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Associados em foco
Festival de Churrasco Princesa retorna a Búzios para sua segunda edição
Após o sucesso da estreia, o Festival de Churrasco Princesa retorna a Búzios para sua segunda edição, consolidando-se como um dos encontros gastronômicos mais charmosos da Região dos Lagos. O evento acontece no dia 24 de janeiro de 2026, no Belli Belli Clube de Praia Aretê, espaço que combina sofisticação, conforto e uma vista privilegiada à beira-mar. Em um cenário pensado para valorizar a experiência sensorial, o festival aposta em um formato walkaround elegante e descontraído, permitindo que o público circule livremente entre as estações de fogo e sabor. No cardápio, cortes premium preparados na brasa, acompanhamentos especiais e a oportunidade de trocar experiências com renomados mestres churrasqueiros, que conduzem o evento com técnica e criatividade. "A proposta vai além da gastronomia. O ambiente vibrante, aliado ao lifestyle praiano de Búzios, cria uma atmosfera de celebração que transforma o festival em um verdadeiro encontro entre boa comida, paisagem e convivência. Para brindar cada momento, o público conta com open bar de cerveja Eisenbahn, garantindo frescor e qualidade do início ao fim do evento, além do open food incluído no ingresso", ressalt Wlauber Manhães, gerente de marketing do Princesa Supermercados. A expectativa é repetir e ampliar o sucesso da primeira edição, reforçando o Festival de Churrasco Princesa como uma experiência que já passa a integrar o calendário gastronômico da cidade.
15/01/2026
Associados em foco
Cencosud anuncia investimento de US$ 600 milhões em 2026 para reforçar seu ecossistema de retail
A Cencosud apresentou ao mercado financeiro, nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro, durante o Cenco Day realizado em Buenos Aires (Argentina), suas perspectivas globais de negócios e o Plano de Investimentos para 2026. Na ocasião, a companhia reafirmou o compromisso com um crescimento rentável, a alocação disciplinada de capital e a inovação em seus principais mercados de atuação. Para 2026, a empresa projeta uma receita consolidada de US$ 18,413 bilhões e um EBITDA ajustado de US$ 1,815 bilhão. As margens devem permanecer em dois dígitos no Chile, Peru e Estados Unidos, impulsionadas por avanços operacionais e pela expansão das operações nesses mercados. Dentro desse cenário, a Cencosud anunciou um plano de investimentos de aproximadamente US$ 600 milhões para 2026, montante semelhante ao aplicado no ano anterior. Cerca de 70% do Capex será direcionado a iniciativas de crescimento, com foco na abertura de novas lojas, reformas, ampliação de centros comerciais e projetos de desenvolvimento imobiliário em terrenos próprios. Ao longo de 2026, a companhia prevê a inauguração de 20 novas lojas em diferentes formatos, somando mais de 42 mil m² de área de vendas. Desse total, 17 serão supermercados, sendo sete unidades da bandeira The Fresh Market, nos Estados Unidos. O plano inclui ainda a continuidade do desenvolvimento e da expansão de shopping centers, que devem adicionar mais de 40 mil m² de Área Bruta Locável (GLA) no período. O restante dos investimentos será destinado ao fortalecimento do Ecossistema Retail, com aceleração da transformação digital, expansão do e-commerce e do negócio de retail media, além do reforço das capacidades logísticas e operacionais, com foco na geração de valor sustentável no longo prazo. “Esses investimentos nos permitirão acelerar nosso crescimento orgânico, fortalecer ainda mais a experiência do cliente e consolidar a proposta de valor da Cencosud em todos os mercados onde atuamos. Com esse plano, reafirmamos nosso propósito de servir de forma extraordinária em cada momento, nosso compromisso com a inovação e a geração de valor sustentável para clientes, colaboradores e investidores, além de uma visão otimista sobre as oportunidades futuras”, afirmou Rodrigo Larraín, CEO da Cencosud. Após a apresentação do Cenco Day 2026 — que ocorreu pela primeira vez em Buenos Aires — participantes e executivos da companhia realizaram visitas ao shopping Unicenter e às lojas Jumbo e Easy em operação na capital argentina.
