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Heineken surpreende com lucro acima do esperado em 2024; vem saber como foi a performance do mercado brasileiro
A Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo, reportou um lucro operacional surpreendente para o ano de 2024, com um aumento de 8,3%, alcançando € 3,5 bilhões (cerca de 3,67 bilhões de dólares), superando as estimativas dos analistas, que previam um crescimento de 5,3%. A companhia enfatizou, entre os fatores que impulsionaram esse desempenho, o crescimento de suas marcas premium, como a Heineken, e a sua cerveja sem álcool, Heineken 0.0. Um dos principais fatores que impulsionaram esse resultado foi, sem dúvida, o mercado brasileiro, que segue como um dos mais estratégicos para a companhia. Desde 2019, o país se mantém como o maior mercado em volume de vendas, um feito que foi reforçado com o melhor resultado da história da Heineken por aqui no ano passado. Em 2024, a Heineken Brasil registrou o 11º ano consecutivo de crescimento de dois dígitos com a marca principal, com a Heineken se consolidando como a líder no segmento premium. Isso mostra a eficácia das estratégias da empresa em um mercado altamente competitivo. Outro ponto importante foi o crescimento da Amstel, que subiu um dígito alto em 2024 e se tornou uma das cinco marcas mais vendidas do país. Além disso, a Heineken 0.0 registrou um aumento de cerca de 15% nas vendas no Brasil, comprovando a aceitação crescente da cerveja sem álcool no mercado brasileiro. Apesar dos desafios econômicos, como a inflação e a desvalorização do real, a Heineken Brasil teve um desempenho notável. A empresa se beneficiou de um mix de produtos favorável e de economias obtidas por meio de otimizações logísticas com seus fornecedores estratégicos, o que resultou em um significativo aumento do lucro operacional. Investimentos no Brasil: expansão e inovação A Heineken tem investido de forma agressiva no Brasil, ampliando sua capacidade de produção e reforçando sua presença no mercado. Em 2025, a empresa vai inaugurar a nona fábrica no país. Esse investimento é um reflexo do comprometimento da companhia com o crescimento do mercado e da confiança no potencial do Brasil para continuar impulsionando os resultados da empresa no futuro. A expansão da Heineken no Brasil também inclui a construção de novos centros de distribuição e a implementação de um plano de marketing eficaz, que tem consolidado a imagem da marca e ajudado a aumentar a participação de mercado. A combinação de investimentos em infraestrutura e estratégias de marketing tem sido um diferencial importante para manter a marca Heineken no topo da preferência dos consumidores brasileiros. Procurada pela ASSERJ, a empresa informou que não comenta balanço de resultados.
13/02/2025
Economia
Varejo registra alta de 2,8% em janeiro, segundo o IVS; confira a entrevista exclusiva com o pesquisador da Stone
Os oito segmentos analisados registraram alta mensal em janeiro e o comércio físico registrou alta de 1,5% enquanto o digital apresentou queda de 1,6% Após registrar queda em dezembro, as vendas do comércio brasileiro voltaram a apresentar resultados positivos, com um crescimento de 2,8% em janeiro, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Em relação ao mesmo período do ano anterior, o cenário seguiu na mesma linha, com alta de 1,9%. O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, empresa de tecnologia e serviços financeiros. Índice de comércio digital O comércio digital apresentou queda mensal de 1,6%, enquanto o comércio físico registrou alta de 1,5%. No comparativo anual, os resultados se repetiram: com queda de 1,6% e alta de 1,5%, para o comércio digital e físico, respectivamente. Segmentos Na análise mensal, todos os oito segmentos analisados reportaram alta em janeiro: tecidos, vestuário e calçados (4,8%), artigos farmacêuticos (2,2%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2%), móveis e eletrodomésticos (1,7%), _hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (_1,5%). livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), combustíveis e lubrificantes e material de construção (1,1%). No comparativo anual, o segmento de combustíveis e lubrificantes teve o melhor desempenho com alta acumulada de 9,3%, seguido pelo setor de artigos farmacêuticos, que registrou crescimento de 3,9%. O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve alta anual de 2,3%, seguido pelo setor de livros, jornais, revistas e papelaria que reportou crescimento de 1,5%. O segmento de tecidos, vestuário e calçados registrou alta de 0,9% e o segmento de material de construção também teve alta de 0,8%. Destaques regionais No recorte regional, 19 estados apresentaram resultados positivos no comparativo anual, liderados por Roraima, com alta de 9,3%, seguido por Amazonas (6%), Acre (4,6%), Alagoas (4,3%), Ceará (4,1%), Amapá (3,9%), Pará (3,2%), Rio de Janeiro (2,9%), São Paulo (2,8%), Goiás e Minas Gerais (2,6%), Espírito Santo (2,2%), Tocantins e Maranhão (1,6%), Rondônia (1,5%), Pernambuco (1%), Rio Grande do Norte (0,9%), Bahia e Sergipe (0,8%). Em entrevista exclusiva para a ASSERJ, Matheus Calvelli, pesquisador econômico e cientista de dados da Stone, analisa esses resultados. O crescimento de 2,8% no varejo em janeiro pode ser interpretado como um sinal de recuperação sustentável ou é apenas um reflexo da base de comparação baixa após as quedas de novembro e dezembro? Sim, isso é principalmente um efeito de baixa base de comparação. Como exemplo, vale citar que o varejo vinha apresentando (comparativo 2024 vs 2023) ganhos em torno de 2,6% nos períodos antecedentes a dezembro. Em janeiro, a alta foi de apenas 1,9%. Ou seja, o varejo segue operando em níveis inferiores. Assim, é muito cedo para falarmos em recuperação, precisamos acompanhar por mais meses. O endividamento das famílias pode frear esse crescimento do varejo nos próximos meses? No caso dos supermercados, essa pressão tende a ser menor por se tratar de itens essenciais? Sim, ambas as afirmações estão corretas. Não à toa os melhores resultados do mês foram setores essenciais como combustíveis, produtos alimentícios e artigos farmacêuticos. O setor de hipermercados e supermercados teve alta de 2,3% no comparativo anual. Quais fatores podem ter impulsionado esse crescimento no Rio de Janeiro, que teve alta de 2,9% no varejo geral? Um dos principais motores desse crescimento pode ter sido o aumento expressivo do turismo no estado. A Riotur e outras entidades do setor projetaram um janeiro movimentado, com o RioGaleão prevendo recorde de passageiros e estimando um crescimento de 28% no fluxo de turistas estrangeiros. Com a maior circulação de visitantes, o consumo em hipermercados e supermercados tende a crescer, impulsionado pela demanda de moradores e turistas, além do abastecimento do setor hoteleiro e de alimentação. A desaceleração no comércio digital (-1,6%) pode indicar uma volta do consumidor às lojas físicas? Isso tem sido percebido no segmento supermercadista? Não necessariamente. É importante entender que comércio digital e físico possui uma relação de complementaridade forte entre si, em termos técnicos falamos que a correlação entre os dois é levemente negativa, ou seja, é comum que os resultados possuam direções contrárias. Assim, um único resultado é insuficiente para caracterizar uma mudança de comportamento neste sentido. Precisamos de mais meses de separação entre os dois para que tal movimento possa ser considerado. Sobre a Stone Stone é uma fintech brasileira de meios de pagamentos através dos seus serviços de adquirência multibandeiras por intermédio de máquinas de cartões, processadoras de transações realizadas por cartões de crédito, débito e voucher. Atua no mercado desde 2014, cobrindo todo o território brasileiro.
