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Cesta básica em queda no Rio: quinta deflação seguida aumenta oportunidade para o setor supermercadista. ASSERJ analisa
Pelo quinto mês consecutivo, o valor da cesta básica caiu no Rio de Janeiro. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em setembro, a retração nos preços ficou em 0,26% na cidade, na comparação com agosto. A baixa representa a sequência da onda de alívio para o orçamento das famílias cariocas. No nono mês do ano, oito dos 13 produtos que compõem a cesta tiveram redução nos preços médios. Registraram queda: batata (-11,75%); tomate (-8,73%); café em pó (-2,92%); feijão preto (-2,26%); arroz agulhinha (-1,69%); manteiga (-1,52%); açúcar refinado (-0,66%); e leite integral (-0,41%). Por outro lado subiram: banana (6,52%); óleo de soja (6,11%); farinha de trigo (1,59%); pão francês (1,24%); e carne bovina de primeira (1,04%). No cômputo geral, a queda de preços da cesta básica em setembro foi uma das mais tímidas da sequência de cinco meses consecutivos de deflação no Rio, o que pode indicar uma estabilização da tendência. Para efeito de comparação, as retrações registradas anteriormente foram: maio (-0,20%), junho (-0,56%), julho (-2,33%) e agosto (-2,7%). Mesmo com uma baixa menor, o resultado de setembro segue apresentando um alívio para o bolso da população carioca, que gasta a maior parcela de seus rendimentos com a compra de alimentos e bebidas nos supermercados. O presidente da ASSERJ, Fábio Queiróz, destaca: "Essa sequência de cinco meses de deflação na cesta básica é uma boa notícia para o consumidor e também uma oportunidade para o setor supermercadista. Com a capacidade de aquisição um pouco mais equilibrada, as famílias voltam a planejar melhor suas compras e ampliam o consumo de itens que haviam diminuído ou até mesmo deixado de lado. É um momento de reafirmar o papel dos supermercados como parceiros do consumidor, garantindo acesso a produtos de qualidade, variedade e preço justo. Para nós, da ASSERJ, acompanhar e entender esse cenário é fundamental para orientar os nossos associados e manter o varejo ainda mais conectado às necessidades da população". Sequência de quedas: cenário de oportunidades para os supermercadistas, mas alerta aceso Em nível nacional, 22 das 27 capitais brasileiras registraram deflação na cesta básica em setembro. O aparente pé no freio deflacionário, porém, liga um sinal de alerta para o varejo supermercadista. "Esse cenário abre uma janela de oportunidades para o varejo. A redução de preços em produtos essenciais, como arroz, feijão e batata, cria um ambiente propício para fortalecer o relacionamento com o consumidor. O supermercadista pode investir em ações de comunicação mais próximas, reforçar ofertas, promover a cesta básica como símbolo de economia e, principalmente, gerar valor agregado com experiências de compra mais inteligentes e estratégicas", reforça o presidente da ASSERJ. Fábio Queiróz, porém, ressalta: "O arrefecimento da deflação pode mostrar um caminhando para um ponto de equilíbrio nos preços. Depois de meses de queda mais acentuada, a leve desaceleração aponta que o mercado começa a se ajustar. Para o setor supermercadista, é um momento de cautela e planejamento para entender como essa estabilidade pode influenciar o comportamento do consumidor e ajustar estratégias para manter competitividade e atratividade nas lojas, negociando com indústrias e demais parceiros".
08/10/2025
Como o ovo saiu da base das gôndolas para virar uma categoria?
Toda segunda sexta-feira do mês de outubro é celebrado o Dia Mundial do Ovo. Uma data que simboliza muito para um produto com uma evolução extremamente singular. Por muito tempo, o ovo foi um item discreto, reservado às partes inferiores das gôndolas do varejo supermercadista. Prático, nutritivo, mas escondido, raramente lembrado como ator principal, no máximo, um coadjuvante com algumas falas no roteiro. Porém, algo aconteceu. O produto, antes tímido, ganhou status de estrela, em um processo de transformação cultural no modo como os brasileiros se alimentam. O ovo passou a ocupar um espaço central na mesa, pela sua versatilidade, pelo preço acessível, pelo estilo de vida ou pela percepção de valor. Fato é que o produto cresceu de tal forma que se tornou uma categoria estratégica e valorizada nos supermercados. Saiu da parte de baixo das gôndolas para se tornar uma categoria estratégica e valorizada nos supermercados, com espaço exclusivo, embalagens premium e consumidores fiéis. Então, para entendermos com detalhes o passado, presente e futuro do ovo, além de apontar as principais oportunidades para o nosso setor, batemos um papo exclusivo com um dos nomes que mais entende do produto no Brasil, Leandro Pinto, fundador e presidente do conselho Mantiqueira Brasil. “A evolução do ovo no varejo brasileiro é resultado direto de uma mudança de mentalidade do consumidor: de vilão a um produto saudável e nutritivo, e a Mantiqueira Brasil teve papel central nesse movimento de descomoditização e valorização do ovo para a saúde”, afirma Leandro Pinto. Segundo o executivo, a transformação aconteceu por meio de três frentes estratégicas: 1. Qualidade consistente: com padronização, rastreabilidade e automação completa, garantindo um produto uniforme, seguro e de alto padrão, do campo à classificação; 2. Inovação de portfólio e diferenciação: a Mantiqueira foi pioneira em transformar o ovo em marca, com propósito e identidade. O portfólio atual atende a vários públicos e necessidades: - Ovos Mantiqueira, marca líder e Top of Mind no Brasil; - Happy Eggs, referência em bem-estar animal com ovos de galinhas livres; - Fazenda da Toca, especializada em ovos orgânicos. 3. Construção de categoria no PDV: o ovo passou a ser tratado não como uma commodity, mas como um alimento nobre que merece visibilidade, comunicação e curadoria no ponto de venda, com planogramas, materiais de apoio e exposição inteligente, além de informações educativas. O fundador da empresa prossegue: “Com isso, redefinimos o modo como o consumidor enxerga o ovo: não mais um item básico, mas um alimento nutritivo, versátil e com qualidade”. “A comunicação da Mantiqueira sempre destacou o papel do ovo como fonte natural de proteína, vitaminas e minerais, reforçando sua contribuição para uma alimentação equilibrada e acessível. O discurso de saúde e bem-estar passou a ser central na relação com o consumidor. Gradualmente, deixamos de ‘vender caixas’ e passamos a oferecer experiências de compra bem definidas, fortalecendo a percepção de valor”, destaca Leandro Pinto. Ele finaliza: “Hoje, o ovo é uma categoria estratégica dentro do varejo, e a Mantiqueira orgulha-se de ter liderado o processo de reposicionamento do produto no Brasil, mostrando que inovação, marca e propósito podem transformar completamente a forma como o consumidor escolhe e consome proteína”. Crescimento comprovado em números O desenvolvimento do ovo enquanto categoria não é uma constatação apenas nos corredores do varejo supermercadista. Ele é comprovado por dados. