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Atualidades
Trabalho aos domingos e feriados passa a exigir acordo coletivo a partir de março de 2026
A partir de 1º de março de 2026, o trabalho aos domingos e feriados no varejo supermercadista deixará de ser automaticamente autorizado, marcando não apenas uma orientação administrativa, mas uma mudança de regime jurídico operacional. A alteração decorre da Portaria MTE nº 3.665/2023, prorrogada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que passa a exigir, de forma obrigatória, previsão expressa em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho firmados com o sindicato da categoria. A Portaria MTE nº 3.665/2023 altera a interpretação até então aplicada ao art. 6º-A da Lei nº 10.101/2000, que vinha permitindo o funcionamento do comércio nesses dias sem exigência de negociação coletiva específica, passando a condicionar a autorização ao instrumento normativo firmado com o sindicato laboral. A nova regra impacta diretamente o setor, que tradicionalmente opera com escalas nesses dias, reforçando a centralidade da negociação sindical nas relações de trabalho. Segundo a advogada da ASSERJ e especialista em direito tributário aplicado ao varejo supermercadista, Dra. Ana Paula Rosa, a portaria representa uma transformação estrutural na forma como o tema é tratado. “A nova disciplina rompe com a autorização automática para o trabalho aos domingos e feriados no comércio e transfere ao instrumento coletivo o papel de ‘chave de acesso’ à escala, elevando a relevância da negociação sindical e impondo às empresas um dever imediato de adequação contratual e de compliance trabalhista, sob pena de passivos e autuações”, explica. Apesar da exigência de negociação coletiva, permanecem inalterados os direitos já consolidados dos trabalhadores, como a folga compensatória ou o pagamento em dobro pelo trabalho realizado nesses dias. Além disso, quando não houver respaldo em acordo ou convenção coletiva, o empregado poderá recusar o labor sem prejuízo. Outro ponto de atenção para as empresas é a necessidade de observar legislações municipais, que podem estabelecer regras específicas sobre o funcionamento do comércio aos domingos e feriados, incluindo horários e autorizações locais. A portaria, contudo, incide sobre comércio e serviços em geral, com ênfase no varejo, não se aplicando a setores como saúde, serviços essenciais — a exemplo de vigilância e transporte coletivo —, indústria e segurança, que seguem regramentos próprios. Diante do novo cenário, Dra. Ana Paula Rosa alerta que planejamento jurídico e antecipação das negociações sindicais serão fundamentais para evitar riscos trabalhistas e garantir a continuidade das operações no varejo supermercadista a partir de 2026.
09/01/2026
Economia
Varejo supermercadista fluminense encerra 2025 com deflação! ASSERJ explica cenário
O ano de 2025 foi de redução geral nos preços nas gôndolas dos supermercados no Rio de Janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 9 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No balanço do ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, subiu 0,33% em dezembro e encerrou 2025 em 4,26%, dentro do intervalo de tolerância do Banco Central e com a menor taxa anual desde 2018. Além disso, é a primeira vez, desde 2019, que o índice encerra um período de 12 meses dentro da meta do BC. O resultado apontado em dezembro ficou abaixo do projetado pelo mercado, que esperava uma elevação de 0,4%. André Braz, economista e pesquisador do FGV IBRE aponta uma combinação de fatores para explicar a perda de força da inflação em 2025. Um dos principais fatores foi o choque de juros promovido pelo Banco Central, que iniciou um ciclo de aperto monetário em setembro de 2024. Outro fator relevante foi a queda do dólar ao longo de 2025 e a valorização do real, que contribuiu para reduzir os cursos de bens industriais e alimentos, com impacto diretor sobre o IPCA. “O troféu foi para a alimentação”, diz André Braz. “O câmbio ajudou muito, assim como a safra muito robusta.” Já especificamente o varejo supermercadista do estado do Rio de Janeiro registrou subida nos preços no último mês do ano, com alta de 0,74%. No saldo de 2025, porém, o setor teve uma deflação de 0,04%. Alimentação tem terceira menor alta do ano. Supermercados do Rio têm baixa de preços Segundo o IBGE, oito dos nove grupos pesquisados apresentaram variação