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Limpeza que vende: como fortalecer a categoria no supermercado
O mercado de produtos de higiene e limpeza vive um momento de destaque no varejo brasileiro. De acordo com a ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes – com base em estudo da Euromonitor International, o Brasil é hoje o quarto maior mercado mundial de produtos de limpeza. O consumo per capita, porém, ainda representa apenas 4% da média global: o brasileiro gasta cerca de US$ 7,55 (R$ 42,20) por mês, contra US$ 186,33 da média mundial, o que revela alto potencial de crescimento. “Os produtos de limpeza brasileiros são acessíveis e têm penetração quase universal. Cerca de 80% dos consumidores compram um mix básico de itens, mas a variedade de linhas permite atender diferentes perfis e ampliar o consumo”, explica Juliana Marra, presidente da ABIPLA. Ela destaca que o setor é estratégico para a saúde pública, a sustentabilidade e o consumo seguro. Mercado em expansão Segundo estudo da IPC Maps, o varejo brasileiro deve movimentar R$ 532 bilhões em 2025, sendo que o segmento de artigos de limpeza deve crescer 11,2%, alcançando cerca de R$ 39,7 bilhões. A demanda contínua por produtos essenciais garante ao setor um papel relevante na cesta de compras dos supermercados. Para redes supermercadistas, a categoria é fonte de rentabilidade e fidelização. “O setor hoje representa 4% das vendas da rede, mas é bastante concentrado em poucos itens, como sabão em pó, detergente e amaciante. Ainda assim, é lucrativo e cheio de oportunidades, especialmente com a chegada de novas categorias e hábitos de consumo”, avalia João Márcio, diretor comercial da rede Princesa. Ações que movimentam o público O Supermercados Guanabara, por exemplo, mantém a tradicional Semana da Limpeza, que este ano acontece até 21 de setembro. São mais de 800 itens em promoção, reunindo 140 fornecedores e quase 600 marcas. A rede reforçou estoques com 30 milhões de unidades de sabão em pó e líquido, 20 milhões de amaciante e igual volume de limpadores multiuso. “As ofertas são rotativas para garantir variedade e preços competitivos, atendendo a pedidos dos consumidores”, explica Marcelo Ramos, comprador do setor. A indústria também acompanha de perto essa expansão. A Limppano, com mais de quatro décadas de atuação, destaca a força do Rio de Janeiro como mercado estratégico. “Todo o varejo fluminense opera com nossos produtos, de grandes redes a atacarejos e lojas de vizinhança, em categorias como esponjas, sanitários, detergentes e panos”, afirma Raphael Benedetti, diretor comercial e de marketing. Relevância diária Com produtos indispensáveis ao dia a dia – de sabão em pó a desinfetantes – o setor de limpeza se consolida como categoria essencial e de alto giro no varejo supermercadista. Além de movimentar bilhões, impulsiona inovação, cria novas categorias e ajuda a fidelizar consumidores que, cada vez mais, buscam variedade, qualidade e economia nas gôndolas. Para Roger Toshi, especialista em varejo, as datas sazonais são oportunidades estratégicas para aumentar o faturamento das lojas. “Aproveite essas oportunidades e separe setores estratégicos do mercado, sinalizando bem as promoções”, orienta. Ele também destaca outros momentos ao longo do ano, como a Black Friday e o Dia do Consumidor, como oportunidades para variar os itens das promoções.
