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Comportamento & tendência
Como montar a melhor seção pet no supermercado e lucrar mais
O segmento pet vem se consolidando como uma das categorias mais promissoras dentro do varejo supermercadista. Ter um setor bem estruturado, com mix adequado e gestão inteligente, é hoje uma das estratégias mais eficazes para aumentar o ticket médio, fidelizar clientes e diferenciar a loja da concorrência. Segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) e do Instituto Pet Brasil, o mercado pet movimenta mais de R$ 78 bilhões por ano e está presente em mais de 53% dos lares brasileiros. A tendência é de crescimento contínuo, impulsionada pela humanização dos animais de estimação — que passaram a ser considerados parte da família. Para o especialista em varejo Roger Toshi, a categoria pet representa uma “extensão natural do consumo doméstico”. “O cliente que compra produtos para a casa quer resolver tudo em um único lugar. Incluir itens pet na jornada de compra reforça a conveniência e gera valor percebido, além de aumentar o tempo de permanência e o ticket médio do consumidor dentro da loja”, explica Toshi. Planejamento e layout: o primeiro passo para o sucesso O ponto de partida é o planejamento estratégico da seção. A recomendação é posicionar o setor pet em áreas de grande circulação, como corredores centrais ou próximos às gôndolas de maior fluxo. A exposição precisa ser funcional, com categorias bem definidas — rações, brinquedos, higiene e acessórios — e sinalização visual atrativa. “O layout deve comunicar praticidade e carinho. O tutor quer encontrar com facilidade o que precisa, mas também se sentir acolhido. Um ambiente organizado, com boa iluminação e apelo emocional, faz diferença na decisão de compra”, destaca Toshi. Mix de produtos ajustado ao perfil da região Definir o mix ideal exige conhecer o público local. Em bairros com apartamentos e animais de pequeno porte, priorize rações premium, snacks naturais, tapetes higiênicos e brinquedos compactos. Já em regiões com casas e quintais, o foco pode ser sacos de ração de maior volume, antipulgas, coleiras reforçadas e brinquedos duráveis. O CRM da sua loja será um ótimo indicador para essas tomadas de decisão, personalizando a oferta. “A personalização é o que torna o setor pet rentável. Cada loja deve pensar como o tutor do seu entorno — entender a rotina, o espaço físico das residências e até o poder de compra médio. Isso aumenta o giro e reduz rupturas”, afirma Toshi. Parcerias com fornecedores e gestão de estoque Negociar com distribuidores consolidados e manter um bom relacionamento com fornecedores é essencial. Além de garantir condições comerciais vantajosas, esse vínculo possibilita acesso a lançamentos e produtos de alto valor agregado. “O supermercado precisa tratar o setor pet como uma categoria estratégica, não apenas complementar. Monitorar o giro, antecipar reposições e usar dados de venda para ajustar o mix são práticas que maximizam o lucro”, explica o especialista. Ferramentas de gestão integrada — como as oferecidas por sistemas de controle de estoque e ERP — ajudam a acompanhar margens, custos e desempenho das promoções, otimizando a operação e evitando perdas. Merchandising e experiência de compra Um bom merchandising potencializa a exposição dos produtos e reforça a imagem da loja como referência no segmento. Displays temáticos, sinalização colorida e ações interativas, como amostras de petiscos ou campanhas sazonais, estimulam a compra por impulso. “As pessoas compram por emoção, especialmente quando o assunto é o bem-estar do pet. Criar um ambiente que desperte afeto — com comunicação leve e visual atraente — é uma excelente estratégia de conversão”, comenta Toshi. Fidelização e relacionamento com o cliente pet Programas de fidelidade, descontos exclusivos e ações personalizadas ajudam a manter o engajamento dos tutores. A integração entre canais físicos e digitais, com promoções divulgadas em redes sociais e aplicativos, amplia o alcance e reforça o vínculo com a marca. “O consumidor pet é altamente fiel quando se sente reconhecido. A loja que entende o ciclo de consumo e oferece vantagens específicas conquista esse cliente por muito tempo”, diz o especialista. Supermercado como novo hub pet Diante do crescimento da categoria e da conveniência buscada pelo consumidor, o setor pet deixou de ser apenas uma oportunidade e passou a ser uma extensão estratégica do varejo supermercadista. “O supermercado que aposta no setor pet está, na prática, oferecendo uma experiência completa de compra. Ele deixa de competir apenas por preço e passa a competir por conveniência, afinidade e serviço — três pilares fundamentais da nova dinâmica de consumo”, conclui Roger Toshi. Selo Pet Para reforçar o compromisso com as boas práticas e incentivar a profissionalização do segmento, a ASSERJ criou o Selo Pet, uma iniciativa voltada a reconhecer os supermercados que investem em estrutura adequada, variedade de produtos e atendimento de qualidade para o público pet. O objetivo é valorizar as redes que oferecem uma experiência completa ao consumidor tutor de animais, estimulando padrões mais elevados de gestão e operação dentro do varejo supermercadista. Revista Super Negócios No caderno especial (página 40) da Revista Super Negócios de agosto, a ASSERJ reforça a importância do setor para os supermercados e mostra o segredo para o varejo impulsionar a categoria nas gôndolas. CONFIRA AQUI E BOA LEITURA!
