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Por dentro da asserj
Do preço ao “adorei”: como o varejo supermercadista pode transformar atendimento em afeto
Criar uma experiência memorável não depende necessariamente de grandes investimentos financeiros. Para Edmour Saiani, fundador da Ponto de Referência, o diferencial está na intenção, na cultura e na capacidade de colocar o cliente no centro das decisões. Esse foi o foco da quarta palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week, com o tema “Experiência memorável não custa caro, custa intenção”. Durante a apresentação, Edmour destacou que o varejo vive uma transformação importante: a saída de um modelo puramente transacional para uma lógica baseada em conexão emocional, pertencimento e relacionamento. “Estamos saindo de uma fase de transações comerciais básicas para um momento em que as marcas precisam criar conexões profundas, capazes de gerar carinho de verdade. A experiência do cliente não acontece por acaso. Ela é desenhada estrategicamente para transformar uma relação fria em uma conexão emocional”, afirmou. Segundo o especialista, o consumidor atual não busca apenas resolver uma necessidade prática. Ele deseja se sentir reconhecido, acolhido e valorizado durante toda a jornada de compra. Nesse contexto, o varejo supermercadista precisa compreender que atendimento deixou de ser apenas operação e passou a ser construção de vínculo. Edmour explicou que o cliente só retorna quando a experiência recebida funciona como um convite para voltar. “O cliente só fica se o atendimento que recebeu for um convite para ele voltar. Hoje, não basta vender produto. É preciso criar uma sensação tão positiva que retornar se torne a escolha mais natural para o consumidor”, destacou. De “interesseiro” para “interessante” Um dos principais pontos abordados na palestra foi a diferença entre marcas “interesseiras” e marcas “interessantes”. Para Edmour, muitas empresas ainda operam focadas apenas na venda imediata, sem construir relacionamento de longo prazo. Ele divide essa evolução em três níveis. O primeiro é o da marca interesseira, que pensa apenas na própria venda. O segundo é o da marca interessada, que já tenta entender a jornada do consumidor. Já o terceiro estágio é o da marca interessante, capaz de gerar encantamento e conexão emocional. “Enquanto a razão resolve um problema momentâneo, é a emoção que encanta. O consumidor lembra de quem faz ele se sentir bem”, explicou. A fórmula PhD da experiência Outro conceito apresentado foi a chamada fórmula “PhD”, composta pela integração entre físico, humano e digital. Segundo Edmour, a experiência só se torna completa quando esses três pilares trabalham juntos. “O elemento humano é a cola que conecta o físico e o digital. Sem o humano, o físico vira apenas concreto e o digital vira somente programação”, afirmou. A palestra também trouxe reflexões sobre a evolução das expectativas dos consumidores. Em um dos slides apresentados, Edmour destacou os principais fatores valorizados atualmente pelos clientes: carinho, sustentabilidade, personalização, educação, entretenimento, atendimento, design, conveniência, produto e segurança. Entre as expectativas destacadas estavam frases como “Me reconheça como único e me faça sentir especial”, “Facilite minha vida” e “Me proteja e me dê tranquilidade”. Segurança primeiro, carinho depois Ao explicar a chamada “escada do carinho”, o especialista mostrou como a relação entre marca e consumidor evolui gradualmente. Segundo ele, tudo começa pela sobrevivência, ou seja, pela necessidade básica de segurança. “A primeira obrigação de qualquer negócio é entregar segurança, seja física, financeira ou até relacionada aos dados do consumidor. Sem isso, não existe relação”, pontuou. Depois disso, entram fatores como produto, conveniência, educação, personalização e, no topo da jornada, o carinho, momento em que o consumidor cria vínculo emocional com a marca. “O grande objetivo é fazer o cliente sair do ‘encontrei o que precisava’ para chegar ao ‘adorei’. Esse ‘adorei’ é o sinal de que a conexão emocional foi construída com sucesso”, disse. O que o varejo supermercadista pode aprender Para o varejo supermercadista, a principal mensagem da palestra foi clara: experiência não depende apenas de tecnologia ou grandes projetos, mas da soma de pequenos detalhes capazes de gerar percepção positiva. Desde a organização da loja até o atendimento no caixa, passando pela personalização de ofertas, ambientação, conveniência e acolhimento, cada ponto de contato pode contribuir para fortalecer a relação entre marca e consumidor. “A marca que apenas gerencia processos operacionais fica presa em relações frias. Já a marca que constrói experiências cria conexão humana verdadeira”, concluiu Edmour Saiani.
