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Comportamento & tendência
2º dia de NRF: executar é o novo inovar. Leia a análise de Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e ALAS
O segundo dia da NRF 2026 confirmou uma mudança definitiva no discurso e prática do varejo global: a tecnologia deixou de ser narrativa aspiracional e passou a ser cobrada por resultado real, mensurável e aplicado ao dia a dia das operações. Das estratégias de brand building de Ryan Reynolds às discussões profundas sobre inteligência artificial, people-first (pessoas em primeiro lugar) e transformação de modelos tradicionais, o que se vê em Nova York é um varejo mais pragmático, mais humano e menos tolerante a projetos que não entregam valor claro ao consumidor e à operação. Para Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da ALAS, o grande fio condutor do dia foi a maturidade do setor. “A NRF deste ano mostra que o varejo entrou numa fase adulta. Não se trata mais de testar tecnologia por curiosidade, mas de entender como ela resolve problemas concretos de margem, gente, sortimento e experiência. Quem não consegue conectar inovação com execução fica para trás”, afirmou. Ao longo da manhã, temas como autenticidade de marca, turnaround de negócios tradicionais e a convivência entre herança e inovação dominaram o palco. A apresentação de Fran Horowitz, CEO da Abercrombie & Fitch, foi um dos pontos altos do dia ao detalhar como uma marca considerada irrelevante conseguiu 11 trimestres consecutivos de crescimento ao ouvir profundamente o consumidor, empoderar equipes e tomar decisões difíceis, inclusive sobre o que parar de fazer. “O caso da Abercrombie é um alerta direto para o varejo supermercadista: escutar o cliente e a loja genuinamente é mais transformador do que qualquer dashboard sofisticado”, destacou Queiróz. No campo da tecnologia, a discussão evoluiu claramente para aplicações em escala. Exemplos como Macy’s, Kroger e Sam’s Club mostraram como a inteligência artificial já está integrada a decisões de merchandising, gestão de pessoas, planejamento de demanda e experiência do cliente. “A grande virada é entender que IA não substitui gente no varejo supermercadista, ela potencializa. Quem usa tecnologia para empoderar o time de loja e melhorar a execução ganha produtividade e consistência”, avaliou o executivo. À tarde, o foco se voltou para comportamento do consumidor e construção de marcas duradouras. As discussões sobre Gen Z, loyalty (fidelidade), marcas próprias e, principalmente, o impacto de tendências como medicamentos GLP-1 no consumo alimentar reforçaram a necessidade de adaptação rápida de sortimento, tamanhos de embalagem e estratégias de categoria. Para Queiróz, esse ponto é crítico: “Estamos falando de mudanças estruturais no padrão de consumo. O varejo supermercadista e a indústria precisam agir juntos, com dados. Redesenhar categorias inteiras não é mais ajuste fino, é reposicionamento”. O encerramento do dia consolidou uma mensagem clara: o varejo do futuro será menos sobre tecnologia pela tecnologia e mais sobre decisões difíceis, bem executadas, com pessoas no centro e dados como suporte. “O segundo dia da NRF deixa claro que o jogo agora é de consistência. Não vence quem faz mais barulho, mas quem entrega melhor, todos os dias, na loja física, no digital e na relação com o consumidor”, concluiu Fábio Queiróz.