15/01/2026
Conecta
A IA vai baratear a conta do consumidor e fortalecer as marcas próprias?
A inteligência artificial está deixando de ser uma promessa futurista para se tornar uma engrenagem central na formação de preços, no desenvolvimento de marcas próprias e na tomada de decisão do varejo supermercadista. Mais do que automatizar processos, a IA amplia a capacidade dos varejistas de entender comportamentos, antecipar demandas e reduzir riscos em um ambiente de margens cada vez mais pressionadas. Segundo Wesley Bean, diretor de operações da Engage3, a grande virada está na profundidade da leitura dos dados de consumo. “Durante anos, a gente só passava o cartão fidelidade para ganhar um dólar de desconto naquela lata de milho. Hoje, quando analisamos esses dados de forma mais profunda, percebemos que não se trata apenas de uma lata de milho, mas de uma combinação de atributos nutricionais que ajudam a contextualizar o estilo de vida do cliente”, afirma. Para ele, esse nível de análise permite inferir hábitos como prática de atividades físicas, tipos de dieta e até potenciais riscos de saúde — informações valiosas para decisões de sortimento, precificação e personalização de ofertas. Precificação mais inteligente e menos reativa Com modelos preditivos mais sofisticados, a IA passa a apoiar estratégias de preço que vão além da simples reação ao concorrente. Ao cruzar dados de comportamento, elasticidade, histórico de compra e contexto de consumo, os supermercados conseguem ajustar preços com mais precisão, protegendo margem sem perder competitividade. “Do ponto de vista da ciência da decisão, essa integração e a precisão das análises preditivas só tendem a aumentar”, destaca Bean. Esse avanço também impacta diretamente a dinâmica promocional. Em vez de descontos genéricos, a tecnologia permite ofertas mais direcionadas, relevantes e sustentáveis financeiramente, reduzindo desperdícios e melhorando o retorno sobre investimento promocional. IA como motor das marcas próprias No desenvolvimento de marcas próprias, o impacto é ainda mais estratégico. Bean explica que a análise preditiva já permite simular o potencial de sucesso de um produto antes mesmo de ele chegar às gôndolas. “Conseguimos construir o perfil de um produto e inferir seu desempenho considerando atributos como qualidade, rotulagem e design da embalagem. Isso é fundamental, porque lançar um produto é caro, especialmente se ele não performar bem nos primeiros 90 a 120 dias”, afirma. Com esse apoio, o varejo supermercadista reduz riscos, acelera o time-to-market e aumenta as chances de sucesso das linhas próprias, que seguem ganhando relevância como instrumento de diferenciação, fidelização e melhoria de margem. Tecnologia, pessoas e nova liderança de loja Para Wesley Bean, o avanço da IA também redefine o papel da liderança nas lojas. A tecnologia passa a liberar tempo operacional e oferece uma leitura mais clara do que acontece no ponto de venda. “Ela ajuda a entender melhor o que está acontecendo financeiramente dentro da loja, como orientar funcionários no momento certo e, principalmente, devolver ao gerente de loja a possibilidade de estar mais presente no chão de loja, como antigamente”, observa. Esse movimento, segundo ele, exige novas competências e uma revisão das práticas de gestão de pessoas. “Você precisará de uma estrutura organizacional muito diferente no futuro. Assim como a tecnologia precisa inovar, o RH também precisa ser disruptivo para extrair valor real dessas ferramentas analíticas avançadas”, completa. O cliente continua sendo a variável central Com passagem pelo Walmart, Bean reforça que o varejo sempre foi, na essência, um negócio orientado por tecnologia, ainda que isso nem sempre seja visível para o consumidor. “O Walmart é uma das empresas de TI mais sofisticadas do planeta. Existe um ciclo virtuoso de investimento tecnológico que continua gerando dividendos”, afirma. Mesmo com todo o avanço da IA, ele lembra que o cliente segue sendo a variável mais difícil de controlar e a mais importante. “O cliente vai te dizer se você acertou ou errou, porque ele vota com a carteira.” É justamente nesse ponto que a inteligência artificial se consolida como aliada estratégica: não para substituir decisões humanas, mas para torná-las mais rápidas, informadas e conectadas à realidade do consumo.