12/11/2025
Comportamento & tendência
Iluminação: saiba como explorar e impactar nas vendas da sua loja!
No varejo supermercadista, cada detalhe conta — e a iluminação é um deles. Mais do que uma questão estética, a luz é um componente estratégico da operação, com impacto direto na percepção de qualidade dos produtos, na experiência do cliente e no desempenho comercial das lojas. O consumidor que entra em um supermercado mal iluminado sente imediatamente a diferença. Corredores escuros, produtos apagados e uma atmosfera opaca reduzem o tempo de permanência e o engajamento do cliente. Por outro lado, um ambiente claro, com iluminação planejada, estimula a exploração das seções, reforça o frescor e desperta o desejo de compra. “A iluminação é parte fundamental da experiência de compra. Ela direciona o olhar do cliente, desperta sensações e cria vínculos com a marca”, explica Ricardo Pastore, professor da ESPM e consultor em varejo. “Luz não é apenas um requisito técnico, mas uma ferramenta de gestão do ponto de venda — capaz de influenciar comportamento, percepção e resultado”, completa o especialista. Psicologia e percepção: a luz como vetor de valor O impacto da iluminação no comportamento do consumidor é comprovado. Ambientes com temperatura de cor adequada geram conforto visual e sensação de bem-estar. Luzes quentes (amareladas): são indicadas para padarias e áreas de conveniência, transmitindo acolhimento e valorizando o dourado dos produtos assados. Luzes frias (brancas ou azuladas): são essenciais em setores de frios, açougue e peixaria, pois comunicam frescor, limpeza e qualidade. “A iluminação influencia a percepção de frescor e até o valor percebido do produto. Um item bem iluminado transmite confiança e qualidade, antes mesmo da compra”, afirma Pastore. Iluminação como ferramenta comercial O projeto luminotécnico também é um instrumento de estratégia comercial. Luzes direcionadas e de destaque permitem valorizar categorias estratégicas, produtos de maior margem e lançamentos. No hortifrúti, realçam o frescor; na padaria, o apelo sensorial; e na seção de bebidas, refletem sofisticação e desejo. “A luz é um vendedor silencioso”, resume Pastore. “Ela conduz o olhar e desperta o interesse. Um bom projeto pode aumentar o giro de produtos e elevar o ticket médio, sem nenhuma alteração de preço.” Fluxo e organização do ponto de venda Além de destacar produtos, a iluminação pode organizar o percurso de compra. Setores bem iluminados funcionam como zonas de atração, convidando o cliente a explorar toda a loja. Variações de intensidade e temperatura entre setores ajudam a demarcar categorias e reforçar a identidade visual do varejista. Para o shopper, essa clareza melhora a navegação e reduz o tempo de busca, impactando positivamente a satisfação. “Iluminação também é gestão de fluxo. Ela orienta o consumidor e dá ritmo à jornada de compra dentro da loja”, reforça Pastore. Eficiência, tecnologia e sustentabilidade A adoção de sistemas inteligentes de iluminação vem ganhando espaço no setor supermercadista. Sensores de presença, controle automático de intensidade e o uso de lâmpadas LED reduzem o consumo energético e a necessidade de manutenção — ganhos diretos para a operação. “Hoje, a tecnologia permite que a iluminação se ajuste automaticamente ao movimento da loja e à luminosidade natural. Isso representa economia e sustentabilidade, sem comprometer o desempenho visual”, destaca o consultor. Além da eficiência energética, a manutenção preventiva evita falhas que prejudicam a imagem da loja, transmitindo cuidado e profissionalismo ao consumidor. Segurança e ergonomia para a equipe A iluminação adequada também tem impacto operacional. Ambientes claros reduzem riscos de acidentes, facilitam o trabalho de reposição e proporcionam melhor conforto visual aos colaboradores, refletindo em produtividade e bem-estar. “Iluminar bem é também cuidar da equipe. O ambiente de trabalho influencia diretamente na eficiência e na qualidade do atendimento”, finaliza Pastore. Investimento estratégico “No varejo supermercadista moderno, a iluminação deixou de ser encarada como custo e passou a ser investimento estratégico. Um projeto bem elaborado fortalece a identidade da marca, aumenta o tempo de permanência na loja, valoriza produtos e melhora a performance das vendas. Em um setor cada vez mais competitivo, a luz certa pode ser o diferencial entre uma loja comum e uma experiência memorável para o cliente", ressalta Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ.