12/01/2026
Comportamento & tendência
Estudo comportamental revela que maioria dos carrinhos de compras está aberta à influência no PDV
Uma pesquisa comportamental conduzida com milhares de clientes da Tesco aponta que a maior parte das decisões de compra no supermercado sofre influência ao longo da jornada. O estudo, realizado pela Tesco Media com 7 mil consumidores, revelou que 76% dos itens presentes nos carrinhos são considerados “novos, abandonados ou ocasionais”, e não produtos de consumo habitual. Além disso, sete em cada dez compradores afirmam que a decisão final sobre o que comprar acontece no próprio momento da compra, e uma proporção semelhante diz apreciar a descoberta de novas marcas durante a experiência no supermercado. “O supermercado não é apenas um local onde as decisões são concluídas, mas onde elas são formadas”, afirma Stacy Gratz, diretora de vendas e marketing da Tesco Media. As conclusões do levantamento — realizado em parceria com a consultoria independente MTM — contrariam a crença de que os consumidores entram no supermercado com uma lista fechada e decisões já tomadas, destaca Gratz. “Em vez disso, a pesquisa mostra que os compradores são curiosos, interessados em descobrir novos produtos e abertos à inspiração ao longo de toda a jornada de compra”, completa. O estudo identificou sete diferentes “mentalidades de compra”, sendo que 51% dos consumidores transitam entre um comportamento funcional e outro emocional durante a experiência. As principais fontes de inspiração incluem redes sociais, familiares e amigos, e-mails de varejistas, navegação no site da Tesco e estímulos presentes nas lojas físicas. Mais da metade dos consumidores descobre novos produtos antes mesmo de iniciar a compra, enquanto uma parcela semelhante faz essas descobertas durante o percurso pelo supermercado. Segundo a Tesco Media, “momentos reais de mentalidade de compra” foram analisados em jornadas realizadas tanto em lojas físicas quanto em canais online, abrangendo categorias como mercearia, compras por impulso, cerveja, vinho e destilados, além de saúde e beleza. O supermercado, assim como outros grandes players do setor, tem intensificado seus investimentos em mídia de varejo nos últimos anos. A empresa vem expandindo rapidamente sua rede de telas digitais nas lojas e lançou anúncios baseados em localização em dispositivos de autoatendimento. No fim do ano passado, a Tesco Media anunciou o Tesco Media Creative Studio, iniciativa voltada à criação ágil de anúncios em conformidade com as normas, em diferentes formatos e com o uso de inteligência artificial generativa. A rede também passou a monitorar a reação dos consumidores aos painéis de publicidade digital por meio de captação de imagens nas lojas. De acordo com dados divulgados pela WARC Media, o investimento global em publicidade no varejo deve alcançar US$ 196,7 bilhões em 2026, superando o investimento combinado em TV linear e conectada já no próximo ano. Em 2019, a mídia de varejo representava pouco mais de um quarto do mercado total de TV. Além de atrair marcas de alimentos e bebidas, os supermercados também vêm ampliando o foco para empresas não alimentícias. Um estudo da Tesco aponta que 78% dos consumidores estão abertos à publicidade contextualizada de marcas não endêmicas, que não têm produtos à venda na loja, como serviços financeiros, entretenimento, turismo e saúde.
12/01/2026
Comportamento & tendência
Autenticidade, cultura e IA: os aprendizados que estão redesenhando a liderança no varejo, diz Fátima Merlin
Em um cenário de transformação acelerada, no qual tecnologia, comportamento do consumidor e cultura se cruzam o tempo todo, a liderança no varejo passa menos pela busca da perfeição e mais pela capacidade de ser real, rápida e relevante. Para Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e consultora de varejo, marcas que entendem esse novo jogo conseguem construir valor de forma muito mais consistente. “Autenticidade escala mais do que a perfeição. O que funciona é o que é real”, afirma. Segundo ela, campanhas excessivamente polidas perdem espaço para narrativas humanas, capazes de gerar conexão genuína. Nesse contexto, emoção passa a ser um ativo estratégico. “Uma emoção bem construída gera mais retorno do que um grande orçamento financeiro”, destaca. Outro ponto central é a leitura do tempo cultural. Para Fátima, velocidade não significa pressa, mas sensibilidade. “Velocidade cultural importa. O chamado fast advertising não é sobre fazer rápido, e sim sobre agir no timing certo, dentro do contexto cultural.” Errar, inclusive, faz parte do processo. “Fracasso é parte do caminho. O importante é errar rápido, aprender e seguir em frente.” Essa lógica se reflete diretamente na construção de marcas fortes. “Marcas que criam pertencimento são defendidas pelas pessoas. Quando o consumidor se sente visto, ele vira porta-voz”, afirma. Em um ambiente em que redes sociais e plataformas ampliam vozes, o impacto se multiplica. “Hoje, todo mundo é mídia”, resume. E completa: “Experiência não é apenas fricção zero. Ser frictionless é ser fácil, humano e honesto.” Quando o tema é transformação digital, Fátima Merlin reforça que a inteligência artificial não pode ser tratada como um projeto isolado ou apenas tecnológico. “Transformação em IA é transformação do negócio”, afirma, destacando que o sucesso depende de bases sólidas. Para ela, dados estruturados são indispensáveis, já que “os dados são o combustível da IA”, mas não suficientes por si só. A consultora alerta que sem uma cultura organizacional aberta à experimentação e à inovação, a tecnologia não escala. “Cultura é o fator crítico de sucesso”, ressalta. Além disso, Fátima destaca que a adoção da IA exige responsabilidade. “IA responsável é inegociável. Governança, ética e confiança precisam estar no centro das decisões.” Por fim, ela chama atenção para o papel das parcerias estratégicas nesse processo. “Escolher parceiros certos importa muito. Eles precisam projetar sua marca, proteger seus dados e compartilhar sua visão de longo prazo.” Para o varejo supermercadista, os aprendizados reforçam que tecnologia, emoção e cultura não competem entre si — elas se complementam. Liderar, hoje, é equilibrar dados e sensibilidade humana, inovação e propósito, velocidade e consciência.
