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Economia
Cesta básica cai 6,07% no Rio; veja análise
O Rio de Janeiro encerrou o segundo semestre de 2025 com queda de 6,07% no custo da cesta básica de alimentos, passando de R$ 823,59 em julho para R$ 792,06 em dezembro — uma redução nominal de R$ 31,53 no período. Os dados fazem parte do balanço das 27 capitais divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), posicionando o Rio como a segunda capital do Sudeste com maior retração de preços. Para o varejo supermercadista, o movimento sinaliza um ambiente mais favorável para recomposição de margens, ajustes de preços ao consumidor e estratégias comerciais focadas em volume, competitividade e fidelização. A desaceleração dos preços em itens essenciais também contribui para estimular o fluxo nas lojas e ampliar o espaço para ações promocionais mais sustentáveis. O levantamento integra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab em parceria com o Dieese, que desde agosto do ano passado passou a monitorar os preços em todas as 27 capitais brasileiras, ampliando a previsibilidade e a leitura de tendências para o setor. No Rio de Janeiro, a queda foi impulsionada principalmente pela forte redução nos preços de produtos-chave da cesta. O tomate liderou o movimento, com recuo de 47,19%, seguido pela banana (-19,92%) e pela batata (-19,78%). Também registraram queda relevante o óleo (-12,60%) e o feijão (-12,05%). Para os supermercados, a retração nesses itens de alta rotatividade impacta diretamente o custo de aquisição, permitindo maior flexibilidade na formação de preços, no planejamento de sortimento e na construção de ofertas com maior percepção de valor pelo consumidor. Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a redução generalizada dos preços reflete os efeitos da política agrícola adotada pelo Governo do Brasil, com foco no aumento da produção voltada ao mercado interno. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou. Do ponto de vista do varejo supermercadista, o cenário reforça a importância de cadeias de abastecimento mais previsíveis, negociação estratégica com fornecedores e planejamento comercial alinhado à dinâmica do campo ao ponto de venda.
22/01/2026
Atualidades
“Prevenção de perdas é parte essencial da estratégia do varejo supermercadista”. Saiba o que foi discutido na 1ª Reunião do Conselho da Abrappe
A Reunião do Conselho de Prevenção de Perdas, realizada nesta quinta-feira, 22 de janeiro, reuniu profissionais do varejo supermercadista para debater os desafios e a evolução da área em um cenário marcado por margens cada vez mais pressionadas, elevada complexidade operacional e crescente demanda por decisões estratégicas, especialmente no contexto do Rio de Janeiro. A abertura do encontro foi conduzida por William Lodrão, diretor da Abrappe e gestor de Prevenção de Perdas e Riscos do Supermercado Princesa, que reforçou o caráter estratégico do tema para a sustentabilidade dos negócios. “A prevenção de perdas não pode ser tratada apenas como custo ou como uma função de segurança. Ela é parte essencial da estratégia do varejo supermercadista, com impacto direto nos resultados, nas pessoas e na experiência do cliente”, destacou. Na sequência, Almir Alves, responsável regional de Prevenção de Perdas do Magazine Luiza, apresentou o case Magalu, compartilhando práticas e aprendizados da companhia. Em seguida, o Debate Temático “Prevenção de Perdas no Varejo: da Reação à Estratégia” foi conduzido por Leonardo Borges, especialista em Prevenção de Perdas do GPA, provocando uma reflexão sobre o estágio atual das operações no Brasil. “Estamos, de fato, prevenindo perdas ou apenas reagindo a elas?”, questionou ao abrir o painel. Segundo Borges, o varejo supermercadista brasileiro convive com uma pressão constante por margens competitivas em um ambiente cada vez mais desafiador. No Rio de Janeiro, esse cenário se intensifica diante da complexidade operacional da região, exigindo abordagens mais específicas e estratégicas. “Encontrar o equilíbrio entre segurança efetiva e uma experiência de compra positiva é um dos grandes dilemas do gestor moderno. Investir demais em segurança pode afastar o consumidor; investir de menos pode comprometer seriamente os resultados”, pontuou. Durante o debate, Borges destacou desafios particulares do varejo carioca, como as diferenças operacionais entre lojas de rua e unidades localizadas em shopping centers, que demandam estratégias distintas de prevenção. Também foram citados fatores como a alta reincidência de furtos oportunistas, a forte presença de informalidade no entorno das lojas, a elevada rotatividade de equipes — que dificulta a padronização — e a ausência de processos uniformes entre diferentes pontos de venda. Perdas vão além do furto Outro ponto central do encontro foi a ampliação do entendimento sobre o conceito de perdas no varejo supermercadista. Além do furto externo e interno, o debate abordou as perdas operacionais, como avarias, produtos vencidos e obsolescência de estoque, além de falhas de processo, como erros de inventário e precificação inadequada. “Cada tipo de perda exige uma estratégia específica. Quando analisamos todas de forma integrada, conseguimos atuar com mais eficiência