12/11/2025
Associados em foco
O Supermercado como extensão das famílias. Conheça a história da pequena Maitê e o Supermarket Torre
O supermercado é palco das mais diversas experiências. Pelos corredores de nossas lojas criam-se histórias, encontros e contos, ditados por momentos extremamente pessoais. Alguns desenvolvem um laço tão especial que a relação de pertencimento transcende as gôndolas. Um desses casos é o da pequena Maitê, de apenas três anos, que com a inocência e simpatia tipicamente infantis conquistou seu espaço na família do Grupo Torre, associado Supermarket. Maitê já carrega, apesar da pouca idade, uma trajetória de superação repleta de desafios que muitos adultos ainda não enfrentaram em suas vidas. Criada pela avó desde que tinha apenas alguns meses, a criança convive com o supermercado desde os primeiros dias. Um, em especial. A unidade do Supermarket Torre, na Rua Augusto de Vasconcelos, em Campo Grande. Sempre acompanhando sua avó, Maitê criou, na loja, uma extensão de sua casa. Os corredores e gôndolas, são sua diversão. Mas essa relação não reside somente na noção de espaço, mas de pertencimento. Já que ali também estão suas melhores amigas, as operadoras de caixa. "A avó da Maitê é uma cliente fiel da nossa unidade Supermarket Campo Grande e está sempre presente em nossa loja. Ela assumiu o papel de mãe da Maitê quando a menina tinha apenas cinco meses de vida, após a perda de sua filha. Desde então, o Supermarket se tornou parte da rotina e da história das duas. Durante suas visitas, Maitê criou laços com nossas operadoras de caixa, que ela chama carinhosamente de 'amigas'. Essa convivência constante fez com que a equipe se tornasse, de certa forma, uma extensão da família", relata Brenda Oliveira, diretora de Marketing do Grupo Torre. E esse relacionamento ganhou um novo, e especial, capítulo. Muito por conta do atendimento humano que só o setor supermercadista é capaz de entregar ao cliente. Em um evento da loja, funcionários conversaram com a fiel cliente Dona Janaína. Ao conhecerem toda a história, e a importância do supermercado para a vida da Maitê, aquela pequena centelha de humanidade que vive em todos aqueles que habitam na chamada civilização ardeu. Imbuídos pela vontade de fazer mais por outro ser humano, todo o time do Grupo Torre resolveu mergulhar em uma missão: fazer a festa de aniversário da menina. "Queríamos retribuir o carinho que sempre recebemos delas, transformando essa data em um momento inesquecível", revela Brenda Oliveira. Carinho certamente retribuído. Com todos participando da execução, como no dia a dia do nosso setor, sabemos que as coisas dão certo. Foi assim que o Grupo Torre proporcionou à Maitê uma festa de aniversário em seu lugar favorito: o supermercado. E, claro, com a presença de todas as operadoras de caixa, ou melhor, de todas as suas amigas. A diretora de Marketing do Grupo Torre conta: "Unimos as equipes de marketing e comercial para tornar o aniversário realmente especial. Organizamos uma comemoração no estacionamento da própria loja, com o tema 'Supermarket', que representava bem essa relação tão próxima. Preparamos uma cesta repleta de guloseimas, bolo, salgadinhos, refrigerantes, sucos e água, e cuidamos de cada detalhe com muito carinho. Foi uma verdadeira festa, com o envolvimento de colaboradores que já conheciam a história da família". Histórias como a da pequena Maitê e sua avó, Dona Janaína, nos mostram que há muito por trás de outro ser humano. Rostos passam, pessoas se cruzam, mas que histórias elas escondem? Às vezes, de onde menos se espera, vem uma trajetória surpreendente. E que outro espaço reserva tantas histórias, invisíveis ao primeiro olhar, do que os corredores de nossas lojas? Aliás, que outro espaço pode promover um atendimento tão humanizado a um consumidor capaz de revelar essas histórias? O varejo supermercadista não é só um serviço essencial de abastecimento. É um serviço de acolhimento, de conexão humana, de convívio em sociedade. "Mais do que uma ação de fidelização, esse gesto reflete o propósito do Supermarket: cuidar de pessoas. Ao promover momentos de alegria e acolhimento, fortalecemos laços que vão além da relação de consumo. Ver a felicidade da Maitê e de sua avó reforça o quanto pequenas atitudes podem transformar o dia a dia das pessoas. E, para nós, isso é parte essencial do que significa ser Supermarket, estar perto na vida das famílias, com empatia e propósito", conclui Brenda Oliveira. Histórias como essa nos relembram, ou deveriam, da nossa própria humanidade. Todos os dias temos a oportunidade de sermos mais, de buscarmos um propósito. E o varejo supermercadista cumpre essa missão com maestria. A ASSERJ parabeniza o Supermarket Torre pela ação e deseja à Maitê e sua avó, muitos anos de passeio pelos corredores e gôndolas.