positiva em 2025. Os principais responsáveis por pressionar a inflação foram os setores de Habitação (+6,79%), Educação (+6,22%), Despesas pessoais (+5,87%), Saúde e Cuidados Pessoais (+5,59%), Vestuário (+4,99%), Transporte (3,07%) e Comunicação (+0,77%). O único a apontar deflação foi Artigos de Residência (-0,28%). Alimentação no Domicílio, que concentra os alimentos e bebidas vendidos no varejo supermercadista, apontou alta anual de 2,95%. Considerando somente no cenário do estado do Rio de Janeiro, o índice de inflação de Alimentação no Domicílio subiu 0,74% em dezembro. Mesmo com a elevação, o resultado geral de 2025 fechou em 0,04%. No balanço do ano passado, o estado do Rio teve a quinta maior deflação entre os entes federativos e a maior do Sudeste, no setor de Alimentação no Domicílio (-0,04%), muito inferior à média nacional (+1,43%). Dos alimentos e bebidas vendidos nos supermercados do Rio, as quedas de destaque para 2025 ficam por conta de: feijão preto (-31,33%); arroz (-27,28%); alho (-25,66%); azeite (-23,15%); leite longa vida (-11,53%); batata inglesa (-8,46%); e açúcar (-4,92%). Já entre as altas, as principais foram: café (+35,05%); chocolate (+27,4%); presunto (+11,14%); cerveja (+6,06%); mortadela (+4,65%); patinho (+3,97%); e ovo (+3,08%). Resultado apresenta oportunidades para o varejo supermercadista fluminense A deflação registrada nas categorias de maior importância para o varejo supermercadista fluminense apresenta a sequência de uma janela de oportunidade que se consolidou no cenário do estado do Rio ao longo de 2025. Produtos mais baratos nas gôndolas significam alívio no orçamento dos consumidores e maiores possibilidades de atração. Baixa de preços também pode significar a chance de renegociação com fornecedores. Mas atenção, aproveitar oportunidades exige acompanhamento, análise e boa gestão, antecipando fatores futuros que possam reverter a maré de baixa ou afetar de forma específicas certas categorias. Expectativas para 2026 André Braz acredita que os preços de serviços e outros componentes da inflação devem avançar menos neste ano, ainda sob efeito do aperto monetário. Esse comportamento pode resultar em um IPCA mais baixo em 2026, em torno de 3,9% a 4%
09/01/2026
Economia
Acordo UE-Mercosul avança: quais os impactos para o varejo supermercadista?
A aprovação do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul representa um dos movimentos mais relevantes da política comercial brasileira nos últimos anos. Fruto de décadas de negociação, o tratado prevê a eliminação gradual de tarifas sobre a maior parte das exportações brasileiras para o bloco europeu, com cronogramas específicos por setor. O acordo prevê aos europeus exportar, entre outras coisas, carros, máquinas e bebidas alcoólicas para o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em contrapartida, os países da Europa facilitariam a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos. Para Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados e especialista em Comércio Internacional e Direito Econômico, o acordo tem importância que vai além do comércio. "Em um cenário de tensões geopolíticas, a celebração de um acordo multilateral desse porte reforça o papel do diálogo econômico entre blocos", afirma. Além da redução de tarifas, o tratado amplia o acesso de empresas brasileiras às compras governamentais europeias e moderniza regras de origem, trazendo maior previsibilidade e facilitando as operações internacionais. No varejo supermercadista, o impacto segundo o especialista deve ser sentido principalmente na redução de custos de importação. "Produtos vindos da União Europeia podem se tornar mais acessíveis, beneficiando consumidores. Por outro lado, a maior facilidade de exportação para a Europa pode reduzir a disponibilidade de alguns produtos no mercado interno, o que também pode refletir nos preços praticados localmente", explica Ricardo Inglez de Souza. Entre os itens que devem ficar mais baratos ao consumidor brasileiro estão azeite de oliva, chocolates, queijos e vinhos, hoje sujeitos a tarifas elevadas. "Com a redução ou eliminação dessas tarifas, os produtos europeus tendem a entrar no Brasil com custos de importação mais baixos, o que pode pressionar os preços finais para baixo. No entanto, esse efeito depende do repasse efetivo da redução tarifária ao consumidor final", ressalta Claudio Felisoni, professor da FIA Business School.
