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Associados em foco
A força de uma trajetória: biografia resgata legado do fundador João
A Livraria da Travessa de Icaraí, em Niterói, recebeu no dia 4 de dezembro o lançamento do livro “João: de imigrante nordestino a fundador de supermercado”, obra publicada pela editora Cocriatti que homenageia a trajetória de superação, trabalho e visão empreendedora de João, uma das figuras mais marcantes do varejo supermercadista fluminense. Escrito por sua filha, Rafaela Ferreira, diretora de marketing e sócia do grupo, o livro apresenta um relato íntimo e sensível que percorre a infância do fundador no interior do Nordeste, sua chegada ao Rio de Janeiro e o caminho percorrido até consolidar um dos negócios mais emblemáticos da região. Mais do que uma biografia, a obra nasce da interseção entre afeto, memória e branding. Rafaela explica que o projeto não surgiu como um produto comercial, mas como um movimento espontâneo: “Eu nunca quis escrever um livro de marketing tradicional, nem assumir o lugar de guru ou vender um método. O que me motivou foi perceber que a história do meu pai já era, por si só, uma aula viva — de posicionamento, de carisma, de construção de marca e, principalmente, de humanidade. Cada capítulo mostra como ele transformou a falta em força, a fé em passo, o carisma em método e o método em marca. É uma trajetória que inspira empreendedores de todos os tamanhos.” O livro reúne aprendizados construídos ao longo de décadas de convivência, trazendo valores que ultrapassam o ambiente de trabalho e dialogam com disciplina, resiliência, família e legado. Para Rafaela, escrever a obra foi também uma forma de preservar a memória do pai, fortalecer a cultura do negócio e oferecer ao setor supermercadista uma história real que emociona e ensina. Uma experiência de marca no lançamento Pensado como uma extensão da narrativa do livro, com direção da Joyce Machado e Juliana Cadidé, do Estúdio Cazu (@efeitocazu), o evento de lançamento buscou criar uma experiência que conectasse passado, presente e futuro. Os convidados foram recepcionados com catering nordestino, em homenagem às raízes do fundador, criando um ambiente afetivo e sensorial alinhado ao propósito da obra. Outro destaque foi o copo americano personalizado por um artesão parceiro da Dolce & Gabbana, entregue a cada leitor que adquiriu o livro. "Mais do que um brinde, o objeto simboliza um dos pilares do meu trabalho: valorizar o essencial, o cultural e o genuíno. O copo — ícone do design brasileiro e símbolo de simplicidade e afeto — reforça o storytelling explorado na obra e foi transformado em peça de coleção, conectando identidade, cotidiano e marca", explica Rafaela. Onde adquirir O livro pode ser adquirido no site da Livraria da Travessa, nos links disponíveis nas redes sociais da autora e nas lojas do Supermercado do João.
10/12/2025
Comportamento & tendência
Como a Black Friday pode indicar estratégias para o Natal?
Em 2025, o varejo entra no período mais aguardado do ano com o gás de um desempenho histórico. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Natal deve movimentar mais de R$ 72 bilhões. Esse seria o maior volume registrado para o período em uma década e quase cinco vezes superior ao faturamento da Black Friday deste ano, que chegou a R$ 4,76 bilhões, uma alta de 11,2% em relação a 2024, de acordo com dados da Confi Neotrust. Mas o que os grandes números da Black Friday e o comportamento do consumidor no mês de novembro indicam para o Natal? Para além dos dados, o resultado confirma uma tendência que já vem se consolidando no mercado brasileiro: a "Black" não é mais apenas um evento isolado do calendário, mas sim um termômetro estratégico para as festas de fim de ano, proporcionando aos varejistas, e, claro, aos supermercadistas, um mapa de informações valiosas para tomadas de decisão, que vão do mix ao estoque, passando por campanhas promocionais e ações de relacionamento. O radar da demanda: avaliação de desempenho e relacionamento com o cliente A Black Friday precisa ser encarada como um "laboratório de alto valor" para o nosso setor, não apenas um período de pico de vendas, explica Rodrigo Murta, CEO e criador do Looqbox: "Usar a Black Friday como radar de demanda para o Natal significa transformar aquilo que apresenta melhor desempenho em insumo imediato para ajustes de mix, estoque e campanhas de dezembro. Além disso, acelerar o retorno do cliente por meio de um pós-venda ágil e de ofertas alinhadas ao seu comportamento de compra aumenta significativamente a probabilidade de recompra nas semanas seguintes". Se