13/05/2026
Por dentro da asserj
Ticket médio na véspera dos jogos da Copa de 2026 deve subir 24%, aponta Scanntech
Estudo apresentado no Retail Talks mostra que véspera dos jogos pode aumentar o ticket medio e elevar fluxo em loja em até 8,3%
13/05/2026
Por dentro da asserj
O que os supermercados podem aprender com o segmento de luxo?
O que faz uma experiência se tornar inesquecível? Essa foi uma das reflexões apresentadas por Caio Zalc durante a segunda palestra do primeiro dia do palco Retail Talks, no São Paulo Innovation Week. Com o tema “O Novo Luxo da Hospitalidade: experiências autênticas que conectam pessoas, lugares e histórias”, o executivo mostrou como o setor de hospitalidade tem transformado serviços em memórias. Segundo Caio Zalc, o consumidor atual busca muito mais do que apenas produtos ou serviços. Ele procura conexão emocional, autenticidade e experiências que gerem lembranças duradouras. Para o executivo, esse conceito também pode ser aplicado ao varejo supermercadista, especialmente em um cenário em que a experiência do cliente se torna um diferencial competitivo. “Em março deste ano, o Belmond realizou uma parceria com o grupo Iguatemi em uma residência de uma semana na Casa de Genópolis, em São Paulo. Criamos experiências que o dinheiro não pode comprar para um público muito especializado, formado por clientes estratégicos, imprensa e influenciadores”, explicou. A ação reuniu experiências imersivas envolvendo gastronomia, moda, bem-estar e entretenimento. Entre os destaques, esteve um jantar de gala inspirado no famoso Venice Simplon-Orient-Express, considerado um dos trens de luxo mais icônicos do mundo e conhecido por ter inspirado a obra “Assassinato no Expresso do Oriente”, de Agatha Christie. Além disso, a marca trouxe para São Paulo o designer sul-africano Thebe Magugu, referência internacional da moda, que participou de palestras e apresentou peças desenvolvidas em parceria com grandes marcas de luxo. Outra ativação envolveu o tradicional bar do hotel Cipriani, em Veneza, levando ao público brasileiro os mesmos profissionais responsáveis por preparar drinks para celebridades internacionais. “Os mesmos bartenders que fazem drinks para George Clooney, Julia Roberts e Cate Blanchett estavam em São Paulo contando histórias e criando experiências únicas para os convidados”, destacou Zalc. "Para o varejo supermercadista, o aprendizado está justamente na capacidade de criar conexões mais humanas e memoráveis com os consumidores. Mais do que oferecer produtos, as empresas podem investir em experiências, ambientações, ações sensoriais, eventos e ativações que aproximem as marcas das pessoas", completa o executvo. Confira a programação completa do São Paulo Innovation Week AQUI!