12/01/2026
Comportamento & tendência
Fiscalização sanitária: 6 passos para preparar sua loja para uma inspeção
No varejo supermercadista, a fiscalização da Vigilância Sanitária não deve ser encarada como um evento pontual ou excepcional. Ao contrário: ela é o reflexo direto de uma rotina bem estruturada de segurança sanitária, baseada em automonitoramento, padronização de processos e prevenção contínua de riscos. Em um mercado cada vez mais atento à qualidade, à segurança e à procedência dos alimentos, estar preparado para uma inspeção é também uma estratégia de proteção da marca, do negócio e da confiança do consumidor. Segundo Flávio Graça, consultor técnico de Segurança Alimentar da ASSERJ, um dos erros mais comuns dos estabelecimentos é adotar uma postura reativa, agindo apenas quando a fiscalização é iminente ou após a identificação de falhas. “O foco deve estar no dia a dia da operação. Não adianta tentar ‘arrumar a casa’ na véspera — ou pior, depois que o problema já causou prejuízos. Os processos precisam funcionar corretamente todos os dias”, destaca. A seguir, o consultor elenca os principais pontos estratégicos para uma preparação eficaz e sustentável: 1 - Manutenção contínua das instalações Flávio Graça alerta que as demandas de manutenção precisam ser tratadas de forma contínua e sistemática. Segundo ele, pequenos problemas negligenciados tendem a se acumular e se transformar em intervenções estruturais mais complexas. Pisos danificados, tomadas sem espelho, revestimentos descascados, infiltrações e pinturas comprometidas favorecem o acúmulo de sujidades, dificultam a higienização e ampliam o risco sanitário. "Esse cenário dialoga com a chamada Teoria das Janelas Quebradas, segundo a qual sinais visíveis de descuido transmitem a percepção de abandono, estimulando a perda de disciplina operacional. A correção imediata de pequenas falhas fortalece a cultura de cuidado, organização e responsabilidade diária — algo que também é observado pelo fiscal no momento da inspeção", explica. 2 - Clareza e padronização dos processos O especialista lembra ainda que com um turnover que pode variar entre 35% e 45% no setor supermercadista, a formalização dos processos é indispensável. Para ele, Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) devem estar claros, acessíveis e atualizados, contemplando, no mínimo: ⦁ Recebimento e conferência de mercadorias ⦁ Armazenamento e controle de estoque ⦁ Higienização de equipamentos, instalações e utensílios ⦁ Higiene e conduta dos colaboradores ⦁ Controle de temperaturas "Além disso, ambientes devidamente sinalizados e rotinas de monitoramento diário garantem uniformidade, rastreabilidade e maior segurança operacional", diz Flávio Graça. 3 - Capacitação e treinamento contínuos Graça destaca ainda que não é razoável exigir conformidade de colaboradores que não foram capacitados. De acordo com ele, embora o afastamento temporário da operação para treinamentos possa parecer uma perda de produtividade, o retorno em eficiência, engajamento e redução de riscos compensa amplamente o investimento. "Funcionários que compreendem o porquê dos procedimentos tendem a agir com mais responsabilidade. O ideal é que a capacitação ocorra já na admissão ou durante o período de experiência, com avaliação formal como critério de permanência na função", acrescenta. 4 - Registro e controle interno das não conformidades O consultor pondera ainda que o registro sistemático de inadequações é uma ferramenta estratégica de gestão da qualidade. Graça diz que ele permite aprendizado contínuo, feedback estruturado para as equipes e maior transparência no controle sanitário. "Em países com sistemas sanitários mais maduros, esses registros costumam ser o primeiro item analisado durante uma fiscalização. A inspeção aprofundada só ocorre quando há indícios de falhas graves ou reincidentes". 