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), neste ano, a produção nacional de ovos deve chegar a 62 bilhões de unidades, uma alta de 7,5% em volume na comparação om 2024. Já para 2026, a projeção é de 65 bilhões, uma nova alta de 4,8%. Quando abrimos o leque para um intervalo de tempo maior, essa evolução se torna ainda mais impressionante. Entre 2000 e 2024, a produção brasileira saltou impressionantes 189%. Somente no ano passado, o país produziu o equivalente a mais de 1.800 ovos por segundo, ainda de acordo com informações da ABPA. Os números consolidaram o Brasil como o 5º maior produtor mundial do item. Essa elevação de produção é acompanhada por uma crescente evolução da demanda interna, que consome 99,14% do total gerado. Em 2024, o consumo per capita chegou a 269 unidades por habitantes. As projeções da ABPA apontam uma subida de 7,1% para este ano, com 288 unidades por pessoa, e de 6,3% para 2026, alcançando 306 ovos consumidor por um brasileiro em um ano. “O forte do consumo posicionará o Brasil ao final de 2025, pela primeira vez, entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos do planeta. A projeção de forte expansão do consumo deve seguir em 2026, ampliando a presença da proteína como base de segurança alimentar do país”, frisa Ricardo Santin, presidente da ABPA. Além do fortalecimento do mercado interno, o Brasil também vem expandindo fronteiras no cenário internacional. Impulsionadas pela qualidade sanitária, pelo avanço tecnológico nas granjas e pela profissionalização da cadeia produtiva, as exportações de ovos e ovoprodutos nacionais para mercados exigentes e diversificados também têm crescido de forma consistente. Ou seja, o ovo não virou uma estrela apenas no varejo supermercadista. Antes subestimado, ele hoje também representa um pilar estratégico de expansão e faturamento do agronegócio nacional. “Monitoramos (o crescimento) por meio de painéis de varejo, análise de sell-out, dados internos de NPS e métricas de campanhas. Internamente, marcos que destacamos: automação total nas unidades produtivas, expansão das unidades Lorena/SP, Formosa/GO e São João do Itaperiu/SC para atender a alta demanda de Happy Eggs, ações consistentes de marketing e comunicação para gerar cada vez mais conexão com os consumidores e a evolução de canais diretos ao consumidor, nosso clube de assinaturas Mantiqueira em Casa”, explica Leandro Pinto. A Mantiqueira Brasil, inclusive, contribui para a profissionalização da categoria unindo processo, marca e experiência integrada, transformando o modo como o ovo é produzido, apresentado e percebido pelos consumidores. Processo: automação total, rastreabilidade e controle rigoroso de qualidade e consistência, garantindo segurança de alimentos e padronização em todas as etapas do campo ao centro de distribuição; Marca: propósito, comunicação clara e embalagens informativas, que educam o consumidor e reforçam valores como bem-estar animal e sustentabilidade; Experiência: investimentos em posicionamento visual estratégico no ponto de venda, storytelling simples e campanhas que aproximam o ovo do dia a dia das pessoas, com dicas de consumo, receitas e conteúdo educativo. “Essa combinação elevou o giro dos SKUs mais bem trabalhados e ampliou a percepção de valor da categoria. Hoje, o consumidor não enxerga mais o ovo apenas como um item básico, mas como um alimento completo, versátil e cheio de significado, resultado direto do trabalho de reposicionamento que a Mantiqueira vem liderando no Brasil e na América do Sul”, ressalta o presidente do conselho da empresa. Mudanças no comportamento do consumidor O crescimento da importância do ovo está, óbvia e intrinsecamente, vinculado às transformações do comportamento do brasileiro. Somado ao foco em uma alimentação mais saudável e balanceada, o consumo de proteína também é cada vez mais direcionado pelo hábito e praticidade. Segundo um estudo da Kantar, 61,7% dos consumidores afirmam ingerir ovos por costume, com a praticidade sendo apontada como fator determinante, um reflexo evidente da aceleração da vida urbana e da busca por refeições rápidas e acessíveis. A evolução do consumidor é extremamente positiva para o setor. Como aponta Leandro Pinto, o cliente mais informado, consciente e exigente, faz escolhas não apenas por preço, mas também por propósito, qualidade e valores, fazendo com que os produtores precisem também se desenvolver. Características do consumidor: 1. Mais exigente e informado: quer saber a origem dos produtos, os processos de produção, o impacto ambiental e as condições de bem-estar animal; 2. Busca por atributos tangíveis: dá preferência a produtos com certificações, práticas sustentáveis e transparência nas informações; 3. Conveniência em destaque: valoriza embalagens práticas, formatos funcionais e modelos de compra recorrente, como clubes de assinatura e entregas diretas; 4. Valorização da nutrição: reconhece o ovo como uma proteína completa, acessível e versátil, fundamental para uma alimentação equilibrada. “No passado, as decisões de compra eram baseadas quase exclusivamente em preço e disponibilidade. Hoje, o consumidor busca valor total, o equilíbrio entre qualidade, propósito, saúde e segurança alimentar. Esse novo perfil tem impulsionado a profissionalização da categoria e reforçado o papel da Mantiqueira Brasil como líder na oferta de produtos que unem bem-estar animal, tecnologia e sustentabilidade”, enfatiza Leandro Pinto. Além disso, outro ponto também tem forte influência para o desempenho do ovo. De acordo com levantamento do UOL Economia, 35% das famílias passaram a substituir carnes por alternativas mais econômicas. 