13/05/2026
Por dentro da asserj
Supermercados vivem corrida por eficiência, personalização e inovação no varejo abastecedor
Debate com a APAS no São Paulo Innovation Week mostra como algoritmos, inteligência de consumo e automação já impactam vendas e decisões estratégicas
13/05/2026
Por dentro da asserj
Liderar a Geração Z se torna um dos maiores desafios do varejo supermercadista
Conselho de RH da ASSERJ vai debater soluções para reduzir rotatividade e fortalecer o engajamento dos jovens nas empresas
12/05/2026
Economia
Inflação desacelera em abril, mas alta dos alimentos mantém alerta nos supermercados do Rio
Varejo abastecedor fluminense registra alta de 1,30%, com destaque para aumentos em hortifruti, leite e carnes
12/05/2026
Conecta
Consumidores aceitam compartilhar dados, mas o que esperam em troca no varejo supermercadista
Os consumidores estão cada vez mais abertos a compartilhar informações de compra com os varejistas, desde que percebam vantagens concretas nessa troca. É o que aponta uma pesquisa da Dunnhumby, que revela maior receptividade do público a mensagens personalizadas, promoções direcionadas e sugestões baseadas em hábitos de consumo. O levantamento, realizado com 3 mil consumidores em todo o mundo, mostrou que quase 70% dos entrevistados confiam em recomendações de produtos feitas com base em compras anteriores. Além disso, mais da metade afirmou acreditar em sugestões relacionadas a promoções e descontos personalizados. Em contrapartida, apenas 30% disseram confiar em recomendações baseadas no comportamento de pessoas com perfil semelhante, enquanto 24% demonstraram credibilidade em sugestões ligadas a tendências gerais de consumo. A pesquisa também revelou que aproximadamente metade dos participantes considera as recomendações personalizadas “muito úteis”, enquanto menos de 10% classificaram esse tipo de abordagem como “inútil”. Outro dado que chama atenção é que mais de 90% dos entrevistados afirmaram se sentir confortáveis em permitir que os varejistas registrem informações sobre suas compras. Para Diogo Augusto, coordenador de marketing da Rede Market, o consumidor atual entende melhor o valor da personalização, desde que ela gere conveniência e benefícios reais durante a jornada de compra. “Hoje, o cliente já percebe que compartilhar determinados dados pode tornar a experiência mais prática e assertiva. Quando o varejo supermercadista consegue transformar essas informações em ofertas relevantes, economia e mais agilidade na compra, a tendência é aumentar a confiança e fortalecer o relacionamento com o consumidor”, afirma. O estudo também aponta maior aceitação de tecnologias que tragam ganhos práticos para o dia a dia. Quase dois terços dos entrevistados disseram estar entusiasmados com modelos de precificação personalizada, enquanto mais da metade demonstrou interesse em sugestões preditivas e notificações em tempo real com ofertas relevantes. Segundo Renato Furtado, especialista em tecnologia, CEO da Allgenius Automação Comercial e influenciador da SRE Super Rio Expofood, o grande desafio do varejo supermercadista é utilizar os dados dos consumidores de forma estratégica e personalizada. “Muitos varejistas já possuem clube de vantagens e CRM, mas ainda utilizam essas ferramentas de forma genérica. O consumidor espera ofertas direcionadas, benefícios personalizados e uma experiência mais próxima. Quando os dados são bem utilizados, o varejo supermercadista consegue aumentar o engajamento, fortalecer o relacionamento e gerar mais vendas”, destaca. Quando o supermercado entende o histórico de consumo, consegue criar ações muito mais inteligentes: uma oferta personalizada para quem compra determinada categoria com frequência, um benefício especial no mês de aniversário, cashback direcionado para estimular recompra, sugestão de produtos no e-commerce com base nas compras anteriores e campanhas segmentadas para clientes que deixaram de comprar. “O grande erro é tratar todos os clientes como se fossem iguais. Dois consumidores podem comprar na mesma loja, mas terem hábitos completamente diferentes. A tecnologia permite que o supermercado pare de fazer comunicação em massa e comece a construir relacionamento individualizado em escala”, afirma Renato Furtado. Segundo ele, esse movimento também contribui para aumentar a percepção de valor do consumidor em relação ao varejo supermercadista. “Quando o cliente percebe que recebe ofertas e benefícios alinhados ao seu perfil de compra, a relação deixa de ser apenas transacional e passa a ser mais próxima e estratégica, fortalecendo a fidelização”, completa Apesar da boa aceitação das soluções personalizadas, algumas tecnologias ainda enfrentam resistência. Apenas 29% dos entrevistados afirmaram estar animados com compras automatizadas, enquanto quase metade classificou esse recurso como “intrusivo ou desnecessário”. Assistentes de voz, dispositivos vestíveis e chatbots personalizados também tiveram adesão mais tímida, com aprovação de cerca de um terço dos participantes da pesquisa.