11/11/2025
Economia
Em outubro, supermercados do Rio registram deflação pelo sexto mês consecutivo. ASSERJ explica cenário
Após a subida registrada em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, apresentou forte desaceleração no início do último trimestre de 2025. Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 11 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA indicou alta de 0,09% em outubro. A baixa de 0,39 ponto percentual na comparação entre outubro e setembro fez com que o IPCA ficasse próximo ao projetado pelo mercado, que esperava uma elevação de 0,1%. No acumulado de 2025, o indicador soma 3,73%. Já especificamente o varejo supermercadista do Rio de Janeiro registrou deflação no décimo mês do ano. Alimentação, mais uma vez, ajuda a conter inflação no Brasil. Supermercados do Rio têm baixa de preços Segundo o IBGE, três dos nove grupos pesquisados apresentaram variação negativa. Os principais responsáveis por pressionar a inflação foram os setores de Vestuário (+0,51%), Despesas Pessoais (+0,45%) e Saúde e Cuidados Pessoais (+0,41%). Já os grupos a registrar retração foram Artigos de Residência (-0,34%), Habitação (-0,3%) e Comunicação (-0,16%). Alimentação no Domicílio, que concentra os alimentos e bebidas vendidos no varejo supermercadista, apontou baixa de 0,16%, a quinta deflação consecutiva. Considerando somente no cenário do Rio de Janeiro, o índice de inflação de Alimentação no Domicílio recuou pelo sexto mês consecutivo, com queda de 0,05% em outubro, a segunda maior do Sudeste (empatada com Belo Horizonte e atrás de São Paulo). No acumulado até o início do quarto trimestre de 2025, o estado tem a quinta maior deflação entre os entes federativos, e a maior do Sudeste, no setor de Alimentação no Domicílio (-0,21%), muito inferior à média nacional (+1,49%). Dos alimentos e bebidas vendidos nos supermercados do Rio, 54,4% tiveram queda de preços em outubro, com destaque para: alho (-8,3%); laranja pera (-5,42%); banana prata (-5,26%); azeite (-4,73%); arroz (-3,52%); frango inteiro (-2,43%); macarrão (-2,24%); ovos (-2,21%); e feijão preto (-0,60%). Já entre as altas, as principais foram: batata-inglesa (+22,66%); uva (+5,93%); cenoura (+4,74%); óleo de soja (+3,56%); alcatra (+3,21%); alface (+2,96%); contra-filé (+2,09%); cerveja (+1,53%); e sal (0,82%). Resultado apresenta oportunidades para o varejo supermercadista fluminense A sexta deflação seguida nas categoria de maior importância para o varejo supermercadista fluminense apresenta a sequência de uma janela de oportunidade que vem se consolidando no cenário do estado do Rio. Produtos mais baratos nas gôndolas significam alívio no orçamento dos consumidores e maiores possibilidades de atração. Baixa de preços também pode significar a chance de renegociação com fornecedores. Mas atenção, aproveitar oportunidades exige acompanhamento, análise e boa gestão, antecipando fatores futuros que possam reverter a maré de baixa ou afetar de forma específicas certas categorias.
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