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Páscoa sem perdas? A resposta está aqui
A Páscoa impulsiona as vendas no varejo supermercadista, e ao mesmo tempo, pressiona os preços de produtos com maior valor unitário. Nesse contexto, a prevenção de perdas deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma exigência estratégica. No período, as perdas podem crescer até 30%, especialmente em itens como ovos e barras de chocolate. Diante desse cenário, os varejistas precisam se preparar para proteger o estoque e potencializar os resultados durante a sazonalidade. “A organização física da exposição dos produtos é fundamental. Os itens devem estar bem organizados, sem áreas vazias nas gôndolas; é necessário haver controle sobre o número de frentes expostas e reduzir ao máximo o estoque solto na área de vendas. Além disso, a exposição deve ser priorizada estrategicamente em áreas assistidas pela equipe da loja, com foco nos pontos de maior visibilidade”, explica Thiago Artacho, CEO da Green Tech Solutions. Páscoa de 2026: otimismo e alta Em 2026, representantes do varejo supermercadista demonstram maior otimismo após um 2025 marcado por retração. No ano passado, o volume de vendas de chocolates sazonais caiu 12% em relação ao período anterior, segundo dados da Euromonitor. Para este ano, o cenário inclui a redução gradual do preço do cacau, o que refletirá no desempenho da Páscoa, que concentra até 70% das vendas de chocolates sazonais, incluindo ovos, coelhos e produtos com embalagens alusivas à data. A pesquisa também aponta o Brasil como o quinto maior mercado consumidor de chocolates do mundo, atrás de Estados Unidos, Rússia, Alemanha e Reino Unido. No último ano, o consumo total alcançou 385 mil toneladas, alta de 3% em comparação com 2024. Em valor, o crescimento foi ainda mais expressivo: o mercado movimentou R$ 36,7 bilhões, com avanço de 26% na comparação anual, impulsionado principalmente pelos preços mais elevados. Diante de uma data com forte impacto no varejo, adotar estratégias para aumentar a competitividade e reduzir desperdícios torna-se essencial. Fatores críticos: o que impacta o seu negócio A combinação entre produtos de alto valor agregado e maior fluxo de consumidores nas lojas amplia o risco de perdas no ponto de venda. Na avaliação do CEO da Green Tech Solutions, quando o preço sobe e o volume diminui, cada unidade passa a ter um peso maior no resultado do varejo. Segundo Thiago Artacho, perdas causadas por furtos, avarias ou exposição inadequada assumem caráter estratégico. Entre os principais fatores que influenciam o desempenho das vendas de Páscoa estão a forma de exposição dos produtos, a experiência do cliente e os riscos de segurança. “Os fatores críticos são a exposição, já que produto mal exposto gera ruptura aparente, bagunça, manuseio excessivo e facilita o furto, a experiência do cliente, pois prateleiras vazias ou desorganizadas reduzem a compra por impulso, a pressão operacional típica da Páscoa, com aumento de fluxo, equipes sobrecarregadas e reposição mais lenta, e a margem da categoria, que é alta, com grande giro e forte atratividade para furto. Todos esses pontos impactam diretamente margem, giro, percepção de marca e eficiência operacional”, aponta Artacho. Tecnologia, a aliada na prevenção de perdas Posicionar os chocolates de forma correta na gôndola, garantindo 100% de visibilidade do primeiro ao último item, com total segurança é essencial. Desta forma, é possível manter a organização do sortimento, reduzindo o manuseio excessivo e protegendo os produtos contra quebras e amassados, problema comum em embalagens mais frágeis. Thiago Artacho cita como exemplo a 'Choco Pusher', que possibilita a exposição de mais marcas no mesmo espaço, diminui a necessidade de manutenção constante e agiliza o reabastecimento. “A tecnologia pode ser aliada na prevenção de perdas atuando em três níveis complementares: primeiro, na base mecânica inteligente, com soluções como pushers que mantêm o produto alinhado, reduzem o manuseio, dificultam a ocultação e facilitam o inventário visual, funcionando como prevenção passiva e constante; segundo, no monitoramento inteligente, com câmeras e analytics comportamental que geram alertas e apoiam a central de prevenção; e terceiro, na gestão baseada em dados, permitindo mapear lojas com maior índice de perda, ajustar a exposição por perfil de risco e medir o ROI por categoria, porque varejista que mede, protege, e quem protege, vende mais”, afirma Artacho. As projeções de vendas e faturamento indicam que o chocolate segue como um produto altamente desejado pelo consumidor. Ao mesmo tempo, reforçam que o varejo não pode perder nenhuma unidade na gôndola. Nesse contexto, tecnologia, organização e prevenção tornam-se pilares indispensáveis para preservar a margem e garantir melhores resultados para o seu faturamento de Páscoa.