22% optaram pelo ovo como principal fonte de proteína. Essa substituição reforçou a presença do produto na mesa. Apesar do destaque para as elevações entre as classes D e E, o consumo do ovo não é restrito à uma classe social. Por diversos motivos, como apelo nutricional, diversidade de formatos ou apresentações, o produto tem ampliado penetração em todas as camadas da sociedade brasileira. O fundador da Mantiqueira Brasil pontua: “O ovo é, sem dúvida, a proteína com a melhor relação entre valor nutricional e custo ao consumidor. Reúne densidade nutricional e versatilidade. Ele está presente em todas as classes sociais e em diferentes momentos de consumo. Em cenários de inflação ou de redução do poder de compra, ele ganha ainda mais relevância. O ovo se mantém como uma fonte completa, segura e democrática de proteína, o que o torna essencial na cesta alimentar das famílias brasileiras”. Na forma de consumo, o ovo frito é o líder, com 61% das ocasiões de preparo, mas usos em receitas saudáveis e funcionais tem tido avanço considerável. “Além disso, (o ovo) possui uma multifuncionalidade única: está presente em receitas, refeições rápidas e pratos elaborados, ampliando sua participação nas diferentes ocasiões de consumo e reforçando sua presença diária na mesa do brasileiro. Para o varejo, o ovo é uma âncora de fluxo e fidelização, um produto de alta recompra, que garante ticket médio saudável e recorrente quando bem-posicionado, comunicado e abastecido”, descreve Leandro Pinto. O executivo complementa: “Na visão da Mantiqueira Brasil, o ovo tem papel central na alimentação brasileira e seguirá crescendo como uma das proteínas mais estratégicas do varejo moderno, completa e sustentável. Recentemente, lançamos a linha ‘Ovos Mantiqueira - Naturalmente Proteico’, que destaca de forma clara e educativa a quantidade de proteína presente em cada ovo, reforçando o nosso compromisso em ajudar o consumidor a fazer escolhas conscientes por uma alimentação saudável e de alto valor nutricional”. Outro ponto importante da atenção do consumidor é a preocupação com atributos de sustentabilidade e bem-estar animal, tendência que tem criado oportunidades para a indústria, e também para o varejo supermercadista, que tem a chance de ampliar o sortimento com itens diferenciados e de maior valor agregado. “Esses temas não são apenas parte da nossa estratégia, são fundamentos do modelo de negócio da Mantiqueira Brasil. Acreditamos que produzir alimentos com responsabilidade é o caminho para garantir um futuro mais equilibrado para o mundo”, salienta o presidente do conselho da Mantiqueira Brasil. Leandro Pinto também detalha os pilares trabalhados pela empresa e as formas de integração contínua: Expansão da produção de galinhas livres com marcas como Happy Eggs e Fazenda da Toca, ampliando os sistemas cage-free, garantindo bem-estar animal real e certificável; Processos automatizados que reduzem perdas e desperdícios, otimizando recursos e aumentando a eficiência produtiva; Agricultura regenerativa, com reaproveitamento do esterco das aves como fertilizante orgânico, devolvendo nutrientes ao solo e fortalecendo o ciclo sustentável da produção; Eficiência hídrica e energética com investimentos contínuos em soluções para economia de energia e uso racional da água, com ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes) instaladas nas unidades, garantindo o reuso e o descarte responsável da água utilizada no processo produtivo; Rastreabilidade completa, assegurando transparência em toda a cadeia produtiva, do campo ao ponto de venda, para que o consumidor saiba exatamente de onde vem o alimento que consome; Comunicação aberta e educativa, mostrando, com clareza, como se cuida das aves, a geração de impacto ambiental positivo e como se valoriza os produtores e colaboradores. “Na Mantiqueira, sustentabilidade e bem-estar animal não são tendências, mas compromissos permanentes. Cada ovo que produzimos carrega essa responsabilidade: alimentar bem as pessoas e cuidar do amanhã”, conclui o executivo. Por fim, claro, o preço, se mantém como um diferencial fundamental para o ovo. Em comparação com as demais proteínas, o produto demonstra profunda acessibilidade, mesmo em eventuais períodos de alta, evidenciando seu papel como alternativa viável para diferentes perfis de consumidores. O crescimento da categoria, e consequentemente a descomoditização, não é resultado de um único fator, mas sim da combinação equilibrada de vários elementos citados por Leandro Pinto, tais como: - Saudabilidade e valor nutricional são os principais motivadores de recompra. O ovo é percebido como um alimento completo, natural e de alta qualidade proteica; - Praticidade e conveniência fazem o consumidor incluir o ovo como solução rápida para o dia a dia, presente em todas as refeições; - Preço, que assegura acessibilidade e mantém o produto como uma das melhores relações custo-benefício entre as fontes de proteína; - Bem-estar animal é o grande diferencial de valor, fortalecendo as marcas e fidelizando o público que busca produtos com propósito e responsabilidade socioambiental. “Quando esses quatro pilares caminham juntos (saúde, qualidade, conveniência, preço e propósito) e são comunicados com clareza, a categoria se fortalece, ganha relevância e conquista novos consumidores. É exatamente essa sinergia que a Mantiqueira Brasil tem buscado promover: unir tecnologia, sustentabilidade e bem-estar para entregar um alimento que faz bem às pessoas, aos animais e ao planeta”, sinaliza Leandro Pinto. Como o varejo supermercadista pode aproveitar o potencial do ovo? A importância do varejo supermercadista para a categoria é evidenciada pelo fundador da Mantiqueira Brasil: “Temos fortalecido nossas parcerias estratégicas com os principais varejistas do país, implementando materiais promocionais inovadores, gôndolas exclusivas e ações de visibilidade que aumentam o giro e a rentabilidade da categoria de ovos nos pontos de venda. A Mantiqueira Brasil construiu, ao longo dos anos, marcas que se tornaram sinônimo de qualidade, inovação e confiança, tanto para os clientes quanto para os consumidores. Essas iniciativas reforçam a identificação da marca com o público e promovem crescimento mútuo e sucesso sustentável, por meio de planos de negócio estruturados e desenvolvidos em conjunto com cada parceiro de varejo”. Leandro Pinto ainda manifesta como a atenção ao comportamento do consumidor é determinante para o movimento conjunto de evolução da categoria e do setor supermercadista: “Um exemplo