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Do café da manhã ao jantar: como ampliar as ocasiões de consumo do panetone?
A categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos, avançou no primeiro semestre deste ano. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), com informações fornecidas pela NielsenIQ, o setor apresentou crescimento de 3,9% na comparação com o mesmo período de 2024, somando um faturamento de R$ 33,8 bilhões. Dentre inúmeros fatores responsáveis pela alta, a diversificação de opções no sortimento chama a atenção, como explica Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi: “Outro fator interessante é que as marcas menores e com preços mais competitivos ganharam espaço e giro em todas as categorias, apesar das líderes se manterem no topo”. Bolo: principal destaque De acordo com os dados, a categoria de bolos foi a principal responsável por puxar o crescimento da cesta, com alta de 8,3% em volume vendido (32,6 mil toneladas comercializadas), totalizando R$ 1,4 bilhão em faturamento. Pães industrializados: alta reforça preferência pelo consumo em domicílio A subida de 3,5% em volume (com 400 mil toneladas negociadas) e de 7,8% em faturamento (somando R$ 8,3 bilhões) na categoria de pães industrializados não demonstra apenas a elevação do setor, mas também a ratificação de um comportamento do consumidor já apontado pela ASSERJ: a preferência pelo consumo em domicílio (CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS). Essa constatação se confirma, por exemplo, com os aumentos do volume de vendas de pães de hambúrguer (1,3%) e hot dog (0,4%), como salienta Zanão: “Os dados refletem o comportamento dos consumidores que preferem fazer as refeições em casa a preços mais acessíveis”. "O desempenho positivo no primeiro semestre mostra a força do consumo dentro do lar. Esse movimento, refletido no crescimento de categorias como pães, bolos e massas, reforça a importância do supermercadista se preparar para atender um consumidor cada vez mais atento a preço, variedade e conveniência", ratifica Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ. Massas alimentícias: confirmação do “estilo caseiro” A conclusão da preferência na busca pelo consumo no lar é reforçada também pelo avanço de 4,2% das massas alimentícias, responsáveis por movimentar R$ 7,7 bilhões (654,2 mil toneladas consumidas). Biscoitos: opção ao chocolate A categoria de biscoitos teve alta de 1,1% em faturamento (R$ 16,4 bilhões vendidos, com 728,5 mil toneladas consumidas). Esse movimento, está relacionado à subida da categoria de chocolates, fazendo com que o consumidor procure alternativas para lidar com os preços, como analisa Claudio Fernando Czarnobai, chefe de Pequenas e Médias Empresas para a América Latina da NielsenIQ: “Cobertos e cookies cresceram, mostrando que o consumidor busca prazer e qualidade a um preço mais acessível. É possível relacionar que um dos fatores que impulsionaram a venda de biscoitos foi o aumento do preço dos chocolates nas gôndolas. O consumidor age racionalmente e encontra nos biscoitos uma possibilidade de substituição”. Mas o que esses dados representam para o Natal? O crescimento da categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos no primeiro semestre de 2025 aponta um horizonte de expectativas positivas para o Natal. Por quê? Com o início das vendas de produtos voltados para a festividade, chega às gôndolas um item da cesta com alto potencial: os panetones. Uma pesquisa da ASSERJ sobre o tema, inclusive, foi destaque no RJTV (CLIQUE E CONFIRA). Segundo a Abimapi, os panetones registraram 62,9% de penetração nos lares brasileiros entre novembro de 2024 e janeiro de 2025. No último Natal, eles foram responsáveis por movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão (com 49,7 mil toneladas, uma alta 7,3% em volume vendido na comparação com 2023). Dados do Radar Scanntech, confirmam a relevância do produto junto ao consumidor e a importância para o varejo supermercadista. Segundo o levantamento, o panetone teve aumento de 637,8% no faturamento, contribuindo para a alta de 22% na cesta de perecíveis na reta final de 2024. Fábio Queiróz pontua: "O panetone se consolidou como um dos protagonistas do Natal brasileiro. Mais do que um presente, passou a fazer parte da rotina de consumo das famílias, seja no café da manhã, no lanche da tarde ou como sobremesa. Esse comportamento cria novas ocasiões de compra e reforça a necessidade de planejamento do varejo supermercadista”. Consumo próprio: o foco das vendas de panetones Segundo dados do Worldpanel by Numerator, em 2024, o panetone também apresentou mudança no perfil de consumo. O produto deixou de ser um presente de Natal e se converteu em item de consumo próprio, principalmente para consumidores de até 29 anos e da classe C, reforçando sua aderência aos mais variados grupos, como confirma o dado de que 88% do crescimento de novas ocasiões de consumo foi em família ou entre amigos. “Dezembro ainda concentra a maior parte do consumo, mas percebemos uma desconcentração crescente. O panetone vem ganhando força no pré-Natal e permanece até março na mesa dos brasileiros. Essa expansão é resultado da reinvenção das marcas, da inovação e da democratização do acesso, com maior presença nas classes C e D”, explica Claudio Zanão, presidente executivo da Abimapi. David Fiss, diretor Comercial de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator, analisa: “O mercado de panetones está cada vez mais