5 - Organização e disponibilidade da documentação obrigatória Flávio Graça aponta também que manter toda a documentação organizada e facilmente acessível é fundamental. Durante a fiscalização — normalmente sob pressão — a dificuldade em localizar documentos pode resultar em autuações evitáveis, mesmo quando as exigências estão cumpridas. Entre os documentos essenciais estão: ⦁ Alvará de funcionamento ⦁ Licença sanitária vigente ⦁ Certificado de potabilidade da água ⦁ Certificado de higienização dos reservatórios ⦁ Certificado de controle de pragas e vetores, com ordens de serviço atualizadas ⦁ Certificado de coleta de resíduos por empresa licenciada ⦁ Planilhas de controle de temperatura dos equipamentos ⦁ Manual de Boas Práticas No município do Rio de Janeiro, destacam-se ainda: ⦁ Certificado de capacitação no Curso Oficial de Higiene na Manipulação de Alimentos (IVISA/ASSERJ) para todos os colaboradores ⦁ Anotação de Responsabilidade Técnica para estabelecimentos enquadrados no REPA (SIM-RIO) “A ausência de documentos é uma das principais causas de autuação. Não basta executar corretamente, é preciso comprovar”, reforça Graça. 6 - Postura profissional diante da fiscalização Para Graça, a fiscalização sanitária deve ser entendida como a etapa final de validação das medidas preventivas, funcionando como uma auditoria técnica e, muitas vezes, como uma consultoria externa. De acordo com ele, os colaboradores devem estar orientados a receber os fiscais de forma tranquila, colaborativa e respeitosa. É possível esclarecer dúvidas, solicitar orientações e, quando necessário, requerer prazos para adequações — especialmente em casos que envolvam obras ou aquisição de equipamentos, desde que haja justificativa técnica. "Demonstrar boa-fé, organização, sinalização adequada e transparência contribui para uma avaliação mais equilibrada. Afinal, o supermercado é um “organismo vivo”, sujeito a variações operacionais. Passar por uma fiscalização sanitária em uma estrutura complexa como a de um supermercado sem nenhuma não conformidade é um grande desafio. Por isso, o esforço precisa ser contínuo, metódico e incorporado à rotina operacional”, aponta o consultor. Para o varejo supermercadista, estar preparado para a fiscalização vai além do cumprimento legal. Trata-se de garantir continuidade operacional, evitar prejuízos financeiros, reduzir riscos reputacionais e fortalecer a confiança de clientes e parceiros comerciais. “Quem entende a Vigilância Sanitária como aliada da gestão e da qualidade sai na frente — com mais credibilidade, menos riscos e maior sustentabilidade no mercado”, finaliza Graça.
12/01/2026
Atualidades
NRF: dia 1 aponta maturidade do varejo global e cobra resultados reais da tecnologia
O primeiro dia da NRF 2026 marcou uma virada clara no discurso do varejo global. Longe da euforia tecnológica que dominou edições anteriores, o maior evento mundial do setor começou com uma mensagem direta: a tecnologia deixou de ser promessa e passou a ser obrigação operacional. Juarez Leão, CEO do Leão Group, avalia que o tom do evento foi de ajuste fino, maturidade e cobrança. “Foi um dia com menos brilho e mais responsabilidade. Não vimos anúncios mirabolantes ou apostas futuristas. O que apareceu foi um varejo mais consciente, que entende que tecnologia sozinha não resolve nada”, afirmou. Um dos pontos mais recorrentes nas discussões do primeiro dia foi a consolidação da inteligência artificial como parte da infraestrutura básica dos negócios. Para Juarez Leão, ficou evidente que a pergunta já não é mais se as empresas usam IA, mas como ela está sendo aplicada. “A inteligência artificial deixou de ser vantagem competitiva. Ela virou o novo básico bem-feito. A cobrança agora é sobre impacto mensurável, escala e adoção interna por quem realmente decide”, disse o executivo. Cases apresentados por gigantes como Walmart, LVMH, Home Depot e grandes plataformas de pagamento e dados reforçaram