e gerar resultados mensuráveis”, ressaltou Borges. Prevenção de perdas como estratégia de negócio Leonardo Borges reforçou ainda o impacto direto da prevenção de perdas na rentabilidade das empresas. “Cada real perdido representa vários reais adicionais em vendas necessárias para compensar esse prejuízo. Isso pressiona margens, influencia preços e compromete a competitividade”, explicou. Além do impacto financeiro, o debate também abordou os riscos físicos e psicológicos para os colaboradores, a deterioração do clima organizacional e as ameaças à sustentabilidade das operações quando as perdas se tornam recorrentes. Da reação à estratégia O encontro evidenciou a necessidade de evoluir de uma postura reativa, baseada apenas em vigilância e resposta a incidentes, para uma atuação estratégica, sustentada pela integração entre áreas, uso inteligente de dados e fortalecimento da cultura organizacional. “Não se trata apenas de tecnologia ou de reagir a ocorrências, mas de repensar como a organização enxerga e enfrenta as perdas no dia a dia”, afirmou Borges. Os quatro pilares da prevenção moderna A prevenção de perdas eficaz foi apresentada como uma estrutura apoiada em quatro pilares: Pessoas, Processos, Tecnologia e Cultura. O equilíbrio entre esses elementos foi apontado como essencial para gerar resultados consistentes e sustentáveis no varejo supermercadista. O que implementar agora Entre as ações práticas apontadas por Leonardo Borges estão: "o treinamento contínuo das equipes, a formalização de procedimentos, a adoção de inventários cíclicos, o uso de indicadores em tempo real, além de uma comunicação transparente sobre perdas e uma condução ética nas investigações." O encontro reforçou que a prevenção de perdas deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar um papel estratégico no varejo supermercadista, fundamental para garantir competitividade, sustentabilidade e uma experiência de compra mais segura e positiva para o consumidor.
22/01/2026
Economia
Carne bovina entra em 2026 com preços estáveis ou voláteis?
Os preços da carne bovina, tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico, devem permanecer próximos da estabilidade ao longo de 2026, cenário que traz maior previsibilidade para o varejo supermercadista na gestão de custos, negociação com fornecedores e definição de estratégias comerciais. A avaliação é de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Mesmo diante das salvaguardas impostas pela China a exportadores de carne bovina, incluindo o Brasil, a entidade segue observando um aumento consistente da demanda global por proteína animal. Esse movimento é impulsionado, segundo Perosa, pelo crescimento econômico de países asiáticos e também pela disseminação de medicamentos contra a obesidade, que estimulam dietas com maior consumo de proteínas. Demanda externa sustenta preços e reduz volatilidade Na visão da Abiec, a redução do volume exportado para a China não deve, necessariamente, impactar negativamente a receita do setor. “Quando o governo chinês determina cotas de importação sem tarifas, os importadores costumam acelerar as compras para garantir abastecimento”, explica Perosa. Segundo o executivo, no último mês já foi possível observar aumento nos preços pagos pelos compradores chineses. Outro fator relevante para o equilíbrio do mercado é a restrição de oferta de gado nos Estados Unidos, que tende a ampliar a demanda pela carne bovina brasileira. Em 2025, o Brasil exportou 271 mil toneladas para o mercado americano. Para 2026, a expectativa é de que esse volume se aproxime de 400 mil toneladas. Além disso, países do Sudeste Asiático, como o Vietnã, devem ampliar e diversificar suas compras, incluindo novos cortes. A Indonésia também surge como um destino estratégico. De acordo com Perosa, o país deve habilitar nos próximos dias mais 18 plantas frigoríficas brasileiras para exportação de carne bovina. Desde a abertura do mercado, no ano passado, mais de 30 unidades já foram habilitadas. Oferta equilibrada favorece abastecimento interno Do lado da produção, o cenário também é considerado positivo. A Abiec projeta que o Brasil deve abater cerca de 40 milhões de cabeças de gado em 2026, volume semelhante ao registrado no ano anterior. A produção total pode variar entre 1% acima ou abaixo de 2025, a depender do comportamento dos mercados consumidores. “Estamos num momento positivo porque temos produção local estabilizada e um déficit global de produção, o que nos traz mais oportunidades”, afirma Perosa. Para o varejo supermercadista, esse equilíbrio tende a favorecer o abastecimento regular e reduzir riscos de oscilações bruscas de preços ao longo do ano. Consumo interno no radar do varejo No mercado doméstico, a Abiec também não enxerga espaço para grandes variações de preços. Segundo Perosa, fatores conjunturais podem estimular o consumo interno. “Teremos um ano atípico, ano eleitoral, com estímulo ao consumo. Deve haver aumento do consumo interno”, avalia. Para o varejo supermercadista, o cenário sinaliza um ambiente mais favorável ao planejamento promocional, à gestão de categorias de proteínas e à construção de estratégias de margem, especialmente em um contexto de demanda aquecida e maior previsibilidade nos custos da carne bovina.