09/01/2026
Atualidades
Alta nos furtos em supermercados ganha destaque na TV e reforça a prevenção de perdas
Os casos de furtos, especialmente no setor de bebidas, em supermercados do Rio de Janeiro têm ganhado destaque recorrente nos noticiários televisivos neste início de ano. Nem mesmo turistas estão fora desse cenário, o que amplia a atenção sobre o tema. Diante desse contexto, o que antes era tratado como uma função essencialmente operacional passou a ocupar um papel estratégico nas decisões de investimento do varejo supermercadista, diretamente ligado à rentabilidade, à eficiência e à sustentabilidade do negócio. Segundo William Lodrão, diretor da Abrappe e gestor de prevenção de perdas e riscos do Supermercado Princesa, em um ambiente de margens cada vez mais pressionadas e maior complexidade operacional, controlar perdas deixou de ser apenas uma questão de segurança para se tornar um fator decisivo de competitividade. Para o especialista, a tecnologia precisa se consolidar como uma aliada fundamental nesse processo, ao transformar dados em inteligência, antecipar riscos e gerar retorno mensurável sobre o investimento. Lodrão ressalta que o contexto atual exige uma revisão profunda das estratégias tradicionais de prevenção de perdas. A ampliação dos canais de venda, a automação de etapas críticas e o maior volume de dados operacionais aumentam a eficiência, mas também expõem vulnerabilidades nos controles e na gestão da informação. “Não é mais possível atuar apenas de forma reativa. A prevenção de perdas precisa ser preditiva, integrada e orientada por dados, antecipando falhas e corrigindo ineficiências antes que se transformem em prejuízo financeiro”, reforça Lodrão. Diante desse cenário, o especialista frisa que investir em tecnologia deixa de ser apenas uma iniciativa de controle e passa a ser um movimento essencial para garantir eficiência operacional, rentabilidade e sustentabilidade no longo prazo. Especialmente na frente de caixa — um dos pontos mais sensíveis às perdas — as soluções tecnológicas assumem um papel decisivo na padronização de processos, na redução de erros e na melhoria consistente dos resultados.
09/01/2026
Por dentro da asserj
ASSERJ na NRF 2026: cobertura diretamente de NY
A ASSERJ marca presença de forma relevante na NRF Show 2026, maior evento de varejo do mundo, que acontece entre os dias 11 e 13 de janeiro, no Javits Center, em Nova York. O presidente da associação, Fábio Queiróz, estará presente no evento, que promete três dias de intensa imersão nos principais temas que vêm moldando o presente e o futuro do setor. E, claro, vamos compartilhar TUDO por aqui! Nesta edição da feira, a inteligência artificial ocupa o centro das discussões, com destaque para a IA agêntica, a automação de processos, o ganho de eficiência operacional nas lojas e o uso cada vez mais estratégico dos dados. Paralelamente, o evento reforça o novo papel da loja física, reposicionada como “loja palco”, focada em hiperexperiência, conexão emocional e engajamento do consumidor. “A NRF mostra, na prática, como tecnologia, dados e experiência do consumidor são, cada vez mais, decisões estratégicas. Para o varejo supermercadista fluminense, acompanhar esse movimento é fundamental para ganhar eficiência, fortalecer a relação com o cliente e se preparar para um mercado cada vez mais competitivo e conectado”, afirma Fábio Queiróz. Inteligência artificial no centro das discussões A inteligência artificial ocupa o centro das discussões e se consolida como a grande protagonista da NRF 2026, com espaço dedicado na programação do evento. A tecnologia, que já faz parte do dia a dia do varejo supermercadista, impacta diretamente a eficiência operacional, a experiência do consumidor e, sobretudo, o faturamento das empresas. Com trilhas específicas e painéis dedicados ao tema, um dos encontros mais aguardados traz Sundar Pichai e John Furner de volta ao palco para um bate-papo mais informal sobre como a inteligência artificial vem acelerando decisões estratégicas no Google e no Walmart, deixando de ser apenas experimental para gerar resultados concretos, além de transformar múltiplos setores da economia. Já Fran Horowitz, CEO da Abercrombie & Fitch Co. e vencedora do Visionary Award da NRF 2026, compartilha os bastidores