Dia Mundial da Pizza?
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