16/09/2025
Descubra as redes que podem comprar a participação do Casino no GPA
A visita de Philippe Palazzi, presidente do grupo francês Casino, ao Brasil movimentou os bastidores e reacendeu especulações sobre a venda da fatia que a companhia mantém no Grupo Pão de Açúcar (GPA). Nas últimas semanas, surgiram rumores e reportagens — entre elas do Valor Econômico — apontando possíveis interessados, como a rede mineira Supermercados BH e o grupo chileno Cencosud. O Casino já confirmou a intenção de se retirar da operação brasileira para concentrar esforços na França, onde conduz um amplo processo de reestruturação. O grupo pretende levantar ao menos 90 milhões de euros com a venda dos 22,5% que ainda detém no GPA. A participação já foi bem maior: em março de 2024, a companhia reduziu de 41% para o percentual atual após um follow-on de R$ 700 milhões, a R$ 3,20 por ação. Desde então, deixou de ser acionista controlador, ficando atrás da família Coelho Diniz, que em agosto deste ano passou a deter 24,6% da empresa. De acordo com veículos da grande imprensa, Palazzi esteve no Brasil para reuniões com potenciais compradores, em um movimento que evidencia a pressa em fechar um acordo. Avaliado em cerca de 240 milhões de euros, o GPA viu seu valor de mercado encolher 80% no último ano, reforçando a urgência da negociação. O plano de venda começou em 2023, quando o Grupo Casino anunciou ter iniciado “trabalhos preliminares com vistas a uma possível oferta primária de ações”. No primeiro semestre de 2025, o grupo francês registrou prejuízo líquido de 210 milhões de euros, revertendo lucro de 39 milhões de euros no mesmo período do ano anterior. Em entrevista recente à rádio francesa BMFM, Palazzi afirmou esperar que o grupo volte a lucrar em 2026, após quase entrar em falência. “Estamos passando do resgate para a recuperação do grupo”, declarou durante teleconferência com repórteres ao comentar os resultados trimestrais. Para o setor supermercadista brasileiro, a possível venda da participação do Casino no GPA representa mais do que uma mudança acionária: é um sinal de que o mercado está em constante transformação e que oportunidades de investimento e consolidação podem surgir a qualquer momento. Movimentos como este influenciam a competitividade, a dinâmica de negociação com fornecedores e até o posicionamento estratégico das redes locais. Para os gestores, o desafio é observar essas mudanças de perto e refletir: como essas transações impactam o futuro do varejo nacional e quais ações podem ser adotadas para aproveitar novas oportunidades e fortalecer a presença no mercado?
16/09/2025
Saiba como crescer seu faturamento em outubro. A ASSERJ te mostra!
"Pirulito que bate, bate. Pirulito que já bateu"... outubro já é popularmente conhecido como o "Mês das Crianças". Mas o 10º mês do ano também carrega um grande potencial para o varejo supermercadista. Ações bem planejadas podem alavancar as vendas para além de somente o Dia das Crianças e o Halloween. Elas podem fazer a diferença no faturamento ao final do dia 31. E isso não é mera especulação, pelo contrário. Os números comprovam que ambas são mais que datas comemorativas, são oportunidades de aumentar vendas e fidelizar consumidores. Planejamento antecipado e ações estratégicas transformam essas celebrações em experiências que geram engajamento e reforço de marca. Contra números não há argumentos: a evolução das datas O potencial é evidente. No Dia das Crianças de 2024, o comércio brasileiro movimentou R$ 9,35 bilhões, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na semana da data, o faturamento do comércio eletrônico cresceu 10,2%, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. O Halloween, por sua vez, também se consolidou como oportunidade estratégica. As vendas online de produtos relacionados cresceram 34%, alcançando R$ 948 mil em faturamento, enquanto em lojas físicas o aumento foi de 10%, com destaque para produtos de fantasia e guloseimas. Além disso, o comportamento da Geração Z reforça o potencial: 91% dos jovens de 12 a 26 anos planejam celebrar o Halloween neste ano, segundo levantamento da YPulse. Os dados do Radar Scanntech também reforçam o avanço da sazonalidade em outubro, com destaque para a cesta de doces (bala, pastilha, caramelo mastigável, pirulito e chocolate/pastilha), que assume um papel central e extremamente relevante nessas datas. No 10º mês de 2024, a categoria atingiu o pico de faturamento sobre todas as demais datas do ano, crescendo 10,8% em comparação com a média anual. O consumo se concentra em momentos: Sábado após pagamento de salários: alta de 71,5% sobre a média do mês de outubro (responsável por 24,8% das vendas do mês); Véspera do Dia das Crianças: alta de 67,5% (responsável por 24,5% das vendas do mês); Dia de Halloween: alta de 44,5% (responsável por 19,1% das vendas do mês). Na semana do Dia das Crianças, o faturamento cresceu 9,5% em relação a 2023, com destaque para Caramelo Mastigável (subida de 10% em faturamento e de 2,8% em volume) e Bala/Pastilha (alta de 13,2% em faturamento e +9% em volume). Já na semana do Halloween, o faturamento subiu 5,1% frente a 2023, com papel principal para o Caramelo Mastigável (crescimento de 7,7% em faturamento e 1,3% em volume). Durante esse período, também se vê uma migração para missões de compra menores. 