marcante de ação inovadora foi o display especial de Happy Eggs instalado nas principais redes supermercadistas, em posição estratégica de check stand. A iniciativa nasceu de estudos sobre hábitos de consumo e jornada de compra, que mostraram a importância de aproximar o produto do consumidor em pontos de alto fluxo e fácil acesso. Esse formato transformou a relação entre varejistas, consumidores e a categoria de ovos, levando um produto de alto giro e valor agregado para o palco principal do varejo”. Diante de um cenário de crescimento exponencial, e da transformação dos hábitos dos consumidores, o ovo, estrela das gôndolas, apresenta uma gama de oportunidades para o varejo abastecedor, que pode explorar ainda mais seu potencial como uma categoria de alto giro. As estratégias possíveis são inúmeras: Criar espaços temáticos ou ilhas exclusivas para ovos e derivados; Investir em embalagens diferenciadas e comunicação que destaque atributos como saúde, praticidade e bem-estar animal; Ampliar o mix de produtos com ovos orgânicos, caipiras e enriquecidos, aumentando o sortimento com itens diferenciados, de maior valor agregado e maior margem; Promover campanhas educativas e degustações, reforçando os benefícios nutricionais e as diversas formas de preparo; Aproveitar datas sazonais, como o Dia Mundial do Ovo, para impulsionar ações promocionais e de engajamento com o consumidor. “O ponto de venda é um espaço essencial para educar, inspirar e criar conexão com o consumidor. Temos observado excelentes resultados quando combinamos organização, clareza e propósito na comunicação da categoria”, evidencia o presidente do conselho Mantiqueira Brasil. “Quando o PDV ‘fala’ com o cliente, transmitindo informação e experiência de forma organizada e inspiradora, a conversão cresce de maneira consistente. Essa é uma das frentes em que a Mantiqueira Brasil mais investe: transformar a gôndola em um canal de diálogo e educação, onde o ovo é apresentado não apenas como um produto, mas como um alimento completo, moderno e essencial na rotina das pessoas. Vale destacar que, embora o consumo de ovos tenha crescido mais de 50% nos últimos 10 anos, muitos pontos de venda ainda não acompanharam esse movimento. Há uma oportunidade clara para repensar o espaço da categoria, ampliando visibilidade e exposição proporcional ao novo patamar de consumo e o varejo que fizer isso sairá na frente”, alerta Leandro Pinto. O executivo também afirma: “Acreditamos que os varejistas são protagonistas na missão de levar nossos produtos até o consumidor final. Por isso, todas essas ações refletem o compromisso da Mantiqueira Brasil em educar, inspirar e conscientizar o público sobre a importância de escolhas alimentares responsáveis e sustentáveis. Seja na televisão, no rádio ou no ponto de venda, nosso objetivo é consolidar ainda mais a liderança de Happy Eggs, Ovos Mantiqueira e Fazenda da Toca como as marcas que estão à frente do movimento de valorização e profissionalização da categoria de ovos no Brasil”. O produto já representa mais de 1% do faturamento do setor, segundo dados de mercado, mostrando que, quando bem trabalhado, o ovo assume um papel estratégico no varejo supermercadista. “Algumas redes já atingem patamares próximos de 3% do faturamento total, reflexo direto do aumento de consumo e da valorização do produto. O varejo tem percebido esse movimento e, em resposta, ampliado os espaços dedicados à categoria, com maior visibilidade, sortimento e comunicação”, aponta o fundador da Mantiqueira Brasil. Leandro Pinto ressalta: “Na prática, as redes que entendem essa transformação crescem o faturamento com ovos. E sim, há muito espaço para crescer. Hoje, ninguém sai de um nutricionista ou endocrinologista sem ovo na receita. O alimento tornou-se sinônimo de uma dieta equilibrada e saudável. Essa legitimidade nutricional sustenta o crescimento contínuo da categoria. Portanto, quando varejistas e produtores trabalham em conjunto garantindo abastecimento contínuo, prevenindo rupturas e comunicando bem os diferenciais do produto, a participação da categoria pode avançar de forma expressiva, consolidando o ovo como um dos pilares de crescimento sustentável no varejo abastecedor”. Tendências para o futuro Como analisa o presidente do conselho da Mantiqueira Brasil, o futuro da categoria de ovos será definido pela combinação entre inovação, propósito e experiência de consumo. O setor está evoluindo rapidamente e as empresas que conseguirem unir tecnologia, sustentabilidade e conveniência liderarão o próximo ciclo de crescimento. Entre as principais tendências, o executivo destaca: Avanço de linhas especiais: crescimento das linhas de galinhas livres, orgânicas e ovos enriquecidos com ômega e vitaminas reflete o desejo do consumidor por produtos mais saudáveis, éticos e com valor agregado; Sortimento orientado à ocasião de consumo: embalagens mais inteligentes e funcionais, pensadas para diferentes perfis de lares e momentos de uso, além de modelos de compra recorrente e entrega direta ao consumidor; Uso intensivo de dados e inteligência de campo: ferramentas de análise que permitem acompanhar elasticidade da demanda, precificação dinâmica, prevenção de ruptura e desempenho por loja ou região, aumentando a eficiência e o resultado no varejo; Educação contínua do consumidor: ações que reforçam o valor nutricional do ovo, orientam sobre preparo e conservação, e consolidam o alimento como protagonista da cesta de proteínas; ESG mensurável e transparente: indicadores claros de bem-estar animal, agricultura regenerativa, retorno ao solo e eficiência hídrica e energética, mostrando que é possível crescer com responsabilidade; Modelos de assinatura e conexão direta: iniciativas como o Mantiqueira em Casa, já presentes no Rio de Janeiro e em São Paulo, aproximam a marca do consumidor, fortalecendo fidelização e experiência de compra; Expansão de produtos à base de ovo: novas aplicações industriais e funcionais, como biscoitos proteicos, suplementos, bebidas e snacks com clara de ovo, ampliam o alcance da categoria e reposicionam o ovo como ingrediente nobre da alimentação moderna; O futuro pertence às empresas que unirem execução de excelência, propósito em ESG e capacidade de adaptação às novas tendências de consumo, com inovação responsável.
08/10/2025
Indústria em cena
“Zebra”: comportamento de consumo da cerveja zero que o varejo supermercadista deve acompanhar!