presente nos lares brasileiros e ganha relevância de consumo em todas as gerações e classes sociais. Com um sortimento diverso e inovador desde embalagens e sabores. Os dados levaram em conta indicadores como penetração, volume de compras, frequência de consumo, canais de compra e perfil socioeconômico. Consumo variado por gerações e ocasiões Como mencionado nos dados sobre o crescimento do panetone, a diversificação de público e formas de consumo também chama a atenção. De acordo com as informações do levantamento da Numerator, cada geração adota um momento diferente para o produto. Gerações Alpha e Z: lanche; Millennials: geração que mais consome panetones e em qualquer ocasião; Baby Boomers e mais velhos: sobremesa no jantar. Dentre as ocasiões, uma, em especial, se destaca: o café da manhã. O consumo nesse momento saltou 200% em 2024. Apesar disso, representa apenas 2% das ocasiões nessa refeição, evidenciando um amplo potencial de crescimento. Dos mais variados tipos, o tradicional segue forte Mesmo com toda a variação de sabores oferecida pelas indústrias, o tradicional panetone de frutas segue resiliente na liderança das vendas do segmento, sendo responsável por 44% do total. Panetones de gotas de chocolate aparecem posteriormente com 42,6%, seguidos pelos recheados (10,1%) e outros tipos (3,3%). Produto alheio à sazonalidade Outro ponto de extrema relevância apontado pelos dados é que o panetone representa ótimos números muito além do período específico das festividades do Natal, com aumento fora da sazonalidade. Já as ocasiões de consumo, variam: Pré-Natal (outubro e novembro): alta de 17% nas ocasiões de consumo, puxada pelas classes A e B; Natal: 74% das ocasiões de consumo no café da manhã, principalmente entre os Millennials e a classe C; Pós-Natal (janeiro a março): subida de 90%, com presença forte nas classes D e E e em integrantes da Geração Z. "Com base nos dados do primeiro semestre e no desempenho da categoria no último Natal, nossa expectativa é de que os panetones voltem a ser um dos grandes motores de vendas do período. O cenário é promissor, mas exige do supermercadista atenção à gestão de estoque, mix de produtos e comunicação com o consumidor", frisa o presidente da ASSERJ. Projeção otimista: indústria aposta em novidades Com base no desempenho positivo da categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos no primeiro semestre e do histórico de alta dos panetones, o prognóstico é de um Natal de subida nas vendas. Para impulsionar os resultados, a indústria aposta em lançamentos, aliando tradição e inovação, com foco na pluralidade dos consumidores. Durante o 4º Salão do Panetone, realizado em São Paulo no dia 11 de setembro, diversas marcas apresentaram suas novidades, dos clássicos de frutas cristalizadas às versões recheadas e gourmet. As empresas também destacaram estratégias para ampliar o consumo fora do período do Natal. Bauducco (com a collab com a Fini e o novo sabor pistache), Arcor (com o novo sabor beijinho), Festtone (sabores chocolate com laranja e chocolate belga) e Panco (Doce de Leite e Castanha do Pará), são apenas alguns dos exemplos de indústrias que apostam em produtos inéditos e em itens já consagrados para diversificar o mix e atrair a atenção do consumidor. "A campanha de Natal da Panco deste ano é muito mais do que uma vitrine de produtos, é o reflexo do trabalho coletivo que começa meses antes, com planejamento disciplinado, decisões estratégicas e, principalmente, com pessoas comprometidas em fazer dar certo. Do desenvolvimento à execução, cada etapa foi cuidadosamente pensada para entregar não apenas sabor, mas experiência e emoção na mesa de milhões de famílias brasileiras. Resultado é consequência, mas cultura forte é escolha e, por trás de cada fatia de pão ou panetone, tem gente, gente boa, comprometida, que acredita e faz a diferença. O sabor do nosso Natal é feito de pessoas. Do pão ao panetone", destaca Marta Santos, diretora Comercial e de Marketing da Panco. Atenção, supermercadista! Chegou a hora de vender Todos os dados, e os movimentos da indústria, apontam para uma sentença óbvia para os supermercadistas: é preciso seguir a tendência de aumento da categoria de biscoitos, massas, pães industrializados e bolos e preparar estratégias eficazes de venda para os panetones, tais como: Crie pontos extras: espaços em áreas de alto fluxo podem instigar as compras por impulso; Cross-sell: o café da manhã e momentos de lanche são ocasiões de oportunidade. Realizar ações de cross, oferecendo combos com produtos para este momento, como café ou leite, podem gerar alta em outras categorias; Destaque os tradicionais, mas ressalte as novidades: panetones dos sabores tradicionais concentram a maioria das vendas, porém, com o aumento da atenção das gerações mais jovens, outras opções devem ganhar mais relevância neste ano; Comunicação variada: o produto passou por uma transição, deixando de ser apenas um presente e se tornando item de consumo próprio. É preciso dialogar com esse novo perfil; Degustações e versatilidade: promova momentos de experiência em loja com o produto, destacando as formas possíveis de consumo, como o panetone quente ou mesclado em receitas de sobremesa; Campanhas digitais: destaque o consumo fora do período do Natal, aproveitando o interesse fora da sazonalidade; Atenção ao estoque: os panetones se tornaram itens de alto giro, então é preciso muita atenção ao estoque para evitar ruptura e prejuízo à experiência do consumidor.