essa leitura. A lógica comum foi clara: menos projetos-piloto dispersos, mais casos de uso bem definidos; menos discurso tecnológico, mais impacto direto na operação. “O foco migrou da inovação como vitrine para a inovação como sistema nervoso do negócio”, resumiu Juarez. O humano como novo luxo Se a tecnologia amadureceu, o elemento humano ganhou ainda mais protagonismo. O conceito de human premium atravessou diferentes painéis e setores, do varejo físico ao luxo. “Em um mundo saturado de automação, o que diferencia as marcas não é o quanto elas automatizam, mas o quanto conseguem preservar e potencializar o humano”, destacou Juarez Leão. Segundo ele, isso se manifesta em lojas físicas com experiências mais sensoriais e menos apressadas, em jornadas digitais mais contextuais e silenciosas, e no luxo, onde a tecnologia existe, mas não se impõe. Uma das frases mais emblemáticas do dia, dita por um executivo da LVMH, sintetizou essa visão: “A tecnologia precisa estar em todo lugar, mas visível em lugar nenhum.” Para Juarez, “IA boa é aquela que desaparece para o cliente, enquanto fortalece o vendedor, o criativo e o decisor”. Agentic Commerce: da transação à relação Outro tema que apareceu com mais maturidade foi o Agentic Commerce. Diferente de anos anteriores, o conceito foi tratado sem exageros ou promessas irreais. “Não se trata de criar robôs que compram por nós. Trata-se de construir camadas inteligentes que compreendam intenção, contexto e momento”, explicou Juarez Leão. Quando bem aplicado, segundo ele, o agente orienta o consumidor, reduz ruído, elimina decisões irrelevantes e cria continuidade na relação. “Quando mal aplicado, vira fricção tecnológica. Quando bem feito, vira confiança”, afirmou. Dados sem governança passam a ser risco A confiança também ocupou espaço central nas discussões do primeiro dia. Com a IA participando cada vez mais das decisões estratégicas, dados sem governança deixaram de ser um ativo e passaram a representar risco. “Transparência, explicabilidade, segurança e responsabilidade deixaram de ser apenas pauta de compliance. Viraram critérios reais de escolha para consumidores e investidores”, avaliou Juarez. Segundo ele, a lógica do mercado mudou: “A era do ‘confia em mim’ acabou. Agora é ‘me prova’”. Consumo pressionado exige precisão O cenário econômico analisado durante o evento trouxe alertas importantes. Embora o consumo nos Estados Unidos siga forte, ele está concentrado em uma parcela menor da população, fortemente alavancada por ativos financeiros. Ao mesmo tempo, a base do consumo convive com pressão de custos, endividamento e incertezas. “Tarifas, imigração, energia e IA formam um ambiente volátil que impacta diretamente preço, margem e planejamento”, disse Juarez Leão. “Nesse contexto, crescer sem precisão é um risco. O varejo vai precisar ser mais cirúrgico: menos volume cego e mais rentabilidade consciente.” O que se consolida e o que perde força Após um dia intenso de conteúdo, algumas tendências ficaram claras, segundo o CEO do Leão Group. Ganham força: IA como infraestrutura operacional Experiência humana como diferencial competitivo Agentic Commerce orientado por contexto Governança de dados como pilar estratégico Tecnologia aplicada à decisão, não ao espetáculo Começam a perder espaço: Projetos piloto infinitos sem escala “IA para tudo” sem retorno claro Automação que afasta o cliente Tecnologia apresentada sem impacto mensurável Uma NRF menos brilhante e mais relevante Para Juarez Leão, o primeiro dia da NRF 2026 não empolga pelo brilho, mas pela maturidade. “O varejo global parece ter entendido que tecnologia não salva estratégia mal pensada. Ela apenas amplifica o que já existe, para o bem ou para o mal”, concluiu. Segundo ele, o verdadeiro Next Now não está no próximo software. “Está em decidir melhor, executar melhor e respeitar mais o cliente. E isso, definitivamente, não é hype.”