O interesse crescente por hábitos saudáveis está transformando o mercado de bebidas e abrindo novas oportunidades para o varejo supermercadista. As versões sem álcool de rótulos tradicionais, como Brahma, Budweiser e Corona, registraram crescimento de 15% no último trimestre — desempenho acima da média do setor, de acordo com a Ambev. O movimento, liderado por gigantes como Ambev e Heineken, confirma que o segmento de cervejas zero deixou de ser um nicho e passou a ocupar um papel estratégico no portfólio das companhias. Para os supermercadistas, acompanhar de perto essa tendência pode representar ganhos de faturamento e fidelização de novos perfis de consumidores. Segundo Gustavo Castro, diretor de Estratégia e Insights da Ambev, “a tendência veio para ficar, e como indústria temos o papel de fomentar e desenvolver esse segmento”. A companhia registrou receita de R$ 3 bilhões entre abril e junho deste ano, e o faturamento anual de 2024 cresceu 12%, atingindo quase R$ 90 bilhões — impulsionado por um portfólio saudável que avançou 20% graças à inovação tecnológica”. Hoje, a Ambev conta com um dos maiores centros de inovação em bebidas do mundo, instalado na UFRJ, e investe em pesquisas que ampliam a qualidade e a diversidade das cervejas sem álcool. “A aceitação é muito maior, porque o sabor está muito mais próximo da versão regular do que há 10 anos. Cada vez mais pessoas estão adotando a ‘zebra’, que é revezar cerveja zero com a regular”, explica Anna Paula, diretora de categoria cervejeira da Ambev. A Heineken também segue a mesma direção. Com 20 marcas em seu portfólio, a companhia vem expandindo as linhas zero, ainda pouco representativas no Brasil, mas com alto potencial de crescimento. “Há espaço para novas ocasiões de consumo e experimentação do consumidor”, afirma Mauro Homem, vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da marca. O consumo de cervejas sem álcool no Brasil segue a tendência global: no primeiro semestre de 2025, cresceu mais de 13%, enquanto as versões tradicionais caíram 4%. De acordo com Thomaz Machado, CEO da Scanntech Brasil, o consumidor de cerveja zero gasta, em média, 1,1% a mais por ticket e leva 3,8% mais unidades por compra — um indicativo de oportunidade para o varejo ampliar margens e diversificar mix de produtos. Segundo o Anuário da Cerveja, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, a produção nacional de bebidas sem álcool cresceu 536,9% em 2024, representando 4,9% de toda a produção brasileira. Mais do que uma moda passageira, a cerveja zero consolida-se como uma categoria de alto potencial — alinhada a valores como bem-estar, moderação e consumo consciente. Para os supermercadistas, o momento é de observar o comportamento do shopper e repensar a exposição e o sortimento nas gôndolas. Ficar atento a essa movimentação é fundamental para aproveitar a frente de crescimento que ela oferece.
08/10/2025
Retail media: principal sistema operacional para a conexão entre marcas e consumidores. Vem saber!
Durante o Groceryshop 2025, realizado em Las Vegas, líderes globais do varejo destacaram o papel estratégico do retail media e as transformações que devem redefinir a relação entre marcas e consumidores nos próximos anos. A vice-presidente executiva de Retailer CX na Mars United Commerce, Michele Roney, abriu o evento com uma análise do cenário atual. Segundo ela, o principal desafio para o avanço das redes de retail media ainda é o baixo investimento fora das gigantes Amazon e Walmart. “No ano passado, a Amazon capturou mais de 76% dos gastos com anúncios em mídia de varejo, enquanto o Walmart ficou com 8%, deixando pouco mais de 15% para o restante do setor de alimentos”, destacou Roney. Mesmo assim, o mercado segue em expansão. Em 2025, 17,5% dos investimentos digitais de varejistas foram destinados à mídia de varejo, e a projeção é que o número chegue a 20,4% até 2029. Para alcançar resultados consistentes, Roney listou sete pilares essenciais: dados de alta qualidade, prontidão organizacional, oferta robusta, ferramentas de ativação eficazes, mensuração sólida, expectativas realistas e geração contínua de demanda. “Os varejistas precisam usar o retail de forma constante e estratégica para impulsionar suas marcas”, completou. Integração e novas plataformas Entre os exemplos de avanços, Christine Foster, vice-presidente sênior de Marketing de Precisão da Kroger, citou a reestruturação da empresa, que unificou insights do consumidor, marketing de fidelidade e retail media sob o guarda-chuva Kroger Precision Marketing. “Estamos realmente focados em transformar dados e insights em ativações eficazes”, afirmou Foster. Já a Ahold Delhaize USA apresentou a Edge, sua nova plataforma de veiculação de anúncios desenvolvida por supermercados para supermercados. A ferramenta integra exibição no local, anúncios de produtos patrocinados e redes digitais em loja. “Acreditamos que há uma forte conexão entre otimizar a prateleira digital e integrá-la ao retail media”, explicou Bobby Watts, vice-presidente sênior de Mídia de Varejo e Merchandising Digital da companhia. A loja como experiência Para Foster, o retail media vai muito além das telas e das campanhas digitais: trata-se de criar experiências de compra personalizadas e significativas. “Trata-se de personalização em escala. Quando ajudamos as marcas a se conectarem com o consumidor de forma relevante, isso se torna uma oportunidade envolvente — e realmente pode ser, se bem feito”, observou. Ela ressaltou ainda a importância de evocar emoções no ambiente físico, tornando a experiência memorável. “Quando fazemos isso, é poderoso — não apenas para a marca, mas também para o cliente.” Watts reforçou essa visão, descrevendo a tendência como marketing individualizado. Segundo ele, os varejistas têm dados ricos sobre frequência e hábitos de compra, o que permite ações de comunicação altamente personalizadas. “Estamos testando uma tecnologia que cria até 5.000 versões de ativos criativos para entregar conteúdo sob medida, conduzindo o consumidor ao longo da jornada”, disse. O futuro do engajamento no varejo Outro ponto abordado foi a capacidade do retail media de detectar mudanças de comportamento quase em tempo real, o que permite respostas rápidas a novas preferências de consumo. Abi Subramanian, vice-presidente de Fidelidade do Walgreens Advertising Group, comparou o conceito à própria conversa que o varejista mantém com o consumidor no ponto de venda. “Acredito que a experiência na loja vai realmente unir tudo. Trata-se de ajudar o comprador a se sentir conectado ao entrar na loja e criar algo que gere identificação”, afirmou. O executivo acredita que, em poucos anos, o retail media se tornará o principal sistema operacional para a conexão entre marcas e consumidores. Watts complementou dizendo que essa transformação exigirá uma reorganização estrutural dentro das empresas. “Em três a cinco anos, talvez nem chamemos isso de retail media. Pode ser apenas engajamento do cliente”, concluiu.