15/09/2025
Eles compram mais, mas voltam menos: o que o varejo precisa entender agora
A nova edição da pesquisa Brand Footprint Brasil, realizada pela Worldpanel by Numerator, revela um consumidor mais racional e estratégico em suas compras. O levantamento, que acompanhou mais de 11 mil lares em sete regiões do país ao longo de 2024, mostra que, apesar da melhora de indicadores como PIB, renda e desemprego, o consumo ainda é marcado pela cautela. Com inflação persistente, juros elevados e dólar instável, os brasileiros reduziram as idas aos pontos de venda em 0,4%, mas aumentaram em 1,8% o número médio de unidades compradas por visita e elevaram o tíquete médio em 4,3%. “O consumidor está comprando de maneira mais planejada. Ele vai menos vezes ao varejo supermercadista, mas aproveita cada visita para abastecer a despensa com mais itens por ocasião”, explica Marcela Botana, growth & commercial excellence director da Worldpanel by Numerator no Brasil. Esse comportamento dá origem a um novo perfil, o consumidor “Net Zero”, que busca equilibrar desejo, conveniência e racionalidade. “Ele não deixa de consumir, mas avalia cada escolha com muito mais cuidado, reduzindo compras por impulso e priorizando marcas que entregam valor percebido”, acrescenta Botana. Elen Wedemann, CEO da Worldpanel by Numerator no Brasil, descreve o cliente "Net Zero", como um consumidor mais seletivo, de consumo estável, com gasto médio equilibrado e procura por embalagens menores e alta frequência de compra. Mais marcas no carrinho, menos fidelidade O brasileiro diversificou o portfólio de marcas, mas sem aumentar a presença das empresas em sua rotina. Em 2024, cada lar comprou em média 97 marcas, duas a mais que em 2023. No entanto, apenas 167 empresas ampliaram sua penetração, contra 219 no ano anterior. “Estar na prateleira não basta. É preciso ser escolhido com frequência. O crescimento depende de ampliar a base de compradores e manter a recorrência”, destaca a executiva. A métrica Consumer Reach Points (CRP) comprova: 48% das marcas que cresceram em 2024 o fizeram com aumento simultâneo de penetração e frequência, enquanto aquelas que avançaram apenas em frequência caíram de 23% em 2023 para 10% em 2024. Diferenças entre classes sociais O estudo também aponta contrastes importantes. As classes AB adicionaram, em média, três novas marcas ao carrinho, enquanto a classe C incorporou apenas uma. Já a classe DE excluiu duas marcas, reflexo direto das restrições orçamentárias. “As classes mais altas aproveitam a estabilidade relativa da renda para experimentar. Já as classes mais baixas continuam sob pressão, o que limita a diversidade de marcas”, analisa Botana. Para os supermercadistas, a mensagem é clara: o desafio não é apenas atrair o consumidor, mas garantir recorrência e valor percebido em cada compra. “O varejo precisa investir em estratégias de fidelização e em sortimento inteligente, entendendo que o consumidor está disposto a escolher, mas apenas quando percebe real vantagem”, conclui Marcela Botana.
15/09/2025
Dia do Sorvete: como converter a data em mais vendas?