12/01/2026
Atualidades
1º dia de NRF aponta: menos robôs, mais IA na gestão. Veja a análise de Fábio Queiróz
O primeiro dia da NRF 2026, maior evento global do varejo, deixa claro que o setor entrou definitivamente em uma nova fase, marcada pela consolidação da inteligência artificial, pela integração entre os ambientes físico e digital e pela evolução dos modelos de negócio. Realizado em Nova York, o evento reúne mais de 40 mil participantes, com a presença de cerca de 5 mil marcas e empresas de mais de 100 países, além de centenas de expositores apresentando produtos, tecnologias e soluções voltadas ao varejo do presente e do futuro. A agenda do domingo, 11 de janeiro, reuniu alguns dos principais líderes globais de tecnologia, varejo e bens de consumo, com sessões especialmente estratégicas para o varejo supermercadista e para a indústria FMCG. Entre os principais tópicos discutidos, estiveram a experiência do cliente omnichannel, a integração da inteligência artificial e de tecnologias emergentes, eficiência operacional, novos modelos de negócio, liderança e cultura organizacional, retenção de talentos, experiência humana, sustentabilidade, logística reversa e o uso avançado de métricas e dados. Para Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ, a programação do primeiro dia traduz com precisão o momento vivido pelo setor. “A NRF 2026 começa mostrando que o varejo, especialmente o supermercadista, entrou de vez em uma nova fase. Não se trata mais de testar inovação, mas de usar tecnologia, especialmente a inteligência artificial - principalmente para a gestão! A IA é uma grande aliada para ganhar eficiência, proteger margens e melhorar a experiência do consumidor de forma concreta”, afirma. “Nossas expectativas estavam corretas. A inteligência artificial domina a pauta, o que é natural, mas agora ela passa a gerar resultado direto no negócio. Vivemos uma terceira onda — podemos chamar assim — que é a dos agentes de inteligência artificial. No ano passado, isso era muito discutido, ainda como novidade. Agora, esses agentes já estão trabalhando para o varejista, agregando diretamente à linha final de resultado. Essa é a discussão central. São tecnologias menos voltadas a robôs e mais aplicadas à gestão e ao back office. Essa é a grande história do momento. Os humanoides começam a ganhar força, mas isso ainda não é para agora.” Abertura define o tom: eficiência, experiência e novos formatos A abertura oficial, com Bob Eddy, CEO do BJ’s Wholesale Club, e Ed Stack, chairman da DICK’S Sporting Goods, estabeleceu os grandes eixos do evento: eficiência operacional, formatos híbridos e o papel da experiência física como diferencial competitivo. O destaque para modelos de clube e atacarejo reforçou tendências que já impactam diretamente o varejo supermercadista, como sortimento mais racional, maior giro, ticket médio elevado e programas de membership mais robustos. Ao mesmo tempo, a loja física aparece como espaço de relacionamento, comunidade e significado — complementando, e não se opondo, à busca por produtividade. “O equilíbrio entre eficiência operacional e experiência de compra será decisivo nos próximos anos. O supermercado precisa ser produtivo, mas também relevante para a comunidade onde está inserido”, avalia Queiróz. Fanatics mostra como velocidade e integração redefinem cadeias tradicionais Na sequência, Michael Rubin, fundador e CEO da Fanatics, apresentou um dos cases mais disruptivos do varejo global. A empresa revolucionou o mercado de artigos esportivos ao integrar verticalmente design, produção e distribuição, reduzindo o tempo entre a identificação de uma tendência e a entrega do produto ao consumidor para questão de horas. Embora venha de outro segmento, o modelo chama atenção do varejo supermercadista e da indústria FMCG (traduzindo: bens de consumo de giro rápido), especialmente em categorias como marcas próprias, alimentos frescos, padaria e pratos prontos, onde velocidade, dados e assertividade reduzem desperdícios e ampliam margens. IA no centro do palco: Google e Walmart apontam a próxima virada Um dos momentos mais aguardados do dia foi o painel entre Sundar Pichai, CEO do Google, e John Furner, CEO do Walmart U.S., que discutiram o chamado AI platform shift. A mensagem foi clara: a inteligência artificial deixa de ser apenas uma camada adicional e passa a reestruturar processos, decisões e modelos de negócio. Para o varejo supermercadista, os impactos são diretos em áreas como gestão de estoques, previsão de demanda, precificação, personalização de ofertas e redução de perdas, especialmente em perecíveis. “Quando o Walmart sinaliza um caminho, o mercado inteiro observa. A discussão sobre IA na NRF deixa claro que quem não estruturar dados e processos agora ficará para trás muito rapidamente”, destaca o presidente da ASSERJ. Indústria e varejo conectados pela tecnologia A manhã seguiu com sessões críticas para a indústria FMCG, como o painel da PepsiCo com a AWS, que apresentou aplicações práticas de IA em supply chain, atendimento ao cliente e planejamento de demanda. Já o tradicional fireside chat do Walmart aprofundou como o maior varejista do mundo integra