08/10/2025
Quem matou Odete Roitman? Não sabemos, mas destacamos uma lição de Vale Tudo para os supermercadistas
Nas redes sociais, roda de amigos e até nos jornais, não se fala em outra coisa. Voltamos à mesma pergunta que mobilizou os brasileiros na novela Vale Tudo, em 1988: quem matou Odete Roitman? Ícone de poder e estratégia, a personagem, agora vivida por Débora Bloch, ultrapassa as telas como referência de executiva bem-sucedida e vilania. Mas deixando de lado as maldades da vilã, vamos focar em um aprendizado importante que essa personagem lendária, e a atual dramaturgia das 21h, pode oferecer ao setor supermercadista. Segundo a Forbes, quase 40 marcas de diversos setores apareceram em inserções dentro e fora da trama, rendendo mais de R$ 200 milhões em ações comerciais para a Globo. O dado reforça o poder da mídia, e a capacidade que boas estratégias de exposição têm de transformar audiência em resultado. Isso também deixa uma pergunta para o varejo supermercadista: como uma loja pode ser uma novela Vale Tudo dentro do setor? O questionamento é exatamente esse. O supermercado é uma emissora em potencial, ou melhor, é um gigante de mídia adormecido (como, aliás, já foi antecipado no Conecta Varejo deste ano, nosso palco no Rio Innovation Week. CLIQUE E LEIA MAIS)! Como converter esse potencial? Os supermercados têm em mãos um dos maiores canais de mídia do Brasil: o retail media. Ao unir dados de CRM, comportamento de compra e pontos de contato com milhões de consumidores diariamente, o setor pode criar um verdadeiro "negócio dentro do negócio", oferecendo às marcas um canal altamente assertivo para se conectar com o público certo, no momento certo. Quem entender esse conceito, e souber explorá-lo, tem uma mina de ouro nas mãos, além da oportunidade de fortalecer o relacionamento entre varejo e indústria. Seminário Super Negócios E se nosso setor tem ouro nas mãos, agora é hora de aprender a lapidá-lo. E para aprofundar o tema "Retail Media", e tantos outros, vem aí o Seminário Super Negócios. Confirmado para o dia 29 de outubro, às 14h, no Riale Brisa Barra Hotel, na Barra da Tijuca, o encontro é voltado para compradores e profissionais de marketing e trade, trazendo uma programação cuidadosamente estruturada para impactar diretamente o dia a dia, com conteúdos práticos e aplicáveis à rotina do setor. Não perca essa oportunidade. Para mais informações, entre em contato com o SAA. E se ainda não ficou claro, lembre que Odete Roitman, uma das vilãs mais adoradas da teledramaturgia brasileira, já mostrou que, no fim das contas, quem entende o poder da estratégia constrói um império.
07/10/2025
Associados em foco
Gamificação, experiência e memória afetiva! Como a Rede Market encanta clientes com ação de aniversário?
Dar ao cliente um minuto para pegar o que quiser nas gôndolas e colocar em seu carrinho. Pelo quinto ano consecutivo, essa é a grande ação da Rede Market para celebrar seu aniversário. Parece relativamente simples, certo? Se você concorda com essa ideia, com certeza está cometendo algum erro no relacionamento com o seu consumidor. A campanha do grupo é muito mais do que meramente uma bonificação de compras. É experiência na essência do negócio. É criação de vínculo e memória afetiva por meio da diversão, do sorriso e, evidentemente, das compras. Gamificar uma ativação não é uma tarefa fácil. Requer planejamento, parceria com a indústria, eficiência operacional e engajamento dos times. E absolutamente nada disso fará sentido se não houver uma estratégia para seduzir o cliente. Esse passo a passo é cumprido com êxito singular pela Rede Market no "Minuto de Compras". Nesta terça-feira, 7 de outubro, o grupo deu início à primeira parte da ativação de seu 39º aniversário. Nove consumidores sorteados ganharam a chance de acelerar seus carrinhos pela unidade do Cais, no Centro de Angra dos Reis (na verdade, 11 clientes foram sorteados, mas 2 são residentes de Paraty e participarão da ação em uma loja da cidade). "Tivemos aqui nove ganhadores de um minuto de compras grátis da campanha que faz parte do aniversário Rede Market. A ação ainda continua e mês que vem teremos mais 11 ganhadores. Uma promoção incrível, que culmina em um dia festivo, hoje, aqui na loja do Cais. Os ganhadores encheram seus carrinhos e garantiram suas premiações", destaca Lucas Almeida, designer da rede e "locutor" da corrida. A largada foi dada! A estrutura da loja é totalmente preparada para receber a ação. Tudo para garantir a melhor experiência (e diversão) possível. Tanto para o cliente que participa, quanto para os que assistem. Primeiro, a forma de realização é explicada para os participantes. Depois, cada consumidor sorteado tem o seu minuto só para si. Ele traça o circuito que pretende fazer em 60 segundos e explica a rota para a equipe de marketing da Rede Market. Feito isso, a "pista" é preparada. Como? Os colaboradores da loja indicam o caminho, todos, incentivando o cliente a correr até o objetivo que ele definiu. Depois da buzina soar e a bandeirada tremular, o cronômetro dispara e o carrinho acelera. O frenesi é geral. Funcionários efusivos, cliente participante elétrico, além daqueles que assistem, se perguntam o que está acontecendo ou torcem para ser o próximo sorteado. Em comum? Todos se divertem. Entre um sorteado e outro, pausa para o pit-stop. Repositores entram em ação, ajeitam as gôndolas e colocam novos produtos no lugar dos que foram pegos. Tudo em questão de poucos minutos. Enquanto isso, o burburinho está criado. Todos na loja comentam o desempenho do piloto do carrinho e fazem suas apostas no próximo, que já aquece os motores para entrar na corrida. É uma gamificação baseada puramente na experiência. E de forma coletiva, já que o impacto nos presentes pode gerar compras na intenção de participar da campanha. Para o vencedor, uma memória extremamente pessoal e íntima com a marca, além de um carrinho cheio. "A sensação é eletrizante. Eu já tenho uma relação de nascença com a Rede Market. Sou nascida e criada em Angra e todas as compras da minha casa são feitas aqui. Eu achei incrível a ação e estou muito feliz com as minhas compras", relata a cansada Amanda, primeira participante da ação. Como funciona o "Minuto de Compras" Para concorrer ao sorteio, os clientes podem, até o fim deste mês, aproveitar ofertas exclusivas em todas as lojas da Rede Market para participar da promoção, que conta com incentivos em pontos na compra de produtos de indústrias parceiras. Outro diferencial das ações deste ano é a valorização de colaboradores. Primeiro, com a divulgação da campanha de Aniversário, que tem como personagens os próprios integrantes da equipe de marketing, trazendo proximidade e autenticidade à comunicação (Ana Alice Venâncio de Oliveira, diretora de marketing; Diogo Augusto, coordenador; Rayane