27/02/2026
Atualidades
Como transformar sua loja em um espaço de fidelização
Em um cenário cada vez mais competitivo, proporcionar experiências relevantes dentro da loja tornou-se um dos principais caminhos para fortalecer o relacionamento com o consumidor no varejo supermercadista. Mais do que preço e sortimento, os clientes buscam conveniência, personalização e ambientes que tornem a compra mais agradável e eficiente. Dados recentes mostram que 88% dos consumidores ainda preferem fazer compras presencialmente, o que reforça a importância de transformar a loja física em um espaço atrativo e funcional. Segundo Nicole Hudson, diretora de canais alternativos da KeHE Distributors, os consumidores esperam mais do que uma simples reposição de produtos. “Os consumidores esperam experiências envolventes, convenientes e memoráveis nas lojas e este é o momento para os supermercados repensarem suas estratégias para atrair e fidelizar clientes.” Para a especialista, três pilares são fundamentais para melhorar a experiência de compra: ampliar o sortimento, utilizar a tecnologia de forma estratégica e aprimorar o ambiente da loja. Sortimento como diferencial competitivo Uma das principais estratégias para conquistar e manter clientes é oferecer um mix de produtos alinhado às necessidades e preferências do consumidor. Produtos locais, itens diferenciados e marcas com identidade própria ajudam a criar conexão com o público e reforçam o posicionamento da loja. “Os consumidores buscam produtos únicos, de alta qualidade e cuidadosamente selecionados, especialmente aqueles que têm histórias por trás e conexão com a comunidade local”, afirma Nicole Hudson. Pesquisa da FMI (Food Industry Association) aponta que 83% dos varejistas consideram os produtos locais um diferencial competitivo, sendo que 58% classificam essa estratégia como altamente bem-sucedida.A oferta de produtos sazonais também contribui para aumentar a fidelização, pois acompanha as mudanças de comportamento do consumidor ao longo do ano e cria novas oportunidades de compra. As marcas próprias, por sua vez, ganham cada vez mais espaço. Metade dos consumidores afirma comprar mais produtos de marca própria do que anteriormente, impulsionados principalmente pela busca por economia e qualidade. Tecnologia a serviço da experiência A conveniência tornou-se um dos principais fatores de decisão para o consumidor. Levantamentos do setor indicam que quase metade dos executivos do varejo considera a facilidade de compra essencial para atrair clientes às lojas físicas. “A tecnologia permite criar experiências mais personalizadas e integradas, tornando as compras mais convenientes para os consumidores”, destaca Nicole Hudson. Ferramentas baseadas em dados permitem oferecer promoções direcionadas e recomendações de produtos, enquanto soluções como listas inteligentes e autoatendimento tornam a jornada mais ágil. A tecnologia também contribui para melhorar a gestão de estoque, reduzindo rupturas e garantindo a disponibilidade dos produtos procurados pelos consumidores, fator decisivo para a satisfação e a fidelização. Mesmo com a digitalização, estratégias tradicionais continuam relevantes. O uso de cupons e promoções segue amplamente difundido e pode se tornar ainda mais eficiente quando combinado com ferramentas digitais. Ambiente que influencia a decisão de compra O ambiente da loja exerce influência direta sobre o comportamento do consumidor. Displays interativos, degustações e demonstrações culinárias ajudam a atrair a atenção e tornar a experiência mais envolvente. Nesse contexto, o layout e o merchandising assumem papel estratégico. Planogramas bem estruturados facilitam a circulação, tornam a loja mais intuitiva e ajudam o cliente a encontrar rapidamente o que procura. Pontas de gôndola e áreas promocionais posicionadas estrategicamente aumentam a visibilidade dos produtos e estimulam compras por impulso, contribuindo para elevar o ticket