14/01/2026
Atualidades
NRF termina com foco no "backoffice" e na experiência do consumidor
O terceiro e último dia da NRF 2026 consolidou um movimento que vinha se revelando desde o início da feira: foco em aplicações reais, mensuráveis e urgentes da inteligência artificial para a gestão dos negócios, o chamado "backoffice". A IA deixou de ser um diferencial para se firmar como algo essencial nas decisões estratégicas no varejo. Para Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ e da ALAS, a NRF foi emblemática justamente por colocar o setor diante de escolhas práticas. “A NRF termina mostrando que não existe mais espaço para tecnologia como vitrine. O varejo precisa contar com a maturidade operacional dos sistemas autônomos. Ou seja: eficiência acima do discurso". IA como infraestrutura do negócio A sessão AI-Powered Grocery, considerada uma das mais relevantes de toda a programação, trouxe casos concretos de uso da inteligência artificial para três pilares críticos do setor: margem, prevenção de perdas e fidelização. Ferramentas de precificação dinâmica, redução de desperdício, visão computacional no self-checkout e personalização avançada deixaram claro que a IA passa a operar como infraestrutura invisível do varejo. “O grande recado é que a inteligência artificial não é mais um projeto paralelo. Ela se tornou parte do motor do negócio. Quem não integrar isso à operação vai perder competitividade rapidamente”, destacou Queiróz. Omnicanalidade: menos discurso, mais conta no papel Outro ponto alto do dia foi o New Omnichannel Playbook for Grocery, que abordou os desafios reais de fazer o omnichannel funcionar em um setor de margens apertadas e produtos perecíveis. Fulfillment, picking em loja, micro-fulfillment centers e a busca pelo break-even ganharam uma abordagem mais honesta e menos romantizada. Automação e robótica: necessidade operacional A pauta de robôs e automação em foodservice e operações de loja também avançou em maturidade. A escassez de mão de obra, os custos crescentes e a busca por consistência colocaram a robótica como resposta pragmática, e não mais como curiosidade tecnológica. O consumidor nativo em IA muda tudo Encerrando o dia, a provocação de Jason Goldberg sobre o AI Native Consumer trouxe um olhar mais radical para o futuro do consumo. A ideia de que algoritmos passam a mediar descoberta, decisão e fidelidade acendeu um alerta importante para marcas e varejistas. “Quando a IA passa a recomendar, comparar e até comprar pelo consumidor, o jogo muda completamente. O desafio do varejo será continuar relevante quando a relação deixa de ser direta e passa a ser mediada por sistemas inteligentes”, refletiu o presidente da ASSERJ. O futuro é agora A NRF terminou com diversas conclusões para o varejo, mas, talvez, a mais essencial seja: enquanto a tecnologia avança nos bastidores operacionais, o humano segue como diferencial no contato com o consumidor. Afinal, o varejo é feito de pessoas e para pessoas. "Para quem você é essencial? Por que você é importante? O que você resolve?". Essas três perguntas são a chave para responder se você é autêntico e essencial para o consumidor, ou se será só mais um na aba de pesquisas. Ao mesmo tempo em que nos apresentou o desenvolvimento tecnológico nos bastidores das operações, a NRF também reforçou a necessidade de criar para o consumidor um senso de pertencimento e de cuidado por parte da marca que o conhece. Como? Por meio de experiências reais, autênticas e personalizadas, não apenas com conceitos repetidos. Isso é a construção da cultura do negócio.
13/01/2026
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