da transformação da companhia, que acumula 11 trimestres consecutivos de crescimento, impulsionada pelo foco no cliente, empoderamento das equipes e alta capacidade de adaptação, em um cenário cada vez mais orientado por dados e tecnologia. “A inteligência artificial entra em uma nova fase no varejo, em que deixa de apenas sugerir caminhos e passa a executar decisões. A IA agêntica ganha espaço ao automatizar processos como reposição de estoques, precificação e gestão de demanda, atuando diretamente sobre margens, redução de perdas e aumento de faturamento, trazendo mais eficiência e assertividade para a operação supermercadista”, completa Fábio Queiróz. Grandes nomes no palco Convenção das Américas Reconhecida por sua curadoria de alto nível, a NRF 2026 reúne executivos e líderes globais de diferentes setores. Entre os destaques estão Sundar Pichai, CEO do Google, e John Furner, CEO do Walmart EUA, que abrem o evento discutindo o impacto prático da inteligência artificial na eficiência operacional e na experiência do consumidor. Ryan Reynolds também integra a agenda, compartilhando aprendizados sobre construção de marcas autênticas a partir de seus negócios. A abertura oficial será conduzida por Bob Eddy, presidente do Conselho da NRF e CEO da BJ’s Wholesale Club, e Ed Stack, CEO da Dick’s Sporting Goods, em um painel sobre liderança, varejo experiencial, tecnologia e engajamento comunitário. A programação conta ainda com executivos de marcas globais como Saks Global, Ulta Beauty, Taco Bell, The North Face, Shopify e Michael Rubin, CEO da Fanatics, que abordará estratégias centradas no fã como motor de crescimento.
08/01/2026
Comportamento & tendência
O novo consumidor e o impacto direto nas decisões do varejo supermercadista
O comportamento do consumidor vive uma transformação silenciosa, porém profunda. Após anos marcados por instabilidade econômica, excesso de estímulos digitais e mudanças no padrão de renda, o processo de compra passou a ser mais racional, seletivo e intencional. Em 2026, preço segue relevante, mas já não atua sozinho. Confiança, conveniência e alinhamento de valores se consolidam como fatores decisivos, redesenhando estratégias no varejo supermercadista. Para quem empreende no setor, especialmente pequenos e médios supermercadistas, compreender essas mudanças deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para manter competitividade, fidelizar clientes e sustentar margens em um cenário cada vez mais pressionado. Segundo André Miceli, coordenador do MBA de Marketing e Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV), o consumidor está mais atento e menos impulsivo. “O que observamos é um consumidor que aprendeu a filtrar estímulos. Ele não reage mais apenas a promoções agressivas, mas à percepção de valor, coerência e confiança que a marca transmite ao longo de toda a jornada”, analisa. Consumo intencional transforma confiança em ativo estratégico Dados do relatório Consumer Outlook 2026, da NielsenIQ, indicam que o consumo impulsivo está em queda e que a cautela passou a ser um comportamento permanente. Cada decisão de compra é avaliada com base em utilidade real, transparência e clareza de comunicação. No varejo supermercadista, isso se traduz em maior atenção à origem dos produtos, práticas sustentáveis, consistência de preços e qualidade no atendimento, tanto no ambiente físico quanto nos canais digitais. Para Miceli, a confiança deixa de ser um discurso institucional e passa a ser construída no detalhe operacional. “A confiança não nasce de campanhas, mas da repetição de boas experiências. Quando o consumidor encontra o mesmo padrão de preço, atendimento e informação em todos os canais, ele reduz a fricção da escolha e aumenta a fidelidade”, destaca. Simplicidade se consolida como o novo premium O excesso de opções, ofertas e canais gerou um consumidor sobrecarregado. Em resposta, a simplicidade se transforma em um dos principais diferenciais competitivos para 2026. No varejo supermercadista, jornadas mais curtas, comunicação objetiva e processos de compra ágeis passam a ter mais peso do que sortimentos excessivamente amplos ou mensagens complexas. Organizar o mix, destacar produtos estratégicos e facilitar o pagamento não apenas melhoram a experiência, como impactam