lojas físicas, e-commerce e logística em um ecossistema cada vez mais digital-first. O encerramento da manhã trouxe uma visão macro do setor com a sessão State of the Industry, analisando a convergência entre foodservice e varejo, o avanço de alimentos prontos, food-to-go e a competição crescente entre supermercados, conveniência e redes de quick service restaurants. Tarde projeta o “supermercado do amanhã” À tarde, a agenda manteve o foco em inovação aplicada. Destaque para o FairPrice Group, de Singapura, que apresentou seu blueprint da Store of Tomorrow, com uso de gen-AI, corredores digitais, carrinhos inteligentes e uma estratégia robusta de marcas próprias. O modelo asiático surge como referência prática para supermercados que buscam unir tecnologia, acessibilidade e propósito. Sessões com REI Co-op e LVMH ampliaram a discussão sobre community building, fidelização e cultura organizacional, reforçando que a tecnologia deve potencializar e não substituir a experiência humana. Uma mensagem especialmente relevante para o varejo supermercadista em um cenário de disputa por talentos e consumidores cada vez mais atentos a valores. Mensagens-chave e prioridades para 2026 Entre os principais pontos destacados ao longo do dia, ficou evidente a resiliência do varejo mesmo em cenários macroeconômicos adversos, seu papel como pilar social, econômico e comunitário e a compreensão de que valor não se resume a preço baixo, mas a significado, conveniência e confiança. A transformação contínua aparece como imperativa, mesmo sem cenários ideais, com a inteligência artificial posicionada como motor de eficiência, sempre com o cliente no centro da estratégia. “O ‘próximo agora’ já está acontecendo. Olhando para 2026, as prioridades são claras: investir na experiência do cliente, tornar a jornada mais rápida, intuitiva, humana e prazerosa, e avançar em IA não para substituir a criatividade, mas para amplificá-la e ser uma aliada perfeita em gestão!” ressalta Fábio Queiróz.
11/01/2026
Comportamento & tendência
Fátima Merlin afirma que 1º dia da NRF evidencia a resiliência do varejo e o “próximo agora”
A NRF 2026 começou neste domingo, dia 11 de janeiro com uma mensagem clara, de acordo com Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper e consultora de varejo: mesmo diante de um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos, o varejo segue avançando e com força. Para a especialista, estar na NRF ao lado de líderes globais reforça uma certeza estratégica. “Estar na NRF com líderes que movem a indústria mais resiliente e inovadora do mundo reforça uma convicção: o varejo tem momentum. E esse momentum foi construído por nós”, afirma. Ela destaca que o avanço do setor não se explica apenas por indicadores econômicos. “O varejo não é ‘só’ uma indústria. Ele é uma força estabilizadora na vida real. É quem entrega valor quando cada dólar conta, sustenta comunidades em momentos de crise e viabiliza experiências que viram memória — festas, rituais, tradições e conquistas”, diz. State of Retail: o retrato do jogo Um dos principais blocos do evento, o State of Retail, trouxe um diagnóstico claro do cenário atual. O consumidor está mais seletivo e pragmático, há uma polarização evidente do poder de compra — com a baixa renda pressionada e a alta renda sustentando parte do consumo — e o conceito de valor mudou. “Valor deixou de ser sinônimo de menor preço”, explica Fátima Merlin. “Hoje, valor é o que isso muda na minha vida, o que resolve e o que melhora de fato.” Nesse contexto, a especialista reforça que a chamada “regra de ouro” do varejo segue válida, mas ganha ainda mais relevância: produto certo, preço certo, promoção certa, disponibilidade e uma experiência sem fricção. The Next Now: o que muda o jogo O tema central da NRF, The Next Now, parte da premissa de que a transformação não espera o cenário ideal. “Transformação não espera condições perfeitas. O que vem a seguir já está acontecendo agora. Por isso o tema é tão certeiro”, afirma Fátima. A indústria, segundo ela, acelera investimentos em eficiência e produtividade, personalização, relevância e experiências mais rápidas, intuitivas e humanas — com destaque especial para a inteligência artificial em escala. Mas há um alerta importante, de acordo com Fátima Merlin. “Não é IA para substituir pessoas ou criatividade. É IA para amplificar. Para potencializar a imaginação e liberar energia para o que realmente importa”, pontua. Quando bem aplicada, a tecnologia abre novas possibilidades em áreas como sortimento, previsão de demanda, abastecimento, execução, merchandising, design e naquilo que Fátima define como “a arte da surpresa”. Aprendizados que ficam Da abertura da NRF, Fátima Merlin destaca três aprendizados centrais: “O varejo é infraestrutura social. Os vencedores inovam no caos — a transformação não espera estabilidade. E a IA se consolida como uma alavanca de decisão, capaz de resolver complexidade e devolver tempo para estratégia e humanização.” “O próximo capítulo do varejo não está daqui a alguns anos. Ele já está sendo escrito agora, por quem combina dados, cultura, execução e uma obsessão real pelo cliente”. completa Fátima Merlin.