O Dia do Sorvete, comemorado em 23 de setembro, se consolida como uma data estratégica para o varejo supermercadista, que encontra no produto uma oportunidade de aumentar as vendas e fidelizar clientes em plena chegada da primavera. Mais do que uma sobremesa refrescante, o sorvete é associado a prazer, memória afetiva e bem-estar, características que favorecem as compras por impulso e reforçam a presença do item no carrinho de compras. De acordo com a Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), saborear o doce com moderação estimula a liberação de serotonina e dopamina, hormônios ligados à felicidade, e pode ser um grande atrativo para o varejo. Para 2025, a entidade lança a campanha nacional “Felicidade Congelada”, que incentiva o consumo equilibrado e ressalta a importância do setor. “O sorvete não é um vilão, mas um alimento que traz alegria e pode ser um grande gerador de tráfego e vendas para o varejo”, afirma Martin Eckhardt, presidente da Abrasorvete. O mercado segue em crescimento e inovação. Na alta temporada 2024/2025, o faturamento do setor avançou 8,5%, superando as expectativas, enquanto o consumo médio nacional é de 7,7 litros por pessoa ao ano. A campanha “50 em 10”, criada pela Abrasorvete, pretende aumentar esse índice em 50% até 2033, além de buscar a redução da carga tributária que incide sobre a categoria. Para os supermercadistas, o portfólio de produtos está cada vez mais diversificado, com opções que vão de sorbets sem laticínios e linhas veganas a versões diet/sem açúcar e sorvetes proteicos enriquecidos com ingredientes como spirulina, que atendem ao público fitness. Essas inovações elevam o ticket médio e favorecem a criação de espaços diferenciados de exposição, como ilhas e freezers verticais, estimulando a compra por impulso. Comportamento do consumidor As preferências do consumidor também ajudam a guiar o sortimento. Dados da Abrasorvete e do Google Trends indicam que o sorvete de massa lidera com 73,47% da preferência, seguido pelo picolé (13,20%) e pelo soft (10,93%). O sabor de chocolate domina em 24 dos 27 estados. “Mapear o gosto do cliente por região é um diferencial competitivo. O supermercadista que ajusta o sortimento com base nesses dados ganha relevância e aumenta as vendas”, destaca Eckhardt. Hoje, 56% dos consumidores de sorvete têm renda de até dois salários mínimos, demonstrando que o item é amplamente aceito em diferentes perfis de público. Como driblar a sazonalidade e vender sorvete o ano todo? Mesmo que o inverno brasileiro não seja rigoroso, as vendas de sorvete em supermercados costumam cair nos dias mais frios. Muitos gestores acreditam que é preciso vender muito no verão para compensar a baixa no inverno, mas, segundo Michel Jasper, especialista em negócios do setor, “o grande desafio não está nas baixas temperaturas, mas sim na falta de planejamento e inovação. Quem consegue se antecipar mantém as vendas mesmo nos meses mais frios”. Para driblar a sazonalidade, Jasper recomenda investir em sabores mais cremosos e sofisticados, que combinam melhor com o clima frio, e criar combinações de quente e frio. “Produtos que podem ser consumidos com sobremesas quentes, como brownies ou petit gâteau, e bebidas como chocolate ou café, ajudam a manter o consumidor no ponto de venda e incentivam o consumo de sorvete mesmo no inverno”, explica. Além disso, promoções e programas de fidelidade são essenciais para movimentar as vendas. Jasper recomenda que as novidades para o outono e inverno sejam divulgadas ainda no final do verão, aproveitando campanhas em redes sociais e materiais de ponto de venda, gerando expectativa e atraindo clientes. Com essas estratégias, os supermercados conseguem manter o sorvete como um item atrativo durante todo o ano, provando que a sazonalidade pode ser administrada com criatividade e planejamento. Sorvete segue em alta no varejo supermercadista, mas logística ainda é desafio Mesmo no inverno, o sorvete continuou garantindo boa rentabilidade para o varejo supermercadista. A avaliação é de Andenilson Vidal, diretor comercial Supermercados Unidos, que acompanha de perto o desempenho da categoria e destaca que, embora o consumo seja naturalmente maior no verão, a sazonalidade já não é um obstáculo tão grande para as vendas. “Coletivamente, vamos destacar a data nas mídias sociais e nos encartes semanais. Mas isoladamente as grandes empresas de sorvete, como a Froneri e a Slup, com as quais mantemos relações comerciais, estão preparando ações nas lojas e destacando alguns preços mais competitivos”, explica Vidal. Segundo Vidal, a logística é hoje o maior gargalo. “Algumas lojas sofrem rupturas não mais por falta de produção, mas por questões logísticas. A área de armazenamento nem sempre é adequada para o período de maior demanda. Algumas unidades já começam a se preparar para o inverno ampliando a área de estoque, criando mais câmaras de congelados e até adquirindo, em comodato, equipamentos das indústrias para melhorar o armazenamento.” A categoria, porém, mantém boa performance. “É um produto com rentabilidade legal. Não fazemos promoções agressivas, mas ofertamos de forma razoável, dentro da margem. Promoções mais fortes ficam para épocas especiais, como os encartes”, reforça. Apesar de a venda em volume permanecer estável, o crescimento em valor tem sido consistente. “O faturamento do sorvete cresce, em média, 10%”, conclui o Vidal.