a Black Friday então se torna um descortinador das intenções de compra, cabe ao varejista manter esse vínculo com o consumidor, e seus desejos, vivo até o Natal. Para isso, é preciso atenção e estratégia com os dados adquiridos sobre os clientes para traçar planos que incentivem as compras. "É fundamental construir continuidade no relacionamento com o cliente. A maioria dos varejistas encerra a Black Friday e deixa de nutrir essa base, limitando-se, quando muito, ao envio de e-mails. Buscar formas criativas de ativar novamente esse público — pedindo feedback, estimulando interação e iniciando uma narrativa de antecipação do Natal, é essencial. Estratégias como lembretes de presentes com base no ticket da BF, condições exclusivas para compradores recorrentes e listas curadas que simplifiquem a jornada do cliente ajudam a manter o engajamento", analisa Mário Marcoccia, CEO da Compra Rápida. Para o melhor resultado possível, Marcoccia, destaca algumas táticas que podem ser utilizadas por supermercadistas para ampliar engajamento e conversão, como lembretes de presentes baseados no ticket observado em novembro, condições especiais para clientes recorrentes e listas hiperpersonalizadas que simplifiquem a jornada de compra. Novembro: um teste operacional Além de insights de comportamento, o volume intenso da Black Friday também deve ser analisado sob a ótica da logística. Por ser um período de alta pressão às vésperas das grandes festas de fim de ano, ele pode servir para expor eventuais gargalos da cadeia, demonstrando pontos de melhoria, o que pode ser uma vantagem competitiva para os mais atentos e ágeis na aplicação de soluções. "Corrigir rapidamente os gargalos revelados pelo volume de novembro é determinante. A Black Friday costuma expor fragilidades operacionais, como prazos, processos de separação, filas de picking e desafios na última milha. Ajustar esses pontos antes do Natal evita que os problemas se repitam em um novo pico sazonal, período em que muitas empresas conseguem concentrar, em uma ou duas semanas, o equivalente a um mês inteiro de vendas em épocas de baixa demanda", alerta Mário Marcoccia. Oportunidade aberta: dezembro é a "grande colheita" Com consumidores já engajados pelo clima de fim de ano, o varejo supermercadista tem uma janela aberta de oportunidade para crescer, fidelizar e ampliar faturamento. Aqueles que souberem analisar o mês de novembro com uma visão estratégica, saírão na frente da concorrência, com melhores processos e relacionamento mais ativo com os consumidores, com mais dados, mais previsibilidade e maior capacidade de conversão. A Black Friday, portanto, deve ser encarada como o prólogo de um capítulo maior, que culminará no Natal, data mais importante para o nosso setor. A conclusão é clara: quem estuda novembro, colhe dezembro.
09/12/2025
Economia
Cesta básica no Rio: após leve alta, nova queda é registrada. ASSERJ analisa
Novembro voltou a registrar queda no valor da cesta básica no Rio de Janeiro, retomando a curva descendente apontada durante boa parte do segundo semestre de 2025, mas levemente interrompida em outubro. De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta terça-feira, 9 de dezembro, no 11º mês do ano, a deflação nos preços foi de 2,17% na cidade, na comparação com outubro. No acumulado de 2025, a cesta básica no Rio tem uma subida de 0,53%. A baixa de novembro representa uma retomada da sequência da onda de alívio para o orçamento das famílias cariocas. No 11º mês do ano, oito dos 13 produtos que compõem a cesta tiveram redução nos preços médios. Registraram queda: tomate (-22,72%); batata (-8,59%); arroz agulhinha (-3,98%); leite integral (-3,29%); farinha de trigo (-2,18%); café em pó (-1,71%); manteiga (-1,07%); e açúcar refinado (-0,89%). Por outro lado subiram: óleo de soja (3,11%); carne bovina de primeira (1,07%); pão francês (0,71%); e banana (0,33%). O feijão preto manteve-se estável. O presidente da ASSERJ e da Associação das Américas de Supermercados (ALAS), Fábio Queiróz, destaca: "Os números reforçam uma tendência importante para o setor supermercadista, que é a recuperação do poder de compra das famílias e a estabilidade gradual do abastecimento. Essa redução, registrada em oito dos treze itens essenciais, confirma que os supermercados têm trabalhado com eficiência na gestão de estoques, na negociação com fornecedores e na busca constante por competitividade nas gôndolas". "Esse movimento é muito positivo. Ele indica que, mesmo diante de um ano desafiador, conseguimos manter regularidade na oferta, evitar rupturas e colaborar para que produtos fundamentais cheguem ao