12/05/2026
Economia
Por que os brasileiros ainda sentem dificuldade nas compras mesmo com melhora da economia?
Apesar da queda histórica do desemprego e do aumento da renda média no Brasil nos últimos anos, a sensação de bem-estar da população não acompanha os indicadores positivos do mercado de trabalho. A avaliação é do pesquisador do FGV IBRE e doutor em economia pela FGV EPGE, Luiz Guilherme Schymura. Segundo o economista, um dos principais motivos para esse descompasso está no avanço expressivo da inflação dos alimentos, que tem afetado diretamente o orçamento das famílias brasileiras e mudado a percepção da população sobre seu poder de compra nas compras realizadas nos supermercados. De acordo com Schymura, embora a taxa de desemprego tenha atingido 5,6% no terceiro trimestre de 2025, o menor nível da série histórica, o aumento dos preços dos alimentos acima do IPCA reduziu o impacto positivo da melhora do mercado de trabalho na vida cotidiana dos consumidores. “A alimentação passou a ocupar uma parcela maior do orçamento das famílias, especialmente entre as de baixa renda. Isso faz com que, mesmo com emprego e renda melhores, a percepção seja de perda de poder de compra”, afirma Luiz Guilherme Schymura. O economista ressalta que os alimentos consumidos dentro do domicílio acumulam inflação quase 20 pontos percentuais acima do IPCA desde 2019. Entre as famílias que recebem entre um e um salário mínimo e meio, os gastos com alimentação passaram de 18,9% para 22,2% da renda mensal. Esse cenário é percebido diretamente nas compras realizadas no varejo supermercadista, já que itens básicos passaram a comprometer uma fatia maior do orçamento familiar. Segundo a pesquisa do FGV IBRE, 74% dos entrevistados apontaram a alimentação como a despesa que mais pesa nas contas do mês. Entre quem recebe até dois salários mínimos, esse percentual sobe para 79,5%. Além da inflação dos alimentos, Schymura destaca que boa parte das vagas criadas nos últimos anos está concentrada em ocupações de menor remuneração, como comércio, serviços de limpeza e transporte por aplicativos. “Embora o desemprego esteja baixo, muitos dos empregos gerados possuem salários inferiores à média nacional. Isso ajuda a explicar por que os números agregados da economia não se traduzem automaticamente em sensação de melhora para a população”, ressalta Luiz Guilherme Schymura. Outro ponto levantado pelo pesquisador é que parte da melhora dos indicadores do mercado de trabalho decorre de mudanças estruturais na população, como maior escolaridade e envelhecimento da força de trabalho, e não necessariamente de um ganho efetivo de produtividade ou renda. Na prática, o consumidor sente os impactos diretamente no momento das compras. O levantamento aponta que, quando a renda é ajustada pela inflação dos alimentos e pelas mudanças demográficas, há percepção de perda de renda real desde 2019. “Quando a pessoa percebe que não consegue comprar a mesma quantidade de produtos com o mesmo dinheiro, isso afeta diretamente a sensação de bem-estar econômico”, conclui Luiz Guilherme Schymura.
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Minuto ASSERJ
Supermarket Blue oferece experiência gastronômica em celebração ao Dia Nacional do Café
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Supermercado Serra Azul conquista Prêmio Julius Arp de Empreendedorismo em Nova Friburgo
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No ritmo da Páscoa, Supermarket Blue vira Fábrica de Chocolate neste sábado (28)
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Guanabara amplia equipe e fortalece sua operação no varejo supermercadista
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