21/01/2026
Indústria em cena
Grupo Petrópolis anuncia plano de verão com foco em execução no varejo supermercadista
O Grupo Petrópolis estruturou um plano robusto de ações integradas para o verão 2025/2026 com foco direto no fortalecimento da operação junto ao varejo supermercadista. A estratégia reúne iniciativas de marketing, trade, patrocínios e comunicação, com o objetivo de ampliar presença nos pontos de venda, acelerar o giro dos produtos e apoiar o aumento de sell-out no período mais importante para o mercado de cervejas, responsável por cerca de 53% do volume anual da categoria. Com destaque para as marcas Itaipava e Petra, o plano foi desenhado para atender às demandas específicas do varejo supermercadista durante a estação, combinando campanhas de alto alcance com materiais de merchandising, ativações regionais, ações promocionais e reforço de exposição nas lojas. A companhia aposta na sazonalidade positiva do verão para ampliar participação de mercado, fortalecer parcerias comerciais e capturar oportunidades de consumo associadas a momentos de maior fluxo e recorrência de compra. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o verão como o período de maior impacto para a indústria de bebidas, especialmente para o segmento de cervejas, que representa cerca de 90% do mercado. Internamente, o Grupo Petrópolis observa que, no ciclo primavera/verão, o setor apresenta crescimento médio de 12% em relação ao outono/inverno, reforçando a relevância estratégica do período para planejamento comercial e execução no varejo. “Para o varejo supermercadista, o verão é decisivo não apenas em volume, mas em rentabilidade e visibilidade de marca. Nosso plano foi construído para apoiar o ponto de venda com comunicação forte, materiais adequados e ações que facilitam a conversão do consumo”, afirma Cristiane Rosa, Head de Marketing de Categorias e Consumer Insights do Grupo Petrópolis. “A presença consistente nas lojas é essencial para capturar a intenção de compra do consumidor nesse momento”. Itaipava e Petra ancoram ações de trade e visibilidade no ponto de venda A Itaipava lidera as iniciativas do Grupo Petrópolis no verão, com foco no segmento mainstream e na consolidação da marca como referência de giro no varejo supermercadista. A estratégia contempla ações contínuas ao longo de três fases — Pré-verão, Verão e Carnaval — permitindo planejamento antecipado, abastecimento adequado e ativação progressiva nas lojas. A campanha “A sede de verão pede Itaipava com orgulho”, criada pela WMcCANN, sustenta o plano de comunicação nacional e funciona como alavanca para ativações no ponto de venda, combinando mídia de massa com execução local. A presença da marca em TV aberta, streaming, digital, OOH e rádio é integrada a materiais promocionais, ilhas, geladeiras personalizadas e ações regionais, desenhadas para ampliar destaque nas gôndolas e estimular compras por impulso. Além disso, o retorno da Itaipava ao futebol, com o patrocínio do Paulistão 2026 e das transmissões dos jogos pela CazéTV, reforça o potencial de conexão com o consumidor em momentos de alto engajamento, criando oportunidades adicionais de ativação comercial no varejo supermercadista. “O futebol é um território estratégico também para o ponto de venda, pois gera fluxo, recorrência e consumo imediato. Nosso objetivo é transformar essa conexão emocional em resultado para os parceiros comerciais”, destaca Diego Santelices, Head de Comunicação Externa e Mídia do Grupo Petrópolis. Já a marca Petra complementa o portfólio com foco em valor agregado, ampliando as possibilidades de mix, ticket médio e segmentação dentro do varejo supermercadista, especialmente em lojas que buscam diferenciar a oferta na categoria de cervejas durante o verão.
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