diretamente a conversão. “Simplicidade hoje é sinônimo de respeito ao tempo do consumidor. Quem consegue reduzir etapas, ruídos e dúvidas ganha preferência, mesmo sem ser o mais barato”, explica Miceli. Produtos com propósito ganham espaço nas gôndolas A decisão de compra passa, cada vez mais, por critérios éticos, ambientais e sociais, mas com foco em benefícios reais e mensuráveis. O consumidor quer entender o que está comprando, de quem está comprando e por que aquele produto faz sentido para sua rotina. Esse movimento favorece o varejo supermercadista que investe em transparência, comunicação clara de rótulos, produtos funcionais e fornecedores locais. Pequenos e médios negócios ganham protagonismo justamente pela proximidade com o consumidor e pela capacidade de contar histórias reais. “Propósito sem entrega virou ruído. O consumidor percebe rapidamente quando o discurso não se sustenta na prática. No varejo, propósito se manifesta em sortimento coerente, menos desperdício e escolhas mais responsáveis”, reforça Miceli. Inteligência artificial torna a personalização acessível A inteligência artificial deixou de ser exclusividade de grandes redes e passa a integrar a rotina de pequenos supermercadistas. Em 2026, a principal aplicação da IA no varejo será a personalização: entender padrões de compra, prever demandas e oferecer comunicações mais relevantes. Ferramentas de automação, chatbots e análise de dados permitem segmentar ofertas, otimizar estoques e melhorar a experiência sem perder o toque humano. “A tecnologia não substitui o relacionamento, ela o potencializa. O uso inteligente de dados permite falar com o cliente certo, no momento certo, com uma proposta mais relevante”, avalia Miceli. Bem-estar e alimentação funcional impulsionam novas oportunidades O cuidado com a saúde física e mental se tornou prioridade e influencia diretamente o carrinho de compras. Cresce a busca por alimentos com rótulos claros, ingredientes naturais, opções prontas mais equilibradas e embalagens sustentáveis. Para o varejo supermercadista, o tema do bem-estar representa uma oportunidade estratégica de posicionamento, seja por meio da curadoria de produtos, da organização das gôndolas ou da produção de conteúdo educativo. “Bem-estar deixou de ser um nicho e passou a ser um valor transversal. O varejo que consegue traduzir isso em escolhas práticas e acessíveis constrói relevância de longo prazo”, conclui Miceli.
08/01/2026
Comportamento & tendência
PwC Brasil: saúde e bem-estar impulsionam o varejo supermercadista em 2026
Após um 2025 marcado por cautela, o varejo brasileiro deve encontrar novas oportunidades de crescimento em 2026, impulsionado por grandes eventos, avanços tecnológicos e pela busca por maior eficiência operacional. A avaliação é de Luciana Medeiros, sócia da PwC Brasil e líder da área de Varejo e Consumo, em entrevista ao Brazil Economy. Segundo a executiva, o último ano foi desafiador para o setor, principalmente em razão dos juros elevados, da inflação resistente e de um consumidor mais seletivo. “O varejo brasileiro operou em 2025 dentro de um cenário de otimismo cauteloso. O consumidor esteve mais atento ao orçamento, o que exigiu das empresas uma gestão ainda mais disciplinada e estratégica”, afirmou. Entre os segmentos que mais se destacaram, Luciana apontou saúde e bem-estar, impulsionados pela cultura wellness e por inovações como os medicamentos para emagrecimento. “Saúde e bem-estar seguem como vetores importantes de crescimento, com impactos diretos no varejo supermercadista, no setor farmacêutico e na indústria de produtos embalados”, explicou. Outro ponto de atenção destacado pela executiva é a escassez de mão de obra qualificada, que passou a figurar como um dos principais desafios do setor. “Mesmo com os ganhos de eficiência proporcionados pela tecnologia, o capital humano segue sendo essencial. Em nossa pesquisa global com CEOs, a falta de mão de obra apareceu pela primeira vez como o principal obstáculo ao crescimento do setor de consumo no Brasil”, ressaltou ao Brazil Economy. Para 2026, a expectativa é de um ambiente ainda complexo, mas com espaço para avanços. “O varejo terá novas avenidas de crescimento em 2026, especialmente para empresas que conseguirem equilibrar