Bastos, analista; Lucas Almeida, designer; e Aline Santana, auxiliar de marketing). Ao final, a ação também contemplará os funcionários do time da Rede Market, que terão sua própria versão do "Minuto de Compras", com sorteios internos em todas as lojas, reforçando o espírito de celebração coletiva e valorização de pessoas. "O aniversário da Rede Market é sempre tratado como uma grande oportunidade para reforçar o compromisso com os clientes, oferecendo preços competitivos, qualidade e promoções diferenciadas. A campanha foi planejada para gerar encantamento e engajamento, com expectativa de crescimento nas vendas em categorias estratégicas e foco no fortalecimento do CRM, que já alcançou a marca de 100 mil clientes cadastrados. A meta agora é ampliar essa base e fidelizar mais clientes durante o período. Outro atrativo são os produtos aceleradores, divulgados semanalmente nas redes sociais e aplicativo 'Rede Market Plus' que garantem números da sorte extras aos clientes", destaca Diogo Augusto, coordenador de marketing da Rede Market. Diogo Augusto reforça: "Estamos muito animados com a campanha deste ano. Nossa expectativa é superar os resultados do último aniversário, ampliando nossa base de clientes cadastrados e fortalecendo o vínculo com quem já faz parte da nossa história. Projetamos um crescimento significativo em categorias estratégicas, mas, acima de tudo, queremos que cada cliente sinta que faz parte dessa celebração junto com a gente". O varejo supermercadista é feito de pessoas e experiência conquista Campanhas como o 39º Aniversário da Rede Market e o "Minuto de Compras", que aliam inovação, interatividade, experiência no cliente e valorização de colaboradores são essenciais em um setor onde a diferenciação não se dá apenas por preço, mas por valores e experiências tangíveis ao consumidor. Esses movimentos reforçam todos os papéis desempenhados pelo nosso setor, exemplificando a importância do varejo supermercadista para o dia a dia de todos os envolvidos em nosso segmento, além de mostrar que a dedicação na arte de encantar traz mais do que resultados financeiros, traz fidelização, com emoção.
07/10/2025
A Black Friday já começou? Confira fatores essenciais para engajar o consumidor
A Black Friday é um dos momentos mais aguardados do calendário do varejo supermercadista e, evidentemente, também do consumidor. E a edição deste ano promete movimentar com intensidade e inovação o período promocional, tanto em unidades físicas, quanto no e-commerce. Mais do que uma data de grandes descontos, o evento se consolidou como uma temporada estratégica de consumo, o que desafia marcas e empresas a unirem planejamento, tecnologia e criatividade para engajar um cliente extremamente seletivo em um ambiente altamente competitivo. Segundo a Neotrust Confi, o e-commerce brasileiro faturou R$ 9,3 bilhões durante a Black Friday de 2024, e a expectativa é que este ano seja de novo crescimento. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que o faturamento da data deve alcançar R$ 13,34 bilhões em 2025, uma estimativa de crescimento de quase 15% em comparação ao ano anterior. Além disso, a "Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025", realizada pela LWSA, mostra que 70% dos consumidores já se planejam financeiramente para as promoções e 60 devem gastar acima de R$ 500, sendo que 32% dos clientes deixarão a decisão final de compra para a última hora. O sucesso das vendas, porém, está além dos preços. O diferencial competitivo está em oferecer a melhor experiência do consumidor. Nesse contexto, surge o protagonismo do live marketing. Não basta comunicar preço, é preciso criar memória, experiência e emoção. Quando o público participa, vivencia e se diverte, a marca conquista algo mais valioso que a venda imediata, conquista lealdade e lembrança positiva. De acordo com o estudo "Bússola de Marketing", do Grupo Croma, quase 40% das verbas de comunicação das empresas em 2025 serão direcionadas à ações de live marketing, incluindo eventos, promoções e ativações no ponto de venda. Esse movimento deixa claro que as marcas já repensam as formas de conexão com os clientes, com uma atenção a omnicanalidade, como explica Heloisa Santana, presidente executiva da Associação de Marketing Promocional (AMPRO): "O consumidor espera ativações presenciais, interações digitais e campanhas integradas que gerem boas experiências, capazes de criar lembrança, conexão emocional e impulsionar a recorrência de compras e produtos correlatos após o evento". Black Friday: mais que um dia, uma temporada Levantamento da Gauge e da W3haus mostra que 44% dos consumidores já enxergam a Black Friday como um período que se estende ao longo de todo o mês, o que reforça a necessidade de atenção para campanhas prolongadas e bem estruturadas. O dado também reforça a importância das lojas físicas como espaços de contato, experimentação e marketing sensorial, enquanto o ambiente digital se apresenta como um canhão de alcance, aumentando a capacidade de impactar potenciais consumidores e oferecer novas possibilidades de interação. No ambiente virtual, formatos como o live commerce seguem em ascensão. Segundo a pesquisa, 37% dos consumidores já realizaram compras durante transmissões ao vivo em diversas plataformas, com sorteios, desafios e ofertas em tempo real. "Formatos que misturam entretenimento e oferta imediata criam experiências antes, durante e depois da data oficial, porque permitem que o público participe ativamente, interaja com a marca e se conecte emocionalmente com os produtos", destaca Heloisa Santana. Ainda nesse contexto, o Marketing de Influência também segue como canal determinante. 59% dos consumidores afirmam lembrar de campanhas com influenciadores na Black Friday, e 56% efetuaram compras após serem impactados, de acordo com pesquisa da MField e Opinion Box. A ASSERJ já abordou as oportunidades da Creators Economy para o varejo supermercadista (CLIQUE AQUI E LEIA MAIS). Aliás, o Conecta Varejo deste ano, nosso palco no Rio Innovation Week, trouxe uma apresentação extremamente rica em detalhes sobre como supermercadistas devem se atentar às estratégias de live commerce e a importância de saber utilizar a ferramenta. "Se o cliente é multicanal, o vendedor tem que ser multicanal. No digital, offline, TV, loja, live, tudo se complementa. O importante é falar com o cliente e encantá-lo, agradá-lo, seja qual for o ponto de contato. Ao vivo tem um ser humano do outro lado, sorridente, simpático, alegre, cativante e pegando aquele produto e testando sem nada falso. É tudo verdade. E ele ainda se conecta com o cliente e a audiência sobe. Quando o cliente gosta do vendedor, ele para e vê, seja qual for o produto. E se esse vendedor também souber entreter o cliente falando dos atributos e dos benefícios do produto e