15/09/2025
EXCLUSIVO ASSERJ! Conheça bastidores da operação da rede russa, Vantajoso.
Um novo player internacional se prepara para entrar no mercado supermercadista brasileiro e mira o Rio de Janeiro. O grupo russo Svetofor, conhecido pelo modelo de Hard Discount (SAIBA MAIS SOBRE ESSE SEGMENTO AQUI), tem planos de abrir diversas lojas pelo país, com a bandeira da rede "Vantajoso", conforme já divulgado pela ASSERJ (CLIQUE PARA CONFERIR). A informação movimentou o setor, e o noticiário fluminense, mas diversas dúvidas surgiram. E para tentar clarear o tema, a equipe de jornalismo da ASSERJ apurou informações exclusivas sobre os bastidores da operação russa em território nacional. Segundo fontes da ASSERJ, o grupo estruturou equipes de compras em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, divididas por categorias, em que cada gestor está em contato direto com fornecedores para apresentar o projeto. A estratégia, no entanto, é baseada em uma política de extrema rigidez e radicalmente diferente da prática tradicional aplicada no Brasil. De acordo com a apuração, o modelo de fornecimento será no formato consignado, com pagamento conforme a venda semanal e devolução, obrigatória em contrato, após 90 dias. Ou seja, se apura o volume vendido, realiza a quitação de débitos apenas sobre esse total e, caso o produto não gire, o fornecedor deve reaver os itens não comercializados. A rigidez adotada pelo Vantajoso impacta negociações com grandes indústrias e marcas líderes, que não pretendem negociar pautadas por esse modelo de contrato. Essa questão porém, ainda baseado no que revelaram nossas fontes, não incomoda o grupo, já que a intenção não é, necessariamente, ter grandes nomes à disposição dos consumidores. A prioridade é apenas que haja um item da categoria, independentemente da marca, desde que dentro da sua política de preço. Outro ponto apurado pela ASSERJ é a política comercial, também bastante rígida. A rede pretende adotar uma margem fixa de aproximadamente 20% em tudo o que for oferecido, sem flutuações de preço, sem promoções ou verbas de trade. É um preço único, em cima do custo da nota e condicionado ao consignado. Segundo nossas informações, a ideia inicial da rede, de vender até 20% abaixo dos concorrentes para liberar cadastros, tem se apresentado um grande desafio, principalmente em regiões com forte presença de atacarejos. Ainda, segundo nossas fontes, apesar dos obstáculos, o Vantajoso não parece estar aberto, até o momento, a se adaptar, mas sim a reproduzir o modelo que opera na Rússia, no Brasil. Em relação à operação das lojas, o investimento será baixo, aponta a apuração da ASSERJ. As unidades contarão com poucos caixas (cerca de 2 ou 3), com pouca quantidade de pessoal, em espaços sem gôndolas, com paletes expostos e sem estoque, com todo sortimento acessível no ponto de venda. O mix será simplificado: 80% alimentos e 20% itens de primeira necessidade. Por fim, as fontes da ASSERJ afirmam que as inaugurações já acabaram adiadas em algumas oportunidades. A nova previsão seria para janeiro de 2026, provavelmente influenciada pela dificuldade em cadastrar fornecedores e produtos. Impactos no setor Para fornecedores regionais e de menor porte, o formato pode representar uma oportunidade de acesso a um novo canal de vendas, desde que aceitem as regras rígidas de consignado. Já para redes estabelecidas, a chegada de mais um player internacional pressiona a competitividade e reforça a necessidade de inovação. No Rio, a entrada da rede pode gerar impacto principalmente em nichos de consumo mais sensíveis a preço, mas ainda há dúvidas sobre a capacidade de adaptação da Vantajoso ao mercado brasileiro. Até agora, o grupo segue inflexível: vai aplicar, no Brasil, o mesmo modelo de operação da Rússia. A ASSERJ seguirá atenta para antecipar qualquer novidade aos nossos associados.
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