41,5% das compras são para consumo imediato (tickets de 1 a 5 itens), 41,2% para reposição (de 6 a 20 itens) e 17,3% para abastecimento (21 itens ou mais). Os números referendam: o "Mês das Crianças" de 2025 promete movimentar o varejo supermercadista e o e-commerce de forma ainda mais intensa. Porém, é preciso atenção com um público altamente segmentado (pais, responsáveis, famílias e até educadores), mas que não reduz as oportunidades. Redes que souberem usar seus dados para explorar perfis de clientes com ofertas personalizadas, storytelling envolvente e canais digitais otimizados estarão liderando o setor e seguindo um movimento que a indústria já percebe. Lançamentos direcionados: inovação e experiência do consumidor como foco das indústrias Diversas marcas já se movimentam para se destacarem no período, com apostas especiais para o Hallowenn, data em que fabricantes estimam aumento de 15% nas vendas. A Piracanjuba, por exemplo, apresentou recentemente as linhas Zquad e Pirakids Chicletin, direcionadas ao público infantil de uma forma geral. Movimentação semelhante foi feita pela Doces Boa Vista, com a comercialização de novos sabores de alfajores e biscoitos recheados. Para o o Dia das Bruxas, a Fanta lançou a edição especial "Fanta Mistério", inspirada em ícones do terror cinematográfico. A Panco produziu itens temáticos. A Florestal Alimentos pretende repassar 750 toneladas de doces para a celebração. A Docile, uma das grandes marcas do segmento de balas de gelatina, também ampliou seu portfólio para a data. "O Halloween é uma sazonalidade que existe no Brasil há muito tempo. Surgiu em 1990, através das escolas de idiomas. Mas ela alavancou bastante nos últimos 10 anos. Vem crescendo bastante, principalmente na região Sudeste. E é uma sazonalidade que agregou venda, ela não tirou venda do Dia das Crianças, que ainda é muito forte, mas ela trouxe uma venda adicional para o final do mês de outubro de uma categoria que é muito rentável", destaca Adriana Donelian, diretora Comercial e de Trade Marketing da Docile Alimentos, em participação no podcast "SV tá On". Já a Fini, outra líder do segmento, expandiu de forma agressiva sua coleção, focando na irreverência, com diversos novos produtos, o principal deles a collab com a Santa Helena, e a edição limitada da Paçoquita Fini Tubes, combinando a tradicional paçoca com a acidez dos doces da marca, como explica Breno Carvalho, gerente executivo de Marketing da Santa Helena Alimentos: "A collab das duas marcas líderes resultou em um produto delicioso e gerou buzz extraordinário, comprovando consistência na missão de surpreender nossos fãs com novidades emocionantes". "É sempre importante para nós estarmos presentes nessas datas, pois é mais uma forma de nos conectarmos com o consumidor. O Halloween, por exemplo, é a data ideal para ousar, seja no visual ou no sabor. Por isso, desenhamos uma linha que conversa com esse espírito lúdico, inesperado e divertido da ocasião. A ideia é proporcionar uma experiência sensorial completa, que começa pela embalagem e termina na memória afetiva de cada mordida", explica Thais Carminato, gerente executiva de Marketing da The Fini Company Latam. Não perca a chance! Aposte no "Mês das Crianças" A janela de oportunidade aberta em outubro é de grande potencial para o nosso setor. Mas para aproveitar ao máximo essa chance, é preciso estratégia e ações bem executadas, como por exemplo: Planejamento antecipado de sortimento: disponibilizar as novidades da indústria com antecedência, priorizando os itens que apresentam maior giro; Experiências no PDV: criar displays temáticos, degustações e ativações interativas focadas no público infantil, incentivando as compras por impulso e aumentando o ticket médio; Ofertas personalizadas: preparar kits para diferentes perfis, de pais e responsáveis a crianças e adolescentes; Comunicação eficaz: divulgar promoções de forma criativa, principalmente nos canais mais utilizados pelos mais jovens, especialmente a Geração Z; Retail Media: chegou a hora de negociar com indústrias parceiras que têm tudo a ver com as datas. Aproveita as dicas da matéria! (PARA SABER MAIS TAMBÉM SOBRE ESTRATÉGIAS DE RETAIL MEDIA, CLIQUE AQUI) O varejo supermercadista tem diante de si oportunidades concretas para aumentar vendas e engajar consumidores. O Dia das Crianças e o Halloween não devem ser vistos como eventos isolados, mas como um mês inteiro de oportunidades. Planejamento calculado de sortimento, comunicação, experiência e inovação pode converter todo o outubro em um período de resultados expressivos, reforçando a relevância dos supermercados como espaços de conexão, entretenimento e experiência.