fazendo a venda com as técnicas certas, gatilhos, fechamento, CTA, vai vender. Porque é muito mais agradável ver alguém mostrando o produto do meu produto estático na tela do computador", disse o apresentador Ciro Bottini durante a palestra "Passado, presente e futuro do live commerce" (CONFIRA OS DETALHES CLICANDO AQUI). Black Friday: três fases e o caminho do sucesso Para Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs, a Black Friday deixou de ser um evento de um único dia para se tornar um processo de relacionamento contínuo. Ele defende que as marcas que dividem a campanha em três etapas, pré-lançamento, lançamento e pós-lançamento, conquistam melhores resultados e reduzem custos: "Muitas empresas ainda operam em modo confusão geral, deixando para montar campanhas na última hora e dependendo da mídia paga. Esse improviso eleva custos, compromete a experiência de compra e afeta a reputação da marca. O segredo do sucesso está em estruturar bem as três fases: pré-lançamento, lançamento e pós-lançamento". Ou seja, o pré é a atração, o lançamento é conversão e o pós é a fidelização. 1: Pré-lançamento (13 de outubro a 15 de novembro) É a fase mais estratégica. O foco neste momento não é a venda diretamente, mas a ideia de preparar o público. Também é fundamental monitorar a reputação online, estimular conteúdo gerado por usuários e firmar parcerias com influenciadores que traduzam os valores da marca. Entre as principais ações estão a produção de conteúdos direcionados, como listas de dicas, reações a tendências, nutrindo o consumidor com respostas às perguntas mais buscadas. Outro ponto central é a captação de contatos, criando uma base sólida. A integração de CRM e API de conversão permite a coleta de dados primários, reduzindo a dependência de anúncios pagos. "Com cinco semanas de duração, esta é a fase mais importante para preparar o terreno. O objetivo não é vender de imediato, mas atrair e aquecer a base de potenciais clientes, gerando leads qualificados", analisa Rafael Kiso. 2: Lançamento (16 a 28 de novembro) O período principal da Black Friday, com foco totalmente voltado à conversão. Nesse período, a disputa pela atenção do consumidor se intensifica em escala exponencial e os custos de mídia disparam, por isso a importância de aquecer o público previamente ganha ainda mais relevância e protagonismo. Uma das estratégias de maior impacto no aumento de faturamento é unir entretenimento, demonstração de produtos e interação em tempo real, seja na loja física, seja no e-commerce. Além disso, a agilidade de atendimento é fundamental. O cliente espera respostas rápidas, exigindo dos varejistas equipes preparadas para não perder vendas para a concorrência. É essencial estar onde o consumidor está, em tempo real. O público quer ver, interagir e comprar de forma prática e divertida. 3: Pós-lançamento (29 de novembro a 6 de dezembro) Encerrado o período "oficial" da Black Friday, com o fim da campanha principal, esse é o grande período de fidelização do consumidor, estreitando o relacionamento. Ações de remarketing baseadas em dados de CRM, cross-selling ou up-selling e programas de cashback são boas apostas para manter o vínculo ativo e ajudar a esgotar eventuais estoques sazonais. "O pós é decisivo, pois é nesse momento que a marca pode transformar uma compra isolada em um relacionamento contínuo. Quem aproveita essa fase aumenta o valor do cliente e cria oportunidades de indicação e recorrência", enfatiza Rafael Kiso. Experiência: o grande diferencial competitivo A omnicanalidade, a hiperpersonalização de contato e o uso estratégico de dados têm impacto direto no faturamento. A Black Friday 2025 será uma corrida voraz por atenção e relevância. As empresas que começarem cedo, estruturarem suas etapas e compreenderem os novos hábitos do consumidor terão vantagem decisiva na temporada. "Iniciar ativações antes da sexta-feira oficial permite engajar o público de forma mais estratégica e aumenta a taxa de conversão. Em 2025, a experiência, mais do que o desconto, será o diferencial competitivo das marcas", reforça Heloisa Santana. Planejamento estratégico, uso responsável da tecnologia e investimento em experiências inovadoras são os pilares para um varejo supermercadista mais competitivo, sustentável e conectado às expectativas do consumidor moderno, na busca pelo melhor desempenho possível na Black Friday.
07/10/2025
Metanol: consumo de bebidas segue estável e clientes reforçam credibilidade dos supermercados
Uma pesquisa realizada pela Associação de Supermercadistas do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) mostrou que, apesar das recentes notícias envolvendo casos de bebidas adulteradas no Brasil, o consumo segue estável nas redes do estado. O levantamento ouviu consumidores sobre hábitos de compra e cuidados na escolha de bebidas alcoólicas. Segundo o estudo, 43,3% dos clientes afirmaram comprar bebidas semanalmente e 20,9% mensalmente. A maioria (94%) declarou ter conhecimento dos casos de adulteração. Entre as categorias mais adquiridas, a liderança é das cervejas (50,7%), seguidas por vinhos (28,4%) e destilados (17,9%). Apesar desse cenário, as grandes redes confirmam que as vendas seguem normais. Após as notícias, o comportamento do consumidor apresentou nuances: 38,8% continuam comprando, mas com mais atenção à marca e à procedência, enquanto 25,4% afirmaram ter reduzido a quantidade adquirida. Já 9% disseram estar evitando a compra de bebidas alcoólicas no momento. A pesquisa também apontou os principais cuidados adotados: 47,8% preferem marcas conhecidas, 28,4% confiam apenas em supermercados de credibilidade, e 23,9% verificam se a embalagem está intacta. Questionados se já deixaram de comprar alguma marca por desconfiança, 46,3% responderam que sim. Para as festas de fim de ano, o comportamento tende a se manter cauteloso: 40,3% pretendem comprar apenas marcas conhecidas, e 35,8% priorizarão redes de confiança. Além de monitorar os desdobramentos legais e orientar consumidores, a ASSERJ já atua diretamente junto às redes supermercadistas, reforçando protocolos de checagem de rótulos, selos fiscais e fornecedores, a fim de garantir a segurança dos produtos oferecidos. “A ASSERJ reforça a missão de proteger o consumidor e preservar a credibilidade do setor supermercadista, que é referência de confiança e segurança para milhões de brasileiros. A associação está atenta e comprometida em apoiar tanto os comerciantes quanto os consumidores nesta luta contra a falsificação de bebidas. Precisamos agir com rigor, responsabilidade e, sobretudo, informação. Só assim conseguiremos salvar vidas e preservar a confiança em um dos setores mais importantes para a sociedade.”, ratifica Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ.
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