expansão, rentabilidade, inovação e eficiência operacional. Será um ano de desafios, com a reforma tributária, tensões globais, eleições e grandes eventos, como a Copa do Mundo, que tradicionalmente movimentam o consumo”, disse. Segundo Luciana, além da expansão física tradicional, os executivos devem olhar para novos horizontes, como retail media, monetização de dados, serviços financeiros, soluções B2B e parcerias estratégicas. No campo operacional, temas como inteligência artificial, automação, otimização de capital e disciplina de custos devem ganhar ainda mais relevância nas agendas corporativas. A executiva também destacou que, apesar do avanço do digital e dos marketplaces, a loja física continua central no varejo brasileiro. “A loja física não perde importância. Ela se transforma em um novo centro de gravidade do varejo, assumindo funções logísticas, sensoriais e de relacionamento, integradas a uma jornada verdadeiramente omnichannel”, afirmou. Por fim, Luciana Medeiros ressaltou o papel crescente da inteligência artificial no setor. “A IA tende a deixar de ser um diferencial competitivo para se tornar parte do cotidiano do varejo. Já observamos ganhos claros em gestão de estoques, prevenção de perdas e personalização da jornada de compra. Mais da metade dos brasileiros demonstra familiaridade com a IA generativa no planejamento de compras, o que impacta diretamente o comportamento do consumidor”, concluiu.
08/01/2026
Atualidades
Anvisa determina recolhimento de lote de molho de tomate após identificação de vidro
*Atualizado às 14h40 Posicionamento da empresa A ASSERJ entrou em contato com a Mastromauro Granoro, que, nesta quinta-feira, dia 9 de janeiro, teve o lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, recolhido a pedido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após a identificação de pedaços de vidro no produto. A empresa informou que realizou o recolhimento preventivo de um lote da Passata de Tomate Di Puglia Granoro Dedicato, em embalagens de 500 gramas, lote HP1LM283, após a suspeita de possível presença de fragmentos de vidro. Segundo a empresa, a ocorrência ainda está em fase de verificação pelas autoridades sanitárias italianas, que já foram notificadas. “O produto envolvido corresponde ao lote HP1LM283, com prazo mínimo de validade até 31 de dezembro de 2026. No Brasil, de acordo com a fabricante, apenas pequenas quantidades desse lote foram comercializadas, e o distribuidor local já foi informado e iniciou o recolhimento do item do mercado, seguindo os protocolos de segurança e controle”, informou a empresa em comunicado. Saiba mais sobre o caso A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, por meio de resolução, o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após a identificação de pedaços de vidro no produto. A medida integra um conjunto de ações sanitárias que incluem a suspensão da comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do lote afetado. De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após um alerta emitido pelo RASFF (Sistema Europeu de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que apontou risco grave à segurança alimentar no produto importado para o Brasil. A agência destaca que a determinação se restringe exclusivamente ao lote LM283. A ASSERJ orienta que todos os estabelecimentos tomem as providências cabíveis, realizando a imediata retirada do produto das gôndolas, a verificação de estoques, a segregação do lote envolvido e o correto registro do produto, cumprindo integralmente os protocolos de recolhimento, a fim de garantir a segurança dos consumidores e a conformidade com as normas sanitárias vigentes. “O sistema europeu RASFF é essencial para a rápida identificação e comunicação de riscos graves à segurança de alimentos exportados da Europa para outros países. Sua atuação protege a saúde pública, evita a disseminação de produtos inseguros e reforça o controle sanitário no comércio internacional. No Brasil, segue a orientação para o recolhimento dos lotes afetados pelos estabelecimentos, a fim de evitar sanções por órgãos reguladores”, explica o consultor técnico de Segurança Alimentar da ASSERJ, Flávio Graça. Vamos, juntos, garantir a segurança dos nossos consumidores.
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