16/09/2025
O que torna o Brasil um gigante mundial em amaciantes - e como isso abre portas para negócios. Saiba mais aqui!
Um item de alto giro e que ocupa uma posição de destaque global: o amaciante. Segundo dados da Euromonitor International, o mercado brasileiro do produto cresceu 3,4% em 2024, chegando aos R$ 4,7 bilhões. Com esse resultado, o país ficou no Top-5 dos maiores consumidores. Em quarto lugar, o Brasil está atrás apenas de Estados Unidos, Japão e México. Ainda de acordo com a consultoria, a alta de consumo do item deve chegar a 36,2% até 2029, acima da média mundial, projetada em 30,5%. A força do setor é corroborada com dados do Radar Scanntech. Segundo o levantamento, nos primeiros sete meses deste ano, o amaciante registrou alta média de 5,45% em faturamento, com destaque para os meses de maio (+7,6%) e julho (+7,5%). Inovações: indústrias estão atentas ao avanço Em um segmento com tamanho crescimento é fundamental se diferenciar aos olhos dos consumidores. Por conta disso, as indústrias têm buscado cada vez mais inovar nos atrativos de seus produtos, incorporando novas tecnologias e experiências sensoriais. Novas fragrâncias, maior duração, atenção à ecologia, características anti-odor, são inúmeros pontos explorados. Um exemplo foi o lançamento do novo amaciante concentrado Mon Bijou Super Intenso, que procura alinhamento com as demandas do cliente, focando em novas fragrâncias, sustentabilidade e eficiência. Outra forma de diferenciação junto ao consumidor, e que gerou muita repercussão no varejo supermercadista, foi a collab entre Ypê e L’Occitane au Brésil, com o lançamento de dois amaciantes concentrados em edição limitada, com fragrâncias inspiradas nas linhas Ninfa das Águas e Brésil. A estratégia procurou ampliar a percepção de valor do produto, apostando na sensorialidade premium para captar a atenção dos clientes, como explica Marcela Mariano, CMO da Ypê: "Essa collab representa um movimento inédito no mercado brasileiro de amaciantes concentrados e se conecta diretamente com o nosso objetivo de ampliar a percepção de valor da linha, mantendo a acessibilidade como um dos nossos pilares". "Uma parceria, tão inusitada para o universo da beleza, que gera experimentação de alta perfumaria para novos consumidores", pontua André Abramo, head of Brand Strategy & Marketing Communications da L’Occitane Group. Gabriela Pontin, vice-presidente Comercial da Ypê completa: "O brasileiro valoriza performance, fragrâncias marcantes e inovação. E quando o consumidor busca esse tipo de produto, ele encontra na nossa marca que está presente em mais de 95% dos lares do país. Para o lojista, isso significa giro, venda garantida e mix certeiro na gôndola. Estar alinhado às tendências globais e, ao mesmo tempo, traduzir isso em colaborações inéditas como essa entre a Ypê e a Loccitane é o que faz da Ypê uma parceira estratégica para o varejo". Supermercadista, atenção às gôndolas! As constantes altas no faturamento do segmento de amaciantes apresentam uma ótima oportunidade, mas para aproveitar essa chance, é preciso estratégia: Diversifique o mix: com a procura de clientes por diferenciações na categoria é preciso incluir produtos concentrados, fragrâncias premium, edições limitadas e opções sustentáveis; Promova experimentação sensorial: praticamente todo cliente gosta de sentir a fragrância do amaciantes antes de comprar. Apostar em ações sensoriais, incentivando a experimentação, pode ajudar a provocar a compra por impulso, além de gerar percepção de valor; Visibilidade na gôndola: organizar os produtos com foco nas principais características, de forma atraente e com comunicação clara sobre diferenciais aumenta o giro da categoria e facilita o momento de decisão de compra do cliente; Realize ações de cross-selling: com a alta de vendas de amaciantes, apostar em combinações com outros produtos da cesta de Limpeza, como sabões em pó ou líquidos, alvejantes e itens complementares, criando kits e promoções pode, consequentemente, aumentar o ticket-médio. O atual cenário do segmento de amaciantes desenha uma grande janela de oportunidade para capitalizar o crescimento da categoria, aumentar o giro e o faturamento e fidelizar consumidores.
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