médio. Segundo Juliana Neves, CEO da Kube Arquitetura, o planejamento do espaço pode conduzir a jornada do consumidor dentro da loja. “Desenhar a jornada é criar espaços chamativos com ações de trade usadas como iscas para guiar o cliente até o local onde ele deseja efetuar a compra do produto que foi buscar.” A especialista destaca ainda a importância de trabalhar o ambiente como extensão da marca. “Transformar-se significa tornar o espaço um território de marca com estratégias em prol do afeto, mexendo com emoções.” A loja como estratégia de fidelização A combinação entre sortimento relevante, tecnologia e ambiente bem planejado permite criar uma jornada de compra mais fluida e atrativa. “Com uma variedade de produtos ampliada, uso inteligente da tecnologia e um ambiente de loja aprimorado, é possível criar uma experiência de compra que fideliza os consumidores”, conclui Nicole Hudson. Ao investir nesses pilares, o varejo supermercadista consegue não apenas aumentar as vendas, mas também construir relações mais duradouras com os clientes.
27/02/2026
Associados em foco
Supermarket Barra Blue aposta em ação no setor de beleza para aumentar vendas em 7%
O setor de cosméticos e beleza no Brasil inicia 2026 em ritmo de crescimento e consolida o país como um dos maiores mercados globais do segmento. Como quarto maior consumidor mundial de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o Brasil movimenta uma parcela significativa da economia, impulsionado por inovações, avanço do e-commerce e pela crescente busca por produtos sustentáveis e personalizados. Com projeções de faturamento acima de R$ 130 bilhões neste ano, o setor se destaca também pelas oportunidades de negócios, especialmente por meio de terceirização e desenvolvimento de marcas próprias. No varejo supermercadista, a categoria tem ganhado relevância por atrair fluxo e aumentar o ticket médio, além de fortalecer o relacionamento com o consumidor. De olho nesse potencial, o Supermarket Barra Blue promove, neste e no próximo fim de semana, uma Experiência de Beleza voltada para os clientes. A iniciativa une cuidado pessoal, bem-estar e ativação no ponto de venda, transformando a compra em uma experiência diferenciada.Segundo a gerente de marketing da rede, Fabiola Palo, a ação tem como objetivo impulsionar o desempenho da categoria. "Nossa ideia é aumentar em 7% as vendas do setor. A ação acontece em parceria com grandes marcas do segmento capilar e oferece aplicação e secagem de cabelo gratuitas, mediante a compra de produtos selecionados, tudo realizado dentro da loja. A proposta é transformar a compra em um momento de autocuidado e conexão com o cliente, fortalecendo o relacionamento e a experiência no ponto de venda." A executiva destaca que, entre os dias 26 e 28 de fevereiro e entre 5 e 7 de março, os clientes que comprarem um shampoo e um condicionador ganham aplicação e secagem do cabelo.A iniciativa segue uma tendência crescente no varejo supermercadista: estimular a compra por meio de experiências e ativações no ambiente de loja. De acordo com Ricardo Zuccollo, vice-presidente de Vendas da Unilever Brasil, o comportamento do consumidor favorece esse tipo de estratégia. "O shopper de supermercado compra beleza de forma planejada ou mais por conveniência? É uma combinação dos dois, mas a conveniência pesa muito. O shopper entra para comprar itens essenciais e, ao encontrar soluções de beleza bem apresentadas, acessíveis e alinhadas às suas necessidades, decide no momento. Por isso, clareza de comunicação, ativações e sortimento bem organizado são fundamentais e colaboram para aumentar o ticket médio do shopper e margem do varejo." A aposta em experiências dentro das lojas reforça o papel do varejo supermercadista como um canal estratégico para a categoria de higiene e beleza, combinando conveniência, proximidade e estímulo à compra por impulso, fatores que tendem a impulsionar ainda mais o crescimento do setor em 2026.