13/02/2025
Economia
Aumento do diesel e taxação do aço: como essas medidas podem impactar o varejo supermercadista? Confira entrevista exclusiva com professor da FGV, Ricardo Teixeira
O custo do transporte é um dos principais fatores que influenciam os preços no varejo supermercadista, e o recente aumento no valor do diesel pode afetar diretamente a cadeia de abastecimento. Além disso, será que a taxação do aço e do alumínio anunciada pelo governo dos Estados Unidos pode gerar reflexos na economia brasileira e no setor supermercadista? Para entender melhor esses impactos no curto e médio prazo, a ASSERJ entrevistou com exclusividade Ricardo Teixeira, professor de finanças da FGV, que traz uma análise detalhada sobre os desafios e possíveis desdobramentos dessas medidas para o setor. Confira: Como o aumento do diesel pode impactar a cadeia de abastecimento dos supermercados no curto e médio prazo? Os produtos de maior giro, que são comprados com mais frequência pelos supermercados, serão os primeiros a sentir o impacto. No momento, os itens já adquiridos estão nas prateleiras e não devem ter alteração de preço, até porque não estamos enfrentando uma inflação por demanda. Os varejistas seguem sua programação normal de vendas. No entanto, nas próximas compras, quando novos lotes começarem a chegar, o impacto do aumento do custo do diesel será mais perceptível, especialmente nesses produtos de reposição rápida. Na sua opinião, quais produtos dentro dos supermercados devem sentir o impacto mais rapidamente e por quê? "Neste momento, não é possível fazer uma projeção exata da inflação. O impacto dependerá de como os diferentes agentes da cadeia – produtores, transportadoras e, por fim, os varejistas – irão reagir ao aumento do custo do diesel. Não existe uma fórmula única que todos sigam da mesma maneira, então qualquer estimativa agora seria apenas um indicativo sem uma base numérica sólida. O senhor acredita que há risco de repasse imediato desse custo ao consumidor final? Se sim, daria para fazer uma estimativa de impacto na inflação dos alimentos? Sim, nos produtos de maior giro, que os supermercados compram com frequência, como semanalmente, é provável que o repasse ocorra assim que o aumento do custo do transporte for incorporado na entrega. Esses itens devem sofrer reajustes rapidamente. Dessa forma, nas próximas semanas, já devemos perceber uma mudança de patamar nos preços desses itens, especialmente os de menor valor agregado, devido ao encarecimento do transporte. Sobre o anúncio da cobrança de 25% nas importações de aço, de que forma essa taxação pode afetar o Brasil, considerando nossa posição como um dos principais exportadores de aço e alumínio para os EUA? O nosso produto será taxado pelo governo americano, não pelo governo brasileiro. Isso significa que continuaremos exportando basicamente pelo mesmo preço que antes, mas, ao chegar nos Estados Unidos, o produto sofrerá essa taxação – ou pelo menos essa é a intenção anunciada pelo governo americano. Prefiro dizer 'anunciada', porque essa decisão ainda pode ser revista, seja na alíquota exata ou até mesmo no aumento como um todo. Agora, o impacto real dessa medida dependerá das condições do mercado. Se a demanda nos Estados Unidos estiver aquecida, o país continuará comprando, mesmo com a nova taxação. Mas se o mercado interno americano ou outros fornecedores – que não estejam sujeitos à mesma taxação ou tenham taxas menores – conseguirem suprir essa demanda, podemos enfrentar maior concorrência e possíveis dificuldades na venda do produto brasileiro. O que precisamos observar é se haverá fornecedores alternativos capazes de atender o mercado americano ou se os próprios Estados Unidos conseguirão aumentar sua produção para suprir essa necessidade. Caso a economia americana se aqueça, como o presidente Donald Trump planeja, a tendência é que o país continue importando em volumes significativos. Nesse cenário, o Brasil manteria sua relevância como fornecedor estratégico, já que nossa capacidade produtiva não pode ser facilmente substituída. O impacto dessas medidas pode chegar ao varejo supermercadista? Por exemplo, encarecendo equipamentos, prateleiras e embalagens? Não há motivo para que uma medida como essa, tomada pelo presidente Trump, encareça os produtos aqui no Brasil. Se houver qualquer aumento de preços, não será uma consequência direta dessa taxação. Na verdade, se a exportação para os Estados Unidos diminuir, poderíamos até ter uma redução de preços no mercado interno, caso haja espaço para isso. Ou seja, não existe uma relação automática de causa e efeito, mas o comportamento do mercado sempre pode surpreender.