11/01/2026
Comportamento & tendência
Whole Foods lança Market Daily e sinaliza novo modelo de conveniência no varejo supermercadista
Whole Foods Market apresentou, em Nova York, um novo formato de loja que pode indicar os próximos passos do varejo supermercadista urbano. Batizado de Whole Foods Market Daily, o modelo aposta em lojas menores, sortimento altamente curado e foco absoluto em alimentos frescos, combinando conveniência, eficiência operacional e recorrência de compra. A iniciativa vem sendo acompanhada de perto por especialistas que participam da NRF 2026, maior evento global do varejo. Para a CEO da Connect Shopper e consultora Fátima Merlin, que está em Nova York acompanhando o evento, o Market Daily não deve ser interpretado como uma simples redução de metragem do modelo tradicional da rede. “O Market Daily não é um ‘mini Whole Foods’. Ele nasce com um posicionamento próprio: menos metragem, menos excesso e mais confiança. É um formato pensado para o abastecimento diário urbano, não para compras ocasionais”, afirma. Conveniência como posicionamento estratégico O novo conceito se posiciona como uma conveniência premium consciente, integrada à rotina cotidiana do consumidor urbano. A proposta é reduzir fricções, aumentar a frequência de visita e gerar maior previsibilidade de receita por meio de alto giro e recorrência. Segundo Fátima Merlin, o formato reforça a ideia de que conveniência deixou de ser apenas um atributo operacional e passou a ter papel estratégico na rentabilidade. “Conveniência, nesse modelo, é uma estratégia financeira. Menos fricção gera mais recorrência, e mais recorrência aumenta o lifetime value do shopper”, analisa. Sortimento enxuto e marca como redutora de risco Um dos principais diferenciais do Market Daily está na curadoria rigorosa do sortimento. Cada item disponível precisa justificar sua presença na loja, o que reduz capital imobilizado, minimiza perdas e facilita a decisão de compra do consumidor. “A marca Whole Foods funciona como um ativo de redução de risco. O shopper confia que qualquer escolha ali será boa, o que permite um sortimento cirúrgico e altamente eficiente”, explica Fátima. Fresh food como motor de tráfego e margem O modelo reforça o papel estratégico dos alimentos frescos e prontos para consumo, como refeições ready-to-eat, snacks saudáveis e bebidas funcionais. Essas categorias são tratadas como motores de tráfego, frequência e margem. “Fresh food, quando bem gerido, deixa de ser custo e passa a ser alavanca de resultado. Ele sustenta tanto o giro quanto a rentabilidade”, afirma a consultora. Layout funcional e comunicação não promocional A arquitetura das lojas prioriza eficiência operacional. O layout é desenhado para facilitar o fluxo, agilizar a reposição e reduzir custos, enquanto a comunicação no ponto de venda tem caráter funcional, não promocional. Predominam sinalizações de orientação, organização por uso e clareza de categorias, com pouco apelo visual chamativo. “A loja não tenta convencer o consumidor com promoção o tempo todo. Ela orienta. Isso fortalece o hábito e a recorrência”, observa Fátima Merlin. Sustentabilidade integrada à operação Outro aspecto central do Market Daily é a integração da sustentabilidade ao modelo de negócio, com cadeias mais curtas, redução de desperdício e uso consciente de embalagens, sempre conectados à eficiência econômica. “Aqui, sustentabilidade não é discurso. Ela está integrada à operação e contribui diretamente para eficiência e redução de perdas”, destaca. Gerenciamento por Categoria como base do modelo O formato também evidencia o papel do Gerenciamento por Categoria (GC) como estrutura de rentabilidade. O papel da loja é claramente definido como abastecimento diário premium, com categorias organizadas por missão de compra, preços sustentados por valor percebido e baixa dependência de promoções. “O GC deixa de ser apenas operacional e passa a ser uma arquitetura de rentabilidade. Tudo é pensado para gerar giro, margem e hábito”, resume Fátima Merlin. Tendência para grandes centros urbanos O lançamento do Whole Foods Market Daily reforça uma tendência crescente no varejo supermercadista global: lojas menores, mais especializadas, com foco em recorrência, frescor e eficiência, especialmente em grandes centros urbanos. “Esse modelo aponta para um futuro em que menos espaço pode significar mais resultado, desde que haja clareza estratégica”, conclui Fátima.
10/01/2026
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