27/02/2026
Atualidades
Saudabilidade já alcança as classes D e E: como ampliar ainda mais as vendas
Durante muito tempo, produtos associados à saudabilidade foram considerados itens de nicho, voltados principalmente para consumidores de maior poder aquisitivo. Hoje, no entanto, esse cenário mudou. A busca por uma alimentação mais equilibrada avança entre consumidores de diferentes perfis e já influencia as estratégias do varejo supermercadista. Segundo pesquisa da Data-Makers, a busca pela saudabilidade também cresce entre os consumidores das classes D e E. Para se ter uma ideia, 73% dos brasileiros de menor renda já apresentam esse comportamento de consumo. De olho nesse movimento, grandes empresas vêm investindo nessa direção. Para João Marcio, diretor comercial do Princesa Supermercados, a saudabilidade está cada vez mais presente na rotina dos consumidores. “Essa tendência começou com mais força nas classes A, B e C, mas hoje está entrando em todas as classes. As pessoas querem preservar mais a saúde, ainda que em proporções diferentes. Em muitos casos, é uma necessidade. O consumidor celíaco ou intolerante à lactose precisa desses produtos independentemente da classe social.” Atentos às demandas dos consumidores, a Seara diz que enxerga isso como oportunidades para atendê-las, inaugurando categorias quando necessário. “Vemos muita oportunidade de atrair novos clientes dentro do hábito crescente de consumo de alimentos preparados, seja para consumo em casa ou para levar a refeição ao trabalho, seja por ser mais saudável ou mais econômico”, afirma Rafael Palmer, diretor de Marketing de Alimentos Preparados da Seara. “Vemos muita oportunidade de atrair novos clientes dentro do hábito crescente de consumo de alimentos preparados, seja para consumo em casa ou para levar a refeição ao trabalho, seja por ser mais saudável ou mais econômico”, completa o executivo. Como vender mais para as classes D e E? Apesar do crescimento, categorias associadas à saudabilidade ainda exigem maior trabalho do varejo supermercadista para ganhar escala. Diferentemente de produtos básicos, esses itens dependem de exposição adequada, comunicação e planejamento de sortimento. De acordo com João Marcio, o crescimento depende de uma estratégia consistente. “É preciso trabalhar o digital, a operação no ponto de venda e a comunicação. Se não houver divulgação, esses produtos passam despercebidos ou ficam restritos ao consumidor que já compra, principalmente online. É necessário criar cultura dentro da empresa e tratar essas categorias como rotina, e não como conveniência.” Entre os principais caminhos para ampliar as vendas estão, João Marcio, cita: ampliar o mix de produtos de forma planejada; criar espaços ou sinalização no ponto de venda; trabalhar a comunicação nas redes sociais; negociar com fornecedores para ampliar a oferta; explorar soluções práticas e convenientes; e tratar a categoria como estratégica no dia a dia. Mudança estrutural de consumo A expansão dos produtos saudáveis mostra uma transformação consistente no comportamento do consumidor brasileiro. O que antes era visto como um mercado de nicho hoje se torna uma categoria cada vez mais relevante para o varejo supermercadista. “Mais do que acompanhar uma tendência, investir em saudabilidade significa atender a uma demanda crescente que atravessa diferentes perfis de consumo e que deve continuar ganhando força nos próximos anos”, explica Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da ALAS.
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