consumidor com preços mais acessíveis. É um sinal claro de que o setor supermercadista fluminense está cumprindo seu papel social e econômico", ressalta Fábio Queiróz. Retomada da quedas: oportunidade para supermercadistas, mas atenção ao cenário Em nível nacional, 24 das 27 capitais brasileiras registraram queda na cesta básica em novembro. Como a ASSERJ já havia antecipado, o resultado de alta geral em outubro foi muito impacto pela curva deflacionária freada, o que não significava um movimento obrigatoriamente sequencial. A volta das baixas, porém, também não quer dizer que a atenção do varejo supermercadista não precise estar direcionada para os diversos fatores que podem influenciar os preços em dezembro e na virada para 2026. "Esse equilíbrio é resultado de um trabalho conjunto entre indústria, varejo e toda a cadeia de abastecimento, que tem buscado eficiência, previsibilidade e melhores condições de compra e logística. Seguiremos acompanhando de perto as variações e trabalhando para ampliar esse ambiente de confiança, buscando sempre eficiência, transparência e responsabilidade com o consumidor. O compromisso do setor é continuar contribuindo para que a alimentação das famílias seja garantida com qualidade, variedade e preços justos", enfatiza o presidente da ASSERJ.
09/12/2025
Atualidades
Padaria como ativo estratégico: o que sua rede pode fazer para ganhar competitividade
O setor de padarias de loja ganha ainda mais destaque dentro do varejo supermercadista brasileiro, consolidando-se como uma das categorias de maior margem, maior capacidade de fidelização e maior potencial de diferenciação entre redes. Impulsionados pela busca dos shoppers por indulgência, conveniência e experiências gastronômicas, os supermercados passam a encarar a padaria não mais como serviço complementar, mas como eixo estratégico de crescimento, inovação e geração de valor. Sarah Hickey, diretora sênior de insights e pesquisa de mercado da Dawn Foods, ressalta que as mudanças de comportamento do consumidor seguem influenciando diretamente as decisões do setor. “Durante o primeiro surto de COVID-19, quando mais pessoas dependiam dos supermercados, descobrimos que os consumidores começaram a se presentear com produtos de panificação com mais frequência para aliviar o estresse. E essa tendência se manteve”, afirma. Segundo ela, 77% dos consumidores continuam comprando doces com regularidade — um movimento que sustenta o desempenho robusto das padarias dentro das lojas. No cenário atual, em que a inflação ainda preocupa o consumidor brasileiro, o IDDBA (International Dairy Deli Bakery Association) aponta que o shopper aceita pagar mais por sobremesas premium quando percebe valor agregado, sabor superior e sensação de experiência gastronômica. Para o varejo supermercadista, esse comportamento abre espaço para margens maiores, categorias diferenciadas e estratégias mais sofisticadas de exposição e comunicação. Gestão orientada ao território como pilar de eficiência Para maximizar resultados, especialistas destacam que a personalização regional segue sendo decisiva. Whitney Atkins, VP de marketing do IDDBA, reforça que o sucesso da categoria depende de entender profundamente o perfil do shopper local. “O essencial é saber quais produtos refletem o perfil dos shoppers da vizinhança”, afirma. Ela recomenda que supermercados utilizem dados, calendário cultural e análises de comportamento para orientar sortimento, produção e ações promocionais. Atkins lembra que produtos étnicos também geram venda incremental entre consumidores curiosos por novas experiências, mesmo fora de comunidades específicas — reforçando a padaria como espaço de descoberta e engajamento. Digitalização acelera performance e expande influência da categoria A gestão da padaria no omnichannel tornou-se um fator central para o desempenho no varejo supermercadista brasileiro. Para Hickey, a digitalização exige atenção constante: “Como pedidos online e delivery vieram para ficar, os supermercados precisam garantir que o sortimento de padaria esteja bem fotografado, atualizado e comunicado nas plataformas digitais.” A integração entre padaria e ambiente digital cria efeitos imediatos em conversão, vendas por impulso no e-commerce, aumento do mix por pedido e descoberta de produtos via redes sociais. "Degustações, porções menores, ações temáticas, ofertas sazonais e narrativas sobre origem e tradição dos itens seguem como ferramentas altamente eficazes para acelerar giro e fortalecer a presença estratégica da categoria dentro e fora da loja", ressalta Atkins.
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