12/02/2025
Associados em foco
Super Bom inaugura primeira unidade em Rio das Ostras e amplia presença no estado
O Super Bom segue expandindo sua atuação no mercado fluminense e inaugurou, nesta quarta-feira (12), a primeira unidade em Rio das Ostras, consolidando a marca como uma das principais redes supermercadistas da região. Com a inauguração, a rede alcança a marca de 21 lojas sob a bandeira Super Bom e 25 unidades no total dentro do Grupo. Os sócios Joilson Barcelos e Licinio Barcelos, conselheiros da ASSERJ, fizeram questão de comparecer à inauguração e chegaram cedo para conferir a abertura ao público, que formou uma grande fila na frente do supermercado. A nova unidade conta com uma estrutura moderna e tecnológica para oferecer uma experiência diferenciada aos clientes. A área construída total é de 4.349 m², sendo 2.049 m² destinados à área de vendas. Entre as inovações, destaca-se a introdução do self-checkout, garantindo mais agilidade na hora das compras, além do nebulizador de hortaliças para preservar a qualidade dos produtos frescos. Outra novidade é a lanchonete da loja, que oferecerá opções de pratos para consumo imediato. A loja segue o novo modelo de layout da rede, mantendo a identidade visual padronizada das demais unidades. Para garantir conforto e comodidade aos clientes, o espaço conta com 19 checkouts, sendo quatro deles de autoatendimento, banheiros com acessibilidade, fraldários e Banco 24 Horas. Com aproximadamente 14 mil SKUs disponíveis, a unidade de Rio das Ostras reforça o foco em categorias estratégicas, como açougue, padaria e FLV (frutas, legumes e verduras). Considerando a localização privilegiada da cidade litorânea, a filial também aposta em uma grande variedade de bebidas para atender à demanda dos clientes locais e turistas. A tecnologia se faz presente no ponto de venda com um totem digital que exibe ofertas e promoções exclusivas - olha o retail media aí. Além disso, a nova unidade está no e-commerce, garantindo a entrega das compras em até 24 horas. Outro diferencial importante é a infraestrutura de estacionamento, que disponibiliza 95 vagas para automóveis e 20 para motocicletas, facilitando o acesso dos consumidores. A chegada do Super Bom a Rio das Ostras também impulsiona a economia local gerando 250 empregos diretos. Assim, a rede reforça o compromisso com a geração de oportunidades, incluindo a oferta do primeiro emprego e a recolocação profissional para trabalhadores da região. A nova unidade funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, e aos domingos e feriados, das 7h às 21h. Com um estoque totalmente informatizado, o Super Bom promete otimizar a reposição de produtos e garantir a melhor experiência de compra para os clientes de Rio das Ostras. Danielle Gomes Santanna, coordenadora regional de merchandising da Seara, esteve na inauguração e falou sobre o Programa N10. "Mais uma loja do Grupo Barcelos que a Seara está implantando o açougue Nota 10, que conta com consultores técnicos totalmente dedicados à implantação, ao treinamento e à manutenção do programa para que possamos oferecer um produto de qualidade com apresentação excelente para os clientes”, afirma. Diego de Oliveira Lopes, consultor técnico de programas da Seara, também veio do Rio exclusivamente para conferir a implantação: "Vim treinar os açougueiros e tenho certeza de que com dedicação e cuidado eles atenderão os clientes com muita qualidade e o setor vai bombar as vendas”. Danielle também coordena o time de merchandising do Rio e do Espírito Santo adiantou que a Seara estará na próxima prova do Big Brother Brasil 2025, da TV Globo, com uma ativação incrível da linguiça com chimichurri Seara, que vai deixar a competição dos brothers ainda mais saborosa. Como promoção de inauguração do Super Bom Rio das Ostras, os clientes que comprarem acima de 1kg de linguiça de churrasco ganham uma tábua de carne de plástico laranja, a cor da Seara. Lucas Barcelos, diretor do Grupo Barcelos, ressalta: "Estamos inaugurando a primeira loja do Super Bom em Rio das Ostras, a 25ª filial do Grupo Barcelos, e ficamos felizes em fazer parte da vida de mais pessoas. O propósito da nossa empresa é melhorar a alimentação da população com produtos frescos e de qualidade, e estamos trazendo mais comodidade para os moradores e visitantes de Rio das Ostras. Investimos aproximadamente R$ 20 milhões nesta unidade com mais de 2 mil m² e estamos satisfeitos com o movimento nesta inauguração, o que demonstra a confiança das pessoas no nosso Grupo." A ASSERJ deseja sucesso ao nosso associado Super Bom!
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